UMA REVISTA ELETRÔNICA QUE FOCALIZA O GÊNERO WESTERN

8 de janeiro de 2015

LEE VAN CLEEF, ÍDOLO DO WESTERN, COMPLETARIA 90 ANOS DE IDADE EM 2015


Lee Van Cleef acima com John Wayne e
abaixo com Susan Hayward e John Wayne
em "Sangue de Bárbaros".
É bastante conhecida a história segundo a qual os participantes do filme “Sangue de Bárbaros” (The Conqueror), de 1956, morreram vítimas de algum tipo de câncer. Filmado no deserto de St. George, em Utah, local onde ocorreram testes com bombas nucleares que contaminaram o solo, esse filme dirigido por Dick Powell tinha no elenco muitos atores que viriam a falecer de câncer nas duas décadas seguintes. John Wayne, Susan Hayward, Pedro Armendariz (cometeu suicídio quando descobriu que tinha câncer), Agnes Moorehead e o próprio diretor Powell foram alguns dos 91 atores ou técnicos que tiveram esse destino. Lee Van Cleef também atuou em “Sangue de Bárbaros” e mantinha saúde boa, isto já em meados dos anos 80, contrariando a lenda criada em torno do filme maldito. Demorou mas o câncer (na garganta) se manifestou no final dessa década e em 16 de dezembro de 1989 Lee Van Cleef não resistiu a um ataque cardíaco resultante das complicações da doença. Lee estava com 64 anos e poderia ter vivido (e atuado) muito mais. Se vivo estivesse Lee Van Cleef completaria 90 anos de idade no dia 9 de janeiro de 2015.

Clarence Leroy Van Cleef Jr. na U.S. Navy;
abaixo o caça-minas 'USS Incredible'.
Três anos em um caça-minas - Clarence Leroy Van Cleef Jr, foi o nome de batismo de Lee que nasceu em Sommerville, Nova Jersey, no dia 9 de janeiro de 1925, filho de pais norte-americanos que descendiam de holandeses. Aos 17 anos o jovem Clarence Leroy finalizou abreviadamente o curso secundário, possibilidade que o Governo norte-americano adotou para que um maior número de jovens pudesse ser recrutado para defender o país na II Guerra Mundial. Em outubro de 1942 Clarence Leroy já estava sendo treinado na U.S. Navy para fazer parte da tripulação do caça-minas ‘USS Incredible’. Antes de partir para as batalhas Clarence se casou com sua namoradinha do colégio, Patsy Ruth Kahle. Durante três anos Clarence Leroy esteve a bordo do ‘USS Incredible’ pelos mares do Caribe, Mediterrâneo e China, obtendo baixa em março de 1946. O jovem mariner recebeu diversas medalhas por seus serviços em alto-mar, mas como muitos outros soldados, terminada a guerra, teve que procurar trabalho para sobreviver. Clarence Leroy trabalhou como pescador, capataz de fazenda e também numa fábrica em sua cidade natal. Em 1949 o casal Clarence-Ruth tinha já três filhos e o ex-mariner trabalhava como contador numa empresa de contabilidade do pai. Foi nesse ano que Clarence Leroy se interessou por Arte Dramática e logo já estava num palco.

Henry Fonda como
Mr. Roberts.
Primeiro encontro com Eli Wallach - Clarence Leroy adotou o nome artístico de Lee Van Cleef e participou de duas peças quando decidiu ir para Nova York procurar trabalho como ator na Broadway. Desde 1948 a peça “Mr. Roberts” era o grande sucesso teatral da Broadway, com numeroso elenco composto por 29 atores e uma atriz. Henry Fonda era Mr. Roberts num elenco que tinha Robert Keith, David Wayne, Ralph Meeker, Murray Hamilton e Jocelyn Brando. Dois coadjuvantes se afastaram da companhia e Lee Van Cleef e um certo Eli Wallach ficaram com os papeis, pequenos é certo, mas experiência única de poder ver Fonda atuar todas as noites. Numa das encenações de “Mr. Roberts” Lee Van Cleef foi notado por um caçador de talentos que o convidou para atuar no cinema, em Hollywood, mais exatamente num faroeste estrelado por Gary Cooper.

Acima Lee com Robert J. Wilke e
Sheb Woley em "High Noon";
abaixo Lee com Neville Brand em
"Os Quatro Desconhecidos".
Início promissor - Lee Van Cleef tratou as condições para seu primeiro trabalho na capital do cinema diretamente com o produtor Stanley Kramer. Este disse ao ator que ele interpretaria o deputy Harvey Pell, impondo a condição que Lee se submetesse a uma cirurgia corretiva reduzindo o formato de seu nariz aquilino. Lee não concordou e Kramer lhe disse que com aquela cara de homem mau ele poderia interpretar um dos bandidos, sendo-lhe oferecida a parte de Colby, um dos bandidos à espera na estação de Haddleyville. Só que o salário semanal seria de 500 dólares apenas por duas semanas de trabalho. Lee aceitou e é sua a imagem que abre “Matar ou Morrer” (High Noon). Nesse seu filme de estréia Lee van Cleef não pronuncia uma única palavra. Filmado em 1951, esse clássico do faroeste somente seria lançado em 1952, mesmo ano em que Lee atuou na produção de baixo orçamento “Os Quatro Desconhecidos” (Kansas City Confidential). Estrelado por John Payne, este enfrenta um quarteto de bandidos formado por Preston Foster, Neville Brand, Jack Elam e Lee Van Cleef. Claro que esse policial noir-B também se tornou clássico num promissor início de carreira para o feioso ex-contador.

Lee Van Cleef com John Payne em "Os Quatro Desconhecidos";
com Montgomery Clift e Dean Martin em "Os Deuses Vencidos";
no centro com Audie Murphy e Chill Wills em "A Ronda da Vingança";
como índio em "Machado Sangrento"

Lee Van Cleef prestes a ser morto em
Estigma da Crueldade".
Uma tragédia pessoal - Nos anos seguintes Lee não teve a mesma sorte pois apesar de atuar bastante no cinema (e na televisão também) o ator não recebia propostas para melhores trabalhos. E não raro aparecia pouco na tela e quase sempre para morrer alvejado pelo herói. Em 1955 Lee atuou em outro policial-noir que se tornaria cult: “Império do Crime” (The Big Combo), com Cornel Wilde. Mesmo quando era chamado para produções de melhor orçamento como “Sem Lei e Sem Alma”, a participação de Van Cleef era reduzida a alguns segundos. Lee só não passava despercebido porque seu rosto era marcante demais. Em 1958 Lee Van Cleff teve ótima participação em um western bastante admirado que foi "Estigma da Crueldade" (The Bravados). Acostumado a ser baleado, cair e morrer nos filmes, em "Estigma da Crueldade" Lee Van Cleef implora para não ser morto por Gregory Peck numa sequência de intensa dramaticidade entre os dois atores, um dos grandes momentos do filme.  Em 1958 Lee havia terminado seu trabalho em “O Homem que Luta Só” (Ride Lonesome) e dirigia seu automóvel de retorno para casa com a esposa e os filhos quando ocorreu uma quase tragédia. O carro de Lee colidiu frontalmente com outro veículo e o ator fraturou o braço esquerdo em dois lugares e teve praticamente destruído o joelho esquerdo. Após delicadas cirurgias os médicos diagnosticaram que Lee só voltaria a caminhar com auxílio de uma bengala e que nunca mais poderia andar a cavalo. Lee se deparou com enormes dificuldades financeiras e mergulhou na bebida, o que lhe custou a separação da esposa após 15 anos de casamento. Lee Van Cleef parecia caminhar para a autodestruição, o que só não ocorreu porque um novo casamento o salvou.

Cena de "Império do Crime" vendo-se Richard Conte, Earl Holliman
e Lee Van Cleef; a morte de Lee em "Sem Lei e Sem Alma", com
punhal atirado por Kirk Douglas.

Lee Van Cleef em "O Homem
Que Luta Só" (Ride Lonesome).
Interminável má fase – Contrariando os médicos, em menos de seis meses Lee voltou a andar quase que normalmente e as sequelas maiores que ficaram do acidente foram a perda da ponta de um dedo e o vício do álcool. Nessa época Lee Van Cleef só conseguia trabalho em séries de TV, até que conheceu uma moça chamada Joan Miller e logo se casaram. Nessa fase difícil Lee Van Cleef chegou a trabalhar como pintor, mas ao contrário do que dizem algumas fontes, ele não era nenhum Rembrandt e não pintava quadros. Lee Van Cleef pintou mesmo foram paredes de casas, enquanto a esposa trabalhava como secretária na IBM. Nessa fase de vacas magras, poucos filmes e muitas aparições em séries de TV, Lee foi chamado para ser um dos capangas de Lee Marvin em “O Homem que Matou o Facínora” (The Man Who Shot Liberty Valance), em 1962. Antes havia feito um pequeno papel em “Quadrilha do Inferno” (Posse from Hell), estrelado por Audie Murphy. O terceiro filme de Lee Van Cleef em seis anos foi “A Conquista do Oeste” (How the West Was Won) e em meio a tantos astros nessa superprodução Lee Van Cleef nem sequer crédito recebeu por sua participação. Mas não demoraria muito para Lee ficar tão famoso quanto os astros de “A Conquista do Oeste”, conquistando seu espaço num território estranho, o território do Spaghetti Western.

Lee Marvin, Lee Van Cleef e Strother Martin; na outra foto Lee Van Cleef,
Strother Martin e John Wayne, cenas de "O Homem que Matou o Facínora".

Lee Van Cleef como o Colonel Mortimer,
papel antes oferecido a Henry Fonda,
Charles Bronson e Lee Marvin, em
"Por Uns Dólares a Mais".
Um punhado salvador de dólares - Meio tortuosamente Sergio Leone havia acertado na escolha de Clint Eastwood para estrelar seu primeiro faroeste “Por um Punhado de Dólares” (Per um Pugno di Dollari), grande sucesso de bilheteria. Para seu filme seguinte Leone criou um caçador de recompensas diferente de tudo quanto o cinema havia mostrado até então, o ex-Coronel (confederado) Douglas Mortimer. O primeiro nome que veio à mente do diretor foi o de Henry Fonda, a quem Leone não conseguiu convencer para trabalhar com ele. Leone entrou em contato com o agente de Lee Marvin mas foi informado que Lee assinara contrato para atuar em “Cat Ballou” (Dívida de Sangue). A terceira opção foi Charles Bronson que não se interessou em trabalhar com Leone, a quem não conhecia, certamente porque “Por um Punhado de Dólares” ainda não havia sido exibido nos Estados Unidos. A nova tentativa de Leone foi com Lee Van Cleef que o regista romano havia visto em tantos faroestes nos cinemas. Foi oferecido a Van Cleef um salário de 17 mil dólares (para Marvin e para Bronson a oferta havia sido de 50 mil dólares), pouco dinheiro mas que ajudaria a resolver os problemas financeiros do ator. O filme foi "Por Uns Dólares a Mais" (Per  Qualche Dollari in Più) . O público ficou impressionado com o personagem Mortimer que dividiu as atenções dos espectadores com o astro Clint Eastwood. Com o sucesso obtido Lee Van Cleef recebeu duas novas ofertas de trabalho dos produtores italianos.

Lee Van Cleef como o ex-coronel confederado Douglas Mortimer.

Van Cleef em "O Dia da Desforra".
O feio mais adorado do mundo – Os novos trabalhos de Lee Van Cleef seriam o próximo western de Sergio Leone e um outro western dirigido por Sergio Sollima, um escritor e roteirista que se aventurava na direção de um Spaghetti Western. Sollima queria Van Cleef como ator principal de seu filme intitulado “O Dia da Desforra” (La Resa dei Conti). No filme de Leone o feioso Lee Van Cleef se tornou também protagonista pois o título escolhido foi “Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo”, traduzido para muitas línguas como “O Bom, o Mau, e o Feio”. Claro que Lee deveria ser o ‘Feio’ interpretando desta vez o personagem ‘Sentenza’, também chamado de ‘Angel Eyes’, mas Lee é o 'Mau', ficando o 'Feio' para Eli Wallach. Lançado no Brasil como “Três Homens em Conflito”, esse terceiro Spaghetti Western de Van Cleef se transformou num estrondoso sucesso no mundo todo e o público se dividia na preferência entre os três homens em conflito: Lee, Eli Wallach e Clint Eastwood. Foi com esse filme que o mercado norte-americano se abriu para o Spaghetti Western, mais especialmente para os faroestes de Sergio Leone que se tornaram grande influência no gênero também em produções de Hollywood.

Lee Van Cleef
Astro principal e bem pago - Após virar um dos maiores nomes do bem sucedido filão descoberto pelos produtores italianos, Lee Van Cleef passou a atuar quase que exclusivamente em coproduções europeias. Garantia absoluta de bilheteria, Lee Van Cleef era o ator principal dos filmes em que atuava, pouco importando se, como em “A Quadrilha da Fronteira” (El Hombre de Rio Malo), estivessem no elenco astros consagrados como Gina Lollobrigida e James Mason. Em “A Arma Divina” (Diamante Lobo) foi a vez de Jack Palance e Richard Boone terem seus nomes abaixo do nome de Lee Van Cleef. Boone deve ter lembrado que houve um tempo em que ele andou matando ou prendendo aquele ator com cara de cobra na série “O Paladino do Oeste”, que Boone estrelava. Enquanto durou a fase de produção de Spaghetti Westerns, Lee Van Cleef teve muito trabalho, recebendo por filme mais do que ganhara nos primeiros dez anos de sua carreira como ator. Quando foi contratado para  a produção inglesa “El Condor” e para a produção norte-americana “Barquero”, em 1970, o salário por filme de Lee Van Cleef estava na casa do meio milhão de dólares.

Lee Van Cleef fez poucas cenas de amor em sua carreira, mas esta com
Gina Lollobrigida vale por dezenas. A cena é de "A Quadrilha da Fronteira".
 
Lee Van Cleef em "Fuga de Nova York".
O peso dos anos - Em meados dos anos 70 o gênero que teve em Sergio Leone seu principal e mais talentoso criador havia cansado o público e entrava em franco declínio. O mesmo ocorrera nos Estados Unidos a partir de 1960. Lee Van Cleef chegava aos 50 anos de idade agora um homem rico e seu casamento com a segunda esposa terminava em 1975. No ano seguinte Lee se casou pela terceira vez com Barbara Hevelone, pianista que trabalhou na trilha sonora de “Dinheiro Sangrento” (El Karate, El Colt y El Impostor). A imagem do ator nesses filmes é a de um homem com mais idade que o meio século de vida que de fato tinha. Deve ter pesado nesse envelhecimento precoce os anos em que Lee se entregou ao álcool e que, ainda bem, não foram muitos e nem suficientes para acabar com sua carreira. Desse tempo em diante Lee Van Cleef passou a emprestar seu nome a filmes que tinham como astro principal Kurt Russell, Chuck Norris, David Carradine e outros então em maior evidência. “Fuga de Nova York”, de John carpenter filmado em 1981 é considerado um clássico no gênero aventura-sci-fi. Além de Van Cleef estão no elenco desse filme Ernest Borgnine e Donald Pleasence.

Cena de "Fuga de Nova York", com Lee Van Cleef e Kurt Russell;
Lee usando uma bandana em "A Vingança".

Lee como o Mestre Ninja da
fracassada série de TV.
O inseparável cachimbo - Para quem participou, muitas vezes obscuramente, de quase uma centena de séries de TV antes da fama, chegara a hora de Lee Van Cleef estrelar uma série na televisão norte-americana. Isso aconteceu em 1984 quando ele assinou contrato para atuar na série “The Master”, em que interpretou um Mestre Ninja. A série não teve boa aceitação e foram produzidos apenas 13 episódios antes do cancelamento. Lee Van Cleef residia em Oxnard, na Costa Sul da Califórnia, de onde nos últimos anos de vida só saía quando procurado para algum filme, o que foi se tornando cada vez mais raro. O último filme que contou com a participação de Van Cleef foi “Thieves of Fortune”, rodado em 1989 e lançado após a morte do ator. Lee vinha há algum tempo lutando contra um câncer na garganta e um ataque cardíaco abreviou seu sofrimento. Lee Van Cleef começou a fumar cachimbo quando estava na Marinha e nunca deixou o hábito, o que pode ser comprovado em inúmeros filmes em que seu cachimbo aparece na tela tanto quanto o arsenal de diferentes armas que Lee manejava com perícia. Lee foi enterrado no Cemitério Forrest Lawn, em Hollywod Hills. Entre aqueles que carregaram seu caixão estavam Rory Calhoun, Harry Carey Jr. e Romano Puppo. Este último era um ator e stuntman que dublou Lee Van Cleef desde seu primeiro filme na quando se tornaram grandes amigos.

Cachimbos iguais a este que Lee Van Cleef usou em alguns filmes vendiam
bastante; à direita Lee contracena com Rory Calhoun; abaixo
Romano Puppo, grande amigo de Lee, de quem era dublê oficial.

Não à toa Lee Van Cleef  era
chamado de "The Ugly".
Ídolo internacional - Lee tinha um conjunto único de atributos físicos para ser um vilão perfeito com seus olhos penetrantes, nariz adunco, salientes maçãs do rosto, calvície precoce, boca que expressava um cruel sorriso de escárnio e voz grave e amedrontadora. Essa imagem fez dele um astro internacional a partir de seu encontro com Sergio Leone que o achou parecido com o pintor holandês Vincent Van Gogh. Mesmo famoso em uma centena de países, Lee Van Cleef jamais teve o reconhecimento merecido nos Estados Unidos. No entanto toda uma geração de fãs de faroestes criada com os Spaghetti Westerns colocam Van Cleef entre seus mais queridos ídolos. Esse fato comprova o que o próprio ator disse certa vez: “Eu sou feio e pareço mau mesmo sem me esforçar para isso. O público gosta de homens maus pois o cinema está cheio de gente bonita. E encontrar um bom vilão não é nada fácil”. Lee era muito mais que apenas um bom vilão.


OS 50 WESTERNS DA CARREIRA DE LEE VAN CLEEF

1952 – Matar ou Morrer (High Noon) – Fred Zinnemann
1952 – Homens em Revolta (Untamed Frontier) – Hugo Fregonese
1953 – Bando de Renegados (The Lawless Breed) – Raoul Walsh
1953 – Sua Lei é Matar (Jack Slade) – Harold D. Schuster
1953 – A Ronda da Vingança (Tumbleweed) – Nathan Juran
1953 – O Valente de Nebraska (The Nebraskan) – Fred F. Sears
1954 – A Senda de Sangue (Rails into Laramie) – Jesse Hibs
1954 – Flechas em Chama (Arrows in the Dust) – Lesley Selander
1954 – Machado Sangrento (The Yellow Tomahawk) – Lesley Selander
1954 – Duelo de Assassinos (The Desperado) – Thomas Carr
1954 – Dinastia do Terror (Dawn at Socorro) – George Sherman
1955 – Epopéia Sangrenta (Treasure of Ruby Hills) – Frank MacDonald
1955 – Arizona Violento (Ten Wanted Men) – H. Bruce Humberstone
1955 – Renegado Impiedoso (The Road to Denver) – Joseph Kane
1955 – Um Homem Solitário (A Man Alone) – Ray Milland
1955 – O Derradeiro Levante (The Vanishing American) – Joseph Kane
1956 – Honra a um Homem Mau (Tribute to a Badman) – Robert Wise
1956 – O Rei do Laço (Pardners) – Norman Taurog
1957 – O Revólver Silencioso (The Quiet Gun) – William F. Claxton
1957 – Sangue em Suas Mãos (The Badge of Marshall Brennan) – Albert C. Gannaway
1957 – Sem Lei e Sem Alma (Gunfight at the OK Corral) – John Sturges
1957 – O Bandoleiro Solitário (The Lonely Man) – Henry Levin
1957 – The Last Stagecoach West – Joseph Kane
1957 – A Desforra do Estranho (Joe Dakota) – Richard Bartlett
1957 – O Homem dos Olhos Frios (The Tin Star) – Anthony Mann
1957 – E o Morto Venceu (Gun Battle at Monterey) – Sidney Franlin Jr.
1958 – Na Fúria de uma Sentença (Day of the Badman) – Harry Keller
1958 – Estigma da Crueldade (The Bravados) – Henry King
1959 – O Homem que Luta Só (Ride Lonesome) – Budd Boetticher
1961 – Quadrilha do Inferno (Posse from Hell) – Herbert Coleman
1962 – O Homem que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valance) – John Ford
1962 – A Conquista do Oeste (How the West Was Won) – J. Ford, G. Marshall, H. Hathaway
1965 – Por uns Dólares a Mais (Per Qualche Dollaro in Più) – Sergio Leone
1966 – O Dia da Desforra (La Resa dei Conti) – Sergio Sollima
1966 – Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo) – Sergio Leone
1967 – A Morte Anda a Cavalo (Da Uomo a Uomo), Giulio Petroni
1967 – Dias de Ira (I Giorni dell’Ira) – Tonino Valerii
1968 – Um Colt... para os Filhos do Demônio (All di lá della Legge) – Giorgio Stegani
1969 – Sabata, o Homem que Veio para Matar (Ehi Amico... C’è Sabata, Hai Chiuso!) – Gianfranco Parolini
1970 – El Condor – John Guillermin
1970 – Barquero – Gordon Douglas
1971 – Sabata Vem para Vingar (È Tornato Sabata... Hai Chiuso un’altra Volta) – Gianfranco Parolini
1971 – Capitão Apache (Capitan Apache) – Alexander Singer
1971 – Quadrilha da Fronteira (El Hombre de Rio Malo) – Eugenio Martin
1972 – A Fúria dos Sete Homens (The Magnificent Seven Ride) – George McCowan
1972 – O Último Grande Duelo (Il Grand Duello – Giancarlo Santi
1974 – Dinheiro Sangrento (El Karate, el Colt y el Impostor) – Antonio Margheriti
1975 – Cavalgada Infernal (Take a Hard Ride) - Antonio Margheriti
1976 – A Arma Divina (Diamante Lobo) – Gianfranco Parolini
1977 – A Vingança (Kid Vengeance) – Joseph Manduke

20 comentários:

  1. Prezado Darci,

    Nada para acrescentar ao seu comentário . Lee Van Cleef será sempre lembrado por seu perfil de mau e feio no personagem do Coronel Douglas Mortimer , um dos assassinos mais cruéis apresentados no cinema.

    Van Cleef fez inúmeros comerciais para a TV, na Europa e Estados Unidos, que podem ser vistos no YouTub.

    Rostos como os de Van Cleef, Marvin, Bronson, Coburn, Palance, Barcroft, Dern, Davis, Borgnine, Doucette, Healey, Lambert, Gordon, Boone, Wilke, Brand, Oates, Elam, Acosta, Lauter, Martin, Armstrong, Jones e alguns outros foram marcantes e inesquecíveis.

    Ótimo ano novo.

    Mario Peixoto Alves

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    1. Olá, Mário - Um ótimo ano para você também. Que lista você citou dos grandes vilões da tela. Van Cleef merece respeito mesmo. Foi dos grandes. - Abraço do Darci.

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  2. Muito bom , amigo Darci !! Aprendi muita coisa sobre sobre o grande Cleef em sua resenha ! Foi um dos mais versáteis, sem dúvida !

    Abraço meu amigo, e até breve !!

    Beto "Monty" Nista

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    1. Olá, Beto - Algumas 'Desperados' aguardam os grandes amigos cowboys. Come soon to Atibaia! - Darci.

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  3. Olá Darci, adorei a matéria sobre Lee Van Cleef. Todos os filmes que assisti com ele ( vendo a lista dos 50, ainda falta muitos) mesmo com rápidas participações ele chamava a atenção, e nos clássicos fazia a diferença, sempre foi ótimo ator, imponente, chamava a atenção como pistoleiro. Darci, mais uma história que tem um lado triste, mesmo tendo se passado muito tempo. Você amigo, nos proporciona, exemplos de vida. Parabéns...Paulo, mineiro.

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    1. Olá, Paulo - Lee Van Cleef atuou, de fato, em um número enorme de filmes e creio que poucos assistiram a todos eles. Como você observou, Lee jamais passava despercebido pois não era um 'bandido' comum e terminou sendo um ator incomum do qual todos admiram. - Abraço do Darci.

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  4. Prezado Darci
    Antes de mais nada, gostaria de desejar ao amigo um feliz 2015, com
    muita saúde e paz.
    Gostaria também, de lhe agradecer pelo perfil do grande Lee Van
    Cleef. Um ídolo meu, um dos atores que mais admiro.
    Mudando de assunto. A rede Cinemark está promovendo a volta dos
    clássicos desde o ultimo ano. E nesse ano vai estar passando "Rastros
    de Ódio", vou aproveitar e revê-lo na tela grande.
    Jucélio Buback

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  5. https://www.youtube.com/watch?v=Q9uu-sYdpJo Alguém tm esta dublagem gravada???

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  6. Seu blog é ótimo, quanta informação deste grande astro!

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  7. Ouso dizer que Lee Van Cleef foi o ator, tirando John Wayne e Clint Eastwood, que melhor representou em películas de western. Era alto, esguio, tinha um andar bonito e ao mesmo tempo era bem ameaçador, incorporava de fato um malfeitor. Genial, sem dúvidas.

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  8. Gosto das histórias da conquista do Oeste. Ainda atualmente se produzem bons filmes, a exemplo de Bravura Indômita. Um "remake" de bom tamanho. Consultei essa lista dos 50 Van Cleef à procura de uma cena onde o BANDO CHEGA A UMA CIDADE E O XERIFF DÁ UMA HORA PARA SAÍREM, Às gargalhadas o chefe toma-lhe o relógio de algibeira e esmaga contra o chão. Não consegui encontrar. Se alguém puder me dar um socorro agradeço!

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  9. Lee Van Cleef, não fez o papel do feio em Três Homens em Conflito, como foi dito na matéria. Na verdade ele interpretou o mau, Clint Eastwood o bom, e, Eli Wallach, o feio.

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    1. Perfeita a correção, ainda que Lee seja mais feio que Wallach rsrsrsrs

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  10. Sr. Ronald, o filme que o senhor se refere, se chama, Vingança, onde Lee interpreta o terrível bandido McLain. Este filme está disponível no YOUTUBE, com o título de Kid Vengeance (1977) legendado - filme completo - com Lee Van Cleef; e a cena do relógio que o sr. mencionou, se passa aos 4:15, minutos do filme.

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  11. Excelente o Blog, muito material para ser lido. Lembro-me das tardes de sábado assistir a sessão Farwest na Tv. Amigos, tem um filme do Lee Van cleef, que passou no SBT, onde ele dava uma série de ensinamentos ao longo do filme para uma outro pistoleiro. Alguém lembro o nome ??
    Acompanharei para saber se alguém descobre.

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    1. O Dia da Ira. Com Lee Van Cleef e Giuliano Gemma.

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  12. Lee van Cleef foi um dos maiores do seu gênero e já está imortalizado no faroeste !!!! qualquer admirador desses filmes jamais esquecerá a cara de mau desde magnífico ator. parabéns pelas informações

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  13. Amigo, tem um filme muito bom do Lee van cleef, que ele dá um monte de ensimamentos e um deles para a època do velho oeste seria " se ferir um home, não o deixe vivo ", pois ele virá matá-lo.

    Qual é o nome do filme ???

    Obrigado

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