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28 de agosto de 2016

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE GEORGE MONTGOMERY, WESTERNER AUTÊNTICO


A década de 50 foi uma época incomparável para o western, ou melhor, a principal delas. Entre os diversos atores que se destacaram atuando nesses filmes, George Montgomery ocupa um lugar especial não só pelo número de faroestes que fez, mas também pela qualidade dos mesmos. Nascido no dia 29 de agosto de 1916 (algumas fontes indicam o dia 27 de agosto), Montgomery estaria completando 100 anos se vivo fosse, mas para os fãs de westerns ele continua vivo através de seus trabalhos no cinema e nas artes voltadas ao universo do Velho Oeste. A cinebiografia abaixo foi publicada originalmente neste blog, sendo aumentada e ampliada com outras informações e a lista completa dos westerns com George Montgomery.

Início pouco promissor - George Montgomery Letz nasceu na cidade de Brady, Montana, mesmo Estado onde nasceu Gary Cooper. Caçula entre os 15 filhos de um casal de imigrantes da Ucrania, George foi criado numa fazenda e aprendeu na prática os rudimentos da vida de cowboy. Cursou por algum tempo a Universidade de Montana, mas a sua boa estampa e seus 1,91m de altura o encaminharam para o cinema. Começou fazendo figurações e pequenos papéis nos filmes de Roy Rogers (de quem ficou amigo), na Republic Pictures e participou também de seriados. Atuou também como dublê de John Wayne que naquele tempo era magro como George Montgomery, além de terem quase a mesma altura. Em 1938 a Republic decidiu provocar os fãs de seriados lançando “O Guarda Vingador” (The Lone Ranger), com nada menos que cinco atores mascarados e vestidos como o personagem The Lone Ranger (na foto ao lado, George Montgomery com Lane Chandler, Lee Powell, Hal Taliaferro e Bruce Bennett) . Os ‘Lone Rangers’ iam morrendo um a um até restar só verdadeiro. O achado da Republic era fazer com que os espectadores tentassem descobrir qual deles era o verdadeiro herói mascarado. Nesse período George Montgomery atuava com o nome artístico de George Letz, isto quando conseguia ser creditado, o que era raro. Ainda assim chamou a atenção da 20th Century-Fox com quem assinou contrato.

O jovem George Montgomery em quatro poses para serem distribuídas aos fãs.

Acima George com a esposa Dinah
Shore; ambos apoiavam
John Fitzgerald Kennedy.
Sucesso e casamento - A Fox logo mudou seu nome para George Montgomery pois ‘Letz’ soava um tanto quanto alemão e isso era ruim naqueles anos, ao passo que ‘Montgomery’ era o sobrenome do famoso Marechal de Campo inglês Bernard Montgomery. No novo estúdio George apareceu com destaque em “Coração de Bandido” (The Cisco Kid and the Lady), de 1940, com Cesar Romero como Cisco Kid. A partir daí George foi colocado como ator principal ou coadjuvante importante em uma série de filmes juvenis. O estúdio deu a George a oportunidade de voltar às origens com os westerns “O Cavaleiro do Deserto” (Riders of the Purple Sage) e “O Último dos Duanes” (The Last of the Duanes), ambos de 1941. A 20th Century-Fox acreditava no futuro de George Montgomery e o escalou também como coadjuvante em boas produções contracenando, entre outras estrelas com Betty Grable, Linda Darnell, Shirley Temple, Carole Landis, Maureen O’Hara e Gene Tierney. Foi nesse tempo que George Montgomery se destacou também no noticiário de Hollywood devido a seus romances com Hedy Lamarr, uma das mais lindas estrelas da tela e com Carole Landis, também muito bonita. Para surpresa da cidade do cinema George acabou se casando com a cantora e atriz Dinah Shore.  Assim como aconteceu com muitos astros da tela, a carreira de George Montgomery foi interrompida devido à 2.ª Grande Guerra tendo ele sido convocado em 1943 e sendo desligado do Exército ao final do conflito mundial, em 1945.

George com Carole Landis, Betty Grable, Gene Tierney e com Maureen O'Hara.

George com Ruth Roman e sendo
esmurrado por Leo Gordon,

respectivamente em "A Filha da
Foragida" e em "Oeste Selvagem".
A caminho do faroeste - George cumpriu o contrato até o final atuando ainda em mais dois filmes da Fox, um deles personificando o detetive Philip Marlowe, criação de Raymond Chandler, em “A Moeda Trágica” (The Brasher Doubloon). Tyrone Power e Gregory Peck eram os principais galãs do estúdio que, por economia, decidiu não renovar o contrato de muitos jovens artistas, entre eles George Montgomery. Sorte do western pois George passou a atuar indistintamente pela Columbia, United Artists e Allied Artists, fazendo cada vez mais faroestes. Só na década de 50 foram mais de 20, para alegria dos fãs do gênero. A impressionante sequência de westerns de George Montgomery começou no final dos anos 40 e prosseguiu durante toda a década seguinte, o que o coloca ao lado de Randolph Scott e Audie Murphy como o trio de verdadeiros campeões do gênero. A longa série de westerns de George Montgomery teve início em 1947 com “A Filha da Foragida” (Belle Starr’s Daughter), com Rod Cameron e Ruth Roman. O longo ciclo foi encerrado quando George Montgomery interpretou Pat Garrett em “A Morte a Cada Passo” (Badman’s Country), com Neville Brand e Buster Crabbe. Em 1958 George Montgomery afastou-se do cinema para se dedicar à série de TV “Cimarron City”, exibida em 1958 e 1959 e que teve um total de 26 episódios. Montgomery encabeçou o elenco interpretando o prefeito da cidade de Cimarron. A série, no entanto, não conquistou grande audiência e foi cancelada.

À esquerda George com a bela Lynne Roberts em "Cavaleiros do Deserto";
na TV em "Cimarron City".
Acima George Montgomery em "A Garra de Aço"
e abaixo com Taine Elg em
"Watusi, o Gigante Africano".
Fase globetrotter - George então voltou a fazer filmes, principalmente no gênero aventura. O primeiro foi “Watusi, o Gigante Africano”, cujo nome é indicador da contrastante mudança de gênero. Em seguida, estrelados, roteirizados e dirigidos pelo próprio George Montgomery vieram “Samar, a Ilha do desespero”, “A Garra de Aço”, “Guerrilhas em Pink Lace”, “From Hell to Borneo” e “Colheita Satânica”. Os anos 60 foram, decididamente estranhos na carreira de George Montgomery, que atuou na superprodução inglesa “Uma batalha no Inferno”, com grande elenco comandado por Henry Fonda. Continuou na guerra e na Europa em “Missão Bomba 10:10”, filmado na Iugoslávia. Foi à África do Sul para atuar em “Estranhos ao Amanhecer”, em que contracenou com Deanna Martin, filha do grande Dino. Depois foi a vez da Espanha, onde George Montgomery atuou em ”O Pistoleiro do Rio Vermelho” (El Proscrito Del Rio Colorado), faroeste espanhol. Quase um globetrotter, George voltou aos Estados Unidos onde atuou em “Geração Alucinada”, numa época em que se começou a fazer filmes sobre drogas psicodélicas. Em 1967 Montgomery atuou em “Gatilhos do Ódio” (Hostile Guns), western da série do produtor A.C. Lyles que quase só contratava atores veteranos. Ao lado de Montgomery estavam neste filme Yvonne De Carlo, Tab Hunter, Brian Donlevy e Leo Gordon. A carreira de George Montgomery chegou ao fim com os filmes “Warkill”, em que contracenou com o veterano Tom Drake e em 1970 e com “The Daredevil”, em que George é um piloto de corridas de automóveis contracenando com a também veterana Terry Moore. O último filme de George Montgomery foi fazendo uma ponta em “Dikiy Veter”, produzido na Iugoslávia.

Uma das mais belas esculturas de
George Montgomery.
Renomado escultor - George Montgomery teve dois filhos com Dinah Shore, com quem ficou casado por 20 anos. No mesmo ano de 1963 em que voltou á vida de solteiro, uma em pregada da casa de George tentou matá-lo e ainda cometer suicídio, tendo falhado em ambas intenções. O ator não voltou a se casar, mesmo tendo mantido longo relacionamento, até quase o final da vida com sua amiga Ann Lindberg. Afastado do cinema, George Montgomery passou a exercitar seus dotes artísticos, dedicando-se a vários de seus hobbies como projetar casas, desenhar móveis, pintar e esculpir. George era extremamente talentoso, mas foi como escultor que seu talento foi mais reconhecido. As esculturas que fazia eram disputadíssimas obras de arte e, claro, custavam caro. Entre as mais de 50 esculturas que George produziu estão as de John Wayne, Clint Eastwood, Ronald Reagan, Gene Autry, e Randolph Scott. George Montgomery foi um dos mais ativos participantes dos bastante frequentes encontros de ex-astros dos faroestes com os fãs. Sempre simpático era bastante querido pelos amigos e pelos admiradores de sua arte e de seus filmes. George Montgomery faleceu de complicações cardíacas aos 94 anos, no dia 12 de dezembro de 2000, na Califórnia. Muitos de seus filmes estão hoje disponíveis para que se constate que ele foi, sem sombra de dúvida, um dos grandes mocinhos do cinema.

Ao lado das esculturas de George, um jogo de mesa e cadeiras por ele
desenhado e construído.


WESTERNS DE GEORGE MONTGOMERY
(A partir de 1940)

O Cavaleiro do Deserto (Riders of the Purple Sage), 1941 – James Tinling
O Último dos Duanes (The Last of the Duanes), 1941 – James Tinling
A Filha da Foragida (Belle Starr’s Daughter), 1947 -  Lesley Selander
A Voz do Sangue (Davy Crockett, Indian Scout), 1950 – Lew landers
A Bela Lil (Dakota Lil), 1950 -  Lesley Selander
Pista Cruenta (The Iroquis Trail), 1950
O Manto da Morte (The Texas Rangers), 1951 – Phil Karlson
Rebelião de Bravos (Indian Uprising), 1952 – Ray Nazarro
Era da Violência (Cripple Creek), 1952 – Ray Nazarro
Aliança de Sangue (The Pathfinder), 1952 – Sidney Salkow
Alçapão Sangrento (Jack McCall Desperado), 1953 – Sidney Salkow
Ticonderoga, Forte da Coragem (Fort Ti), 1953 – William Castle
De Homem para Homem ou Pistola (Gun Belt), 1953 – Ray Nazarro
Rio de Sangue (Battle of Rogue River), 1954 – William Castle
Até o Último Tiro (The Lone Gun), 1954 – Ray Nazarro
Ases do Gatilho (Masterson of Kansas), 1954 – William Castle
A Mulher e os Índios (Seminole Uprising), 1955 - Earl Bellamy
Covil de Feras (Robber’s Roost), 1955 -  Sidney Salkow
O Rio dos Homens Maus (Canyon River), 1956 – Harmon Jones
Império de Balas (Last of the Badmen), 1957 – Paul Landres
Bandoleiros de Durango (Gun Duel in Durango), 1957 – Sidney Salkow
Ataque Sanguinário (Pawnee), 1957 – George Waggner
Oeste Selvagem (Black Patch), 1957 – Allen H. Miner
Duelo ao Amanhecer (Man from God’s Country), 1958 – Paul Landres
O Melhor Gatilho (Thoughest Gun in Tombstone), 1958
A Morte a Cada Passo (Badman’s Country), 1958 – Fred F. Sears
Fúria Negra (King of Wild Stallion), 1959 – R.G. Springsteen
O Pistoleiro do Rio Vermelho (El Proscrito Del Rio Colorado), 1965 – Maury dexter
Gatilhos de Ódio (Hostile Guns), 1967 – R.G. Springsteen




30 de maio de 2011

GEORGE MONTGOMERY, ARTISTA DO VELHO OESTE


“Pistoleiro por Equívoco” (Two Badges and a Gun), com Wayne Morris, de 1954, é considerado o marco derradeiro dos chamados westerns B feitos em série. Porém isso não significou o fim dos westerns de menor orçamento uma vez que alguns atores se encarregaram de fazer com que os programas duplos dos cinemas não lançadores fossem quase sempre complementados por um movimentado faroeste. Randolph Scott, Audie Murphy, Rory Calhoun, Guy Madison, Rod Cameron, Dale Robertson e George Montgomery foram os principais mocinhos que fizeram da década de 50 uma época incomparável para o western, ou melhor, a pricipal delas. E desse grupo de atores, George Montgomery ocupa um lugar de destaque não só pelo número de westerns que fez, mas também pela qualidade dos mesmos.

INÍCIO PROMISSOR - George Montgomery Letz nasceu em 29 de agosto de 1916 na cidade de Brady, Montana. Caçula entre os 15 filhos de um casal de imigrantes da Ucrania, George foi criado numa fazenda e aprendeu na prática os rudimentos da vida de cowboy. Cursou por algum tempo a Universidade de Montana, mas a sua boa estampa e seus 1,91 de altura o encaminharam para o cinema. Começou fazendo figurações em filmes de Roy Rogers e Gene Autry, na Republic Pictures. Atuou também como dublê de John Wayne que naquele tempo era magro como George Montgomery, além de terem quase a mesma altura. Em 1938 a Republic decidiu provocar os fãs de seriados lançando “O Guarda Vingador” (The Lone Ranger), com nada menos que cinco atores mascarados e vestidos como o personagem The Lone Ranger. Os ‘Lone Rangers’ iam morrendo um a um até restar só verdadeiro. O achado da Republic era fazer com que os espectadores tentassem descobrir qual deles era o verdadeiro herói mascarado. Nesse período George Montgomery atuava com o nome artístico de George Letz, isto quando conseguia ser creditado, o que era raro. Ainda assim chamou a atenção da 20th Century-Fox com quem assinou contrato. A Fox logo mudou seu nome para George Montgomery e o colocou como ator principal numa série de filmes juvenis. O estúdio deu a George a oportunidade de voltar às origens com os westerns “O Cavaleiro do Deserto” (Riders of the Purple Sage) e “O Último dos Duanes” (The Last of the Duanes), ambos de 1941. A 20th Century-Fox apostava no futuro de George Montgomery e o escalou também como coadjuvante em boas produções como o musical “Serenata Azul”. Era o período da 2.ª Grande Guerra e Montgomery foi convocado em 1943, sendo desligado do Exército ao final do conflito mundial, em 1945. George cumpriu o contrato até o final atuando ainda em mais dois filmes da Fox, um deles personificando o detetive Philip Marlowe, criação de Raymond Chandler, em “A Moeda Trágica” (The Brasher Doubloon). Tyrone Power e Gregory peck eram os principais galãs da Fox e o estúdio, por economia, decidiu não renovar o contrato de muitos jovens artistas, entre eles George Montgomery. Sorte do western pois George passou a atuar indistintamente pela Columbia, United Artists e Allied Artists, fazendo cada vez mais faroestes. Só na década de 50 foram mais de 20, para alegria dos fãs do gênero.

O MOCINHO GEORGE MONTGOMERY - A impressionante sequência de westerns de George Montgomery começou no final dos anos 40 e prosseguiu durante toda a década seguinte, o que o coloca ao lado de Randolph Scott e Audie Murphy como o trio de verdadeiros campeões do gênero. A longa série de westerns de George Montgomery teve início em 1947 com “A Filha da Foragida” (Belle Starr’s Daughter), com Rod Cameron e Ruth Roman. Em seguida atuou em “A Voz do Sangue” (Davy Crockett, Indian Scout) com Ellen Drew. Já na década de 50 George cavalgou em “A Bela Lil” (Dakota Lil), com Marie Windsor e Rod Cameron; “Pista Cruenta” (The Iroquis Trail), com Brenda Marshall; “O Manto da Morte” (The Texas Rangers), com John Dehner; “Rebelião de Bravos” (Indian Uprising) com Audrey Long; “Era da Violência” (Cripple Creek), com Richard Egan; “Aliança de Sangue” (The Pathfinder), com Jay Silverheels; “De Homem para Homem” ou “Pistola” (Gun Belt), western acima da média, dirigido por Ray Nazarro, com Tab Hunter e Jack Elam; “Ticonderoga, Forte da Coragem” (Fort Ti); “Alçapão Sangrento” (Jack McCall Desperado), com Douglas Kennedy; “Ases do Gatilho” (Masterson of Kansas), com James Griffith; “Rio de Sangue” (Battle of Rogue River), com Richard Denning; “Até o Último Tiro” (The Lone Gun), com Dorothy Malone, Frank Faylen e Neville Brand, provavelmente o melhor dos westerns de Montgomery em toda a década; “Covil de Feras” (Robber’s Roost), com Richard Boone; “A Mulher e os Índios” (Seminole Uprising); “O Rio dos Homens Maus” (Canyon River), com Peter Graves; “Bandoleiros de Durango” (Gun Duel in Durango), com Steve Brodie; “Ataque Sanguinário” (Pawnee), com Lola Albright; “Oeste Selvagem” (Black Patch), com Leo Gordon; “Império de Balas” (Last of the Badmen), com James Best; “O Melhor Gatilho” (Thoughest Gun in Tombstone), com Beverly Tyler; “A Fúria Negra” (King of Wild Stallion), com Edgar Buchanan. Para fechar esse ciclo de westerns George Montgomery interpretou Pat Garrett em “A Morte a Cada Passo” (Badman’s Country), com Neville Brand e Buster Crabbe. Em 1958 George Montgomery afastou-se do cinema para se dedicar à série de TV “Cimarron City”, exibida em 1958 e 1959 e que teve um total de 26 episódios. Montgomery encabeçou o elenco interpretando o prefeito da cidade de Cimarron. A série, no entanto, não conquistou grande audiência e foi cancelada.


FASE GLOBETROTTER - George então voltou a fazer filmes, principalmente no gênero aventura. O primeiro foi “Watusi, o Gigante Africano”, cujo nome é indicador da contrastante mudança de gênero. Em seguida, estrelados, roteirizados e dirigidos pelo próprio George Montgomery vieram “Samar, a Ilha do desespero”, “A Garra de Aço”, “Guerrilhas em Pink Lace”, “From Hell to Borneo” e “Colheita Satânica”. Os anos 60 foram, decididamente estranhos na carreira de George Montgomery, que atuou na superprodução inglesa “Uma batalha no Inferno”, com grande elenco comandado por Henry Fonda. Continuou na guerra e na Europa em “Missão Bomba 10:10”, filmado na Iugoslávia. Foi à África do Sul para atuar em “Estranhos ao Amanhecer”, em que contracenou com Deanna Martin, filha do grande Dino. Depois foi a vez da Espanha, onde George Montgomery atuou em "O Pistoleiro do Rio Vermelho” (El Proscrito Del Rio Colorado), faroeste espanhol. Quase um globetrotter, George voltou aos Estados Unidos onde atuou em “Geração Alucinada”, numa época em que se começou a fazer filmes sobre drogas psicodélicas. Em 1967 Montgomery atuou em “Gatilhos do Ódio” (Hostile Guns), western da série do produtor A.C. Lyles que quase só contratava atores veteranos. Ao lado de Montgomery estavam neste filme Yvonne De Carlo, Tab Hunter, Brian Donlevy e Leo Gordon. A carreira de George Montgomery chegou ao fim com os filmes “Warkill”, em que contracenou com o veterano Tom Drake e em 1970 e com “The Daredevil”, em que George é um piloto de corridas de automóveis contracenando com a também veterana Terry Moore. O último filme de George Montgomery foi fazendo uma ponta em “Dikiy Veter”, produzido na Iugoslávia.

Uma das esculturas do artista
George Montgomery

RENOMADO ESCULTOR - George Montgomery era um ator bonitão nos seus primeiros tempos em Hollywood, o que o levou a quase ter sido mais um marido de Carole Landis, a linda atriz norte-americana que se suicidou aos 29 anos depois de cinco casamentos fracassados. Em 1943 George Montgomery desposou a bonita e excelente cantora Dinah Shore, com quem teve dois filhos. Ficaram casados por 20 anos. Afastado do cinema, George Montgomery passou a exercitar seus dotes artísticos, dedicando-se a vários de seus hobbies como projetar casas, desenhar móveis, pintar e esculpir. George era extremamente talentoso, mas foi como escultor que seu talento foi mais reconhecido. As esculturas que fazia eram disputadíssimas obras de arte e, claro, custavam caro. Entre as mais de 50 esculturas que George produziu estão as de John Wayne, Clint Eastwood, Ronald Reagan, Gene Autry, e Randolph Scott. George Montgomery foi um dos mais ativos participantes dos bastante frequentes encontros de ex-astros dos faroestes com os fãs. Sempre simpático era bastante querido pelos amigos e pelos admiradores de sua arte e de seus filmes. George Montgomery faleceu de complicações cardíacas aos 94 anos, no dia 12 de dezembro de 2000, na Califórnia. Muitos de seus filmes estão hoje disponíveis para que se constate que ele foi, sem sombra de dúvida, um dos grandes mocinhos do cinema.