UMA REVISTA ELETRÔNICA QUE FOCALIZA O GÊNERO WESTERN
Mostrando postagens com marcador Bio - A - Peggy Stewart. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bio - A - Peggy Stewart. Mostrar todas as postagens

8 de março de 2011

PEGGY STEWART, UMA MOCINHA ETERNA

Hoje, Dia Internacional da Mulher, vale prestar uma homenagem a todas as heroínas do Western e, entre tantas “mocinhas” escolhemos uma que nos proprocionou incontáveis emoções e suspiros quando surgia na tela. Ela é Peggy Stewart, nascida em 1923, atriz que em sua longa trajetória pelos B-Westerns e seriados, enfrentou com dignidade o tiranete Herbert J. Yates, dono da Republic Pictures. Peggy Stewart começou no cinema em 1937, aos 14 anos, com uma participação em “Uma Nação em Marcha” (Wells Fargo), western estrelado por Joel McCrea. Como adolescente participou de filmes com Deanna Durbin, com Os Anjos da Cara Suja, com Charles Boyer e contracenou até com os futuros mocinhos Tim Holt e James Ellison na comédia romântica “A Garota da 5.ª Avenida”, estrelada por Ginger Rogers. Aos 21 anos, vendo que sua carreira em dramas e comédias não deslanchava, assinou contrato com a Republic e seu primeiro filme nesse estúdio foi “Bandoleiros Encobertos” (Tucson Raiders), também o primeiro filme de Bill Elliott como Red Ryder. A partir daí Peggy Stewart tornou-se praticamente a “Mocinha N.º 1” da Republic, aparecendo num total de 22 westerns no período de 1944 a 1947. Na Republic ela foi a heroína em filmes de Bill Elliott, Allan Rocky Lane, Roy Rogers, Sunset Carson e Gene Autry. O patrão Herbert J. Yates a escalou ainda para os seguintes seriados: “O Cavaleiro Fantasma” (The Phantom Rider), em 1946  e “O Filho do Zorro” (The Son of Zorro), em 1947. Relutantemente Peggy cumpriu o contrato mas disse a Yates que não mais a escalasse para seriados pois não gostava desse tipo de trabalho. O ditadorzinho da Republic respondeu que ela, como todos os outros contratados, deveria fazer o que ele quisesse. Yates só não contava com a coragem de Peggy que se recusou a atendê-lo e teve então seu contrato rompido. Fora da Republic, Peggy Stewart teve que trilhar o caminho da Poverty Row e atuar em estúdios ainda menores como a Monogram, Allied Artists, Eagle Lion e Screen Guild, onde foi a heroína dos mocinhos Jim Bannon, Lash LaRue, Whip Wilson e Guy Madison. Peggy trabalhou também para a Columbia, com o ‘Durango Kid’ Charles Starrett. Curiosamente Peggy acabou atuando em dois seriados westerns da Columbia: “Tex Granger” (Tex Granger), com Robert Kellard, em 1948 e “O Correio das Planícies” (Cody of the Pony Express), com Jock Mahoney, em 1950. Com o fim dos B-Westerns e acompanhando outros colegas dos “Bezinhos” Peggy Stewart migrou para a TV onde atuou em muitos episódios de variadas séries e variados gêneros. Em 1967 pudemos rever Peggy Stewart, aos 54 anos num pequeno papel em “Desbravando o Oeste” (The Way West), na honrosa companhia de Kirk Douglas, Bob Mitchum e Richard Widmark. Peggy Stewart nunca parou de atuar, seja na TV ou no cinema e hoje, aos 74 anos de carreira e 87 de idade poderá ser vista em “Dadgum, Texas”, contracenando com Jeff Fahey (da série “Lost”), comédia que será lançada brevemente. Acreditamos que Peggy Stewart seja um dos artistas do cinema mais antigos em atividade e temos certeza que é a única mocinha ainda viva dos inesquecíveis faroestes da Republic Pictures, lembrança eterna de Rocky Lane, Bill Elliott e outros queridos mocinhos.