UMA REVISTA ELETRÔNICA QUE FOCALIZA O GÊNERO WESTERN

10 de agosto de 2012

"DRAGÕES DA VIOLÊNCIA" (Forty Guns), AULA DE CINEMA DE SAMUEL FULLER



Samuel Fuller
Marilyn Monroe era o nome que a 20th Century-Fox exigia, em 1957, para interpretar Jessica Drummond em “Dragões da Violência” (Forty Guns). A atriz, no entanto, rejeitou fazer um western em preto e branco dirigido por um pouco conhecido diretor de filmes “B”. O chefão da Fox Darryl F. Zanuck ofereceu então o papel para Barbara Stanwyck que também recusou a proposta. Samuel Fuller, que havia escrito a história “Woman with a Whip” e seria o diretor do filme, procurou Barbara pessoalmente e disse a ela que jamais havia pensado em outra pessoa senão ela, Barbara, para interpretar Jessica Drummond. E explicou que essa personagem seria um misto de duas figuras históricas: Dora Hand, a mais graciosa pecadora do Oeste e Kate ‘Big Nose’ (Narigão) Fisher, namorada de Doc Holliday. Samuel Fuller convenceu Barbara e tiveram início as filmagens de “Dragões da Violência”. Fuller era um nome que chamara a atenção da crítica com o policial noir “Anjo do Mal”, de 1953, estrelado por Richard Widmark. Nesse tempo a crítica francesa comandada por André Bazin ainda não era tão respeitada no universo cinematográfico e o Cahiers du Cinemà não havia ainda se transformado na Bíblia dos críticos de cinema. Os resenhistas norte-americanos, por sua vez, não davam muita atenção a westerns ‘menores’ como “Dragões da Violência”. Mas Jean-Luc Godard e outros críticos da revista francesa estudavam a fundo filmes como este e outros de Samuel Fuller, colocando o excêntrico diretor norte-americano entre os mestres do cinema. Exageros à parte, Samuel Fuller era mesmo um diretor que não poderia passar despercebido e “Dragões da Violência” comprova isso.


Barbara e Barry Sullivan
HISTÓRIA DE AMOR, PODER E CORRUPÇÃO - Griff Bonnell (Barry Sullivan) e seus dois irmãos mais novos Wes Bonnell (Gene Barry) e Chico Bonnell (Robert Dix) são delegados federais (U.S. Marshals) que chegam à pequena cidade de Cochise, próxima de Tombstone. Eles devem cumprir um mandado de prisão contra Howard Swain (Chuck Roberson). Quem domina essa cidade é Jessica Drummond (Barbara Stanwyck) com sua escolta de 40 homens que trabalham para ela na sua propriedade, o ‘Rancho Dragoon’. Swain é um dos 40 homens dessa poderosa mulher. Jessica controla o sheriff Ned Logan (Dean Jagger) e o Juiz Macy (Paul Dubov), impondo a lei à sua maneira, acobertando a corrupção que a faz cada vez mais rica e poderosa. Griff Bonnel vai até o ‘Rancho Dragoon’ para prender Swain e não se intimida com o aparato montado por Jessica . Mesmo em lados opostos Jessica enamora-se de Griff mas não consegue convencê-lo a fazer seu jogo. Jessica tem um irmão jovem e irresponsável chamado Brockie Drummond (John Ericson), que mata Wess Bonnell. Então Griff investe contra a estrutura do império de Jessica Drummond, conseguindo desmontar esse império. Ao final Griff mata Brockie e Jessica empobrecida procura ficar na companhia de Griff Bonnell.

Jessica admirando a arma de Griff.
DISTANTE DA MORALIDADE DOS FAROESTES - Cada um dos personagens principais expressa um componente psicológico de sua personalidade. Jessica é o mais complexo deles com sua suprema arrogância e a frieza de seus gestos. No entanto ela se transforma ao passar de dominadora a dominada pelo desejo que passa a sentir por Griff. Compõem também esse quadro de diferentes comportamentos a rebeldia de Brockie, a inveja e ciúmes do sheriff Logan, a determinação do delegado Griff. “Dragões da Violência” fica longe da moralidade comum aos westerns quando Griff claramente cumpre sua obrigação de matar se necessário (“Há dez anos não mato ninguém”, diz), não hesitando em atirar em Jessica usada como escudo por seu próprio irmão Brockie. “Dragões da Violência” é um filme atrevido, com inúmeras insinuações fálicas como quando Jessica acaricia a arma de Griff ou quando Louvenia se excita com o rifle de Wes. Afinal “Dragões da Violência” é um filme da década de 50, antecipando corajosamente essas metáforas sexuais.



AULA DE COMPOSIÇÃO CINEMATOGRÁFICA - Essa história nada simples serve para Samuel Fuller executar um dos mais notáveis exercícios de estilo já visto em um western. Inspiradíssimo e criativo, Fuller coloca na tela cenas de grande efeito visual, a começar pela antológica sequência de abertura do filme com Jessica Drummond inteiramente vestida de preto cavalgando um cavalo branco seguida pelos seus ‘40 dragões da violência’. A câmara posicionada acima dos cavaleiros cria um efeito ainda mais impressionante que a própria grandeza do conjunto filmado em Cinemascope. Passando ao lado da charrete em que estão os irmãos Bonnell, não fica nenhuma dúvida do poder e autoridade daquela mulher. Magnífica também a cena em que o ajudante de sheriff John Chisum (Hank Worden) tenta enxergar com a visão turva pela sua cegueira produzindo trágico e notável efeito. Travellings longos nunca foram apropriados para westerns (a não ser os de Sérgio Leone) e neste pequeno western há um travelling com uso de dolly (espécie de elevador que sobe e desce a câmara) de três minutos que culmina com Jessica a cavalo seguida por seus dragões em tropel pela rua principal de Cochise. E as cenas de efeito com incessantes e espetaculares movimentos de câmara vão se sucedendo como a do jantar na mansão de Jessica; as mortes de Swain (Chuck Roberson), mais tarde a de Savage (Chuck Hayward) e o suicídio de Ned Logan com a visão macabra de seu corpo balançando e as pernas batendo contra a parede.


FAROESTE INOVADOR - Em outra sequência há uma tomada, em que o rosto de Louvenia (Eve Brent) é visto de dentro do cano do rifle, cena que entraria para a história do cinema, sendo imitada inicialmente por Godard em “Acossado” e pelos filmes de James Bond. Bastante imitada também a exposição do corpo de Savage colocado verticalmente dentro de um caixão na vitrine da funerária. E Fuller sabe também ser engraçado ao mostrar o movimento conjunto dos cowboys nas tinas de banho. Em “Dragões da Violência” Fuller cria uma bela cena de suspense quando da emboscada sofrida por Griff com inusitadas tomadas feitas de ângulos geometricamente estudados. E uma das grandes sequências do filme é quando o tornado atinge e arrasta Jessica, Griff, cavalos e charrete, bem como a cena final com Jessica sendo friamente baleada por Griff. A cinematografia de Joseph F. Biroc sob o comando de Samuel Fuller é ainda mais extraordinária por seus movimentos incansáveis passarem quase despercebidos pelo espectador, a não ser que este se detenha mais detalhadamente sobre os aspectos técnicos e estéticos do filme. “Dragões da Violência” é o “Cidadão Kane” dos westerns quanto ao trabalho de iluminação e principalmente de câmara. E o ritmo do filme é ditado por cortes até bruscos, deliberadamente malfeitos, em contraponto com longos usos de travellings. O roteiro provoca o espectador por não ser linear mas incapaz de confundi-lo neste western curto, de apenas 79 minutos que é uma aula de cinema moderno.

Cena de violência com o personagem cego
interpretado por Hank Worden.
MARAVILHOSA BARBARA - “Dragões da Violência” é dominado porBarbara Stanwyck. Dispensável falar da excepcional atriz, perfeita na criação de Jessica Drummond (futuro modelo para Victoria Barkley de “Big Valley”). Impossível não exaltar a estupenda profissional, perfeita e elegante amazona. Barbara está sensual, bonita e arrojada. Atriz humilde o bastante para fazer por três vezes, a pedido de Fuller, as cenas que as próprias dublês se negaram a fazer na sequência do tornado, em que Barbara é arrastada pelo cavalo. Barry Sullivan interpreta Griff Bonnell do modo como o faria Gary Cooper em seus melhores dias, ou seja, discreto e altivo. E assim como ‘Will Kane’ de “Matar ou Morrer”, nunca monta a cavalo, usando sempre uma charrete. “Dragões da Violência” abre espaço pequeno mas precioso para Hank Worden demonstrar o excelente ator que é longe dos tipos caricatos que invariavelmente foi obrigado a fazer. E Fuller promove a atores os stuntmen Chuck Roberson e Chuck Hayward, especialmente o ‘Bad Chuck’ Roberson, com rara oportunidade de atuar, enquanto o ‘Good Chuck’ Hayward mais uma vez demonstra o fantástico dublê que era.

Barbara e John Ericson
CONCESSÃO À FOX - Fuller usa exemplarmente o processo de Cinemascope e Jessica Drummond e os 40 dragões serpenteando pela amplitude da tela larga é impactante. Uma pena que “Dragões da Violência” tenha sido lançado em DVD em formato tela cheia, o que prejudica impiedosamente a concepção fílmica do Cinemascope. Sorte daqueles que guardaram uma cópia exibida nas dimensões originais pelo Canal Telecine há alguns anos. Com tudo que foi escrito aqui, “Dragões da Violência” não é uma obra-prima. Entre seus defeitos está a interpretação de Gene Barry usando seus esgares com exagero e uma das canções do filme (a de Victor Young) aparece deslocada além de a canção principal utilizada nos créditos não possuir a força necessária. O defeito maior deste western certamente reside em Fuller ter aceitado a imposição da 20th Century-Fox de alterar o final original em que o personagem de Barry Sullivan atira para matar Jessica Drummond (Barbara), usada como escudo por seu irmão Brockie. O final feliz imposto pelo estúdio macula “Dragões da Violência” que ainda assim é um dos westerns mais importantes dos anos 50. E não é que o maluco do Godard estava certo...

WESTERNS CLÁSSICOS


Vídeo editado especialmente para WESTERNCINEMANIA
apresentando posters de faroestes clássicos ao som do tema musical do
filme "The Big Country", composição de Jerome Moross.


8 de agosto de 2012

REVISTA PARDNER N.º 15 - AS RAINHAS DO OESTE


A PARDNER n.º 15, publicada em março de 2001, foi a mais feminina
entre todas as 27 edições. A matéria principal focalizou Irene Losso,
a querida 'Duquesa', a mocinha da confraria dos amigos do western.
Muitas outras mocinhas, dos faroestes B, estão também nesta
edição, especialmente Dale Evans, a Rainha do Oeste. É ainda
biografada Barbara Stanwyck, grande atriz de tantos faroestes.
Mestre Clóvis Ribeiro comenta "Ardida Como Pimenta",
o inesquecível faroeste musical da maravilhosa Doris Day.
Para acessar a revista  PARDNER  entre no endereço abaixo:
www.pardnerwestern.blogspot.com.br



5 de agosto de 2012

WARD BOND, COADJUVANTE EXCEPCIONAL


Ele pode ter sido um homem com muitos defeitos, o que não o impediu de ser o melhor amigo de John Ford e de John Wayne. E isso não é pouco. Ator talentoso raramente reconhecido como excelente intérprete seja dramático ou cômico. Fazia parte do primeiríssimo time de coadjuvantes, daqueles que astros e estrelas não querem ter por perto pois terão inevitavelmente a cena roubada. Ward Bond foi o inconfundível tipo bruto com uma ponta de ternuira que permaneceu para sempre na memória dos verdadeiros cinéfilos.

Bond e Wayne numa cena de
"Em Continência", de 1929;
abaixo o atleta John Wayne.
INÍCIO COM O AMIGO JOHN WAYNE – Wardell Edwin Bond nasceu em Belkman, no Estado de Nebraska, em 9 de abril de 1903. Filho de um madeireiro, conseguiu chegar à Universidade do Sul da Califórnia. Lá conheceu um aluno chamado Marion Robert Morrison, com quem dividia quarto e como atletas do time de futebol americano enfrentavam parrudos adversários como eles. Marion que anos depois seria conhecido como John Wayne tinha 1,93 e Wardell, um pouco mais baixo, tinha 1,89, porém muito mais forte que o magrelo Marion. Para seu filme “Em Continência” (Salute), rodado em 1929, o diretor John Ford contratou o time de futebol da U.S.C. e num daqueles lampejos de genialidade tão constantes em sua vida, Ford deu especial destaque a dois dos atletas, justamente os colegas de quarto Wardell e Marion. A partir de então as carreiras de Wardell e Marion (John Wayne) estariam sempre ligadas de alguma forma à do famoso diretor. Em 1930 John Wayne seria elevado à condição de astro principal em “A Grande Jornada” (The Big Trail), dirigido por Raoul Walsh, western que tinha no elenco Ward Bond como coadjuvante, condição em que raras vezes no decorrer de uma brilhante carreira deixaria de estar.

Acima Ward Bond rendido por Buck
Jones em "Prêmio de Consolação";
abaixo os mocinhos Ken Maynard,
Johnny Mack Brown e Tim McCoy.
BEM EM QUALQUER LADO DA LEI – Estava na cara que o truculento Ward Bond jamais venceria como galã no cinema, mas como homem mau em faroestes, gângster ou detetive em policiais, tinha longo futuro. E coloque filmes e mais filmes nesse ‘longo futuro’. Depois de apanhar bastante nos anos 30 em faroestes de Buck Jones, George O’Brien, Ken Maynard, e Tim McCoy, Ward Bond passou a mostrar seu rosto feioso e corpanzil em filmes policiais. Nestes apanhou ou ajudou heróis como Johnny Mack Brown, Bruce Cabot, Warner Baxter, Franchot Tone, Paul Muni, nem sempre tão fortes como ele. Em “G-Men Contra o Império do Crime”, o G-Men era o baixinho James Cagney e Ward Bond mais uma vez bandido. Como agente da lei Bond se destacava como policial incorruptível. Nos anos 30 Ward Bond apareceu em quase 200 filmes, na maioria deles em papéis pequenos, mas sua sorte começaria a mudar na segunda metade daquela década.

Bond e Wayne em "Conflito". A mocinha
é Jean Rogers, futura Dale Arden.
TEMPOS MELHORES - Em 1935 Ward Bond casou-se pela primeira vez e a moça se chamava Doris Sellers. A amizade com John Wayne se estreitava cada vez mais pois os dois gostavam de beber o quanto aguentassem e tinham idéias políticas afinadas. Iniciava-se um dos tempos mais negros para a Humanidade, com regimes totalitários impondo-se em muitos países. Wayne e Bond entendiam que nada no mundo poderia ameaçar os decantados ideais de liberdade norte-americanos, ainda que a ótica deles tornasse essa visão política bastante discutível. Tanto Ward Bond quanto John Wayne procuravam se afirmar em suas carreiras no cinema, Bond com papéis mais importantes e Duke tentando fugir dos faroestes quase todos iguais que estrelava. Encontraram-se e se enfrentaram, em 1936, num ringue em “Conflito”, filme ‘B’ sobre boxe. A dura vida de coadjuvante fez com que Bond interpretasse um gladiador em “Os Últimos Dias de Pompéia” de 1935, com Preston Foster, e um guarda mogol em “As Aventuras de Marco Polo” de 1938, estrelado por Gary Cooper. John Wayne teria de esperar até 1939 para atuar novamente num grande filme que foi “No Tempo das Diligências”. Enquanto isso Ward Bond se tornava cada vez mais conhecido com sua presença mesmo pequena em sucessos como “Beco Sem Saída”, “Levada da Breca” e “Do Mundo Nada se Leva”.

Acima Humphrey Bogart e Ward Bond em "A Lei do Mais
Forte"; abaixo Bond com Olivia De Havilland, Clark
Gable e Leslie Howard em "E o Vento Levou".
FORD STOCK COMPANY - 1939 foi um ano de ouro para o cinema e também para Ward Bond que participou de “Uma Cidade que Surge” (Errol Flynn), “A Lei do Mais Forte” (James Cagney), “O Filho de Frankenstein” (Boris Karloff), “Confissões de um Espião Nazista” (Edward G. Robinson), “Aliança de Aço” (Barbara Stanwyck-Joel McCrea), “E o Vento Levou”, “A Lei da Fronteira” (Randolph Scott). Mais importantes que todos esses filmes foram “Ao Rufar dos Tambores” e “A Juventude de Lincoln”, estrelados por Henry Fonda e dirigidos por John Ford. A partir desses dois trabalhos Ward Bond incorporou-se à famosa Ford Stock Company, atuando em muitos filmes dirigidos pelo premiado diretor. Nos anos 40 Ward Bond foi dirigido por Ford em “As Vinhas da Ira”, “A Longa Viagem de Volta”, “Caminho Áspero”, “Fomos os Sacrificados”, “Paixão dos Fortes”, “O Fugitivo”, “Sangue de Heróis” e “O Céu Mandou Alguém”. John Ford daria a Ward Bond o papel principal na obra-prima “Caravana de Bravos”, consolidando a grande amizade.


George Sanders e Ward Bond em "Vieram Dinamitar a América";
abaixo Bond com Gene Tierney em "Caminho Áspero".

Acima Ward Bond e Errol Flynn; abaixo
"Relíquia Macabra", vendo-se Bogart,
Mary Astor, Peter Lorre e Ward Bond.
INCANSÁVEL COADJUVANTE – Diferentemente da quase totalidade dos artistas de cinema, Ward Bond nunca assinou aqueles famosos contratos de sete anos com os estúdios, o que permitiu que ele trabalhasse muito e para diferentes patrões. Graças à essa liberdade, nos anos 40 Bond era um coadjuvante dos mais requisitados tendo atuado também em “Kit Carson” (Jon Hall), “A Estrada de Santa Fé”, “Caravana do Ouro”, “O Ídolo do Público” (todos com Errol Flynn), “Sargento York” e “Os Inconquistáveis”  (Gary Cooper), “Relíquia Macabra” (Humphrey Bogart), “Adorável Inimiga” e “Dakota” (os dois com John Wayne), “Paixão Selvagem” (Dana Andrews), “A Felicidade Não se Compra” (James Stewart), “Joana D’Arc” (Ingrid Bergman), “O Amanhça que não Virá” (James Cagney). Em meio a tantos grandes filmes, Ward Bond atuou em pequenos westerns como “Armas Fumegantes”, com o cantor-band-leader Vaughn Monroe e “Tropel de Bárbaros”, com Bruce Cabot como Wild Bill Hickok. Curiosamente nesses dois faroestes Bond interpretou xerifes.


Duke e Bond em "Adorável Inimiga"; abaixo cena de "O Amanhã que não Virá",
vendo-se Ward Bond, Luther Adler, James Cagney, Barton MacLane,
Helena Carter e Steve Brodie.


Os radicais de direita Gary Cooper e
Ward Bond em "Sargento York".
O REACIONÁRIO WARD BOND - A partir de 1942, enquanto metade dos astros norte-americanos estava na II Guerra Mundial, Ward Bond e John Wayne permaneceram em Hollywood. Ward Bond bem que tentou se alistar mas os exames constataram sua epilepsia, o que apenas amigos como John Ford e John Wayne sabiam. John Ford, com quase 50 anos de idade foi para a Marinha e nunca perdoou o Duke por este não ter lutado, mas contemporizava com Ward Bond pois sabia de seu problema de saúde. Em 1943 Ward Bond interpretou o chefe do FBI em “Vieram Dinamitar a América”, desaparecido filme de espionagem estrelado por George Sanders. Viver na tela o chefe do Federal Bureau of Investigation deve ter dado grande prazer a Ward Bond e feito crescer as idéias reacionárias que compartilhava com John Wayne. Tanto isso é verdade que juntamente com outros conservadores de direita como Gary Cooper, Clark Gable, Adolphe Menjou, Cecil B. DeMille, Victor McLaglen, Ronald Reagan, Barbara Stanwyck, Ginger Rogers, Walt Disney, King Vidor e muitos outros, fundaram a famigerada MPA. Desse enorme grupo Ward Bond era o mais radical, agressivo e vociferador na exposição das intenções da MPA. Essa sigla identificava a associação chamada Motion Picture Alliance for the Preservation of American Ideals. E os ideais norte-americanos a serem preservados eram os mesmos que levaram o senador Joseph McCarthy a escrever a mais negra página da história de Hollywood com o expurgo profissional de tantos escritores e artistas suspeitos de divergir do idealismo político de Bond, Duke e companhia. Na fase mais aguda da ‘caça às bruxas’, Ward Bond era o presidente da MPA.

John Ford zombava de Ward Bond de todas as maneiras.
Aqui alguns desenhos que Ford fez com Bond como modelo.
WARD ‘BUNDÃO’ – O homem Ward Bond pode, com justiça, ser acusado de reacionário politicamente. Muitos não gostavam dele por ser egocêntrico, estúpido, arrogante, beberrão e o ator com a boca mais suja do cinema. Situação rotineira era Ward Bond num restaurante achar que a comida estava fria ou ruim e mandar o garçon enfiar a comida em local impronunciável. Havia ainda outro aspecto negativo na personalidade de Ward Bond que era impossível deixar de notar: ele era um bem acabado e não disfarçado puxa-saco de John Ford. O diretor gostava de contar piadas mas as estragava todas por não saber contá-las. Mas as constrangedoras piadas de Ford eram seguidas da mais sonora gargalhada vinda da garganta vigorosa de Ward Bond. Não por acaso, Bond e Duke eram os melhores amigos de John Ford que não perdia a ocasião para fazer chacotas com os dois. Ford tinha especial predileção em fazer zombarias com o volumo traseiro de Bond e devido a isso Ford o chamava carinhosa ou desprezivelmente como ‘Bundão’. Mesmo estando longe de ser um galã, Ward Bond se achava irresistível para as mulheres tentando conquistar quantas pudesse. Separou-se da primeira esposa em 1944 e só voltou a se casar em 1954, com Mary Louise May. Quando John Wayne casou-se pela segunda vez, o padrinho desse malfadado casamento foi Ward Bond.

Ward Bond, Victor McLaglen, John Wayne, Maureen
O'Hara e Barry Fitzgerald, elenco de "Depois do
Vendaval"; James Cagney, William Powell, Henry
Fonda, Bond e Jack Lemmon, elenco de
"Mister Roberts".
A ÚLTIMA DÉCADA – Depois da desastrosa ‘caça às bruxas’, Ward Bond ficou marcado em Hollywood e passou a ter dificuldades em encontrar trabalho numa Hollywood agora mais liberal, o que nunca havia acontecido antes. Mesmo assim Bond participou de um número razoável de filmes, muitos não-westerns como “Cinzas que não Queimam”, com Robert Ryan; “Águas Traiçoeiras”, com John Wayne; “Grito de Sangue”, com John Derek; “Sangue da Terra”, com Barbara Stanwyck, Gary Cooper e Anthony Quinn; “Bichinho de Estimação”, com Frances Dee; “A História de Bob Mathias” com o próprio atleta Mathias; “Pilastras do Céu”, com Jeff Chandler; “Bonequinha Chinesa”, com Victor Mature. Somam-se a esses os dirigidos por John Ford: “A Paixão de uma Vida”, com Tyrone Power; “Asas de Águia”, com John Wayne; “Mister Roberts”, com Henry Fonda. Porém nenhum desses filmes pode ser comparado à sublime obra-prima “Depois do Vendaval”, de John Ford com John Wayne e Maureen O’Hara, em que Bond teve papel destacado.

Acima Ward Bond em "Johnny Guitar",
com Mercedes McCambridge; abaixo
Bond em "Ódio Contra Ódio".
OS ÚLTIMOS WESTERNS - A figura de Ward Bond é mais associada ao faroeste e nos anos 50 ele atuou nos westerns “A Vingança de Jesse James”, com Wendell Corey; “Resistência Heróica”, com Gregory Peck; “Vivendo no Inferno” e “Johnny Guitar”, ambos com Sterling Hayden; “No Reino das Sombras”, com Barbara Stanwyck; “Caminhos Ásperos”, com John Wayne; “Um Homem Solitário”, de e com Ray Milland; “Código de Armas”, com Dale Robertson. Em “Valentão é Apelido”, com Bob Hope, Ward Bond interpretou o Major Seth Adams, personagem que criou na televisão. Assim como já havia ocorrido com “Johnny Guitar”, em 1957 Ward Bond aceitou atuar em “Ódio Contra Ódio”, filme de Joseph E. Lewis com nuances políticas que praticamente puniam o pensamento político de Bond. Um ano antes, em 1956, Ward Bond interpretou o Reverendo-Capitão Samuel Johnston Clayton em “Rastros de Ódio”, para muitos o melhor filme de John Ford e o melhor de todos os faroestes. Ward Bond tem nesse western uma de suas melhores atuações comprovando o excelente ator que nunca deixou de ser. Apropriadamente a carreira de Ward Bond no cinema se encerrou com sua pequena participação em outro grande western que foi “Onde Começa o Inferno”.

Ward Bond e Robert Horton, astros do
seriado "Caravana".
FINALMENTE ÍDOLO COM “CARAVANA” - A segunda metade da década de 50 mudou bastante a vida de Ward Bond. Sua saúde se agravou e além da epilepsia ele tinha pressão alta, o que o levou a tomar doses cavalares de anfetaminas, menores apenas que os muitos cigarros que fumava e álcool que ingeria. Eterno coadjuvante, Ward Bond viu surgir em 1957 a maior oportunidade de sua carreira, quando foi convidado a interpretar o Major Seth Adams no seriado de TV “Caravana” (Wagon Train). O sucesso da série transformou Ward Bond num dos artistas mais famosos e queridos da TV, tanto que sequer pode atender ao convite do amigo John Wayne para atuar em “O Álamo”. O épico de Duke foi filmado exatamente quando se iniciava a segunda temporada de “Caravana”, que era programa líder de audiência e Ward Bond era a figura principal da série, cuidando inclusive da produção da mesma. Tão bem sucedido era o programa que a presença de Ward Bond era requisitada em todo país para que se apresentasse em rodeios, sendo muito bem pago para isso. Em novembro de 1960 Ward Bond viajou para Dallas, no Texas, para uma dessas exibições onde seria também homenageado pelo time de futebol local, o Dallas Cowboy.

Duke, Ford e Bond, amigos de verdade.
A TRISTEZA DE DUKE E PAPPY - No dia 5 de novembro, Ward Bond estava no banheiro do quarto de um hotel em Dallas quando sofreu um fulminante ataque cardíaco. Sua esposa aflita não sabia o que fazer. John Ford filmava “Terra Bruta” em Brackettville, também no Texas e foi avisado da morte de Bond por Ken Curtis e Harry Carey Jr. John ficou calado por vários minutos e depois explodiu: “Son-of-a-bitch!”. Em seguida Ford falou: “Pobre Maisie. (esposa de Ward). Ela está sozinha em Dallas e precisa de nós”. Ford largou as filmagens de “Terra Bruta”, fretou um avião para Dallas e cuidou pessoalmente do traslado do corpo para Los Angeles. No funeral de Ward Bond estava presente boa parte da Ford Stock Company. The Sons of the Pioneers cantou um hino religioso, o mesmo fazendo Harry Carey Jr. e Ken Curtis. John Wayne com lágrimas nos olhos e a voz embargada fez o discurso de despedida do amigo. John Ford consternado permaneceu em respeitoso silêncio durante toda a cerimônia. Duke e Pappy perdiam o melhor amigo e o cinema deixou de contar com um excepcional ator coadjuvante.

Cena importante de "Rastros de Ódio". A expressão de reprovação de Ward Bond
só poderia ser conseguida por um grande ator como ele.

Virgil Earp (Tim Holt) morto para desespero de Morgan Earp (Ward Bond)
e de Wyatt Earp (Henry Fonda) na obra-prima "Paixão dos Fortes".
Parte do elenco sem grandes astros de "Caravana de Bravos": Hank Worden,
Ward Bond, James Arness, Charles Kemper (sentado), Fred Libby,
Mickey Simpson e Jane Darwell.

en Johnson e Ward Bond à frente da caravana no sublime "Caravana de Bravos".

Cena do baile de "Sangue de Heróis". À frente Shirley Temple, Ward Bond,
Irene Rich, Henry Fonda. Nas outras filas Anna Lee, Victor McLaglen,
George O'Brien, Jack Pennick e Mickey Simpson.

"Sangue de Heróis": Henry Fonda, John Wayne, George O'Brien e Ward Bond.

"Ao Rufar dos Tambores": Ward Bond, Francis Ford (de costas),
Claudette Colbert e Henry Fonda.

"Caminhos Ásperos" (Hondo): Lee Aaker, Geraldine Page, John Wayne
e Ward Bond.

"A Felicidade não se Compra": Ward Bond, James Stewart e Frank Faylen.

"Domínio de Bárbaros": Pedro Armendáriz, Henry Fonda e Ward Bond.

"Águas Traiçoeiras": Ward Bond, Philip Carey, Patricia Neal e John Wayne.


Ward Bond imitando o 'Pappy'.



2 de agosto de 2012

SILVERADO, O TREPIDANTE E RADIANTE FAROESTE DE LAWRENCE KASDAN

  
Lawrence Kasdan pertence a uma geração de cineastas que decidiu reviver os bons tempos das matinês em que a garotada vibrava com seriados de aventuras e com faroestes. Em 1980, aos 30 anos, Kasdan escreveu o roteiro para o segundo episódio da série “Guerra nas Estrelas”, série inspirada nos heróis interplanetários Flash Gordon e Buck Rogers, dos anos 30. Em seguida Lawrence Kasdan escreveu um roteiro contando as primeiras aventuras do arqueólogo aventureiro chamado Indiana Jones, baseando-se desta vez no seriado “A Adaga de Salomão”, de 1943, estrelado por Rod Cameron. O filme se chamou “Os Caçadores da Arca Perdida”. Faltava Kasdan homenagear os faroestes que eram a essência da programação das matinês, tanto nos States como também no Brasil. Foi então, em 1985, que Kasdan escreveu, produziu e dirigiu “Silverado, um verdadeiro revival dos filmes de mocinho e bandido.


Kevin Kline sendo dirigido por Kasdan.
A LUTA DO BEM CONTRA O MAL - A Silverado do título é uma cidade do Velho Oeste dominada por McKendrick (Ray Baker) um barão do gado que controla Cobb (Brian Dennehy) o xerife da cidade. Chegam a Silverado os irmãos Emmett (Scott Glenn) e Jake (Kevin Costner), acompanhados de Paden (Kevin Kline), amigo recente. Junta-se a eles o negro Mal (Danny Glover), cujo pai foi morto pelos homens de McKendrick. As ações ilegais de McKendrick e Cobb revoltam os quatro amigos que decidem enfrentar o barão de gado e seus pistoleiros, bando reforçado pelo xerife e seus delegados. Apesar da diferença numérica, Emmett, Paden, Jake e Mal intrepidamente liquidam o pequeno exército de antagonistas trazendo a paz a Silverado. Paden permanece na cidade, Mal vai viver em outro Estado e os irmãos Emmett e Jake partem para novas aventuras. Esse enredo simples cria situações repletas de ação que vão se interligando em ritmo incessante, aquele mesmo ritmo dos saudosos faroestes feitos às dúzias pelos pequenos estúdios da zona pobre de Hollywood.

NEM PSICOLOGISMO, NEM REVISIONISMO - A proposta de Lawrence Kasdan com “Silverado” era fugir da tendência revisionista que tomou conta dos faroestes no início dos anos 70. E Kasdan não queria esbarrar no psicologismo que passou a dominar o gênero a partir de filmes como “O Matador”, de 1950. “Silverado” deveria então ter diálogos sem nenhuma complexidade, muita ação e um conjunto de situações vistas em centenas de outros filmes. Se os diálogos deste faroeste de Kasdan não exigem muito raciocínio do espectador para entender a história, isso não significa que sejam feitos para mentes infantis que mal leram seu primeiro livro. Há frases saborosas de cortante ironia e outras exemplarmente construídas dando perfeita consistência ao roteiro. Além disso, há uma simetria de relações entre personagens jamais vista em qualquer outro faroeste, autêntico jogo de xadrez em que cada mocinho têm não só um inimigo especial mas também um envolvimento emocional com uma determinada mulher.

Brian Dennehy, o xerife corrupto.
OS MOCINHOS E SEUS INIMIGOS - O inimigo particular de Kevin Kline é o xerife (Brian Dennehy); o de Scott Glenn é o barão de gado (Ray Baker); para Kevin Costner foi reservado o ajudante sádico do xerife (Jeff Fahey); Danny Glover tem como desafeto o jogador traiçoeiro (Jeff Goldblum). E cada um deles possui também relação particular com uma mulher: Kevin Costner com a ex-namorada de Jeff Fahey (Amanda Wyss); Scott Glenn com a jovem esperançosa da caravana (Rosanna Arquette); Danny Glover com a própria irmã (Lynn Whitfield) que é dominada pelo gigolô Jeff Goldblum. A mais complexa entre todas as relações é a desenvolvida pelo personagem de Kevin Kline com Stella (Linda Hunt) a gerente do saloon 'The Midnight Star'. A feiosa Linda Hunt com 1,45m de altura é a mulher estranha, filosofando a cada frase e por quem o amargo Kevin Kline sente enorme carinho e respeito. Os diálogos travados entre ambos são ambíguos e torna intrigante e singela a amizade dos dois.

Singeleza no Velho Oeste.

O exibicionismo de Kevin Kostner.
COLEÇÃO DE CLICHÊS - O melhor de “Silverado”, porém, são as cenas de ação. Lawrence Kasdan certamente catalogou todas as sequências que rotineiramente eram usadas em faroestes e as colocou no roteiro. Desde estouro de boiada, passando por perseguições a cavalo, caravana de assentadores, lutas em saloon, fuga de prisão, faca escondida na bota, cowboy de ceroulas, a presença macabra da forca, a casa incendiada, até chegar ao duelo final na cidade deserta com a igreja branca ao fundo, nada foi esquecido em “Silverado”. E os personagens arquetípicos frequentes em centenas de faroestes são facilmente reconhecidos, a começar pelo parrudo e corrupto xerife. O personagem de Kevin Costner é uma soma de todos os melhores mocinhos do cinema, saltando sobre o cavalo como, Rocky Lane e Tom Mix, acrobático como Burt Lancaster e Errol Flynn, galanteador como Kirk Douglas e inventivo como nenhum outro jamais conseguiu ser. Kasdan criou para Kevin Kostner a cena em que ele dispara ao mesmo tempo para a esquerda e para a direita acertando dois bandidos simultaneamente. E suas roupas fariam inveja a Shane e mesmo a Roy Rogers.

Lembrando "Matar ou Morrer" e lembrando
"Meu Ódio Será Sua herança".
REFERÊNCIAS A WESTERNS FAMOSOS - O que não falta ainda em “Silverado” são as referências a famosos westerns do cinema norte-americano. A porta que se abre no início do filme, a presença do menino acompanhando o heroísmo de Jake (Kevin Costner), o duelo final numa cidade que poderia se chamar Hadleyville, a amizade entre companheiros marca registrada dos westerns de Howard Hawks. E referência maior é a presença constante dos quatro mocinhos dispostos a sacrificar suas vidas ao se defrontar com a vilania dos poderosos, faltando apenas a caminhada conjunta do mais célebre western de Sam Peckinpah. Com todos esses ingredientes Lawrence Kasdan realizou um faroeste trepidante, emocionante e radiante da mais simples e inocente alegria. Exemplar reedição das festas que eram os faroestes com compromisso único com a emoção e o fascínio causados no juvenil espectador em ritmo de Indiana Jones. Filmado inteiramente em locações no Novo México, “Silverado” se ressente de uma trilha sonora com mais personalidade e não tão próxima às compostas por John Williams, modismo dos anos 80.

Kevin Costner em "Silverado" e como Wyatt Earp.
FRACA BILHETERIA - Kevin Kline, Brian Dennehy, Danny Glover e Linda Hunt têm atuações brilhantes num elenco praticamente sem deslizes. Os excessos de Kevin Costner são apropriados para o espírito do filme que com 130 minutos não encontra espaço para desenvolver melhor os personagens femininos das atrizes Rosanna Arquette, Amanda Wyss e Lynn Whitfield. Desnecessária, talvez a fleugmática presença de John Cleese como xerife da cidade de Turley. Esse xerife, após ver seu chapéu ser perfurado por um tiro decide que ali termina sua jurisdição, frase que bem exemplifica o humor que pontua o roteiro de Kasdan. “Silverado” custou 55 milhões de dólares e rendeu 71 milhões de dólares, em valores atualizados, deixando de ser um sucesso como os blockbusters “Guerra nas Estrelas” e “Indiana Jones”. “Cavaleiro Solitário” (Pale Rider), de Clint Eastwood, produzido também em 1985, custou 15 milhões de dólares e rendeu 88 milhões. Mesmo assim Lawrence Kasdan insistiria no faroeste em 1994, escrevendo e dirigindo “Wyatt Earp”, monumental fracasso que o afastou definitivamente do gênero. Mas a prova de amor pelo faroeste já havia sido dada por Kasdan com “Silverado”, o retorno do western às inesquecíveis matinês dominicais.


AÇÃO!


VIBRAÇÃO!

TENSÃO!


EMOÇÃO!


1 de agosto de 2012

R.G. ARMSTRONG - 17/4/1917 - 27-7-2012


No mês de junho este blog publicou a biografia do ator R.G. Armstrong.
Um mês depois, R.G. veio a falecer, exatamente no último dia 27 de julho,
aos 95 anos. WESTERNCINEMANIA presta homenagem a esse vilão
peckinpahniano com um pequeno trecho de "Pat Garrett and Billy the Kid",
 western em que R.G. tem um de seus melhores, mais delirantes e brutais
desempenhos. Aparecem no vídeo James Coburn (Pat Garrett),
Kris Kristofferson (Billy the Kid), Matt Clark (Bell).