UMA REVISTA ELETRÔNICA QUE FOCALIZA O GÊNERO WESTERN

16 de agosto de 2015

TOP-TEN WESTERNS DE INÁCIO MAGALHÃES SENA, O CINÉFILO QUE CONQUISTOU GRAMADO


Entre os convidados do recém-findo 43.º Festival de Gramado, um dos principais destaques foi um senhor de 76 anos que não é e nem nunca foi astro do cinema ou da TV. Ele é um homem simples que tem a peculiaridade de gostar, além da conta, de assistir filmes, que devidamente anotados já ultrapassaram a marca dos 20 mil filmes. Seu nome é Inácio Magalhães Sena, cinéfilo que se tornou personagem conhecidíssimo no centro comercial de Natal, capital do Rio Grande do Norte, onde ele vive. ‘Seo’ Inácio pode ser encontrado três vezes por semana (2.as, 4.as e 6.as-feiras) no ‘Sétima Arte’, o mais famosos sebo da cidade, com belo acervo de filmes de arte, o que mais atrai o veterano cinéfilo. ‘Seo’ Inácio é uma espécie de consultor crítico pois, conhecido pelos frequentadores do sebo, é solicitado não só para tirar dúvidas sobre filmes (antigos ou novos), mas e principalmente para que indique quais devem ser assistidos. Esse fato e tudo que se comenta a respeito do já lendário ‘Seo’ Inácio levou o cineasta Helio Ronyvon a realizar o curta-metragem “Seo Inácio ou O Cinema Imaginário” sobre o cinéfilo, trabalho muito bem recebido no 43.º Festival de Gramado e que transformou ‘Seo’ Inácio em uma celebridade instantânea naquele importante evento.


300 km para ver um filme - ‘Seo’ Inácio iniciou sua vida de cinéfilo ainda menino, na cidadezinha de Ceará-Mirim, próxima de Natal, num tempo em que carregava latas de filmes para ganhar alguns trocados. Desde cedo o pequeno Inácio, que estudou apenas até o quarto ano do grupo escolar (como se dizia naquele tempo), adquiriu o hábito de anotar todos os filmes que assiste. As anotações são feitas em cadernos onde são registradas as fichas técnicas de cada película e ainda uma cotação dada por Inácio. Depois que se mudou para Natal, o rapaz passou a trabalhar nos Correios e mais tarde como arquivista da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Na capital potiguar Inácio assistia a todo tipo de filme mas com preferência para aqueles que o tempo se encarregou de tornar clássicos. Certos filmes considerados de arte não chegavam a Natal, o que fazia com que Inácio viajasse 300 quilômetros de ônibus até Recife para assisti-los. Aproveitando a viagem, Inácio assistia até três filmes por dia. Com o advento do VHS e mais tarde do DVD, tudo ficou mais fácil para ‘Seo’ Inácio, cujo acervo e cadernos de anotações só aumentaram.

As minuciosas agendas - Os caderninhos onde ‘Seo’ Inácio anotava os filmes assistidos foram trocados por agendas que lhe permitiram um maior controle e essa organização indica que já passou de 20 mil o total de filmes anotados, sem repetição de títulos vistos mais de uma vez. Nas fotos abaixo, numa agenda de 2011, vemos que ‘Seo’ Inácio anotou como número 16.463, o western “Eu Me Vingarei” (Gambler from Natchez), filme de 1954, dirigido por Henry Levin. Completando a ficha técnica, ‘Seo’ Inácio anotou os astros principais do filme que são Dale Robertson e Debra Paget, o que já seria suficiente para cinéfilos muito criteriosos, mas não para ‘Seo’ Inácio que ainda anotou os nomes dos coadjuvantes Woody Strode, Thomas Gomez, Kevin McCarthy e até dos menos conhecidos Lisa Daniels e Jay Novello. Coisa de cinéfilo de verdade...


Roubando a cena em Gramado - ‘Seo’ Inácio ama o cinema que divide com outra paixão, a literatura. Sua pequena casa a três quilômetros do centro de Natal, é literalmente repleta de livros, pilhas e mais pilhas às quais ele chama de ‘minhas muralhas da China’. E é em meio a esses livros que se encontra a rede em que ‘Seo’ Inácio dorme na companhia de Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Dostoievski, Balzac e outros autores imortais. Entre esses livros está também “Agora Lábios Meus Dizei e Anunciai”, de autoria do próprio Inácio Magalhães Sena. Claro que livros e DVDs se misturam e Federico Fellini e Michelangelo Antonioni estão entre as centenas de filmes do acervo de ‘Seo’ Inácio. O cineasta Helio Ronyvon decidiu que era hora de mais pessoas, especialmente de outros Estados brasileiros, conhecerem o cinéfilo de Natal e então filmou o curta-metragem que foi exibido no dia 12 de agosto último em Gramado. A aprazível cidade gaúcha recebeu Rodrigo Santoro, Marcos Palmeira, Juliana Paes, Marília Pera, Daniel Filho, Mariana Ximenes, Murilo Salles, Bete Mendes, Vladimir Brichta, Luís Carlos Barreto e Zelito Viana entre as muitas celebridades que participaram do festival. Porém ‘Seo’ Inácio ofuscou os famosos por ocasião da apresentação de “Seo Inácio ou O Cinema Imaginário”, arrebatando a plateia com sua simpatia, inteligência e conhecimento de cinema.


Top-Ten Westerns - Antes do embarque de ‘Seo’ Inácio para Gramado, o WESTERNCINEMANIA pediu a ele que listasse os faroestes que mais admira, entre as centenas que assistiu. ‘Seo’ Inácio lembrou que os primeiros filmes que assistiu, ainda criança, foram westerns, aqueles filmados em série pela Republic e por outros pequenos estúdios. O faroeste foi um gênero que sempre atraiu ‘Seo’ Inácio e seu Top-Ten Westerns nos chegou via Facebook, anotado de próprio punho com a mesma caligrafia que já anotou mais de 20 mil filmes. Eis a relação desse cinéfilo especialíssimo:

1.º) No Tempo das Diligências (Stagecoach), 1939 – John Ford



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2.º) Os Brutos Também Amam (Shane), 1953 – George Stevens



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3.º) Matar ou Morrer (High Noon), 1952 – Fred Zinnemann



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4.º) Era Uma Vez no Oeste (C’Era Una Volta Il West), 1968 – Sergio Leone



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5.º) Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo), 1966 – Sergio Leone



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6.º) A Face Oculta (One-Eyed Jacks), 1960 – Marlon Brando



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7.º) Johnny Guitar (Johnny Guitar), 1954 – Nicholas Ray



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8.º) Sete Homens e Um Destino (The Magnificent Seven), 1960 – John Sturges



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9.º) Sem Lei e Sem Alma (Gunfight at the OK Corral), 1957 – John Sturges



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10.º) Onde Começa o Inferno (Rio Bravo), 1959 – Howard Hawks



12 de agosto de 2015

A TABERNA DOS PROSCRITOS (BORDER RIVER) – WESTERN POLITICAMENTE INCORRETO


São raros, mas Hollywood vez ou outra produzia westerns simpáticos à causa sulista e um dos mais famosos é “Caravana do Ouro” (Virginia City), de 1940. Quatorze anos depois (1954) a Universal filmou “A Taberna dos Proscritos” (Border River) que pende para o lado sulista. A Guerra Civil norte-americana foi a maior tragédia vivida pelo país e qualquer filme que aponte no sentido de estimular o prosseguimento do conflito vencido pela União, que durou cinco anos, pode ser visto como politicamente incorreto. A história de Louis Stevens roteirizada por ele próprio e por William Sackheim não se baseia em fatos históricos e o final otimista pró-Sul de “A Taberna dos Proscritos” não nega que o Norte é aqui visto como vilão a ser enfrentado por idealistas confederados.


'El Gallo': território neutro.
Todo mundo vai ao ‘El Gallo’ – Clete Mattson (Joel McCrea) é um oficial sulista que, perseguido por um grupo de soldados da União se refugia num local situado na fronteira com o México, denominado ‘Zona Libre’. Mattson havia roubado dois milhões de dólares em barras de ouro pertencentes ao governo nortista e sua intenção é trocar o carregamento por armamentos para as forças confederadas. Nos estertores da guerra civil o exaurido Sul necessita de armas e munição para prosseguir lutando. Quem controla a ‘Zona Libre’ é o General Calleja (Pedro Armendáriz), caudilho neutro na guerra travada entre o imperador Maximiliano e Benito Juárez. O General, que tem conhecimento do ouro roubado por Mattson e pretende se apossar do carregamento, se interessa também por Carmelita Carias (Yvonne De Carlo), bela mulher que, por sua vez, se sente atraída por Mattson. Este descobre que, assim como ele próprio, Carmelita é uma idealista na luta pela independência do México. O valioso carregamento é escondido por Mattson próximo à ‘Zona Libre’ e o local é descoberto pelo caudilho. Após um confronto entre Calleja e Mattson, este leva a melhor e consegue seu intento, além de ficar também com a bela Carmelita.

Howard Petrie (acima);
Lane Chandler e Charles Horvath.
Casablanca na fronteira – O intrincado roteiro de “A Taberna dos Proscritos” tem como cenário a Guerra de Secessão, mas poderia ser ambientado em um cenário marroquino bastante conhecido dos cinéfilos. ‘Zona Libre’ é uma espécie de Casablanca dos tempos da II Guerra Mundial e a taberna ‘El Gatto’, de propriedade de Carmelita Carias, é onde tudo acontece como se fosse o ‘Rick’s’ do clássico de Michael Curtiz. E não falta a este western toda sorte de interessados em se apossar do carregamento roubado por Clete Mattson. Newlund (Howard Petrie) é um homem de origem indecifrável mas que tem como objetivo também querer se apossar do ouro (mais tarde descobre-se que Newlund é um detetive que está na trilha do ouro roubado). Os mal-encarados Anderson (Lane Chandler) e Crowe (Charles Horvath) menos sutilmente usam da violência contra Mattson para chegarem ao tesouro. Não falta à história sequer um barão prussiano – Von Holliden (Ivan Triesault) – contrabandista de armas, igualmente de olho no carregamento escondido por Mattson. Quem domina ‘Zona Libre’ é o General Callejas, que sabe que seu pequeno império está próximo do fim e quer sair dois milhões de dólares mais rico daquele local que é um paraíso para qualquer homem mau. E se Clete Mattson está longe de ser um autêntico fora-da-lei, é a enigmática Carmelita – não por acaso dona do ‘El Gallo’ – uma idealista disfarçada sob a aparência de quem quer somente desfrutar da boa vida que a taberna lhe permite. Carmelita chega a dizer a Mattson que “ideais são um luxo que ela não aprova”.

Joel McCrea, Yvonne De carlo e Pedro Armendáriz

Joel McCrea
Lutando até o fim – “A Taberna dos Proscritos” é, no entanto, um pequeno western e o diretor George Sherman não demonstra maior interesse em jogar com os elementos típicos de um filme noir que o roteiro oferece. Preocupa-se, isto sim, apenas em manter o ritmo com muitos momentos de ação enquanto desvenda, a cada sequência, as intrigas e mistério contidos no enredo. Ninguém melhor que Joel McCrea para dar integridade a um personagem como Clete Mattson, um obstinado que não aceita a derrota do exército comandado por Robert E. Lee, de quem foi oficial. E afinal, a confederação sulista já fragorosamente derrotada terá forças para prolongar um pouco mais o conflito e assim, inevitavelmente aumentar o número de vítimas da guerra fratricida. Mattson chega a dizer que morrem 200 soldados sulistas em cada dia de guerra. “A Taberna dos Proscritos” não discute o mérito e nem as origens da guerra civil, mas indisfarçadamente faz de Clete Mattson um herói, merecedor do amor da igualmente sonhadora dona da taberna ‘El Gallo’. Se as razões de Carmelita são justificadas por querer o México para os mexicanos destituindo o imperador estrangeiro (Maximiliano), para Mattson é apenas uma questão de honra continuar lutando até o fim em sua obstinada hombridade.

Luta na areia movediça – Política à parte, “A Taberna dos Proscritos” agrada pela boa ambientação de ‘Zona Libre’ e por fugir da rotina dos westerns em que o México serve apenas como esconderijo para foragidos da lei. O caudilho explica a Mattson que “inclusive onde não há lei e ordem, é preciso ter lei e ordem”, ditadas por ele, claro. Quando é lembrado ao Capitão Vargas (Alfonso Bedoya) a necessidade de um governo autêntico, ele responde ironicamente “assim como vocês americanos que tem o governo do Senhor Lincoln e o Governo do Senhor Jefferson Davis”. Western de pequeno orçamento, com 80 minutos de duração, “A Taberna dos Proscritos” tem boas cenas de ação, com eficiente uso de dublês, ainda que claramente perceptíveis como nas duas vezes em que McCrea luta corporalmente com Lane Chandler e Charles Horvath. Outros bons momentos do filme são aqueles passados na areia movediça, com o salvamento do cavalo e a luta final entre McCrea e Pedro Armendáriz.
Sequências na areia movediça.

 
Pedro Armendáriz e Alfonso Bedoya
A deslumbrante Yvonne De Carlo – Joel McCrea é o cowboy respeitável de sempre, um tanto tímido diante de Yvonne De Carlo deslumbrantemente bela esbanjando um luxuoso guarda-roupa que mais ainda realça sua beleza. O elenco tem conhecidos atores mexicanos, como Pedro Armendáriz como o autoritário e apaixonado caudilho; Alfonso Bedoya repetindo com exagero o marcante bandido mexicano de “O Tesouro de Sierra Madre”; Martin Garralaga, um dos ex-Panchos, sidekick de Cisco Kid; e ainda Nacho Galindo. Lane Chandler e George J. Lewis têm presenças na tela maiores que de costume, o mesmo acontecendo com Charles Horvath, enquanto Howard Petrie completa o elenco. Filmado em sua maior parte nos estúdios da Universal, “A Taberna dos Proscritos” tem locações no Rio Colorado, em Utah. A trilha sonora musical merece atenção especial pois um jovem compositor chamado Henry Mancini era contratado do estúdio, criando anonimamente temas para todo gênero de filme, inclusive westerns como este, um dos melhores da série que Joel McCrea filmou nos anos 50.

Yvonne De Carlo

A cópia de "A Taberna dos Proscritos" foi gentilmente cedida pelo cinéfilo Marcelo Cardoso.

8 de agosto de 2015

“BONANZA” 4.ª TEMPORADA (1962/1963) – OS CONVIDADOS ESPECIAIS


Em sua quarta temporada a série “Bonanza” não repetiu o número de atores famosos para atuarem como ‘Special Guest Stars’ (convidados especiais) como havia ocorrido na temporada anterior. Ainda assim, muitos dos special guest stars desta temporada tornaram-se poucos anos mais tarde grandes ídolos da televisão, como DeForest Kelley, Carroll O’Connor e Robert Vaughn, Mas a rigor nenhum deles atingiu igual brilho no cinema. Mas não faltaram excelentes atores característicos nessa temporada de “Bonanza”, coadjuvando os trabalhos dos Cartwrights Lorne Greene, Michael Landon, Dan Blocker e Pernell Roberts. Este último evidenciando, nos poucos episódios dos quais participou, sua contrariedade com a série que deixaria na temporada seguinte. Nesta 4.ª temporada a audiência de “Bonanza” caiu de segundo para o quarto lugar entre os programas mais assistidos da televisão norte-americana, sendo que a outra única série western entre as dez primeiras classificadas foi “Gunsmoke” no 10.º posto segundo a Nielsen Ratings. 

Bing Russell com Michael Landon; no centro Ray Teal; à direita Denver Pyle.


Todos os fãs da série "Bonanza" e até mesmo aqueles que a assistiam esporadicamente sabiam que o xerife Roy Coffee, de Virginia City, era interpretado por Ray Teal. Porém em alguns episódios esse veterano e querido ator dava lugar a outros xerifes que o substituíam. Nesta 4.ª temporada a honra de usar a estrela de Roy Coffee coube a Denver Pyle e a Bing Russell. Outros atores que ocuparam o 'Sheriff's Office' de Virginia City em outras temporadas foram Ben Johnson e Morgan Woodward. Eis os principais atores convidados da temporada 1962/63 de “Bonanza”:




Barry Coe – Galã que a Fox tentou, sem sucesso transformar em astro nos anos 50. Barry Coe atuou em “Ama-me com Ternura” e teve pequeno papel em “O Estigma da Crueldade” (The Bravados).

Eddy Waller – Interpretando Nugget Clark, Eddy foi sidekick de Rocky Lane em muitos westerns-B. Atuou em quase 200 filmes, com destaque para “Homem Sem Rumo” (Man Without a Star).

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Dan O’Herlihy – Irlandês que foi dirigido por  diretores como Carol Reed (“Condenado”), Orson Welles (“Macbeth), Luís Buñuel (“Aventuras de Robinson Crusoé”) e Paul Verhoeven (“RoboCop”).

Virginia Grey – Estreou no cinema aos 10 anos em 1927. Fãs de Tarzan lembram-se dela em “Tarzan Contra o Mundo”. Atuou com Audie Murphy em “Balas que não Erram” (No Name on the Bullet).

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Claude Akins – Um dos principais homens maus do cinema norte-americano, esteve ótimo em “Onde Começa o Inferno” (Rio Bravo). Ficou famoso como o Sheriff Lobo da série de TV.

Anthony Caruso – Ator especialista em interpretar tipos multirraciais, o norte-americano Caruso atuou em quatro episódios da série “Bonanza”, em todos eles como chefes índios.

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Robert Vaughn – Um dos sete magníficos do clássico “Sete Homens e Um Destino” (The Magnificent Seven), Vaughn ficou famoso como Napoleon Solo, na série de TV “O Agente da Uncle”.

Trevor Bardette – Ator de seriados dos anos 40 (fez um papel duplo em “A Filha das Selvas”), foi vilão em westerns-B de Gene Autry, Rex Allen, Charles Starrett, Monte Hale e Rocky Lane.


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John Doucette – Ator característico em dezenas de filmes, muitos deles westerns como “Gatilho Relâmpago” (The Fastest Gun Alive), Doucette se aposentou e se tornou professor de Arte Dramática.

Robert Strauss – Engraçadíssimo como o Sargento ‘Animal’ em “Inferno 17”, foi dirigido por Billy Wilder também em “O Pecado Mora ao Lado”. Estranhamente sua carreira declinou nos anos 60.


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Leo Gordon – Ex-presidiário em San Quentin, o fortíssimo Leo se tornou ator e escritor. Como vilão enfrentou John Wayne, Randolph Scott, Robert Mitchum e muitos outros mocinhos dos westerns.

DeForest Kelley – Com 20 anos de carreira, em 1966, Kelley encontrou o personagem de sua vida (Dr. McCoy) na série “Jornadas nas Estrelas”. Atuou em “Minha Vontade é Lei” (Warlock).


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Helen Westcott – Fãs de westerns lembram desta atriz no clássico “O Matador” (The Gunfighter), como a esposa de Jimmy Ringo. Helen esteve também em “Quadrilha Maldita” (Day of the Outlaw).

Edward Platt – Este ator parecia predestinado a ser um eterno e esquecível coadjuvante no cinema. Alcançou a fama na televisão como Alexei Sebastian, o ‘Chefe’, na série de TV “Agente 86”.


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Edward Andrews – Rosto conhecido no cinema e na TV, Andrews atuou em três comédias de Doris Day e em muitos westerns, um deles “Vingança no Coração” (Trooper Hook), com Joel McCrea.

Keir Dullea – Depois do impacto que foi “2001: Uma Odisséia no Espaço”, parecia que Dullea se tornaria um grande astro, o que acabou não acontecendo. Interpretou o Marquês de Sade em 1969.

Otto Kruger – Entre os muitos que abandonaram o xerife Will Kane em “Matar ou Morrer” (High Noon), um deles foi o acovardado Juiz Mettrick, interpretado pelo ator característico Otto Kruger.


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Slim Pickens – Um dos mais engraçados sidekicks dos westerns-B, Pickens  passou para as grandes produções, sendo dirigido por Marlon Brando, Sam Peckinpah, Stanley Kubrick e Steven Spielberg.

Perry Lopez – Ator novaiorquino filho de portorriquenhos, sempre lembrado para interpretar índios ou latinos. Em “Estrela de Fogo” (Flaming Star), de Don Siegel, Lopez foi o índio Two Moons.


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Felicia Farr – Não sem razão Delmer Daves escolheu esta bonita e ótima atriz para estrelar três de seus melhores westerns nos anos 50. Felicia é viúva de Jack Lemmon, seu marido de 1962 a 2001.

Eduard Franz – Musicais (“O Grande Caruso”), filmes de guerra (“A Raposa do Deserto”), épicos (“Os Dez Mandamentos”) mostram que Eduard Franz se saia bem em qualquer gênero de filme.


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William Demarest – Ator de diversos filmes de Preston Sturges, o veterano Demarest pode ser visto em muitos westerns, entre eles “A Fera do Forte Bravo” (Escape from Fort Bravo).

Ellen Corby – Atriz característica que valoriza qualquer personagem que interpreta, como fez em “Os Brutos Também Amam” (Shane). Ficou conhecida na série de TV “Os Waltons”.


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Patricia Crowley – Bonita atriz que começou na televisão, virou promessa no cinema e depois de alguns filmes (dois com Jerry Lewis-Dean Martin), passou a atuar quase que exclusivamente na TV.

Signe Hasso – Atriz sueca, famosa em seu país e que tentou carreira em Hollywood, onde estrelou diversos filmes noir, contracenando com Gary Cooper, George Raft, Spencer Tracy, entre outros.


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Harry Dean Stanton – Difícil esquecer como Marlon Brando mata Harry Dean em “Duelo de Gigantes” (The Missouri Breaks). Ator de filmes cults como “Paris, Texas” e “Corrida Sem Fim”.

Arthur Hunnicutt – Entre as dezenas de trabalhos de Hunnicutt em westerns está sua interpretação como Davy Crockett em “A Última Barricada”. Arthur tocou sua corneta em “El Dorado”.


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Ruta Lee – Atriz canadense que iniciou sua carreira em Hollywood no musical “Sete Noivas para Sete Irmãos”. Atuou em “Os Três Sargentos” (Sergeants 3), ao lado de Frank Sinatra e Dean Martin.

Don Megowan – Com 1,98m de altura, Don Megowan era ideal para enfrentar os gigantes James Arness, Jeff Chandler, Fess Parker e outros grandalhões da tela. Contracenou com todos estes.


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Kathleen Crowley – Candidata ao título de Miss América em 1949, Kathleen se tornou atriz. Fez alguns westerns pouco lembrados e passou para a TV onde apareceu em inúmeras séries.

George Brenlin – Ator de pequena estatura que teve poucas oportunidades no cinema, uma delas em “Cimarron”, de 1960, westerns estrelado por Glenn Ford e dirigido por Anthony Mann.


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Simon Oakland – Ótimos filmes e corretas interpretações nunca faltaram na carreira deste durão do cinema. Sempre lembrado como o policial de “Amor, Sublime Amor” (West Side Story).

Carroll O’Connor – Um dos grandes nomes da televisão norte-americana, Carroll não teve brilho igual quando participou de filmes para o cinema. “Tudo em Família” foi a série que lhe deu fama.


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Ross Martin – Sucesso na TV como Artemus Gordon na série “The Wild Wild West”, o melhor trabalho de Martin no cinema foi no suspense “Escravas do Medo”, em que aterrorizou Lee Remick.


Lane Bradford – Filho de um vilão dos seriados e westerns-B dos anos 30 e 40, Lane Bradford nunca conseguiu destaque no cinema, apesar de ter apropriada expressão e físico para homem mau.