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15 de maio de 2013

SETE HOMENS SEM DESTINO (Seven Men from Now) – A OBRA-PRIMA DE BUDD BOETTICHER


Burt Kennedy

A Batjac, produtora de John Wayne criada em 1954, contratou depressa Burt Kennedy, um jovem roteirista de 32 anos que despertara a atenção de Michael Wayne com o primeiro roteiro que apresentara à Batjac. Percebendo o potencial da história, intitulada “Seven Men From Now”, Michael mostrou o roteiro a seu pai. John Wayne ficou interessadíssimo em interpretar o personagem principal da história, mas estava de partida para o Monument Valley onde, sob a direção de John Ford, iria iniciar “Rastros de Ódio”. Wayne pressentia que o novo western de Ford seria um filme importante, com produção orçada em três milhões de dólares, dos quais 500 mil iriam para a conta bancária do Duke. Para produzir “Seven Men From Now” a Batjac teria de investir 500 mil dólares, em parceria com a Warner Bros. que distribuiria o filme. John Wayne sugeriu que fosse contratado Joel McCrea para substituí-lo, porém McCrea também estava compromissado. Os Waynes tentaram então Robert Preston, ator que estava trocando Hollywood pelos palcos da Broadway, onde preferiu continuar. O terceiro nome a ser contatado foi o de Randolph Scott e John Wayne sabia que Scott também produzia seus próprios faroestes, em parceria com Harry Joe Brown. Scott aceitou fazer o filme para a Batjac especialmente porque aquele pequeno western seria rodado em quatro semanas e pertinho de Los Angeles, em Lone Pine. Dessa forma Randy não ficaria afastado dos campos de golfe que tanto amava.

Acima Duke, Randy e Budd;
abaixo John Wayne e sua amiga Gail Russell.
Encontro de Scott com Kennedy e Boetticher - Randolph Scott perguntou a John Wayne quem iria dirigir “Seven Men From Now”, que no Brasil recebeu o título “Sete Homens Sem Destino”, e ficou sabendo que seria Budd Boetticher. Randy lembrou-se de “Império da Desordem”, filme no qual Budd, então chamado Oscar Boetticher Jr., foi o responsável pela segunda unidade, dirigindo as incríveis cenas com dezenas de cavalos em disparada. Boetticher era amigo de John Wayne desde que produzira “Paixão de Toureiro”, em 1951, filme dirigido por Budd. Na nova produção John Wayne reservou o principal papel feminino para Gail Russel, sua amiga que passava por momentos difíceis na luta contra o alcoolismo. Em 1955, quando das filmagens de "Sete Homens Sem Destino", Gail não era nem sombra da atriz que atuara anos antes com Wayne em “O Anjo e o Bandido” e em “O Rastro do Bruxa Vermelha”. O vício estava devastando implacavelmente o lindo rosto de Gail. Um dos coadjuvantes do novo western seria Lee Marvin, com quem Scott havia atuado em “O Laço do Carrasco”. Quando Randolph Scott leu o roteiro de Burt Kennedy, quis conhecer Burt Kennedy, o autor. Pelo roteiro Kennedy recebeu 1.500 dólares da Batjac. Bom de golfe, bom de gatilho, mas melhor ainda para os negócios, Randy pediu a Kennedy que escrevesse novas histórias para os próximos westerns que sua produtora Ranown iria filmar. De fato, a história de Kennedy, era muito boa e o roteiro do próprio Burt melhor ainda.


Walter Reed e Gail Russel; Gail e Scott nas outras fotos.
Sete homens com destino certo - Ben Stride (Randolph Scott) é o ex-xerife de Silver Springs, cidade onde ocorreu o roubo de uma caixa contendo vinte mil dólares em ouro, caixa transportada pela Wells Fargo. Um bando de sete homens foi o autor do roubo, ocasião em que um deles atirou na esposa de Stride, matando-a. O ex-xerife segue então a trilha dos bandidos com a intenção de se vingar de todos os sete bandidos. Após executar dois deles, Stride encontra o casal John Greer (Walter Reed) e Annie Greer (Gail Russell) que se dirige para um lugarejo chamado Flora Vista. Stride ajuda o casal nas dificuldades que se apresentam pelo caminho e seguem juntos para Flora Vista, até que o fora-da-lei Bill Masters (Lee Marvin) e seu comparsa Clete (Don ‘Red’ Barry) juntam-se a Stride e ao casal Greer. Masters anteriormente fora preso duas vezes por Stride quando este ainda era xerife. Masters toma conhecimento do roubo e sabe que seguindo Stride chegará aos homens que estão com a caixa da Wells Fargo. Payte Bodeen (John Larch) é o líder da quadrilha que roubou a Wells Fargo e aguarda a chegada da caixa que está secretamente sendo transportada, escondida nada menos que por John Greer. Por esse trabalho o insuspeito Greer ganhará 500 dólares. Masters mata o terceiro bandido do grupo de sete homens que Stride procura e depois conta a Bodeen quem é Ben Stride.  O ex-xerife obriga Greer a lhe entregar a caixa da Wells Fargo e Bodeen então atira em Greer pelas costas, matando-o. Num confronto, Stride consegue matar mais três dos sete homens que procura. Bodeen, o sétimo e último é morto por Bill Masters, que traiçoeiramente, se livra também de seu assecla Clete. Masters quer o dinheiro mas sabe que Stride não permitirá que ele se aposse da caixa da Wells Fargo. No confronto final entre os dois Stride é mais rápido e liquida Bill Masters.

Randolph Scott na cena inicial. Scott e Marvin.
Enredo incomum - Ao falar de “Sete Homens Sem Destino”, Mestre A.C. Gomes de Mattos chama o enredo do filme de "convencional na sua ação e nos seus personagens". Porém desde o início deste western fica claro que o tratamento que Boetticher dará ao filme é inteiramente diferente das centenas de vezes que vimos um cowboy chegando a cavalo para dar início à história, como em “Shane” e em “Rastros de Ódio”, para lembrar apenas de dois dos westerns mais influentes do cinema. Ben Stride (Randolph Scott) chega a um abrigo sob um forte aguaceiro, sem cavalo, vestindo uma capa de chuva, entrando em cena de costas para a câmara e encontrando dois dos sete homens que procura. Após rápido diálogo Stride fuzila a dupla sem que a câmara mostre os disparos, dos quais só se escuta os estampidos. De comum na sequência concisa apenas o bule de café, tão presente em “Sete Homens Sem Destino” quanto em quase todos os filmes do chamado Ciclo Scott-Boetticher (também conhecido por Ciclo Ranown). Triste e se expressando através de poucas palavras, Ben Stride atrai a simpatia de Annie Greer (Gail Russell) com a evidente aprovação de John Greer (Walter Reed), marido de Annie. Certo que o triângulo, de início, remete mais uma vez a “Shane”, mas a chegada de Bill Masters (Lee Marvin) altera qualquer semelhança e dá início a uma situação tão estranha quanto inesperada e jamais narrada em outro western. Bill Masters é personagem secundário e sequer faz parte do grupo de sete homens que é o objetivo da vingança de Stride. Masters, porém, passa a ser, e o espectador percebe isso, o inimigo maior de Stride, encaminhando a trama para situações cada vez mais inusitadas.

Acima Steve Mitchell, John Larch e Chuck Roberson;
abaixo John Larch e Fred Graham.
Movimentos de jogo de pôquer - Com extrema precisão o crítico norte-americano Andrew Sarris definiu os westerns de Budd Boetticher-Randolph Scott como se fossem um jogo de pôquer, com cada personagem blefando a respeito de suas cartas até a definição do jogo. E “Sete Homens Sem Destino” foi o primeiro de todos esses filmes, delineando o formato dos demais na imprevisibilidade das ações motivadas justamente pela constância de atitudes que Sarris chamou de ‘blefes’, num modelo perfeito de construção cinematográfica. John Greer insuspeitamente transporta a caixa da Wells Fargo. Payte Bodeen (John Larch) sabe que para se apossar dela terá de se defrontar com o homem que o persegue e, mais que isso, eliminar o ardiloso Bill Masters. Diante de bandidos como esses as chances de Ben Stride são mínimas. E diminuem ainda mais quando Stride é ferido por Mason (Chuck Roberson), a quem consegue matar. Bill Masters é o mais perigoso dos malfeitores e seu exibicionismo com as armas, somado à sua frieza, demonstra ser ele um mestre imbatível num confronto leal. A mão de pôquer de Masters se assemelha a um ‘Royal Straight Flush’ com o cinismo do jogador aguardando o desfecho.

A memorável sequência passada dentro do
carroção com o atrevimento verbal de Marvin.
Lascivo e cínico galanteador - Além de econômico e inteligente, o roteiro de Burt Kennedy investe em situações quase impróprias para um western. Gail Russel, por tudo que passava em sua vida pessoal, estava longe de ser uma mulher bonita como normalmente o gênero costumava apresentar. E o melhor exemplo é o de Grace Kelly em “Matar ou Morrer”. O personagem Annie Greer (Gail), mulher simples e desglamurizado lembra as esposas interpretadas por Jean Arthur em “Shane” e Leora Dana em “Galante e Sanguinário”. E Ben Stride em seu cavalheirismo não se furta a ajudar Annie Greer a colocar roupas no varal, sem escapar, é claro do sarcasmo de Bill Masters que metaforicamente avisa que “Vem aí um temporal”. Lembra o roteiro, num dos poucos momentos em que Stride fala de seu passado, que ficara sem emprego e sua esposa tivera que trabalhar para sustentá-lo, fazendo um trabalho que seu orgulho de ex-xerife não permitiria que ele próprio fizesse. Rico nessas incomuns observações, o roteiro de Kennedy atinge seu ponto máximo quando Bill Masters decide contar uma história sobre uma mulher que conhecera. Em um dos grandes momentos do cinema Lee Marvin, fazendo transbordar seu charme de patife, humilha o marido (“meio-homem”), ignora a presença do correto Ben Stride e desfia inacreditáveis e lascivos galanteios à senhora Greer num desigual embate psicológico. Quando o espectador pensa em respirar, aliviado dessa sequência passada dentro de uma carroça sob persistente chuva, Boetticher cria possivelmente o mais sensual momento de um faroeste. É quando Annie Greer luta para resistir à atração que sente por Ben Stride, deitado a poucos centímetros de seu corpo, sob a carroça onde ela também está deitada pronta para dormir.

A tensão entre Gail Russell, Randolph Scott, Lee Marvin e Walter Reed.

A critividade de Budd Boetticher no confronto final.
Plaza de toros em Lone Pine - “Sete Homens Sem Destino” é um filme repleto de pequenos e fascinantes momentos. Touradas sempre foram a paixão maior de Budd Boetticher. Após dois filmes sobre essa forma cruel de demonstração de coragem e destreza, Budd realizaria em 1972 seu sonhado documentário sobre o toureiro Carlos Arruza. Boetticher levou o desfecho de “Sete Homens Sem Destino” para uma imaginária plaza de touros ao filmar o duelo entre Ben Stride e Bill Masters. As formações rochosas de Lone Pine, cenário do filme, cercam o solo de terra no qual um toureiro cioso de sua habilidade (Masters) examina o extenuado touro (Stride). Já haviam dito um para o outro: “Odeio ter que te matar” e “Odeio que você tente isso”, numa forma de respeito entre a fera e quem a persegue. Masters sabe que é mais rápido diante do cansado e alquebrado Stride. O rifle de Stride mais se assemelha a uma espada espetada em seu dorso, o que faz com que Masters desacredite ainda mais da capacidade do ex-xerife. Essa hesitação antecedida da psicologicamente provocativa frase “Quando quiser, xerife”, dita por Masters era o segundo decisivo que Stride precisava para disparar mortalmente contra o poderoso inimigo. Por vezes o touro leva a melhor e esta foi uma delas. Antes, em um precioso achado do roteiro de Burt Kennedy, Masters mata traiçoeiramente seu comparsa Clete. O que pode ser interpretado como um gesto de ganância mais me parece ser uma forma de equilibrar a disputa que se avizinhava entre Masters e Stride.

Lee Marvin, um Narciso do Velho Oeste.
Arrogante, extravagante e presunçoso - Em “Sete Homens Sem Destino” Randolph Scott tem oportunidade de interpretar um personagem próprio dos westerns de Anthony Mann, torturado pelo seu passado e pelo desejo de vingança. A impassibilidade de Scott pode levar a acreditar que ele seja um ator limitado, o que é desmentido nesta sua primeira associação com Budd Boetticher. Gail Russell, que também não era uma atriz de muitos recursos interpretativos, está muito bem como Annie Greer, ainda guardando traços de sua angelical beleza. Gail viria a falecer seis anos mais tarde, em 1961, vitimada pelo alcoolismo. John Larch e Walter Reed são os melhores do elenco de coajuvantes que conta ainda com os lendários stuntmen Fred Graham, Chuck Roberson e Cliff Lyons. Boa também a presença de Don ‘Red’ Barry. Do momento em que entra em cena pela primeira vez, também filmado pelas costas, Lee Marvin não deixa dúvidas que o filme será palco de um show pessoal seu. Carismático, arrogante e extravagante, o adjetivo ‘presunçoso’ é o mais adequado aos tantos tipos criados por Lee na tela, alguns deles pertencentes à galeria dos melhores homens maus do cinema. Em “Sete Homens Sem Destino” Lee Marvin deixa antever o que se confirmaria dentro de poucos anos: que ele foi um dos grandes atores da história de Hollywood.

Outra excepcional sequência criada por
Budd Boetticher.
O estranho traje de Lee Marvin - Esse filme realizado com tão poucos recursos contou com a cinematografia sempre excelente de William H. Clothier. O entendimento entre Clothier e Boetticher pode ser observado exemplarmente na cena em que Stride e Greer lavam os cavalos num riacho e sem closes nos atores, destacando-se a beleza dos animais entre os dois homens. A música discreta de “Sete Homens Sem Destino” é de autoria de Henry Vars. O filme se inicia com o modismo dos faroestes dos anos 50 com uma canção anunciando a trama. Acordes dessa canção simples são reeditados numa orquestração por vezes monótona e pouco inspirada. Scott troca de camisa duas vezes durante o filme, iniciando e finalizando com sua característica camisa escura. Já o personagem de Lee Marvin é quase cômico na sua pretensão de ser elegante ao combinar paletó com uma calça curta demais e com o cinturão de duplo coldre por cima do paletó. O lenço verde chama também à atenção, mas não tanto quanto outro lenço vermelho amarrado no braço esquerdo do personagem, o que não é explicado no filme. Colecionador e apaixonado por armas, Lee Marvin completa seu personagem brincando narcisisticamente com os Colts que carrega.

Budd Boetticher
A luta de Jim Kitses - Desaparecido por mais de 40 anos, desde que fora lançado em 1956, a Batjac permitiu a restauração de “Sete Homens Sem Destino”, patrocinada pela Film Archives da Universidade da Califórnia, isto após uma incansável batalha de Jim Kitses. Professor de Cinema da Universidade de São Francisco (Califórnia), Jim Kitses sabia que o filme de Budd Boetticher era uma espécie de Santo Graal dos apaixonados por faroestes que mereciam conhecer o filme. Kitses programou “Sete Homens Sem Destino” no ano 2000 no New York Film festival de Nova York, com a presença de Budd Boetticher, podendo-se então constatar se André Bazin estava certo na sua histórica crítica sobre o filme. Lançado em DVD, “Sete Homens Sem Destino” traz uma versão com comentários cena a cena do próprio Jim Kitses. Certamente o melhor dos westerns da parceria Scott-Boetticher, “Sete Homens Sem Destino” é um marco do gênero, especialmente por demonstrar que uma produção relativamente barata pode, desde que realizada com inteligência, criatividade e sensibilidade, resultar num grande filme bem interpretado, bem dirigido, emocionante e sem aquelas concessões a artificialismos tão ao gosto das grandes platéias.

Acima Scott e Marvin; Gail Davis; abaixo Lee Marvin e Don 'Red' Barry;
na outra foto Walter Reed e Scott Banhando os cavalos.

14 de setembro de 2024

TOP-TEN WESTERNS DE DARCI FONSECA

 


    Muitos seguidores do WESTERNCINEMANIA através destes anos todos nos quais perdurou a pesquisa Top-Ten Westerns cobraram a publicação da minha lista dos melhores faroestes. De certa forma fugi dessa responsabilidade porque não é tarefa fácil deixar de fora alguns faroestes magníficos e fui adiando minha lista. A enquete chegou ao fim e não há mais como ‘esconder’ meus western favoritos. Lamento não ter incluído entre eles “Pistoleiros do Oeste” (Lonesome Dove) porque originalmente foi produzido como série de TV e ao ser editado para ser exibido nos cinemas, com redução de 170 minutos perdeu muito do original. “Lonesome Dove" estaria no meu Top-Ten, não fosse contrariar a regra de considerar somente filmes e não séries. “Rastros de Ódio” é o faroeste que eu mais gosto e talvez gostar nem seja o verbo que exprima o que eu sinto por esse western grandioso. Muitos amigos que elaboraram suas listas adicionaram uma sequência de mais 10 e até 20 westerns (os runners up), o que faço também para poder citar a admiração que tenho, especialmente por Anthony Mann e John Sturges, e por westerns que ficaram fora dos meus dez melhores e que são nada menos que excepcionais.

 

Natalie Wood e John Wayne em
"Rastros de Ódio", de John Ford

  1.º) Rastros de Ódio (The Searchers), 1956 - Dir.: John Ford

  2.º) Meu Ódio Será Sua Herança (The Wild Bunch), 1969 - Dir.: Sam Peckinpah

  3.º) O Homem que Matou o Facínora (The Man who Shot Liberty Valance), 1962 - Dir.: John Ford

  4.º) Onde Começa o Inferno (Rio Bravo), 1959 - Dir.: Howard Hawks

  5.º) Paixão dos Fortes (My Darling Clementine), 1946 - Dir.: John Ford

  6.º) No Tempo das Diligências (Stagecoach), 1939 - Dir.: John Ford

  7.º) Matar ou Morrer (High Noon), 1952 - Dir.: Fred Zinneman

  8.º) O Vingador Silencioso (Il Grande Silenzio), 1968 - Dir.: Sergio Corbucci

  9.º) Pacto de Justiça (Open Range), 2003 - Dir.: Kevin Costner

10.º) O Cavaleiro Solitário (Pale Rider), 1985 - Dir.: Clint Eastwood

 

Robert Ryan e James Stewart em
"O Preço de um Homem", de Anthony Mann

 Outros 20 westerns que poderiam perfeitamente estar no meu Top-Ten Westerns:

 

Consciências Mortas (The Ox-Bow Incident), 1942 - Dir.: William A. Wellman

Rio Vermelho (Red River), 1948 - Dir.: Howard Hawks

Legião Invencível (She Wore a Yellow Ribbon), 1949 - Dir.: John Ford

O Preço de um Homem (The Naked Spur), 1953 - Dir.: Anthony Mann

Os Brutos Também Amam (Shane), 1953 - Dir.: George Stevens

Vera Cruz (Vera Cruz), 1954 - Dir.: Robert Aldrich

Homem sem Rumo (Man Without a Star), 1954 - Dir.: King Vidor

Um Certo Capitão Lockhart (The Man from Laramie), 1955 - Dir.: Anthony Mann

Sete Homens Sem Destino (Seven Men from Now), 1956 - Dir.: Budd Boetticher

Galante e Sanguinário (3:10 to Yuma), 1957 - Dir.: Delmer Daves

Estigma da Crueldade (The Bravados), 1958 - Dir.: Henry King

Duelo de Titãs (Last Train from Gun Hill), 1959 - Dir.: John Sturges

Minha Vontade é Lei (Warlock), 1959 - Dir.: Edward Dmytryk

O Passado não Perdoa (The Unforgiven), 1960 - Dir.: John Huston

Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven), 1960 - Dir.: John Sturges

Pistoleiros do Entardecer (Ride the High Country), 1962 - Dir.: Sam Peckinpah

Por uns Dólares a Mais (Per Qualche Dollaro in Più), 1965 - Dir.: Segio Leone

Era uma Vez no Oeste (C’Era una Volta il West), 1966 - Dir.: Sergio Leone

Os Imperdoáveis (Unforgiven), 1992 - Dir.: Clint Eastwood

Bravura Indômita (True Grit), 2010 - Dir.: Ethan Cohen/Joel Cohen

 

Jeff Bridges como 'Rooster Cogburn'
no remake de "Bravura Indômita"


20 de setembro de 2024

ENQUETE TOP-TEN WESTERNS - CLASSIFICAÇÃO FINAL

 


  A enquete feita pelo WESTERNCINEMANIA contou com 75 listas indicativas dos Top-Tens de leitores do blog e outras cinco listas de escritores e críticos. Essas cinco listas são, respectivamente, de autoria de Ruy Castro, cuja lista de melhores faroestes foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo; Christopher Frayling, Tom Betts, Alex Cox e Howard Hughes, estas quatro últimas extraídas do livro ‘Once Upon a Time in the Italian West’ de autoria de Howard Hughes. Os 80 Top-Tens indicaram um total de 170 westerns e a contagem para apuração da classificação final obedeceu ao seguinte critério 1.º / 10 pontos; 2.º / 9 pontos; 3.º / 8 pontos; 4.º / 7 pontos; 5.º / 6 pontos; 6.º e 7.º colocados / 5 pontos; 8.º, 9.º e 10.º colocados / 4 pontos. As pontuações do 6.º ao 10.º colocados visaram diminuir a enorme diferença que os separaria, em pontuação, dos filmes demais da lista, diferença que em termos de qualidade é pequena, para não dizer quase inexistente. Tanto que alguns votantes declinaram em colocar suas listas em ordem de qualidade decrescente, dando a todos os filmes a mesma menção. Para estes casos foi considerada a média de seis pontos para cada um dos dez filmes. Tais critérios foram adotados por parecer serem os mais próximos de se chegar à classificação final de forma a mais justa, no entender do administrador do blog. Os números entre a classificação e o título do western indica o número de pontos obtidos por cada filme.

  Agradeço a todos que colaboraram com a enquete, especialmente a Laudney Mioli.

   1.º) 427 Rastros de Ódio (The Searchers), 1956 - Dir.: John Ford

  2.º) 395 Os Brutos Também Amam (Shane), 1953 - Dir.: George Stevens

  3.º) 292 Matar ou Morrer (High Noon), 1952 - Dir.: Fred Zinneman

  4.º) 263 No Tempo das Diligências (Stagecoach), 1939 - Dir.: John Ford

  5.º) 184 O Homem que Matou o Facínora (The Man who Shot Liberty Valance), 1962 - Dir.: John Ford

  6.º) 179 Onde Começa o Inferno (Rio Bravo), 1959 - Dir.: Howard Hawks

  7.º) 178 Era uma Vez no Oeste (C’Era una Volta il West), 1968 - Dir.: Sergio Leone

  8.º) 142 Meu Ódio Será Sua Herança (The Wild Bunch), 1969 - Dir.: Sam Peckinpah

  9.º) 141 Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven), 1960 - Dir.: John Sturges

10.º) 124 Rio Vermelho (Red River), 1948 - Dir.: Howard Hawks

 

11.º) 117 Da Terra Nascem os Homens (The Big Country), 1958 - Dir.: William Wyler

12.º) 116 Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo) 1966 - Dir.: Sergio Leone

13.º) 115 Paixão dos Fortes (My Darling Clementine), 1946 - Dir.: John Ford

14.º) 88 Vera Cruz (Vera Cruz), 1954 - Dir.: Robert Aldrich

15.º) 80 Os Imperdoáveis (Unforgiven), 1992 - Dir.: Clint Eastwood

16.º) 65 Johnny Guitar (Johnny Guitar), 1954 - Dir.: Nicholas Ray

17.º) 62 Sem Lei e Sem Alma Gunfight at the OK Corral, 1957 - Dir.: John Sturges

18.º) 60 Duelo de Titãs (Last Train from Gun Hill), 1959 - Dir.: John Sturges

18.º) 60 Por uns Dólares a Mais (Per Qualche Dollaro in Più), 1965 - Dir.: Sergio Leone

20.º) 58 O Último Pistoleiro (The Shootist), 1976 - Dir.: Don Siegel

 

21.º) 52 O Matador (The Gunfighter), 1949 - Dir.: Henry King

22.º) 51 Consciências Mortas (The Ox-Bow Incident), 1942 - Dir.: William A. Wellman

23.º) 47 Pistoleiros do Entardecer (Ride the High Country), 1962 - Dir.: Sam Peckinpah

24.º) 46 Butch Cassidy e Sundance Kid (Butch Cassidy), 1969 - Dir.: George Roy Hill

24.º) 46 O Vingador Silencioso (Il Grande Silenzio), 1968 - Dir.: Sergio Corbucci

26.º) 41 Dança com Lobos (Dances with Wolves), 1990 - Dir.: Kevin Costner

27.º) 40 Sangue de Heróis (Forte Apache), 1948 - Dir.: John Ford

28.º) 39 Pacto de Justiça (Open Range), 2003 - Dir.: Kevin Costner

29.º) 38 O Dia da Desforra (La Resa dei Conti), 1967 - Dir.: Sergio Sollima

30.º) 37 O Último Pôr-do-Sol (The Last Sunset), 1961 - Dir.: Robert Aldrich

 

31.º) 33 Winchester 73 (Winchester ’73), 1950 - Dir.: Anthony Mann

32.º) 29 O Intrépido General Custer (They Died with Their Boots On), 1941 - Dir.: Raoul Walsh

33.º) 28 O Cavaleiro Solitário (Pale Rider), 1985 - Dir.: Clint Eastwood

33.º) 28 Sete Homens Sem Destino (Seven Men from Now), 1956 - Dir.: Budd Boetticher

35.º) 27 A Face Oculta (One-Eyed Jacks), 1961 - Dir.: Marlon Brando

35.º) 27 Duelo ao Sol (Duel in the Sun), 1946 - Dir.: King Vidor

35.º) 27 O Preço de um Homem (The Naked Spur), 1953 - Dir.: Anthony Mann

38.º) 26 Legião Invencível (She Wore a Yellow Ribbon), 1949 - Dir.: John Ford

39.º) 25 Estigma da Crueldade (The Bravados), 1958 - Dir.: Henry King

39.º) 25 Uma Bala para o General (Quien Sabe?/Gringo) 1967 - Dir.: Damiano Damiani

 

41.º) 24 Os Profissionais (The Professionals), 1966 - Dir.: Richard Brooks

41.º) 24 Tombstone: a Justiça Está Chegando (Tombstone), 1993 - Dir.: George P. Cosmatos

43.º) 21 Minha Vontade é Lei (Warlock), 1959 - Dir.: Edward Dmytryk

43.º) 21 Cavalgada Trágica (Comache Station), 1960 Dir.: Budd Boetticher

45.º) 20 Josey Wales, o Fora da Lei (Outlaw Josey Wales), 1976 - Dir.: Clint Eastwood

46.º) 19 O Álamo (The Alamo), 1960 - Dir.: John Wayne

47.º) 18 Django (Django), 1966 - Dir.: Sergio Corbucci

48.º) 17 Conquistadores (Western Union), 1941 - Dir.: Fritz Lang

49.º) 16 Gatilho Relâmpago (The Fastest Gun Alive), 1956 - Dir.: Russell Rouse

49.º) 16 Homem sem Rumo (Man Without a Star), 1954 - Dir.: King Vidor

49.º) 16 O Homem dos Olhos Frios (The Tin Star), 1957 - Dir.: Anthony Mann


31 de março de 2011

TOP-TEN WESTERNS DE A.C. GOMES DE MATTOS

Antônio Carlos Gomes de Mattos é Professor de História do Cinema na PUC-RJ, autor de vários livros sobre a 7.ª Arte, entre eles "Publique-se a Lenda: A História do Western", colaborador das inesquecíveis bíblias cinematográficas que foram "Guia da Filmes" e "Filme Cultura" do Instituto Nacional de Cinema, nos anos 60/70 e ainda um dos principais colaboradores da saudosa revista "Cinemin" nos anos 80. Pois, A. C. Gomes de Mattos, numa deferência toda especial para o Cinewesternmania, relacionou os dez melhores westerns de todos os tempos, que são estes:

 1 - Rastros de Ódio (The Searchers) - John Ford - 1956
 2 - O Preço de um Homem (The Naked Spurs) - Anthony Mann - 1953
 3 - Paixão dos Fortes (My Darling Clementine) - John Ford - 1946
 4 - Winchester 73 (Winchester '73) - Anthony Mann - 1950
 5 - Onde Começa o Inferno (Rio Bravo) - Howard Hawks - 1959
 6 - O Homem que Luta Só (Ride Lonesome) - Budd Boetticher - 1959
 7 - Pistoleiros do Entardecer (Ride the High Country) - Sam Peckinpah - 1962
 8 - Um Certo Capitão Lockhart (The Man from Laramie) - Anthony Mann - 1955
 9 - Cavalgada Trágica (Comanche Station) - Budd Boetticher - 1960
10 - Sete Homens sem Destino (Seven Men from Now) - Budd Boetticher - 1956

"Winchester 73", um dos westerns preferidos de A.C. Gomes de Mattos

6 de outubro de 2014

WESTERNTESTEMANIA N.º 32 - CAFÉ NO BULE NOS WESTERNS


Em muitos de seus filmes Randolph Scot aparece em cena próximo a um bule de café.
Parecia até uma exigência do grande Randy Scott. Porém em muitos outros faroestes
um bule dava maior autenticidade ao cenário e até mesmo servia os atores. 
Este WESTERNTESTEMANIA desafia o leitor a responder estas perguntas sobre filmes
em que o indefectível bule de café se fez presente.
(Respostas após o último teste)




Em "O Matador" (The Gunfighter), Gregory Peck na foto saboreando um café, interpreta
um pistoleiro. Qual o nome do personagem de Peck nesse western?

a)  Ringo Kid    /    b)  Kid Ringo    /    c)  Johnny Ringo    /    d)  Tony Ringo


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Ernest Borgnine e Glenn Ford tomam café servido por Valerie French num western
em os três formam um triângulo amoroso. Qual o título do filme e quem o dirigiu?

a)  "Um Pecado em Cada Alma" (The Violent Men)    /    Rudolph Maté

b)  "O Irresistível Forasteiro" (The Sheepman)    /    George Marshall

c)  "Cimarron" (Cimarron)    /    Anthony Mann

d)  "Ao Despertar da Paixão" (Jubal)    /    Delmer Daves


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Nesta cena de "Correio do Inferno" (Rawhide) um ator característico serve
café para Tyrone Power e Susan Hayward. Quem é esse ator?

a)  Mickey Shaughnessy    /    b)  Edgar Buchanan    /    

c)  Walter Brennan    /    d)  Arthur Hunnicutt


* * * * *



Robert Duvall olha para um bule de café numa cena de um de seus melhores faroestes,
no qual contracena com Kevin Costner. Qual o título desse filme?

a)  "Pacto de Justiça" (Open Range)    /    b)  "Os Pistoleiros do Oeste" (Lonesome Dove)    

c)  "Joe Kidd" (Joe Kidd)    /    d)  "Bravura Indômita" (True Grit)


* * * * *



Paul Newman protagonizou um lendário fora-da-lei em "Um de Nós Morrerá" (The
Left Handed Gun). Qual o nome desse bandido que pensa em tomar um café antes
de enfrentar Pat Garrett?

a)  Billy the Kid    /    b)  Jesse James    /    c)  Butch Cassidy    /    d)  Cole Younger


* * * * *



Nesta cena de "Os Filhos de Katie Elder" (The Sons of Katie Elder) vemos John Wayne com cara de quem não gostou do café e Dean Martin. Quem é o ator entre os dois astros do filme?

a)  James Caan    /    b)  Doug McClure    /    c)  Earl Holliman    /    d)  Gary Grimes


* * * * *




O ator Rod Cameron, ao lado de um bule numa cena de "Debandada" (Stampede),
atuou em muitos faroestes. Em qual dos westerns abaixo ele não atuou?

a)  "O Cavaleiro Negro" (Brimstone)    /    b)  "Os Salteadores" (The Plunderers)    

c)  "Massacre" (Oh! Susanna)    /    d)  "A Mancha de Sangue" (At Gunpoint)


* * * * *



Olha aí o Randolph Scott tomando seu cafezinho em cena antes de matar dois homens
no filme "Sete Homens Sem Destino" (Seven Men from Now). Quem foi o diretor desse faroeste?

a)  André De Toth    /    b)  Budd Boetticher   /    c)  Andrew V. McLaglen    /    

d)  Sam Peckinpah


* * * * *



A atriz da foto atuou em alguns westerns clássicos como "Legião Invencível" (She Wore a Yellow Ribbon), "Rio Vermelho" (Red River) e "Caravana de Bravos" (Wagonmaster).
Quem é essa atriz?

a)  Barbara Hale    /    b)  Jean Peters    /    c)  Barbara Rush    /    d)  Joanne Dru



* * * * *



Nesta cena de "Pistoleiro Sem Destino" (The Hired Hand) vemos, além do bule nas pedras,
Peter Fonda de chapéu. Quem o ator que parece estar sorrindo do café horrível que Fonda
está tomando ?

a)  Dennis Hopper    /    b)  Warren Oates    /    c)  Bruce Dern    /    d)  James Coburn



* * * * *


Rhonda Fleming, que além de linda deve fazer um ótimo café...
RESPOSTAS

          1 - c - Johnny Ringo
          2 - d - "Ao Despertar da Paixão" (Jubal) - Delmer Daves
          3 - b - Edgar Buchanan
          4 - a - "Pacto de Justiça" (Open Range)
          5 - a - Billy the Kid
          6 - c - Earl Holliman
          7 - d - "A Mancha de Sangue" (At Gunpoint)
          8 - b - Budd Boetticher
          9 - d - Joanne Dru

        10 - b - Warren Oates

15 de dezembro de 2014

TOP-TEN WESTERNS DE TERRANCE HAWKINS, NORTE-AMERICANO DE OKLAHOMA


Oklahoma é um Estado norte-americano encravado entre o Colorado, o Kansas, Missouri, Arkansas, Texas e Novo México. Com esse aspecto geográfico Oklahoma teria mesmo de ser berço de alguns cowboys do cinema. Entre os mais conhecidos estão Ben Johnson, James Garner e Dale Robertson. Em Oklahoma transcorreram diversas histórias de faroestes famosos como os dois "Cimarron" (de 1931 e de 1960) que contaram como se passou a famosa ‘Land Rush’ (corrida pela posse de terras) em 16 de setembro de 1893. Lá também se passaram as histórias de "Bravura Indômita" (True Grit), "Josey Wales, o Fora-da-Lei" (Outlaw Josey Wales), "A Marca da Forca" (Hang 'Em' High), "O Pequeno Grande Homem" (Little Big Man), "A Volta dos Homens Maus" (Return of the Bad Men) e "O Rei do Deserto" (Tumbleweeds), último filme de William S. Hart.

James Garner - Dale Robertson - Ben Johnson

Um dos atores mais famosos dos anos 30 foi Will Rogers que sempre personificou no cinema o tipo acaipirado com suas raízes de cowboy. Will Rogers também nasceu em Oklahoma e era aparentado com a avó de Terrance Hawkins. Jennifer Jones e Vera Miles igualmente nasceram em Oklahoma, onde nasceu muita gente famosa. Terrance Hawkins é também um 'Okie', abreviatura de 'Oklahomanian' e como não poderia deixar de ser, desde menino  Terrance se apaixonou por faroestes, elegendo John Wayne seu principal ídolo. Da lista de dez melhores westerns relacionados por Terrance, o Duke aparece em seis deles, sendo que cinco foram dirigidos pelo 'Pappy' John Ford. Terrance estudou Teologia e Filosofia na Saint Meinrad School of  Theology, em Indiana e vive na cidade de Rainy Mountain, em Oklahoma. 

Jennifer Jones (acima), Vera Miles e Will Rogers.


Eis os dez faroestes que o amigo Terrance Hawkins enviou:

1.º) Rastros de Ódio (The Searchers), 1956 - John Ford 

John Wayne e Jeffrey Hunter

Devido à violência implacável dos índios Comanches, a família de Ethan Edwards é assassinada e suas sobrinhas são sequestradas. Ethan junto ao sobrinho Martin Pawley inicia uma busca que dura sete anos para encontrar a jovem Debbie. Dirigido por John Ford e estrelado por John Wayne, “Rastros de Ódio” é um olhar dramático e realista da vida na fronteira do Norte do Texas após a Guerra Civil. Quando lançado este filme não obteve o reconhecimento imediato por parte dos críticos, mas com o passar dos anos ganhou o status de ‘cult’ e é considerado um dos melhores westerns já realizados. (Terrance Hawkins)

 * * * * *

2.º) Sangue de Heróis (Fort Apache), 1948 - John Ford

Henry Fonda, vendo-se também Pedro Armendariz,
vendo-se também Victor McLaglen.

Primeiro dos três westerns da 'Trilogia da Cavalaria' que John Ford filmou na década de 40 após a II Grande Guerra. Inesquecível Henry Fonda como o Coronel Owen Thursday.

                                                                              * * * * *

3.º) Legião Invencível (She Wore a Yellow Ribbon), 1949 - John Ford

John Wayne, Harry Carey Jr., Ben Johnson, John Agar, George O'Brien

O mais bonito filme da 'Trilogia da Cavalaria', recebendo o Oscar de melhor cinematografia (Winton C. Hoch). John Wayne aparece envelhecido, assim como já havia acontecido em "Rio Vermelho" (Red River), um ano antes.

                                                                              * * * * *

4.º) Rio Bravo (Rio Grande), 1950 - John Ford

John Wayne e Maureen O'Hara

Último filme da 'Trilogia da Cavalaria', com a presença de Maureen O'Hara contracenando com John Wayne. Ben Johnson e Victor McLaglen, assim como Wayne, participaram dos três filmes da Trilogia.

                                                                              * * * * *

5.º) Nevada Smith (Nevada Smith), 1966 - Henry Hathaway

Steve McQueen

Western que ajudou a fazer de Steve McQueen um dos principais astros do cinema nos anos 60. Karl Malden é o vilão principal, ao lado de Arthur Kennedy e Martin Landau.

                                                                              * * * * *

6.º) Caminhos Ásperos (Hond0), 1953 - John Farrow

John Wayne

Um dos melhores westerns estrelados por John Wayne entre os não dirigidos por John Ford. A foto de John Wayne (Hondo Lane) caminhando com o rifle numa das mãos, a sela na outra e o cão o seguindo é uma das mais reproduzidas do Duke.

                                                                              * * * * *

7.º) Sete Homens Sem Destino (Seven Men from Now), 1956 - Budd Boetticher

Randolph Scott; na boléia Walter Reed e Gail Russell.

Assim como "Caminhos Ásperos", este western também foi produzido por John Wayne. Recebido friamente pela crítica norte-americana, o francês André Bazin o classificou como um dos três melhores westerns de todos os tempos. Randolph Scott tem em Lee Marvin um adversário à altura.

                                                                             * * * * *

8.º) O Céu Mandou Alguém (3 Godfathers), 1948 - John Ford

Pedro Armendariz, John Wayne e Harry carey Jr.

Parábola sobre o nascimento de Cristo, este é, ao lado de "Caravana de Bravos" (Wagon Master) um dos menos citados westerns da dupla John Ford-John Wayne. Difícil não se emocionar ao assisti-lo.

                                                                              * * * * *

9.º) Abutres Humanos (Whispering Smith), 1948 - Leslie Fenton

Frank Faylen, Donald Crisp, Robert Preston e Alan Ladd

Primeiro western de Alan Ladd, que interpreta um detetive de uma ferrovia e também seu primeiro filme a cores. Atenção para o vilão interpretado por Frank Faylen.

                                                                             * * * * *

10.º) Caravana do Oeste (Whirlwind), 1951 - John English

Gene Autry, Gail Davis e Smiley Burnette
  
                                                                           * * * * *

Gene Autry tem como sidekick Smiley Burnette e contracena com a cowgirl Gail Davis que interpretaria Annie Oakley na bem sucedida série de TV. O bandidão é o facinoroso Dick Curtis.

Terrance Hawkins adolescente como Sheriff; Terrance a cavalo.

Os gêmeos Thimoty e Terrance em várias épocas de suas vidas;
jovens ainda com papai Hawkins; em foto mais recente os dois irmãos.

A paixão de Terrance é John Wayne que pode ser visto em
quadros nas paredes da casa em Rainy Mountain.

Terrance no dia do casamento com a mexicana Margarita;
o casal com a adorável Lispeth.