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15 de maio de 2011

VINGANÇA (Kid Vengeance), O WESTERN ISRAELENSE DE LEE VAN CLEEF


Menahem Golan era um palestino que juntamente com seu primo Yoram Globus esteve à frente da produtora cinematográfica Cannon. E não estavam no ramo para brincadeira pois queriam ganhar muito dinheiro com o cinema. Produziram filmes para Sylvester Stallone, Chuck Norris, Charles Bronson e Jean-Claude Van Damme em que a violência era sempre a tônica principal. O lema da Cannon era “quanto mais violento melhor”. Em 1977 o filão dos westerns-spaghetti ainda não havia se esgotado inteiramente e Golan e Globus contrataram Lee Van Cleef, James Brown, o menino Leif Garrett e mais alguns atores norte-americanos e os levaram para Israel onde foi filmado “Vingança” (Kid Vengeance).

Leif Garrett, o menino vingador
O GAROTO VINGADOR – Em “Vingança”, bandoleiros mexicanos liderados por um cruel norte-americano massacra um casal após estuprar a mulher diante do marido e dos filhos (uma adolescente e um menino). Levam a garota que seria vendida mais tarde mas não percebem que o menino segue o bando. No caminho de volta para a vila onde a quadrilha se refugia, roubam o ouro de um garimpeiro negro, a quem deixam amarrado à sorte dos abutres. Não contavam, porém, que o esperto e corajoso menino de 12 anos consiga silenciosamente liquidar, um a um, boa parte do bando e ainda salvar o garimpeiro negro. Juntos, o menino e o garimpeiro resgatam a garota e exterminam os bandoleiros. Lee Van Cleef é McLain, o sanguinário chefe dos bandidos, desta vez exibindo sua vasta calvície disfarçada apenas com uma bandana apache. Para completar Lee usa um uniforme do exército norte-americano roubado de uma vítima. O menino Tom é Leif Garrett, que aos 15 anos (idade que tinha quando rodou este filme) era já um veterano do cinema e da TV é quem interpreta o garoto vingador de “Vingança. Perseguindo o bando chefiado por Lee Van Cleef, o menino Leif Garrett vai liquidando os sequestradores de sua irmã das formas mais extravagantes possíveis: a pedradas, com flechas, enforcamento, cobras e escorpiões, numa inacreditável variedade de técnicas para matar. Quem refreia a sede de vingança do menino órfão é seu amigo Jim Brown (Isaac) que se mostra perito no uso de explosivos e detona o reduto dos bandidos, não sem antes libertar a garota. Se a história é absurdamente inverossímil, seu final supera qualquer expectativa quando o garoto Tom enfrenta e mata o terrível McLain. E não é que o filme, depois de tantas mortes repugnantes, ainda reserva para a última sequência uma tocante mensagem pacifista... O louro menino Tom e o mestiço filho de McLain, ambos com a mesma idade e cada um apontando um revólver para o outro, decidem como que por milagre colocar um basta na violência e cada um seguir o seu destino pacificamente, ao contrário dos adultos que estão todos mortos. Mais piegas impossível.

PROVOCANDO RISOS - “Vingança” é apenas mais um western na longa série de faroestes com incessante violência gratuita, fórmula exata para saciar o público formado com a explosão do western-spaghetti. Mas ainda bem que a pretensão de Golan e Globus de reviver o faroeste parou por aí porque o muito que a Cannon conseguiu com este western foi provocar algumas risadas de quem aceitou o desafio de levá-lo a sério.