UMA REVISTA ELETRÔNICA QUE FOCALIZA O GÊNERO WESTERN

18 de abril de 2011

QUEM QUER SER SUNDANCE KID?


“Butch Cassidy & Sundance Kid” foi concebido pela Warner Bros. para ser um grande sucesso de bilheteria. E William Goldman, autor da história escreveu o roteiro especialmente para Paul Newman que além de interpretar Butch Cassidy era também um dos produtores do filme. Quase tudo pronto para começar as filmagens e ainda não estava decidido quem interpretaria Sundance Kid. Os produtores queriam um grande nome para completar a dupla de bandidos que deveria ser a mais charmosa do cinema. Pensaram primeiro em Marlon Brando, cuja carreira estava em baixa e não pediria um salário astronômico. Porém Newman vetou Brando considerando que ele estava velho demais para ser o Kid. Newman até tinha razão porque dois anos depois Brando seria Don Corleone... Em seguida foi sugerido o nome do jovem Dustin Hoffman, que vinha dos sucessos “A Primeira Noite de um Homem” e “Perdidos na Noite”. Mais uma vez Paul Newman vetou pois considerou Dustin Hoffman baixo demais e longe de ser o galã que Kid deveria ser (quis mesmo era dizer que Hoffman era feinho). Aprovaram então o nome de Warren Beatty e, quando foi feito o contato, Beatty agradeceu mas não aceitou dividir a tela com Paul Newman. Começou a ficar difícil encontrar o parceiro perfeito para Butch Cassidy. O quarto nome a ser pensado foi o de Steve McQueen cuja cotação estava alta depois do sucesso de “Bullitt”. Não se sabe se McQueen foi descartado por ser um ator problemático ou se ele pediu muito dinheiro ou ainda se Newman ficou temeroso de McQueen lhe roubar o filme, o que faria com facilidade, assim como roubara "Sete Homens e um Destino" de Yul Brynner. Alguém lembrou de Robert Redford, galã que ainda não havia feito um filme de grande êxito de bilheteria. O mais perto que havia chegado de um sucesso foi como coadjuvante no aguardado “Caçada Humana”, estrelado por Marlon Brando e que, afinal, quase não dera lucro. Robert Redford acabou ficando com o papel de Sundance Kid e entendeu-se bastante bem com Paul Newman durante as filmagens de “Butch Cassidy & Sundance Kid”. A amizade dos dois atores deve ter colaborado muito para que esse western se transformasse no campeão de bilheteria no gênero, imbatível até hoje, mesmo depois de mais de 30 anos agradando o público masculino e encantando o público feminino, o que não é muito comum para um faroeste.

Um comentário:

  1. No meu ponto de vista este é um faroeste que nunca me encheu os olhos. Não tiro seus méritos, apesar de Newman desejar aparecer demasiadamente na fita, tendo até trabalho descomunal para encontrar seu parceiro, dado ao seu receio de ficar em plano inferior na fita. No entanto, ainda o vejo melhor em Rebeldia Indomável, assim como Redford, que nunca neguei gostar mais dele como diretor, esteve muito melhor em Gatsby.
    O diretor Roy Hill é um bom cineasta, mas ainda considero seu serviço em Golpe de Mestre muito superior.
    Apesar de tudo é melhor dizer; quando não alguém não aprecia um trabalho fica pondo nele defeitos que somente ele vê. E eu sou assim, um tanto cruel com obras que me passam meio em branco. Mas, como disse, não tiro completamente o valor deste trabalho, já que um mundo inteiro o aprova, o que me deixa em plano muito abaixo quanto ao valor que ponho na fita.
    jurandir_lima@bol.com.br
    Enfim;

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