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| Sarita Montiel, Franco Nero e Giuliano Gemma, ídolos de Joaquim Murieta. |
Joaquim
Romão Gomes nunca se pretendeu um ‘cinéfilo’ pois cinema para ele sempre foi
apenas uma diversão. Melhor ainda se o filme fosse com Sarita Montiel, atriz
que Joaquim muito admirava nos tempos em que os filmes da atriz espanhola
permaneciam meses em cartaz na Cinelândia Paulistana. Para rir à vontade
Joaquim escolhia um ‘macarroni’, como ele carinhosamente chama os
westerns-spaghetti, faroestes que ele gostava de assistir pela saborosa irreverência
das histórias e personagens. Ficou fã de Giuliano Gemma depois de ter assistido
“O Dólar Furado”, mas a preferência de Joaquim era mesmo por Franco Nero,
protagonista do “Django” original. Joaquim se impressionava com os olhos de Franco
Nero e imaginava quantas namoradas conseguiria se tivesse aquele par de olhos
azuis profundos. Porém foi com seus próprios olhos que Joaquim conquistou o
grande amor de sua vida, a esposa Neusa, com quem está casado há 39 anos.
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| Acima o pai de Joaquim com o caminhão de entregas de leite, nos anos 30; Soldado Gomes no Exército em 1964; Neusa e Joaquim no casamento em 1975. |
Soldado Gomes em 1964 - Joaquim
nasceu na mesma rua em que mora até hoje, no bairro do Jabaquara, na capital
paulista. Filho de um motorista entregador de leite da tradicional empresa
‘Leco’, Joaquim concluiu o Curso Técnico de Contabilidade num tempo em que
raros jovens passavam da quarta série do grupo escolar. Trabalhou alguns anos
no departamento contábil da Loja Mesbla, maior concorrente do Mappin Stores,
até um dia em que estava em gozo de férias e leu um anúncio no jornal
‘Estadão’. Uma empresa especializada no comércio de peles procurava um jovem
que fosse recém-formado em Contabilidade, dinâmico, determinado e com certa
experiência. Era o exato perfil de Joaquim que recortou o anúncio e
apresentou-se na Peles Polo Norte, conseguindo impressionar favoravelmente o
dono da empresa. Joaquim então mudou de emprego iniciando no novo trabalho como
responsável pelas ‘contas a pagar’. Em 1964, ano em que o momento político
brasileiro estava bastante agitado, Joaquim cumpriu o serviço militar,
recebendo baixa com a patente de cabo. A filosofia de vida de Joaquim baseia-se
na frase ‘A humildade abre todos os caminhos’, mas a competência ajuda e muito
e, após concluir o curso superior de Contabilidade na Faculdade Tibiriça,
Joaquim foi promovido ao cargo de Gerente Contábil da Peles Polo Norte. Nessa
empresa Joaquim trabalharia pelos próximos 40 anos, até se aposentar e encontrar
mais tempo para cativar um número cada vez maior de pessoas que se tornam seus
amigos.
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| Murieta ao lado de 'Doc' Barretti. |
Expoente da Confraria de ‘Doc’ Barretti - O criador
da Confraria dos Amigos do Western em São Paulo, Dr. Aulo ‘Doc’ Barretti, viu
muitos fãs de faroestes se associarem ao clube que fundou em sua casa em 1977.
‘Doc’ viu se juntar ao grupo o pequeno grande cowboy ‘Hoppy’ Losso, o
cowboy-seresteiro Jorge ‘Tyler’ Cavalcanti, Dionísio ‘Kit Carson’ Nomellini, o
cowboy-galã Celso ‘Rocky’ Lane. E ‘Doc’ Barretti viu chegar à Confraria Lazinho
Kid Blue o Rei dos Cowboys Brasileiros, acreditando que nenhum outro fã de
faroestes superaria Kid Blue no apuro e elegância das vestimentas características.
Eis então que, já neste novo século, entra para a Confraria o Joaquim Romão
Gomes, logo apelidado de ‘Joaquim Murieta’. A paixão pelas ‘brincadeiras’ de
mocinho tomou conta de Murieta que se tornou a grande estrela do grupo, fazendo
sombra ao Roy Rogers brasileiro Lazinho Kid Blue. E ao lado de Joaquim Murieta
estava sempre a pequena Bruna, sua netinha, convenientemente a caráter, muitas vezes
com traje idêntico ao do avô. Como não poderia deixar de ser Joaquim passou a
assistir faroestes com outros olhos e em número cada vez maior. Essa foi a forma
de compensar os westerns de John Wayne, Randolph Scott, Gary Cooper e outros
cowboys, que havia deixado de ver. Joaquim teve então que comprar uma estante
maior para comportar a coleção de DVDs que não mais parou de crescer.
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| Parte do acervo de DVDs do colecionador Joaquim. |
Batalhão de amigos no Facebook - Atualmente
Joaquim Romão Gomes faz do Facebook seu principal meio de colecionar amigos, os
quais somam 1.150 espalhados pelo mundo todo. E é nesse universo virtual
que Joaquim Murieta impressiona seus contatos com as fotos que posta quase
diariamente, mostrando que poderia fazer parte dos elencos de faroestes com seu
tipo perfeito de cowboy ou de oficial do Exército Confederado. WESTERNCINEMANIA
solicitou a Joaquim Romão Gomes que relacionasse os dez faroestes que considera
os melhores entre as centenas que assistiu. Prontamente o Murieta atendeu ao
pedido, fazendo ainda breves comentários sobre cada um dos filmes constantes de
seu Top-Ten Westerns que são os seguintes:
1.º) Rastros de
Ódio (The Searchers), 1956 – John Ford
John Wayne é meu Rei, meu ídolo. “Rastros de
Ódio” é um filme maravilhoso, com um início sublime e com um índio (Henry
Brandon) muito bem interpretado. Excelente do início ao fim, com bela trilha
sonora, um filme para ser visto e revisto muitas vezes.
2.º) Vera Cruz (Vera Cruz), 1954 – Robert
Aldrich
Sou fã de Gary Cooper e de Burt Lancaster. Ver
esses dois atores em ação juntos é o melhor que pode haver em um filme. Cooper com
sua característica bondade; Lancaster o mais cínico dos mocinhos. E presente
maior ainda é a presença de Sara Montiel, mais linda do que nunca.
3.º) Shenandoah
(Shenanoah), 1965 – Andrew V. McLaglen
Gosto muito de filmes que enfocam a família e
este mostra a crueldade da guerra destruindo a família do sulista James Stewart.
E tudo por causa de um bonezinho... Filme do coração!
4.º) O Cavaleiro Solitário (Pale Rider),
1985 – Clint Eastwood
Após assistir pela primeira vez a este filme, no
dia imediato eu o adquiri pois fiquei impressionado com ele. Clint Eastwood é
demais e tudo que faz é ótimo. Procuro ver todos os filmes de Clint,
especialmente os faroestes.
5.º) Era Uma Vez no Oeste “C’Era Uma Volta il
West”, 1968 – Sergio Leone
Ainda não havia assistido a este western de
Sergio Leone quando o ganhei de presente de uma prima. De início pensei que
fosse um filme longo demais, isto até assistir e me deslumbrar com a beleza das
imagens. Mesmo que não fosse o grande filme que é, valeria à pena assistir só
para ver a beleza de Claudia Cardinalle.
6.º) Onde Começa o Inferno (Rio Bravo), 1959
– Howard Hawks
Quem consegue esquecer a moeda atirada na
escarradeira para o bêbado Dean Martin se humilhar? Filme com grandes cenas e
grandes atores com John Wayne melhor que nunca.
7.º) Sete Homens e um Destino (The
Magnificent Seven), 1960 – John Sturges
Dos poucos faroestes que assisti quando do
lançamento, no início dos anos 60, época em que eu era ainda bastante jovem,
provocando uma lembrança inesquecível. E sai triste do cinema pois alguns dos
sete homens não sobrevivem ao tiroteio final. Muita ação, Yul Brynner
excelente, assim como todo o elenco. E que música!
8.º) Tombstone – A Justiça Está Chegando
(Tombstone) – George Pan Cosmatos
Um dos meus filmes de cabeceira e que já perdi a
conta de quantas vezes já vi. Ao assisti-lo fico com vontade de ter vivido em
Tombstone e ter sido como Wyatt Earp. Um filme em que também as mulheres são
fascinantes.
9.º) Meu Ódio Será Sua Herança (The Wild Bunch),
1969 – Sam Peckinpah
Poucos filmes causam uma impressão tão forte
quanto este. E é outro faroeste com final triste que frustra um pouco pois
todos os bravos morrem, homens verdadeiramente de raça. Ernest Borgnine
simplesmente espetacular.
10.º) Django Livre (Django Unchained), 2012 –
Quentim Tarantino
Mesmo moderno e um tanto fora da realidade é um
filme bastante bem feito. O diretor mostra como um faroeste ao estilo dos
‘macarroni’ pode impressionar. E ainda tem uma ponta do grande Franco Nero.
ÁLBUM DE FOTOS DE JOAQUIM MURIETA
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| Lazinho Kid Blue e Joaquim Murieta, cowboys de alto calibre. |
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| Lazinho Kid Blue de costas, vendo-se a o fundo Joaquim Murieta e, à direita, a pequena e graciosa cowgirl Bruna. |
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| Joaquim com a esposa Neusa que prestigia as loucuras do marido. |
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| Joaquim Murieta, um exímio fazedor de poses. |
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| Bigode e bandoleiras de Pancho Villa, ou seria de Zapata? |
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| A cowgirl Bruna que puxou o avô na arte de fazer belas poses. |
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| Joaquim como soldado confederado sempre bem acompanhado. |
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| Nada a dever a Robert Duvall, Martin Sheen e outros... |
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| Cena de "O Resgate do Sargento Barrett", com 'Doc' Barretti amarrado à árvore, Joaquim com a bandeira e Mauro Texsaú. |
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| Soldado confederado Murieta. |
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| Encontro de talentos: Laura Cardoso e Joaquim Romão Gomes. Joaquim é grande fã da querida Laura. |



























