UMA REVISTA ELETRÔNICA QUE FOCALIZA O GÊNERO WESTERN

25 de dezembro de 2014

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE RICHARD WIDMARK, DIGNO, AUTORITÁRIO E SÁDICO


O sádico Tommy Udo empurrando a mulher
paralítica (Mildred Dunnock).
Era o ano de 1947 e Richard Widmark, contratado pela 20th Century-Fox, nunca havia ainda atuado em um filme. Sua estreia se deu quando foi escalado para interpretar um assassino psicopata no policial noir “O Beijo da Morte”, estrelado por Victor Mature. Ao ver o teste de Widmark o diretor Henry Hathaway vetou sua participação dizendo que o ator era “bonitinho demais” para o papel. Porém o chefão do estúdio, Darryl F. Zanuck, disse a Hathaway que ele teria que usar aquele ator magro, louro e desconhecido. Como o papel de Tommy Udo fosse pouco mais que uma ponta, o contrariado Hathaway aceitou Widmark cuja principal participação era empurrar uma velha senhora paralítica em uma cadeira de rodas... escada abaixo. Antes da cena Richard soltou um riso diabolicamente sádico e Hathaway gritou: “Rapaz, prolongue um pouco mais esse riso” e estava criado o mais assustador, neurótico e cruel vilão do cinema. Perto de Tommy Udo os gângsters criados por James Cagney pareciam inocentes escoteiros. Darryl F. Zanuck fez o departamento de publicidade do estúdio imprimir milhares de cartazes com a palavra ‘Wanted’ com a foto de Widmark, colocando cartazes em todos cinemas que exibiam “O Beijo da Morte” (Kiss of Death). Victor Mature viu o estreante lhe roubar o filme e ainda ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante do ano. Poucas vezes Hollywood havia presenciado uma carreira ser lançada de forma tão impactante.

Não sem razão fãs brasileiros chamavam Widmark de 'Risadinha';
cena de "O Beijo da Morte": Brian Donlevy, Widmark e Victor Mature.

Vida em família no rancho dos
Widmarks, com a esposa Jean
e a filha Anne.
Richard Widmark trazia a experiência como ator de teatro tendo atuado em cinco peças na Broadway, nenhuma delas de grande sucesso, mas que muito o ajudaram quando decidiu ir para Hollywood. Antes havia atuado por seis anos no rádio, emprego garantido por sua bonita e segura voz, ainda que Richard fosse surdo de um ouvido devido a ter sofrido uma perfuração do tímpano. Esse fato o impediu de se incorporar às forças armadas e lutar na II Guerra Mundial. Nascido em Sunrise, Minnesota, em 26 de dezembro de 1914, com ascendência sueca por parte de pai e escocesa por parte de mãe, Richard Weedt Widmark cresceu em Princeton, Illinois, para onde sua família se mudou. A intenção de Richard era se tornar advogado, mas cursando a faculdade Lake Forest ele se decidiu pela carreira de ator, rumando após a graduação para Nova York. Quando ainda atuava no rádio, em 1942, Richard Widmark se casou com a escritora Jean Hazlewood, casamento que duraria por 55 anos, até a morte de Jean em 1997. Richard Widmark costumava dizer que um ator deve falar tudo que tem a dizer durante seu trabalho, no palco ou diante das câmaras e depois calar-se. Fora de seu trabalho só se soube de alguma atividade de Widmark como defensor dos direitos humanos e da preservação de patrimônios históricos em geral, ele que sempre foi um liberal democrata. Numa das poucas vezes que se expressou à imprensa foi para comentar que não conseguia entender como uma pessoa como Ronald Reagan podia ter chegado á Presidência dos Estados Unidos. E disse isso por ter achado Reagan um homem pouco impressionável no aspecto cultural e mesmo quanto ao carisma necessário. Gente como Ronald Reagan e John Wayne jamais poderiam ser amigos de Richard Widmark que manteve por décadas amizade com Sidney Poitier, com quem atuou em “O Ódio é Cego”, filme de (No Way Out)1950, em que Widmark interpreta um racista. Nesse mesmo ano, três anos após sua estreia no cinema, Richard Widmark era um dos grandes astros de Hollywood.

Primeiro encontro de Widmark com Sidney Poitier; cena de "Céu Amarelo"
com Richard Widmark entre Harry Morgan e Robert Arthur.

Richard com Dean Stockwell em "Capitães
do Mar"; Richard com Robert Wagner em
"Até o Último Homem".
Após sua marcante atuação em “O Beijo da Morte”, a 20th Century-Fox aproveitou o renome adquirido por Richard Widmark e o colocou, ainda como coadjuvante, nos filmes “A Rua Sem Nome” (The Street with no Name), “A Taverna do Caminho” (Road House) e “Céu Amarelo” (Yellow Sky), este último seu primeiro western. Os atores principais desses filmes eram, respectivamente, Mark Stevens, Cornel Wilde e Gregory Peck. A partir de “Capitães do Mar” (Down the Sea in Ships), de 1949, seu quinto filme, Richard Widmark passou para a condição de astro principal encabeçando os elencos de “Furacão da Vida” (Slattery’s Hurricane), “Sombras do Mal” (Night and the City), “Pânico nas Ruas” (Panic in the Streets), “O Ódio é Cego” (No Way Out), “Até o Último Homem” (Halls of Montezuma), “Homens Rãs” (The Frogmen), “Montanhas Ardentes” (Red Skies of Montana), “Almas Desesperadas” (Don’t Bother to Knock), “Companheiro Querido” (My Pal Gus), “Prisioneiro da Mongólia” (Destination Gobi), “Anjo do Mal” (Pickup on South Street), “Dá-me Tua Mão” (Take the High Ground) e “Tormenta Sob os Mares” (Hell and High Water), este último já em 1954. Profissional sério e homem de temperamento forte, Richard Widmark não estava satisfeito com os filmes que era obrigado a fazer, apesar de ter sido dirigido por cineastas importantes. Richard trabalhou duas vezes com Samuel Fuller (“Anjo do Mal” e “Tormenta Sob os Mares”) e também com Elia Kazan (“Pânico nas Ruas”), mas esses dois diretores ainda não eram os nomes consagrados que seriam dentro de alguns anos. Das atrizes com quem Widmark contracenou nesses filmes nenhuma era um nome à altura do seu no cenário de Hollywood, nem mesmo Marilyn Monroe (“Almas Desesperadas”) que ainda era mera pretendente ao estrelato. Tanto Richard Widmark se queixou do estúdio que Darryl F. Zanuck decidiu se vingar dele antes de expirar o contrato, colocando o ator na condição de coadjuvante em seus dois últimos trabalhos na Fox, dois westerns.

Widmark nos braços de Marilyn Monroe e de Jean Peters  em "Anjo do Mal".

Acima Richard Widmark com Gary Cooper
e Susan Hayward; com Spencer Tracy.
Em “Jardim do Pecado” (Garden o Evil) o nome de Richard Widmark era o terceiro nos créditos, atrás de Gary Cooper e de Susan Hayward. Em “A Lança Partida” (Broken Lance), as coisas pioraram ainda mais pois à frente do nome de Widmark estavam os do consagrado Spencer Tracy e das novas apostas da Fox, Robert Wagner e Jean Peters. Contrato terminado, Richard Widmark traçou novos planos para sua carreira, um deles o de criar sua própria produtora. Vieram então, a partir de 1955, os filmes “Ouro Maldito” A Prize of Gold), “Paixões Sem Freio” (The Cobweb) e “Dois Destinos se Encontram” (Run for the Sun), nenhum deles exatamente memorável e nenhum com uma leading-lady destacada (eram elas Mai Zetterling, Lauren Bacall e Jane Greer, respectivamente). Convincente em filmes policiais, tanto ao lado da lei quanto como homem mau, Richard Widmark havia feito películas de guerra, comédias e os três westerns assinalados, todos muito bons. A partir de 1956, com os westerns “Punido pelo Próprio Sangue” (Backlash), dirigido por John Sturges e “A Última Carroça” (The Last Wagon), de Delmer Daves, Widmark ficaria mais identificado com o gênero. “A Última Carroça” é um dos magníficos faroestes dirigidos por Daves nos anos 50, devendo muito de sua qualidade à brilhante atuação de Richard Widmark. “Punido pelo Próprio Sangue”, dirigido pelo especialista Sturges é bastante inferior ao filme de Delmer Daves. A carreira de Richard Widmark ia bem até que em 1957 participou de um dos maiores fracassos da década que foi “Santa Joana” (Saint Joan), direção de Otto Preminger com Jean Seberg como Joana D’Arc. Desse mesmo ano é o drama “Para que os Outros Possam Viver” (Time Limit), experiência na direção de Karl Malden.

Richard Widmark nos westerns "A Última Carroça"
e "Punido pelo Próprio Sangue".

Acima Widmark com Robert Taylor e ao
fundo Robert Middleton; abaixo com
Henry Fonda em "Warlock".
Em 1958 Doris Day ainda não havia se convertido na campeã de bilheteria quando estrelou “O Túnel do Amor” (The Tunnel of Love), comédia em que contracena com Richard Widmark e que acabou sendo mais lembrada pela canção-título. Widmark voltaria ao Velho Oeste no excelente “Duelo na Cidade Fantasma” (The Law and Jack Wade), ao lado de Robert Taylor, outra vez dirigido por John Sturges. Em 1959 Widmark estrelou o policial “Armadilha Sangrenta” (The Trap), mas o grande filme em que atuaria, um dos melhores westerns da década foi “Minha Vontade é Lei” (Warlock), de Edward Dmytryk. Muito mais que “Duelo na Cidade Fantasma”, este western toca na questão da homossexualidade, sempre um tabu no gênero. Uma curiosidade e que atesta o quanto Widmark era um astro de primeira grandeza do cinema é o fato de seu nome vir à frente, nos créditos, dos nomes do consagrado Henry Fonda e do duas vezes premiado com o Oscar Anthony Quinn.

Richard com a adorável Doris Day; descendo a rua principal de
"Minha Vontade é Lei".

Relação difícil entre Dick e Duke.
Em 1960 Richard Widmark atuou em apenas um filme, o discutido “O Álamo” (The Alamo). O encontro do liberal Widmark com o radical de direita John Wayne rendeu muitas histórias, uma delas quando após a assinatura do contrato, foi publicado um anúncio com foto do ator que interpretaria Jim Bowie e a frase "Welcome aboard, Dick" (bem-vindo a bordo, Dick).  Ao recepcionar Widmark em Brackettville, John Wayne teve que ouvi-lo dizer na frente e todos os presentes: "Diga ao seu pessoal de publicidade que o nome é Richard", como que deixando claro que não queria nenhuma intimidade com John Wayne. Estupefato Wayne conseguiu responder apenas: "Eu vou dizer sim, Richard", enfatizando o nome do já declarado inimigo.  Widmark sempre negou esse fato lembrando que todos, em qualquer lugar o chamavam pelo apelido ‘Dick’. Insatisfeito com a dimensão do personagem Jim Bowie, Widmark ameaçou abandonar a produção, sendo também ameaçado de um processo por quebra de contrato por John Wayne. Depois de provocar o Duke inúmeras vezes, certo dia o ator-produtor-diretor de “O Álamo” disse a Widmark: “Não só vou processá-lo, como também quebrar sua cara”, relato feito por Pilar Wayne em seu livro “My Life with the Duke”. No mesmo dia em que filmou sua última cena Richard Widmark partiu de Brackettville.

Davy Crockett (Duke) e Jim Bowie (Dick); a morte de Jim Bowie.

Widmark como o Delfim em "Santa Joana"; a cavalo em "O Álamo".

Widmark com James Stewart;
abaixo com Montgomery Clift.
“Os Caminhos Secretos”, filme de 1961 estrelado por Widmark contou com roteiro de sua esposa Jean Hazlewood. No western “Terra Bruta” (Two Rode Together) Widmark contracena com James Stewart e é dirigido pelo Mestre John Ford.  Em “Julgamento em Nuremberg” (Judgement at Nuremberg), drama de tribunal com elenco all-star, Richard Widmark tem um dos papéis mais importantes do filme. Outra superprodução, desta vez em Cinerama, processo revolucionário à época, foi “A Conquista do Oeste” (How the West Was Won), novamente com elenco reunindo alguns dos nomes mais importantes do cinema. “Os Legendários Vikings” (The Long Ships), de 1962 marcou o reencontro na tela de Widmark com seu grande amigo Sidney Poitier. “Sacrifício Sem Glória” (Flight from Ashiya) tem Widmark mais uma vez envergando uma farda, o que foi muito comum em sua carreira, filme de 1964, mesmo ano de “Crepúsculo de uma Raça” (Cheyenne Autumn), último western de John Ford, com Richard Widmark encabeçando grande elenco. O drama de guerra “O Caso Bedford” (The Bedford Incident), de 1965 marcou novo encontro dos amigos Widmark e Sidney Poitier.

Foto de "A Conquista do Oeste";
Widmark comandando a tropa em "Crepúsculo dos Deuses".

Kirk douglas, Robert Mitchum e
Richard Widmark, todos rindo;
abaixo Widmark com Lena Horne.
Hollywood lutava contra o fechamento de cinemas e a perda cada vez maior de espectadores e não raro colocava em um mesmo filme dois ou até três astros de grande projeção para atrair o público. Foi o que aconteceu em “Alvarez Kelly”, western em que Widmark atua ao lado do protagonista William Holden. Ao lado de Kirk Douglas e Robert Mitchum, Widmark completou o tri de astros de “Desbravando o Oeste” (The Way West), bom faroeste de Andrew V. Mclaglen. Em 1968 Widmark esteve ao lado de Henry Fonda no excelente policial “Os Impiedosos” (Madigan), de Don Siegel. Este filme gerou uma série de TV chamada “Madigan”, estrelada por Richard Widmark que acabou não emplacando, limitando-se a seis episódios. O mesmo Don Siegel dirigiu (e depois renegou) “A Morte de um Pistoleiro” (Death of a Gunfighter), rara aparição da cantora Lena Horne como atriz, contracenando com Widmark. “A Talent for Loving” ou “Gun Crazy”, foi um faroeste-comédia não lançado no Brasil, mais um trabalho esquecível de Widmark que começava a perceber que, aos 55 anos de idade era cada vez menos requisitado para melhores filmes. “Guerra aos Contrabandistas” (The Moonshine War) é uma comédia que Widmark deve ter feito apenas para continuar atuando. Um dos melhores filmes desse período estrelado por Richard Widmark foi “Quando Morrem as Lendas” (When the Legends Die), em que Richard ensina truques de rodeio a Frederic Forrest.

Pôster de "Alvarez Kelly"; à direita Richard com Frederic Forrest.

Richard Widmark em "Assassinato
no  Expresso Oriente"; abaixo
 Richard com Henry Fonda e
Richard Chamberlain.
Em “Assassinato no Expresso oriente” (Murder on the Orient Express), o nome de Richard Widmark está perdido entre uma lista enorme de atores famosos, entre eles Sean Connery e Ingrid Bergman. Widmark fez pela primeira vez uma incursão no gênero terror em “Uma Filha para o Diabo” (To the Devil a Daughter), contracenando com Christopher Lee, especialista nesse tipo de filmes. “O Último Brilho do Crepúsculo” (Twilight’s Last Gleaming), ficção-científica de 1977, estrelado pelo veterano Burt Lancaster teve a participação de Richard Widmark, um ano mais novo que Lancaster. Eram tempos de novos astros como Gene Hackman e Candice Bergen, com quem Richard Widmark contracenou no suspense “As Pedras do Dominó” (The Domino Principle). Os títulos dos próximos filmes de Richard Widmark, fechando a década de 70 dispensam comentários: “Terror na Montanha Russa” (Rollercoaster), “Coma” (Coma) e “O Enxame” (The Swarm), filmes que ganhavam algum status com a presença sempre respeitável de Widmark como coadjuvante. E justamente o ar respeitável e autoritário de Richard lhe possibilitaram personificar oficiais das forças armadas, juiz, senador, secretário de Estado e até presidente da República nos últimos anos de sua carreira. O último faroeste da carreira de Richard Widmark foi “De Volta ao Oeste” (Once Upon a Time a Texas Train), com o cantor Willie Nelson no papel principal e Widmark como um capitão do Exército Confederado. Feito para a TV, o elenco traz os nomes de Chuck Connors, Ken Curtis, Stuart Whitman, Jack Elam entre outros veteranos, além de Angie Dickinson que por si só faz qualquer filme valer à pena. O último filme que contou com a participação de Richard Widmark foi “A Um Passo do Poder” (True Colors), em 1991, dirigido por Herbert Ross e no qual Richard interpreta um senador casado com a também veterana Dina Merrill.

Willie Nelson, Angie Dickinson e Richard Widmark.

Em 1997 Richard Widmark perdeu a esposa Jean Hazlewood, com quem teve uma única filha. Widmark casou-se novamente em 1999 com Susan Blanchard que havia sido uma das esposas de Henry Fonda. Richard Widmark escolheu para morar na cidade de Roxbury, em Connecticut ainda nos anos 70, nunca mais saindo de lá. A uma das homenagens recebidas por Richard Widmark em Roxbury, compareceu Sidney Poitier, para supresa do homenageado que disse: “Sidney, você veio de tão longe para cá!” Poitier respondeu: “Por você eu viria mesmo que fosse a pé...” Richard faleceu em 24 de março de 2008, aos 94 anos de idade vítima de complicações após uma queda. Richard Widmark não era alto e não se podia dizer que era exatamente bonito, tendo vencido como ator por seu talento. No Brasil, no início de sua carreira, Richard Widmark foi logo apelidado de ‘Risadinha’ pelos fãs ávidos de assistir policiais em que destilava sua crueldade. Numa geração que produziu atores como extraordinários como Burt Lancaster, Kirk Douglas e Robert Mitchum, a esse grupo se juntou e é lembrado Richard Widmark. Sua presença na tela se impunha pelo aspecto respeitável, autoritário e com as especiais doses de maldade e heroísmo quando necessários numa carreira que durou mais de quatro décadas e resultou em trabalhos marcantes, a maior parte deles em faroestes.



4 comentários:

  1. Grande Darci! Saudações meu nobre!
    Depois de um longo período afastado do blog, estou de volta. Aos poucos vou colocando a leitura em dia! Esse ano foi bastante tumultuado para mim, pois, além do trabalho, finalizei a graduação, e o último ano você já sabe como é né! Mas enfim, que bela homenagem você presta ao grande Widmark. Hoje mesmo assisti um filme com ele, PAIXÕES SEM FREIOS um melodrama de Minelle que confesso, não gostei. Não imaginava que no Brasil Widmark havia recebido o apelido de risadinha, kkkk! Considero Richard Widmark um ótimo ator, principalmente nos Noirs RUA SEM NOME e ANJO DO MAL. Parabéns pela ótima postagem meu amigo! Um Feliz Natal à você e toda sua família! Grande Abraço!

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    1. Olá, Jefferson, sua ausência foi notada aqui no Westerncinemania. Feliz retorno às atividades cinéfilas após a graduação. Widmark era ótimo e nos anos 50 o apelidaram de Risadinha por razões óbvias rsrsrs. Boas Festas ao amigo. - Darci

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  2. Dos filmes que assisti desta figura excepcional, acho que os seus melhores papéis são em “A Última Carroça” e “Os Impiedosos”, em que ele pode demonstrar todo seu maravilhoso talento, em personagens muito humanos, que estão sempre no limite entre o bem e o mal, porém não consigo esquecer, também, dele como o vilão de “A Lança Partida”, naquela cena antológica em que Widmark está prestes a atirar no próprio pai, o grande Spencer Tracy, que vinha cavalgando em perseguição ao filho, quando este percebe que seu progenitor já estava morto sobre a montaria. Antológico. Abraço.
    Robson

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    1. Robson, os dois filmes que você citou estão mesmo entre os melhores de Widmark, um excelente ator pouco lembrado mesmo quando se fala dos grandes do passado.
      Darci

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