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16 de março de 2014

TOP-TEN WESTERNS DE JOAQUIM ROMÃO GOMES, O PAULISTANO ‘JOAQUIM MURIETA’


Sarita Montiel, Franco Nero e Giuliano
Gemma, ídolos de Joaquim Murieta.
Joaquim Romão Gomes nunca se pretendeu um ‘cinéfilo’ pois cinema para ele sempre foi apenas uma diversão. Melhor ainda se o filme fosse com Sarita Montiel, atriz que Joaquim muito admirava nos tempos em que os filmes da atriz espanhola permaneciam meses em cartaz na Cinelândia Paulistana. Para rir à vontade Joaquim escolhia um ‘macarroni’, como ele carinhosamente chama os westerns-spaghetti, faroestes que ele gostava de assistir pela saborosa irreverência das histórias e personagens. Ficou fã de Giuliano Gemma depois de ter assistido “O Dólar Furado”, mas a preferência de Joaquim era mesmo por Franco Nero, protagonista do “Django” original. Joaquim se impressionava com os olhos de Franco Nero e imaginava quantas namoradas conseguiria se tivesse aquele par de olhos azuis profundos. Porém foi com seus próprios olhos que Joaquim conquistou o grande amor de sua vida, a esposa Neusa, com quem está casado há 39 anos.

Acima o pai de Joaquim com o caminhão de
entregas de leite, nos anos 30;
Soldado Gomes no Exército em 1964;
Neusa e Joaquim no casamento em 1975.
Soldado Gomes em 1964 - Joaquim nasceu na mesma rua em que mora até hoje, no bairro do Jabaquara, na capital paulista. Filho de um motorista entregador de leite da tradicional empresa ‘Leco’, Joaquim concluiu o Curso Técnico de Contabilidade num tempo em que raros jovens passavam da quarta série do grupo escolar. Trabalhou alguns anos no departamento contábil da Loja Mesbla, maior concorrente do Mappin Stores, até um dia em que estava em gozo de férias e leu um anúncio no jornal ‘Estadão’. Uma empresa especializada no comércio de peles procurava um jovem que fosse recém-formado em Contabilidade, dinâmico, determinado e com certa experiência. Era o exato perfil de Joaquim que recortou o anúncio e apresentou-se na Peles Polo Norte, conseguindo impressionar favoravelmente o dono da empresa. Joaquim então mudou de emprego iniciando no novo trabalho como responsável pelas ‘contas a pagar’. Em 1964, ano em que o momento político brasileiro estava bastante agitado, Joaquim cumpriu o serviço militar, recebendo baixa com a patente de cabo. A filosofia de vida de Joaquim baseia-se na frase ‘A humildade abre todos os caminhos’, mas a competência ajuda e muito e, após concluir o curso superior de Contabilidade na Faculdade Tibiriça, Joaquim foi promovido ao cargo de Gerente Contábil da Peles Polo Norte. Nessa empresa Joaquim trabalharia pelos próximos 40 anos, até se aposentar e encontrar mais tempo para cativar um número cada vez maior de pessoas que se tornam seus amigos.

Murieta ao lado de 'Doc' Barretti.
Expoente da Confraria de ‘Doc’ Barretti - O criador da Confraria dos Amigos do Western em São Paulo, Dr. Aulo ‘Doc’ Barretti, viu muitos fãs de faroestes se associarem ao clube que fundou em sua casa em 1977. ‘Doc’ viu se juntar ao grupo o pequeno grande cowboy ‘Hoppy’ Losso, o cowboy-seresteiro Jorge ‘Tyler’ Cavalcanti, Dionísio ‘Kit Carson’ Nomellini, o cowboy-galã Celso ‘Rocky’ Lane. E ‘Doc’ Barretti viu chegar à Confraria Lazinho Kid Blue o Rei dos Cowboys Brasileiros, acreditando que nenhum outro fã de faroestes superaria Kid Blue no apuro e elegância das vestimentas características. Eis então que, já neste novo século, entra para a Confraria o Joaquim Romão Gomes, logo apelidado de ‘Joaquim Murieta’. A paixão pelas ‘brincadeiras’ de mocinho tomou conta de Murieta que se tornou a grande estrela do grupo, fazendo sombra ao Roy Rogers brasileiro Lazinho Kid Blue. E ao lado de Joaquim Murieta estava sempre a pequena Bruna, sua netinha, convenientemente a caráter, muitas vezes com traje idêntico ao do avô. Como não poderia deixar de ser Joaquim passou a assistir faroestes com outros olhos e em número cada vez maior. Essa foi a forma de compensar os westerns de John Wayne, Randolph Scott, Gary Cooper e outros cowboys, que havia deixado de ver. Joaquim teve então que comprar uma estante maior para comportar a coleção de DVDs que não mais parou de crescer.

Parte do acervo de DVDs do colecionador Joaquim.

Batalhão de amigos no Facebook - Atualmente Joaquim Romão Gomes faz do Facebook seu principal meio de colecionar amigos, os quais somam 1.150 espalhados pelo mundo todo. E é nesse universo virtual que Joaquim Murieta impressiona seus contatos com as fotos que posta quase diariamente, mostrando que poderia fazer parte dos elencos de faroestes com seu tipo perfeito de cowboy ou de oficial do Exército Confederado. WESTERNCINEMANIA solicitou a Joaquim Romão Gomes que relacionasse os dez faroestes que considera os melhores entre as centenas que assistiu. Prontamente o Murieta atendeu ao pedido, fazendo ainda breves comentários sobre cada um dos filmes constantes de seu Top-Ten Westerns que são os seguintes:

1.º) Rastros de Ódio (The Searchers), 1956 – John Ford


John Wayne é meu Rei, meu ídolo. “Rastros de Ódio” é um filme maravilhoso, com um início sublime e com um índio (Henry Brandon) muito bem interpretado. Excelente do início ao fim, com bela trilha sonora, um filme para ser visto e revisto muitas vezes.



2.º) Vera Cruz (Vera Cruz), 1954 – Robert Aldrich


Sou fã de Gary Cooper e de Burt Lancaster. Ver esses dois atores em ação juntos é o melhor que pode haver em um filme. Cooper com sua característica bondade; Lancaster o mais cínico dos mocinhos. E presente maior ainda é a presença de Sara Montiel, mais linda do que nunca. 



3.º) Shenandoah (Shenanoah), 1965 – Andrew V. McLaglen


Gosto muito de filmes que enfocam a família e este mostra a crueldade da guerra destruindo a família do sulista James Stewart. E tudo por causa de um bonezinho... Filme do coração!



4.º) O Cavaleiro Solitário (Pale Rider), 1985 – Clint Eastwood


Após assistir pela primeira vez a este filme, no dia imediato eu o adquiri pois fiquei impressionado com ele. Clint Eastwood é demais e tudo que faz é ótimo. Procuro ver todos os filmes de Clint, especialmente os faroestes.



5.º) Era Uma Vez no Oeste “C’Era Uma Volta il West”, 1968 – Sergio Leone


Ainda não havia assistido a este western de Sergio Leone quando o ganhei de presente de uma prima. De início pensei que fosse um filme longo demais, isto até assistir e me deslumbrar com a beleza das imagens. Mesmo que não fosse o grande filme que é, valeria à pena assistir só para ver a beleza de Claudia Cardinalle.



6.º) Onde Começa o Inferno (Rio Bravo), 1959 – Howard Hawks


Quem consegue esquecer a moeda atirada na escarradeira para o bêbado Dean Martin se humilhar? Filme com grandes cenas e grandes atores com John Wayne melhor que nunca.



7.º) Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven), 1960 – John Sturges


Dos poucos faroestes que assisti quando do lançamento, no início dos anos 60, época em que eu era ainda bastante jovem, provocando uma lembrança inesquecível. E sai triste do cinema pois alguns dos sete homens não sobrevivem ao tiroteio final. Muita ação, Yul Brynner excelente, assim como todo o elenco. E que música!



8.º) Tombstone – A Justiça Está Chegando (Tombstone) – George Pan Cosmatos


Um dos meus filmes de cabeceira e que já perdi a conta de quantas vezes já vi. Ao assisti-lo fico com vontade de ter vivido em Tombstone e ter sido como Wyatt Earp. Um filme em que também as mulheres são fascinantes.



9.º) Meu Ódio Será Sua Herança (The Wild Bunch), 1969 – Sam Peckinpah


Poucos filmes causam uma impressão tão forte quanto este. E é outro faroeste com final triste que frustra um pouco pois todos os bravos morrem, homens verdadeiramente de raça. Ernest Borgnine simplesmente espetacular.



10.º) Django Livre (Django Unchained), 2012 – Quentim Tarantino



Mesmo moderno e um tanto fora da realidade é um filme bastante bem feito. O diretor mostra como um faroeste ao estilo dos ‘macarroni’ pode impressionar. E ainda tem uma ponta do grande Franco Nero.




ÁLBUM DE FOTOS DE JOAQUIM MURIETA

Lazinho Kid Blue e Joaquim Murieta, cowboys de alto calibre.

Lazinho Kid Blue de costas, vendo-se a o fundo Joaquim Murieta
e, à direita, a pequena e graciosa cowgirl Bruna.

Joaquim com a esposa Neusa que prestigia as loucuras do marido.

Joaquim Murieta, um exímio fazedor de poses.

Bigode e bandoleiras de Pancho Villa, ou seria de Zapata?

A cowgirl Bruna que puxou o avô na arte de fazer belas poses.

Joaquim como soldado confederado sempre bem acompanhado.

Nada a dever a Robert Duvall, Martin Sheen e outros...

Cena de "O Resgate do Sargento Barrett", com 'Doc' Barretti amarrado
à árvore, Joaquim com a bandeira e Mauro Texsaú.



Soldado confederado Murieta.

Encontro de talentos: Laura Cardoso e Joaquim Romão Gomes.
Joaquim é grande fã da querida Laura.