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20 de abril de 2016

TOP-TEN WESTERNS DO CINÉFILO, ROTEIRISTA, ATOR E DIRETOR JOSÉ FLÁVIO MANTOANI


Rex Allen
Com uma coleção de filmes que já atingiu dez mil títulos (isso mesmo, dez mil filmes), José Flávio Mantoani é um cinéfilo muito especial. Seu fantástico e diversificado acervo contém por volta de três mil westerns, ou seja, provavelmente a mais completa coleção particular de westerns do Brasil. Desnecessário dizer que José Flávio conhece faroestes como poucos, gênero que começou a assistir ainda menino, nos anos 50, quando mal conseguia ler as legendas dos emocionantes westerns B. Dos ‘far-wests’ com Rex Allen (seu mocinho favorito), Rocky Lane, Hopalong Cassidy, Roy Rogers e tantos outros, assistidos em Brodowski (SP), sua cidade natal, José Flávio passou, com a mesma paixão, para os faroestes de melhor qualidade e grandes filmes de modo geral. Marlon, Brando, Paul Newman, Burt Lancaster, Dirk Bogarde e Tony Curtis passaram a ser os astros preferidos de José Flávio, que se extasiava diante da beleza de Audrey Hepburn, Rita Hayworth, Ingrid Bergman, Sophia Loren e Jane Russell, atrizes que mais gostava. Se eram exibidos faroestes ele procurava não perder e John Wayne, Gary Cooper, Randolph Scott, Glenn Ford, Henry Fonda, James Stewart, Audie Murphy, Gregory Peck estavam entre os atores que também atraíam o cinéfilo brodosquiano nos muitos westerns que faziam.


O grande colecionador musical - Quando as telas de nossos cinemas foram invadidas por protagonistas com nomes estranhos como Ringo, Django, Sartana e Sabata, todos com caracterizações que pouco lembravam os ídolos norte-americanos, José Flávio aceitou a novidade com naturalidade. Mais ainda quando a trilha sonora musical desses filmes era assinada por Ennio Morricone. Apaixonado por trilhas sonoras de filmes, José Flávio percebeu que cada trilha do maestro-compositor era uma preciosidade musical e corria às lojas para adquirir o long-playing correspondente ao western-spaghetti. Quando ainda não existiam as fitas VHS, muitos cinéfilos adquiriam o álbum com a trilha musical dos filmes e José Flávio não fugiu a essa regra, com a diferença que adquiria todo e qualquer disco que trouxesse músicas de filmes. E se o álbum fosse com a orquestra do maestro-compositor Henry Mancini, seu preferido, a alegria do cinéfilo era ainda maior. Como resultado de tantas aquisições, a coleção de José Flávio chegou aos 1.500 LPs de trilhas sonoras, parte especial dos cinco mil álbuns que suas estantes acomodam. Para o bem ou para o mal vieram os CDs que perdiam quanto à beleza gráfica das capas dos LPs e hoje o colecionador possui oito mil CDs, mais da metade deles só de trilhas sonoras de filmes.

José Flávio Mantoani junto a seus amados LPs, grande parte deles
trilhas sonoras originais de filmes.

Algumas das trilhas preferidas.
As melhores trilhas musicais dos faroestes - Profundo conhecedor de músicas de filmes, José Flávio cita a trilha de Elmer Bernstein composta para “Sete Homens e um Destino” (The Magnificent Seven) como uma das mais perfeitas no gênero western. Mas lembra que Victor Young compôs tantas e tão belas trilhas, entre elas a de “Os Brutos Também Amam” (Shane), afirmando ser quase impossível dizer que uma trilha sonora musical seria a melhor de todas. E cita ainda como magníficas trilhas musicais para westerns as compostas para “Matar ou Morrer” (High Noon), de Dimitri Tiomkin; “A Árvore dos Enforcados” (The Hanging Tree), de Max Steiner; “Da Terra Nascem os Homens” (The Big Country), de Jerome Moross; “O Ouro de Mackenna” (Makckenna’s Gold), de Quincy Jones. O compositor italiano Ennio Morricone está entre aqueles que José Flávio mais admira e mais possui discos, entre Lps e CDs, ultrapassando 300 itens em sua coleção, pontificando as trilhas que Morricone compôs para “Três Homens em Conflito” (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo) e “Era Uma Vez no Oeste” (C’Era Uma Volta Il West).

José Flávio Mantoani como ator em
"Dioguinho - O Retorno do Matador".
Fazendo cinema - José Flávio Mantoani é destacado membro do Grupo de Cinema de Brodowski, que em parceria com a TV Educativa da cidade, já produziu nada menos que 18 longa-metragens. Entre esses muitos filmes está uma excelente refilmagem do faroeste caboclo “Dioguinho” (2002), bem como “Dioguinho - o Retorno do Matador” (2015). Nessas produções José Flávio foi o responsável pela trilha sonora musical, além de escrever roteiros, dirigir e atuar desempenhando convincentes personagens. Com essa invejável bagagem José Flávio Mantoani não poderia deixar de indicar para o WESTERNCINEMANIA quais os faroestes que considera os melhores de todos os tempos. O cinéfilo brodosquiano listou não só os dez melhores westerns mas também os dez subsequentes, filmes igualmente clássicos. Eis o Top-Ten do eclético cinéfilo de Brodowski:


1.º) Rastros de Ódio (The Searchers), 1956 – John Ford


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2.º) No Tempo das Diligências (Stagecoach), 1939 – John Ford


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3.º) O Homem que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valance), 1962 – John Ford


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4.º) Matar ou Morrer (High Noon), 1952 – Fred Zinnemann


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5.º) Os Brutos Também Amam (Shane), 1953 – George Stevens


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6.º) Vera Cruz (Vera Cruz), 1954 – Robert Aldrich


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7.º) Era Uma Vez no Oeste (C’Era Uma Volta Il West), 1968 – Sergio Leone


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8.º) O Matador (The Gunfighter), 1950 – Henry King


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9.º) Os Imperdoáveis (Unforgiven), 1992 – Clint Eastwood


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10.º) Sete Homens e Um Destino (The Magnificent Seven), 1960 – John Sturges



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11.º) Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo), 1966 – Sergio Leone

12.º) Duelo ao Sol (Duel in the Sun), 1946 – King Vidor

13.º) O Homem dos Olhos Frios (The Tin Star), 1957 – Antony Mann
  
14.º) Winchester 73 (Winchester ’73), 1950 – Anthony Mann
  
15.º) Correio do Inferno (Rawhide), 1951 – Henry Hathaway

16.º) O Homem do Oeste (Man of the West), 1958 – Anthony Mann

17.º) Viva Zapata! (Viva Zapata!), 1952 – Elia Kazan

18.º) Pistoleiros do Entardecer (Ride the High Country), 1962 – Sam Peckinpah
  
19.º) Onde Começa o Inferno (Rio Bravo), 1959 – Howard Hawks
  

20.º) Um de Nós Morrerá (The Left Handed Gun), 1958 – Arthur Penn