Em plena II Guerra Mundial os olhos de
milhões de norte-americanos marejavam ao escutar “Sentimental Journey”, embalados
pela voz melodiosa daquela cantora de 20 anos chamada Doris Day. Em 1948,
quando assinou contrato com a Warner Bros., Doris Day era já uma cantora
consagrada e muitos disseram que Doris havia errado de estúdio. Seu talento de
cantora seria melhor aproveitado na Metro-Goldwyn-Mayer. De fato, dos grandes
estúdios a Warner Bros. era o que tinha menor expressão no gênero musical.
Doris estreou em 1948 e até 1953 havia feito 14 filmes, dez deles comédias
musicais, cinco delas dirigidas por David Butler, veterano do time de diretores
da Warner. Apesar de bonita e dona de uma voz incomparável entre as cantoras
brancas, a carreira de Doris Day parecia irremediavelmente condenada a filmes
regulares ou sofríveis. Pensando em aproveitar melhor Doris Day, Jack Warner
tentou comprar os direitos do musical “Annie Get Your Gun”, que havia feito
enorme sucesso na Broadway onde ficou quase três anos em cartaz com um total de
1.147 apresentações.
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| Howard Keel e Betty Hutton em "Bonita e Valente"; abaixo Ethel Merman como Annie Oakley, na Broadway. |
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| Quatro Calamity Janes diferentes: Jean Arthur e Francis Farmer (acima); Jane Russell e Yvonne De Carlo. |
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| A verdadeira Calamity Jane e a versão Doris Day. |
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| Dick Wesson travestido. Allyn Ann McLerie e Doris Day. |
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| Doris e Howard Keel. |
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| Os hostis Wild Bill e Calam. |
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| Doris 'Sweet' Day |
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| Um milhão de cópias em 1953. |
Cinéfilos
sinceros - Em 1995 a revista “Fancine” realizou uma enquete com 103
assinantes para que fossem eleitos os filmes preferidos. Não os melhores, mas
aqueles que mais agradavam, que moravam no coração dos leitores e eram revistos com igual prazer.
Clóvis Ribeiro, José Correia Dantas e Lázaro Narciso Rodrigues, três
participantes da enquete, apontaram em suas listas “Ardida Como Pimenta”. E
para Lázaro Narciso Rodrigues, essa comédia-musical é o terceiro melhor
faroeste de seu Top-Ten Western postado neste blog. Lembro dessas preferências
porque comédias são sempre vistas como filmes menores. Musicais e faroestes são
igualmente discriminados quando se fala dos melhores filmes. E “Ardida Como
Pimenta” tem o ‘defeito’ de ser um western-comédia-musical, então nada mais
lógico que seja visto como filme menor. Estão certos os cinéfilos Clóvis,
Dantas e Lázaro pois “Ardida Como Pimenta” é um dos grandes musicais do cinema,
e também uma das melhores comédias. E para felicidade dos westernmaníacos,
ambientada no Velho Oeste.

















