UMA REVISTA ELETRÔNICA QUE FOCALIZA O GÊNERO WESTERN
Mostrando postagens com marcador Top-Ten Beto Nista (Montgomery). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Top-Ten Beto Nista (Montgomery). Mostrar todas as postagens

21 de outubro de 2014

TOP-TEN WESTERNS DE BETO MONTGOMERY, WESTERNMANÍACO AUTÊNTICO


Alberto Nista, também chamado de Beto Montgomery, não é apenas um cinéfilo, mas um autêntico westernmaníaco. Prova disso é sua paixão por tudo que envolve o Velho Oeste norte-americano e que o levou a conhecer os solos sagrados pisados por seus ídolos. E apesar de relativamente jovem (Beto ainda não chegou aos 50 anos), praticamente não há western importante que esse cinéfilo não tenha assistido. A seguir o próprio Beto Montgomery fala um pouco de sua vida e ao final brinda os leitores de WESTERNCINEMANIA com seu Top-Ten Westerns.

Guy Williams, o Zorro;
Robert Conrad e Ross Martin
em "James West".
Howdy, amigos do Western! Comecei minha história como Cinemaníaco muito cedo, com oito anos, assistindo a filmes de faroestes e épicos com minha mãe e irmãs, em nossa casa em Santo André (município da Grande São Paulo). Lembro perfeitamente de esperar ansioso o fim da aula para chegar em casa perto da hora do almoço e acompanhar diariamente as aventuras do Zorro de Guy Williams e também de James West com seu parceiro Artemus. Fazia espadas de madeira e armas de brinquedo para assim imitar meus heróis das telas. Que alegria quando à tarde passava filmes do meu ídolo maior, Elvis, o Rei do Rock!! Lembro também que logo depois, aos 12 anos, comecei minha vida no campo em um sítio de meu pai em Suzano-SP, onde aprendi a montar e ingressei no mundo dos cowboys, participando de rodeios, provas de montaria e cavalgadas. Foi nessa época também que começou outras de minhas paixões: tocar violão e cantar. Cheguei a cantar profissionalmente durante algum tempo e cantava de tudo um pouco para agradar os gostos variados do público. E o repertório tinha que ir de MPB até o rock clássico, no entanto fui criado ouvindo música sertaneja de raiz, aquela que nunca sai do coração e que canto com especial prazer e emoção.

Burt Lancaster , o 'Dardo' de
"O Gavião e a Flecha".
Ainda quando criança sonhava em ser o arqueiro de “O Gavião e a Flecha”, o espadachim implacável de “Scaramouche” ou o pistoleiro frio e mortal de “Shane”... Como esquecer de Jack, o Matador de Gigantes salvando a princesa, de Tarzan enfrentando leões e crocodilos ou de Hércules levantando grandes pedras com sua força sobre-humana? Quantas lembranças, amigos!! Esse amor e completo fascínio que sentia pelo cinema foram crescendo cada vez mais conforme os anos passavam, quando então inaugurei minha primeira locadora de vídeo nos anos 90. Nessa época também comecei minha coleção de filmes antigos raros, que conta hoje com mais de seis mil títulos e continua crescendo...

Maureen O'Hara e Tyrone Power em
"O Cisne Negro", vendo-se Anthony
Quinn ao fundo;
os mosqueteiros Van Heflin,
Gene Kelly, Alan Hale e Gig Young.
Alguns desses filmes eu gosto mais que outros e foram muitas as vezes que os revi, entre eles “Os Três Mosqueteiros”, de 1948, com Gene Kelly e Van Heflin, cujas cenas de lutas de espada e perseguições a cavalo são inesquecíveis; “O Cisne Negro”, de 1942, com Tyrone Power e Maureen O’Hara, capa-e-espada em que Mr. Power caiu muito bem como o pirata conquistador; “Ulisses”, de 1954, com o monstro das telas Kirk Douglas e Anthony Quinn, filme que tem a cena final antológica quando Ulisses mata os pretendentes de Penélope; e “As Aventuras de Robin Hood”, de 1938, que vi ainda criança, quando tive meu primeiro contato com Errol Flynn, estupendo no papel, contracenando com Olivia De Havilland. Como todo cinéfilo eu também tenho meus atores e atrizes preferidos. São eles: Kirk Douglas pelo conjunto da obra; Alan Ladd, excelente nos primeiros anos de carreira e nem tanto no final; Burt Lancaster, que dispensa comentários, tomando conta da tela em todos os gêneros; Glenn Ford, outro monstro do cinema. Das atrizes gosto muito de Maureen O’Hara pela presença na tela; Rhonda Fleming que para mim é a Rainha dos Westerns; Yvonne De Carlo que além de talentosa é belíssima; e Ava Gardner pelo talento, charme e sedução.

Kirk Douglas, Alan Ladd, Glenn Ford e Errol Flynn.

Maureen O'Hara, Rhonda Fleming, Yvonne De Carlo e Ava Gardner

Beto Montgomery em foto no Sul dos
Estados Unidos entre dois 'Johnny Rebs'.
Um sonho que sempre me acompanhava desde pequeno: viajar para os Estados Unidos da América, palco dos grandes filmes que marcaram minha infância. E foi em 1999 que esse sonho se concretizou pela primeira vez numa viagem à Flórida com minha querida mãe. Nos anos que vieram pude conhecer a Califórnia e, logicamente Hollywood, nosso Éden, meu e de todos Cinemaníacos. Visitei com muita felicidade o Gene Autry Museum of American West, em Los Angeles, imperdível para os fãs do faroeste. E sempre imaginando qual seria a próxima viagem... Outros sonhos realizados: Graceland, a casa do eterno ídolo Elvis, Nashville, a cidade berço da Country Music e, na viagem mais recente, algumas semanas atrás, a visita a Gettysburg, palco de sangrentas e históricas batalhas da Guerra Civil Americana. E em todas as viagens sempre trazendo lembranças e souvenirs de filmes, assim como facas e espadas, outra de minhas paixões de colecionador. Espero ainda ter saúde e disposição para muitas outras viagens em busca de conhecimento e satisfação pessoal. Obrigado, amigos, por lerem esta simples sinopse da vida de um apaixonado por filmes, como vocês. Grande abraço e que Deus os abençoe.


TOP-TEN WESTERNS DE BETO MONTGOMERY

Achei muito difícil o desafio do amigo Darci, mesmo para nós amantes das pradarias, tiros e cidades empoeiradas do velho oeste: listar apenas 10 filmes que marcaram nossas vidas, nos emocionaram e, acima de tudo, nos fizeram viajar no tempo e no espaço, para outras épocas e lugares... Mas, vamos à luta, quero dizer, ao duelo!

1.º) Os Brutos Também Amam (Shane), 1953 – George Stevens
Nessa escolha, acho que estou com a maioria: simplesmente um dos maiores westerns da história do cinema. Um clássico eterno, abrilhantado pelo excelente elenco encabeçado por Alan Ladd. Impossível não se emocionar.



* * * * *

2.º) Tombstone – A Justiça Está Chegando (Tombstone), 1993
A conhecida história de Wyatt Earp e seus irmãos, além do emblemático Doc Holliday, lutando contra o bando de Ike Clanton no OK Corral, em Tombstone, Arizona. Elenco muito bem escolhido e personagens marcantes, como o ótimo Doc Holliday de Val Kilmer. Vi e revi várias vezes.


* * * * *

3.º) Rio Vermelho (Red River), 1948 – Howard Hawks
Um tirânico e com visual envelhecido John Wayne, numa história com alguns clichês westernianos de primeira. Adoro a fotografia (mesmo tendo cópia colorida, ainda prefiro a original P&B) e o ritmo. Montgomery Clift está excelente em sua estreia.



* * * * *

4.º) O Último Pôr-do-Sol (The Last Sunset), 1961 – Robert Aldrich
Kirk Douglas em um dos melhores papéis de sua carreira, em minha opinião. Sua presença na tela com Rock Hudson e Dorothy Malone tornaram essa obra fascinante para mim, além do final surpreendente.



* * * * *

5.º) Uma Cidade que Surge (Doge City), 1939 – Michael Curtiz
Estréia de Mr. Flynn no gênero. O nascimento e crescimento da cidade de Dodge me agradou muito, nos fazendo entrar na história e torcendo para o mocinho se tornar Xerife e fazer a justiça com as próprias mãos. Ótima produção para a época.



* * * * *

6.º) Balas que não Erram (No Name on the Bullet), 1959 – Jack Arnold
Audie Murphy... Me lembro de minha querida mãe me chamando (eu com 9, 10 anos de idade) e me dizendo: “Oba, hoje vai passar um filme com aquele mocinho bonitinho que eu gosto”. E o filme em questão era o “Balas...” Acho que foi aí nesse momento que começou o meu amor pelos mocinhos e bandidos do cinema. Audie frio e infalível como matador de aluguel; a tensão aumentando gradativamente com ótimo final. Inesquecível...



* * * * *

7.º) Nenhuma Mulher Vale Tanto (The Iron Mistress), 1952 – Gordon Douglas
O baixinho ‘invocado’ de novo... Sou suspeito de falar de Jim Bowie, pois como colecionador de facas, as minhas preferidas são as que levam seu nome. Belo filme que conta algumas passagens da atribulada vida de Mr. Bowie, herói do Álamo. Produção esmerada numa história cativante e ainda por cima contando com a beleza de Virginia Mayo. Filme imperdível!



* * * * *

8.º) O Irresistível Forasteiro (The Sheepman), 1958 – George Marshall
Como listar dez grandes filmes de ‘caubói’ sem citar Glenn Ford? Eterno ídolo para nós westernmaníacos, inclusive já filmou em terras brasileiras, como todos sabem. A história remete ao preconceito contra os criadores de ovelhas, num ‘mundo’ dominado pelos grandes rebanhos de gado. O enredo foge um pouco dos clichês, inclusive com alguns momentos cômicos. Muito bom.



* * * * *

9.º) Pistoleiros do Entardecer (Ride the High Country), 1962 – Sam Peckinpah
Nesse ótimo filme atuam juntos dois ícones do faroeste: Joel McCrea e Randolph Scott! Só por esse fato merece e muito ser assistido. Muito bom ver o confronto entre os dois protagonistas; ótima sequência no tiroteio final. Merece estar na prateleira e ser revisto.



* * * * *

10.º) O Dólar Furado (Um Dollaro Bucato), 1965 – Giorgio Ferroni


Ok, ok, posso estar ofendendo a muitos, mas com certeza, agradando outros tantos com essa escolha final. Apesar dos spaghettis não conseguirem chegar ao glamour dos americanos, reconheço que “O Dólar” marcou muitíssimo minha infância, pois foi um dos poucos que vi no cinema. E a música?? Ah, a música... Quem não a assoviou e torceu pelo mocinho injustiçado? Que atire a primeira pedra...




Obrigado ao WESTERNCINEMANIA pela oportunidade de fazer esta lista. Sei que todos têm seus preferidos no universo Velho Oeste, mas o que realmente importa é a alegria, diversão e emoção que sentimos em frente à tela, vendo nossos heróis lutarem contra o mal.


No vídeo abaixo Beto Montgomery interpreta um dos sucessos de seu ídolo Elvis Presley.




Beto e a estrela de John Wayne na Calçada da Fama, em Hollywood.

Beto Montgomery (1,78m) ao lado da figura em tamanho natural
do maior de todos os cowboys do cinema, John Wayne (1,94m).

Maravilhoso painel no Museum of Western Heritage de Los Angeles,
com Beto ao lado de seus ídolos.

Um cowboy entre cowboys: Beto com Sundance e Butch (Robert Redford
e Paul Newman) e com The Stranger (Clint Eastwood).

Beto Montgomery em seu tour pelos museus de westerns de Los Angeles.

Beto e Liz Taylor, a mais bela das Cleópatras.

Beto Montgomery em um dos muitos saloons do Velho Oeste
que conheceu nos Estados Unidos.

Aqui Beto Montgomery está no saloon 'Villa Country', em São Paulo.

O cavaleiro Beto Montgomery.

Vale a pena encontrar Beto Montgomery, não exatamente pela alta
recompensa, mas sim pela sua simpatia, simplicidade, generosidade e
grande conhecimento de cinema em geral e westerns em especial.

Os pardners Joaquim Murieta e Beto Montgomery 'enfrentam' o
'Rei dos Cowboys Brasileiros', Lazinho Kid Blue.

O trio de pardners Murieta, Montgomery e Kid Blue.