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26 de maio de 2012

JAY SILVERHEELS, O TONTO, OU ‘UNCLE TOMAHAWK’ – CENTENÁRIO DE NASCIMENTO


O ator canadense Jay Silverheels nunca será esquecido por todos aqueles que por muitos anos o viram interpretar Tonto na inesquecível série de TV “The Lone Ranger”. Intitulada aqui no Brasil de “Zorro”, aos acordes da abertura da ópera “Guilherme Tell” de Giacomo Rossini, surgiam na pequena tela dos televisores O Cavaleiro Solitário (Clayton Moore) e seu fiel companheiro o índio Tonto. Por trás dessa nostálgica imagem escondem-se uma vida e uma carreira nada fáceis para Jay Silverheels, pelo simples fato de ele ser um índio de verdade.

VIRANDO TONTO NUM BANHEIRO - Haver conseguido o papel de Tonto na segunda série de TV filmada nos Estados Unidos (a primeira, lançada dois meses antes, foi o Hopalong Cassidy Show) pode parecer uma façanha de Jay Silverheels, mas não é bem assim. Produzida como um daqueles westerns de baixíssimo orçamento da PRC ou da Monogram, ao custo de 12 mil dólares por episódio, seria impossível para a produtora Apex Film Corporation contratar um sidekick mais conhecido para acompanhar o astro Clayton Moore nas aventuras do Cavaleiro Solitário. Optou-se então por Jay Silverheels, que desde o início dos anos 40 vinha aparecendo em todo tipo de filme que necessitasse de índios. Além de ser índio de verdade, Silverheels era um ator que cobrava pouco, razões que sem dúvida o levaram a interpretar Tonto. Um fato semi-cômico, contado por Clayton Moore, caracteriza bem as condições de filmagem do primeiro episódio de “The Lone Ranger”, série distribuída pela ABC Television. Levados para o Iverson Ranch, próximo de Los Angeles, local onde muitos faroestes eram filmados, a equipe de “The Lone Ranger” se preparava para o primeiro dia de trabalho quando foi indicado que os atores deveriam trocar suas roupas no banheiro do posto de gasolina ali próximo. Todos, inclusive Clayton Moore, vestiram suas roupas, menos Jay Silverheels que achava indigno que os principais atores do programa não tivessem um camarim. Foi prometido então que no dia seguinte seria providenciado um trailer para Moore e Silverheels se vestirem de Lone Ranger e Tonto, o que de fato ocorreu.

Mocinho Boca-Larga (nobody's perfect...)
AJUDADO POR BOCA-LARGA - Jay Silverheels nasceu no dia 26 de maio de 1912 na Six Nations Indian Reservation, em Ontário, no Canadá. Naquele país a história dos índios não foi muito diferente dos nativos norte-americanos, o que os levou a viver em reservas. No Canadá os aborígenes eram tratados como cidadãos de segunda classe. O nome verdadeiro do futuro ator era Harold J. Smith e seu pai havia sido o mais condecorado soldado de origem nativa do Exército Canadense na I Guerra Mundial. Jovem ainda Harold era alto e forte e se destacou no boxe e mais ainda no popularíssimo esporte canadense chamado lacrosse, em que cada jogador segura uma vara com a qual empurra uma bola para um gol. A equipe canadense de lacrosse foi jogar em Los Angeles e um dos espectadores era o ator Joe E. Brown, o “Boca Larga”. Brown percebendo a agilidade física e boa estampa do atleta Harold, o convidou para fazer cinema. Joe E. Brown apresentou o canadense a vários conhecidos em Hollywood e foi oferecido a ele inicialmente trabalhos como dublê, isto em 1937. Adotando o nome artístico de Harry Smith, o canadense estrearia em 1940 fazendo uma ponta no clássico “O Gavião do Mar”, com Errol Flynn. Entre as várias pontas interpretando índios, Harry apareceu também em “Os Conquistadores” (Western Union), estrelado por Randolph Scott. Harry Smith passou a atuar indistintamente em longa-metragens e em seriados, na maior parte das vezes sem receber crédito por sua participação.

Jay Silverheels, 'Gerônimo' em "Flechas
 de Fogo", com o 'Cochise' Jeff Chandler.
EM BUSCA DO SUCESSO - Entre os seriados que Harry Smith participou estão “A Filha das Selvas”, com a linda Frances Gifford; “Os Perigos de Nyoka”, com Kay Aldridge e Clayton Moore no principal papel masculino e com Harry Smith interpretando um árabe. Em 1943 Harold J. Smith, o Harry Smith, mudou seu nome artístico para Jay Silverheels e foi com esse nome que fez parte do elenco de “A Tribo Misteriosa” (Daredevils of the West), com Allan Lane. Vieram a seguir “O Fantasma”, com Tom Tyler; “A Mulher Tigre”, com a espetacular Linda Stirling e Allan Lane; “O Porto Fantasma”, com Kane Richmond. Dos muitos filmes nos quais Jay Silverheels fez pontas, na década de 40, merecem ser lembrados “Passagem para Marselha” e “Paixões em Fúria, ambos com Humphrey Bogart; “O Capitão de Castela”, com Tyrone Power; “Os Inconquistáveis”, com Gary Cooper; “A Canção da Índia”, com Sabu e Gail Russell. Jay Silverheels aparecia tanto em westerns-B de Charles Starrett, Gene Autry e Johnny Mack Brown como em faroestes melhor produzidos como “Paixão Selvagem” (Canyon Passage), com Dana Andrews e Susan Hayward; “A Voz da Honra” (Fury at Furnace Creek), com Victor Mature; “Céu Amarelo” (Yellow Sky), com Gregory Peck e Richard Widmark; “Escravos da Ambição” (Lust for Gold), com Glenn Ford. Em 1949 Silverheels interpretou Gerônimo no clássico “Flechas de Fogo” (Broken Arrow), com James Stewart e com Jeff Chandler interpretando o índio Cochise. 1949 seria o ano mais importante da carreira de Silverheels.

Rodd Redwing, Iron Eyes Cody;
Chief Thundercloud como 'Tonto'
com o Lone Ranger Robert
Livingston (no centro);
Chief Yowlachie com Clayton
Moore, futuro Lone Ranger.
JAY SILVERHEELS VIRA 'UNCLE TOMAHAWK' - Foram tantos os atores (e atrizes) brancos que interpretaram índios no cinema que teve início um surdo movimento para que fossem aproveitados nativos autênticos e não os brancos Jeff Chandler, Charlton Heston, Anthony Quinn, Rock Hudson, Robert Taylor, Burt Lancaster ou os menos votados Anthony Caruso, Frank DeKova, Morris Ankrum e muitos outros. Hollywood se escusava fazendo crer que os nativos não eram bons atores, quando o que os produtores queriam mesmo era mostrar índios bonitos e se possível atores consagrados que atraíssem mais público. Exatamente em 1949 Jay Silverheels conseguiu o papel de Tonto, o que aparentemente significou um avanço para os discriminados índios-atores. Os conhecidos Chief Thundercloud e Iron Eyes Cody, cujos nomes de batismo eram Victor Daniels e Espera Oscar De Corti, afirmavam ser índios autênticos mas nem assim conseguiam papéis importantes. E o mesmo ocorria com Rodd Redwing e Chief Yowlachie, estes sim nativos legítimos. Com o sucesso da série “The Lone Ranger” os politicamente corretos do início dos anos 50 passaram a ver Tonto como um índio submisso ao amigo Cavaleiro Solitário e mais que isso, subserviente aos brancos de modo geral. Até a forma de falar de Tonto, usando um vocabulário exíguo e uma sintaxe nem sempre correta era criticada como atestado de menor capacidade intelectual dos chamados pele-vermelhas. E mal sabiam eles que o nome Tonto possuía significado pejorativo em Português. O mal-estar culminou quando Jay Silverheels ganhou o apelido de ‘Uncle Tomahawk’, numa clara alusão ao passivo ‘Uncle Tom’ dos negros. Jay Silverheels convivia simultaneamente com o sucesso e com a humilhação pois a ele se referiam como o Stepin Fetchit índio. Fetchit era um ator negro engraçado e muito bem pago para interpretar negros conformados com a sorte.

FALAS POUCO INTE-LIGENTES - Problemas sociais à parte, a série The Lone Ranger foi das mais bem sucedidas da fase inicial da televisão. Em oito anos de duração (1949-1957) foram produzidos 221 episódios, dos quais Jay Silverheels participou de 217. Esteve ausente em quatro episódios em 1955 quando, durante uma luta em um episódio foi atingido no queixo, passou mal e foi levado a um hospital que diagnosticou que ele havia tido um ataque cardíaco, necessitando de algumas semanas para se recuperar. A ausência de Tonto nesses episódios é explicada com uma ida a Washington para conversar com o Grande Pai Branco, ou seja com o presidente norte-americano. Clayton Moore era inegavelmente o grande astro mas manteve com Silverheels uma amizade maior até que a que havia entre os personagens que interpretavam. Isto apesar de Silverheels dar pouca atenção ao roteiro que nunca estudava, pronunciando nas cenas as falas que lhe vinham à cabeça. Essa atitude de Jay talvez fosse uma forma de protesto contra os diálogos em sua maior parte imbecis que eram dados a Tonto. Além da TV, The Lone Ranger tinha sua revista própria que circulou por muitos anos no Brasil com o título de Zorro. Tonto também chegou a ter revista própria descrevendo suas aventuras sem a presença do companheiro mascarado das balas de prata.

Jay Silverheels acima com Alan Ladd;
e duas vezes com Audie Murphy.
FAROESTES E MAIS FAROESTES - A súbita notoriedade de Jay Silverheels na televisão lhe proporcionou melhores oportunidades no cinema, especialmente em westerns como “O Último Caudilho” (The Red Mountain), com Alan Ladd; “A Revolta dos Peles Vermelhas” (The Battle at the Apache Pass), com Jeff Chandler outra vez como Cochise; “Os Covardes não Vivem” (The Half-Breed), com Robert Young; “Nobre Inimigo” (Brave Warrior), com Jon Hall; “Aliança de Sangue” (The Pathfinder), “Alçapão Sangrento” (Jack McCall Desperado), “Ases do Gatilho” (Masterson of Kansas), os três com George Montgomery; “O Sabre e a Flecha” (Last of the Comanches), com Broderick Crawford; “O Valente de Nebraska” (The Nebraskan) e “A Presa dos Fugitivos” (Return to Warbow), ambos com Phil Carey; “A Grande Audácia” (War Arrow), com Jeff Chandler; “Pacto de Honra” (Saskatchewan)”, com Alan Ladd, filmado em Alberta, no Canadá; “Tambores da Morte” (Drums Across the River), com Audie Murphy, Walter Brennan e Lyle Bettger; “Rebelião em Dakota” (The Black Dakotas), com Gary Merrill; “O Derradeiro Assalto” (Four Guns to the Border), com Rory Calhoun e George Nader, western a ser redescoberto por sua temática inacreditavelmente ousada antecipando “Minha Vontade é Lei” (Warlock); “Honra de Selvagens” (Walk the Proud Land), com Audie Murphy; “The Vanishing American”, com Scott Brady. Em todos esses westerns Jay Silverheels interpretou papéis de índios, como não poderia deixar de ser.

Gibis: o exclusivo com Tonto; Lone Ranger que no
Brasil saia como Zorro; abaixo uma edição
espanhola do Jinete Mascarado.
OS WESTERNS COMO TONTO - O personagem Tonto apareceu no filme para a TV “The Lone Ranger Rides Again”, de 1955. No ano seguinte o Cavaleiro Solitário e Tonto viveram grandes aventuras em “O Justiceiro Mascarado” (The Lone Ranger). Em 1958 foi a vez de “Zorro e a Cidade de Ouro Perdida” (The Lone Ranger and the Lost City of Gold), completando as cavalgadas de Silverheels ao lado de Clayton Moore nas telas do cinema. Na televisão norte-americana e nas televisões do mundo todo as incontáveis reprises da série “The Lone Ranger” não deixaram de acontecer nem mesmo com o advento da TV colorida. Em “Valentão é Apelido” (Alias Jesse James), comédia com Bob Hope e Rhonda Fleming, Jay Silverheels interpreta Tonto numa participação especial ao lado de James Garner, Ward Bond, Gail Davis, James Arness, Gene Autry, Hugh O’Brian e Fess Parker, todos também em participações especiais como seus personagens de sucesso nas séries westerns da TV. E há ainda pontas de Gary Cooper, Bing Crosby e até de Iron Eyes Cody. Os últimos westerns de Jay Silverheels para o cinema foram “Indian Paint”, estrelado por Johnny Crawford (1965); “Smith!”, com Glenn Ford (1969); ponta em “Bravura Indômita” (True Grit), com John Wayne (1969); “In Pursuit of a Treasure”, com Scott Glenn (1972). Em 1973 Jay Silverheels atuou em três faroestes: “One Little Indian”, com James Garner; “Amor Feito de Ódio” (The Man Who Loved Cat Dancing), com Burt Reynolds e Sarah Miles; “Santee, o Caçador de Recompensas” (Santee), com Glenn Ford, este que foi o último filme de Silverheels e em que desempenhou um personagem importante no filme.

A GANÂNCIA DE UM PRODUTOR - Em 1975 o produtor Jack Wrather decidiu filmar “A Lenda do Cavaleiro Solitário” (The legend of The Lone Ranger). Nesses anos Clayton Moore e Jay Silverheels não eram mais chamados para atuar no cinema e ganhavam dinheiro fazendo tournées pelos Estados Unidos exibindo-se com as roupas dos personagens que lhes deram fama. Com medo que a lembrança de Clayton Moore viesse a prejudicar seu novo investimento no Cavaleiro Solitário, Wrather decidiu proibir Clayton Moore de usar a máscara e o caso foi parar na Justiça. Somente em 1981 Jack Wrather conseguiu rodar o projetado faroeste, investindo nele 11 milhões de dólares. Sem as presenças de Moore e Silverheels que estavam respectivamente com 67 e 69 anos “A Lenda do Cavaleiro Solitário” foi um fracasso total com o ganancioso Wrather perdendo uma fortuna. 

Chief Dan George, Wes Studi, Graham Greene (acima);
Will Sampson com Clint Eastwood em "Josey Wales, o Fora-da-Lei".
ESCOLA PARA ATORES ÍNDIOS - Tão atacado por seus detratores, Jay Silverheels criou em 1968, em Los Angeles, o The Indian Actors Workshop, organização que visava formar atores nativos para serem aproveitados em melhores papéis no cinema e na TV. Muitos dos alunos da escola criada por Silverheels foram aproveitados em filmes posteriormente, um deles “Smith!”, western em que todos os índios eram autênticos, exceção feita a Warren Oates. Pode-se afirmar que a presença de atores como Chief Dan George, Will Sampson, Graham Greene, Wes Studi e outros devem-se um pouco ao trabalho de Jay Silverheels para ajudar os índios que queriam abraçar a profissão de ator. O Indian Actors Workshop transformou-se numa instituição maior e mais respeitada, o American Indian Registry for Performing Arts, que teve em Will Sampson seu primeiro diretor. Em 1971 Harold J. Smith passou legalmente a se chamar Jay Silverheels e em 1975 sofreu um ataque cardíaco que o afastou totalmente de qualquer atividade pública. Em 1979 Silverheels recebeu uma Estrela na Calçada da Fama de Hollywood, a primeira a ser outorgada a um ator de origem indígena. Em 5 de março de 1980 Jay Silverheels que era casado desde 1946 com Mary Diroma, com quem teve quatro filhos, faleceu após sofrer um último e fatal ataque cardíaco.


28 comentários:

  1. Tenho muito pouco a comentar desta postagem.
    Não acompanhei série alguma, embora andasse vendo alguns episódios esporádicos de Zorro, pois as feições do Jay está vivissima na minha mente.

    Porém vi diversos filmes onde o Jay trabalhou. Inclusive dois que me estão mais alertas na memória, que foram; Pacto de Sangue, com Allan Ladd, um filme com um cenário espetacular, e um outro cujo titulo mudaram quando passaram na TV.

    Originalmente, ou seja, quando ele passou em sua estreia lá por 1956, ele deveria se chamar Zorro, O Cavaleiro Solitário.
    No entanto, em reprise na TV, ele passou como Justiceiro Mascarado.

    E foi um filme que me deixou até impressionado com a qualidade. Fui assisti-lo imaginando ir ver mais um faroeste porém, o que vi foi um filme bem feito, com bons trabalhos da dupla Moore e Silverheels, com uma boa direção, uma narrativa convincente e uma fita construida com algum cuidado.

    Achei de grande fidelidade às suas origens a Organização que ele criou para atores nativos.
    Este trabalho em muito ajudou aos seus irmãos desejosos de se tornarem atores.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  2. Nunca vi a série ZORRO, Darci, mas conheço esse ator de alguns westerns.

    O Falcão Maltês

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  3. Jurandir -
    Certamente você quis falar de Pacto de Honra e não Pacto de Sangue, a obra-prima de Billy Wilder. Veja como são as coisas: no bonito Pacto de Honra, Jay Silverheels tem o segundo papel masculino, mas dois índios do elenco são interpretados por Anthony Caruso e por Antonio Moreno. Será que não havia índios ali no Canadá, justamente onde nasceu Silverheels? Caruso era italiano e Moreno mexicano. De tanto Caruso interpretar índios ele até se esqueceu de suas origens italianas.
    As mudanças de títulos são abomináveis, mas no caso de O Justiceiro Mascarado até que acertaram. Não quiseram confundir mais do que já haviam confundido o Zorro de capa-e-espada com o Cavaleiro Solitário que sempre esteve acompanhado por Tonto em suas aventuras. Você que tem a minha idade deve ter também ficado confuso com gibis do Zorro cowboy e do Zorro de espada. Está certo que a molecada não ligava muito para o Zorro de capa-e-espada, apesar do filmaço com Tyrone Power,mas o cara que criou essa confusão devia ser preso ou arrumar outra profissão. Só porque Lone Ranger usava máscara ele decia ser chamado de Zorro? Se fosse assim não teríamos Durango Kid, Cavaleiro Negro, Black Diamond e tantos outros. Ainda bem que Batman veio primeiro senão quem sairia da Batcaverna seria outro Zorro.
    Um abraço - Darci

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  4. É isso aí que retifica, Darci.

    O titulo é mesmo Pacto de Honra, pois o de Sangue foi do Wilder, com Mac Murray e a magnifica Stanwick. Filmaço!

    Sabe porque acho que nunca fizeram confusão com os dois Zorros? Porque um deles tinha o ajudante Tonto e o outro não.
    Mas, mesmo assim nós, crianças e adolescentes, pouco ligávamos para nada disso. Queriamos era o Zorro e pronto.
    Era uma maravilha. A diversão ficava sobre qualquer outra coisa.

    De fato o filme de Mamoulien/40, com o Power, foi o marco no genero. Nem mesmo estes de hoje (A Mascara do Zorro e a Marca do Zorro), do Martin Campbell, com mais recursos e mais atrações, se igualam à singeleza do filme de 1940.

    Sei que vamos seguindo sendo vistos como saudosistas por outros leitores. Mas, não posso deixar de elogiar tudo isto que de bom já foi feito. Lamento, mas não posso.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  5. Desconhecia a escola criada por Jay. A participação dele na comédia Valentão é Apelido, surge numa sequência de tiroteio em que Bob Hope pensa acertar seus adversários, mas na verdade são os heróis dos seriados e mais Gary Cooper os responsáveis, cena que encerra com Bing Crosby. Eles não contracenam uns com os outros e nem com Hope e Rhonda Fleming, que faz marcas numa espingarda a cada bandido morto. Não lembrava de James Garner. Conferi no IMDB e as cenas de Garner foram deletadas. Consta que Gene Autry também teve cortada sua participação. A cena é um pouco repetitiva, cada ator convidado, após o tiro certeiro, faz um breve comentário. Visualmente, a melhor gag é a de Jay, afinal, após o disparo de Hope, a vítima tomba com uma flechada de Tonto!
    Neste filme, Hope antecipa Clint Eastwood e Sergio Leone, usa um "colete à prova de balas".

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    1. O Título no Brasil do primeiro filme de The Lone Ranger foi o mesmo que depois seria usado pela TV: O justiceiro Mascarado. Jamais houve uma única história em quadrinhos traduzida no Brasil Com o nome Cavaleiro Solitário (1938 à 1984). O mesmo ocorreu com seus filmes (O Justiceiro Mascarado, Zorro e o Ouro do Cacique e A Lenda do Zorro). Cavaleiro Solitário seria tambem uma tradução Equivocada. Como um cavaleiro poderia ser solitário se estava sempre acompanhado de um índio??? Kemo Sabay

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  6. Ivan -
    Jay Silverheels tinha, de alguma forma, que responder àqueles que o chamavam de Uncle Tomahawk e a escola de arte dramática para nativos demonstrou que Jay era muito mais do que seus detratores diziam dele. Queriam o quê? Que ele exigisse que Tonto desse as ordens para Kemosabe? Tonto era apenas o famoso sidekick que tantos mocinhos tiveram. Um sidekick que sabia montar, lutar, menos falar o Inglês correto. Veja que o politicamente correto já completou meio século...
    Para fazer a matéria pesquisei em várias fontes e no quesito elenco só podia ser no sempre à mão IMDb e não no próprio Valentão é Apelido. Claro que isso é impossível. Acho que tem uns 15 anos que vi Valentão pela última vez e não lembrava que as cenas de Autry e James Garner foram deletadas. É tanta gente nesse filme que penso que a justificativa é válida. Você deve tê-lo visto mais recentemente ou então é daqueles filmes de cabeceira, o que só poderia acontecer se você fosse fã da Rhonda pois o humor de Bob Hope é algo que nunca funcionou bem por aqui. Lembro bem da presença de Gary Cooper e como esquecer dele... Agora lembrei que você é um dos cinéfilos que supre o IMDb de informações, o que só dá maior credibilidade ao site. Outro dia você falando de mim e do Jurandir nos chamou de gabaritados. Se não for um eufemismo para o adjetivo idoso eu aceito o elogio, sempre naqueles termos: não mereço mas agradeço.
    Darci

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  7. Peixoto?

    Você viu esta fita, Valentão é Apelido, recentemente? Onde?
    Sabe porque? Deve ser um filme dos fins de 50. E eu o vi. Mas não recordo de nada do que falaste no seu comentário. Só recordo da aparencia de Gary Cooper, de quem era meu ídolo, e de nada mais, a não ser o idiota do Bob Hope no meio da rua sem saber o que fazer.

    Fico impressionado como vocês comentam os filmes como os houvessem visto ontem! Foi isso, Peixoto? Acertei?

    Ah! Volte lá no post de John Payne, que tem muitas novidades.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  8. "Valentão é Apelido" é a comédia preferida de meu pai. Já estou cansado de ouvi-lo falar dela. Mas ele nunca mais assistiu ao filme desde os anos 50 o que me faz supor que se o visse de novo talvez tivesse uma decepção.

    Jurandir, existe uma cópia para download de "Valentão é Apelido" num daqueles sites que lhe indiquei via e-mail. Mas é cópia retirada da tv (me parece o Telecine) e com qualidade de imagem não muito boa.
    Vou acabar baixando-o mesmo assim pois gostaria muito de conhecê-lo. E também para agradar meu pai, claro.

    Quando menino gostava bastante do Bob Hope. Era outro que tinha seus filmes reprisados com frequência na "Sessão da Tarde". Aquele faroeste dele, "O Valente Treme-Treme" com a bem fornida Jane Russel, me divertia bastante quando garoto.

    Edson Paiva

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  9. Woody Allen fala muito bem de Bob Hope, pensou em ser humorista pela primeira vez quando o assistiu em A Sedução do Marrocos.
    No meu caso, procurei este faroeste cômico pela curiosidade da participação de vários atores de seriados. Faz algum tempo que o vi no youtube, Jurandir, sem legendas. Achei bem fraquinho.
    Quanto ao merecido elogio, Darci, além dos teus belos textos sobre Rio Bravo e os comentários do Jurandir, pensei também no Edson e João Luiz, que destacaram esse faroeste nas suas listas.

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    1. Fiz alguma confusão com outro filme. Minha nota logo após assisti-lo: 5! Ora, devo substituir o "bem fraquinho" por regular ou "quase bonzinho", então.
      Darci, elogiaste Rhonda também como cantora em outro post.
      Lembro dela afinadíssima num agradável número musical com Bob Hope. Sobre Gary Cooper, o recordo apenas na cena que descrevi, enquanto os heróis dos seriados fazem um breve comentário após atingirem alguém do bando de Jesse James, Cooper murmura um "yep" ou algo assim.

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  10. Gostava do Bob Hope, Danny Kaye e Jerry Lewis, que eram reprisados à exaustão na tv dos anos 80. Hope e Kaye nunca mais vi desde então.
    Já o Jerry Lewis nunca parei de assistir e certamente é o ator que mais me fez rir na vida.
    Neste domingo o Rubens Ewald Filho escreve sobre Jerry em seu blog relembrando a fama de "gênio incompreendido" que muitos atribuem a ele, principalmente os europeus.
    Sei que foge ao tema do tópico mas gostaria de saber o que vocês pensam de Jerry Lewis. Nos tempos em que era sucesso vocês o assistiam? Gostavam dele?

    Edson Paiva

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  11. Edson - O Dean Martin tinha uma piada, nos tempos do Rat Pack, que eu nunca esqueci.Ele tirava o paletó, levantava a manga da camisa, mostrava os músculos e perguntava: Sabe como eu fiquei forte assim? E respondia: carregando Jerry Lewis tanto tempo. Quando a incrível dupla terminou,todos acreditavam que Martin estava terminado como artista e Jerry comprovaria que era o principal. Veja só que aconteceu. Jerry fez três ou quatro filmes muito bons (Cinderelo Sem Sapatos, O Mensageiro Trapalhão e a obra-prima O Professor Aloprado). Depois apenas repetiu suas gags cada vez menos engraçadas. Em 1970 Jerry praticamente havia sumido do mapa. Enquanto isso Dino, tranquilo como só ele, fez uma discreta mas bem sucedida carreira no cinema por muitos anos mais. Sem falar no cantor maravilhoso que alegrou o mundo com tantas canções inesquecíveis. Lembro que no início dos anos 60 a crítica francesa apressadamente elevou Jerry à condição de gênio da comédia colocando-o ao lado de Buster Keaton e de Chaplin. Jerry era um excelente cômico mas nunca chegou perto de Keaton ou de Chaplin. Também ri com Jerry Lewis vendo seus filmes em tela grande, mas depois passei a achá-lo careteiro e faltava um pouco de inteligência aos enredos e gags de seus filmes. Seu humor era quase exclusivamente visual. Valeria a pena rever alguns dos filmes mais antigos de Jerry, anteriores aos que ele escreveu e dirigiu pois muitos críticos afirmam que ele começou a perder o rumo depois que Frank Tashlin não mais o dirigiu. Sabe-se que Jerry era um enorme egocêntrico e se achava o suprasumo do artista, incomparável e inimitável, antes dos franceses inflarem ainda mais o seu ego. Outra coisa que talvez tenha atrapalhado o humor de Jerry Lewis foi a limitação que ele mesmo se impôs e que não aconteceu com Mel Brooks e com Woody Allen, judeus como Lewis e que adoravam fazer piadas sobre judeus e sobre sexo. Nas últimas décadas tivemos, entre outros, John Belushi, Steve Martin, Eddie Murphy, Chevy Chase, Gene Wilder e o insuportável Jim Carrey. Somando todos acho que não se chega a Jerry Lewis. Parece até que os franceses tinham razão, ainda que os últimos filmes (de Jerry) digam não.
    Darci

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  12. Darci e colegas.

    Vou dar meu pitaco...

    Jerry Lewis teve um grande triunfo quando ficou também por detrás das câmeras como diretor, num dos melhores momentos da comédia no cinema: O Terror das Mulheres. Nunca vi tamanha genialidade em um só filme!
    E realmente num show de humor visual.
    Mas parou aí.
    Suas melhores películas são aquelas sob a batuta do competentíssimo Frank Tashlin, cuja maestria em criar situações de puro nonsense vinha de sua carreira com os desenhos animados para a Warner Bros. Foi Tashlin quem emprestou às comédias de Jerry o mesmo ritmo das maluquices vistas nos desenhos da Warner.

    E além de Jerry, Tashlin deu um novo brilho às comédias que dirigiu com outros astros, por exemplo, Bob Hope e Doris Day.

    À título de curiosidade, deixo a sugestão de um vídeo disponível na internet sobre esse aspecto na carreira de Tashlin, chama-se Tish Tash: The Animated World of Frank Tashlin.

    Da colaboração com o Tashlin, Jerry fez duas comédias que considero seu ponto alto nos anos 60: Errado Pra Cachorro e O Bagunceiro Arrumadinho.

    Ah, e como bom amante do velho Rock'n Roll não posso deixar de lembrar do filme dirigido por ele em 1956, Sabes o Que Quero.

    Abraços

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  13. Peraí, Rodrigo, que novo brilho Frank Tashlin deu às comédias de Doris Day? As duas comédias que dirigiu com a grande e menosprezada atriz e cantora não estão entre as melhores que foram Eu, Ela e a Outra e a obra-prima do gênero Confidências à Meia-Noite, ambas de Michael Gordon. E tem ainda Volta Meu Amor, também excelente. E quem dirigiu Doris no incrível Ardida como Pimenta foi o insonso David Butler. É uma interessante questão essa sua: os melhores filmes de Jerry foram os que ele dirigiu ou os dirigidos pelo reverenciado Tashlin.
    Darci

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  14. Darci,

    Vamos com calma.

    Veja o que escrevi:

    "E além de Jerry, Tashlin deu um novo brilho às comédias que dirigiu com outros astros, por exemplo, Bob Hope e Doris Day."

    Você pelo visto não gosta de A Espiã de Calcinhas de Renda e Capricho, certo?
    Eu gosto e me divirto, aliás, não há filme da querida estrela que não mereça minha atenção e, tendo a direção do Tashlin, melhor ainda. Só lamento Doris não ter feito outros filmes com ele.

    Quanto ao Jerry, eu não disse que os melhores filmes dele foram dirigidos por ele mesmo. Eu disse que dos filmes que ele dirigiu, considero O Terror das Mulheres, o melhor, o mais genial, justamente pela sequência de humor visual que pode-se ver ali. Agora, sob a direção do Tashlin, Jerry fez coisas muito boas, bem ao estilo do diretor que, como eu disse, emprestou-lhes o mesmo ritmo tresloucado dos desenhos animados que fez para a Warner.

    Simples assim.

    Rodrigo

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  15. Lewis e Martin formavam uma bela dupla. E que durou muito se considerarmos os problemas que havia entre eles. Mas ambos eram talentosos e a separação comprovou isso.

    Em todos os gêneros cinematográficos as discordâncias são válidas menos no humor. Não adianta discutir o riso pois cada um ri de uma coisa. É subjetivo demais. Por isso o clichê de que é mais fácil fazer drama que comédia seja tão repetido pelos atores.
    E existem diversos tipos de humor, para todos os públicos. Como dizia Chico Anysio, o importante é ser engraçado. Mas o conceito do que é engraçado também varia de pessoa para pessoa. Alguns gostam de um humor mais intelectualizado, território de um Woody Allen, por exemplo. Outros da humor visual, terreno do Lewis.
    A gag visual certamente é mais difícil. No caso do primeiro quem tem determinada referência cultural ou, digamos, "existencial", certamente ri da piada pois ela passa também pela razão. Já o humor visual é sem teorias. Ou rimos ou não. Atinge um maior público, sem classes sociais ou culturais. Mas exatamente por isso tem de ser gênio para conseguir que todos riam. Tem que ter o timing perfeito e tem que ser naturalmente engraçado. Nesse caso Jerry Lewis era mesmo um gênio.
    Ainda que, como muitos gênios, fosse bastante insuportável como lembrou o Darci. Talvez aquele personagem que ele fez no filme do Scorsese fosse mesmo autobiográfico.

    Darci, você lembrou do Mel Brooks. Esse foi outro gênio. Até pelo menos o início dos anos 80. Depois disso nunca mais acertou cometendo filmes verdadeiramente constrangedores. Como alguém pode perder a graça? Se bem que ele, Brooks, não fosse exatamente engraçado e sim seus roteiros, os atores que interpretavam seus textos, enfim, seus filmes. O oposto de Jerry Lewis que mesmo em filmes sem graça costumava achar um momento ou sequência que valiam o filme todo. A graça era ele e não o filme.

    Scorsese promete há tempos uma biografia do Sinatra. Nos anos 90 havia prometido uma do Dean Martin, que se chamaria simplesmente "Dino". Até hoje nenhuma delas foi produzida. A do Sinatra parece que corre o risco de se tranformar numa série de tv, que Scorsese considera um veículo onde a história poderia ser desenvolvida com mais cuidado e tempo. E não tem como discordar que a vida do Sinatra em apenas duas horas e meia não contemplaria nem 10% do que foi notícia quando vivo.
    Quem sabe Scorsese retoma "Dino" para o cinema? Eu até preferiria pois como vocês também sou fã dele.

    Edson Paiva

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  16. Edson, Sinatra queria ser como Dean Martin. Jerry Lewis também queria. Elvis confessou várias vezes que Dino era seu modelo. O que havia com ele que todos queriam imitá-lo? A vida de Dean Martin daria, sem dúvida, um belo filme biográfico, até porque ele nunca fez força para chegar ao sucesso que o abraçou em praticamente todas as áreas em que atuou (menos no boxe, onde apanhou em três lutas antes de desistir). Sucesso absoluto na TV (Sinatra não conseguiu), sucesso como cantor, sucesso como ator, entertainer de classe, engraçadíssimo e grande conquistador ou seria mais apropriado dizer sempre conquistado pois as mulheres não resistiam a seu charme. Dino passou quase uma década com Jerry em Las Vegas e mais que isso com Sinatra. Quando atuavam juntos em Las Vegas, a platéia ria muito com Dean e não ria nada com Sinatra. Frank ficou enciumado e reclamou do texto que favorecia Dean Martin. O ex-boxeur Dino Crocetti então falou para o parceiro: Frank, esta noite vamos trocar as falas e assim o público vai rir com seu texto e você não reclama mais. Chegou a noite, o Sand's lotado, Frank com as falas de Dean e ninguém ria, enquanto a cada vez que Dean abria a boca a casa desabava. Assim era Dean Martin. Jerry, por seu lado, era pura vaidade, narcisismo e arrogância. Edson, perfeita sua análise do humor de Jerry, nada intelectual e visualmente muito engraçado, como o dos cômicos do cinema mudo.
    Creio que somos exigentes demais e queremos que todos os trabalhos dos artistas, no caso filmes, tenham o mesmo alto nível das vezes em que atingem ou chegam perto da perfeição. Mel Brooks nos deu, num intervalo de seis anos, Primavera para Hitler, Banzé no Oeste e O Jovem Frankenstein. Comédias como essas não se consegue fazer todo ano ou a vida inteira, tanto que devem frequentar as listas das melhores comédias de todos os tempos. Numa comparação com Jerry Lewis fico com Mel Brooks,o diretor, claro, para mim muito mais engraçado. O mesmo pode ser dito de Woody Allen, que nos faz rir de nós mesmos, de nossas idiossincrasias, de nossos pecados e retrata o homem das grandes cidades sem quase nunca sair de Manhattan. E contempla todas as idades pois os idosos adoraram se ver como o neurótico Larry (Woody) David em Tudo Pode Dar Certo.
    Um abraço - Darci

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  17. Rodrigo, que mancada! Cinderelo Sem Sapato é de Tashlin e não de Jerry Lewis. Artistas e Modelos, grande momento da dupla Martin e Lewis também. Não assisti a O Homem do Dinner's Club. Esse é um dos filmes desaparecidos, me parece. No livro Afinal, Quem Faz os Filmes?, de Peter Bogdanovich com entrevistas com um monte de diretores, Tashlin afirma que Jerry Lewis era indirigível e incontrolável, mas reconhece o talento de Jerry. Só ele mesmo para se autodirigir. O Professor Aloprado, além de muitíssimo engraçado, tem Stella Stevens. Vamos lembrar um pouco dela já que agora só vai se falar de MM.
    Sabe, Rodrigo os quatro ou cinco últimos filmes de Doris Day eu tenho apenas copiados da TV, ou seja dublados, o que mata qualquer filmes. Pode até ser que Calcinhas e Caprice sejam melhores do que eu considero.
    Darci

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  18. Darci, o filme O Homem do Diners Club é uma comédia de 1963 com o Danny Kaye, bastante divertida, por sinal. No elenco tem o Telly Savalas, a Martha Hyer e o George Kennedy. Vale a pena ver. Eu tenho aqui uma cópia legendada.
    Sobre a Stella Stevens, ela atuou em um faroeste ao lado do Jason Robbards, A Morte Não Manda Recado, dirigido pelo Peckimpah em 1970. Conhece?
    Recentemente, consegui um filme em que ela atua ao lado do Dean Martin e do Elli Wallach, How to Save a Marriage and Ruin Your Life, de 1968. A canção título Winds of Change é linda! É Ray Conniff.
    Sabe, também penso que a melhor coisa para Jerry Lewis e Dean Martin foi a separação, pois ambos puderam realmente mostrar as suas qualidades e competências. E de modo especial, o Dino que fez filmes muito bons e mostrou ser um ator de alto nivel, coisa que não se percebia nos filmes ao lado do Jerry. Dele eu gosto de todos, sejam dramas, westerns ou comédias. Sou até suspeito pra falar de Dean Martin.

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  19. Não tem como discordar de seus comentários, Darci e Rodrigo. E toda essa conversa me deu vontade de ver um filme da dupla.

    Darci, eEsse caso que você contou dele e do Sinatra é tão divertido que em si já é uma grande piada.
    Darci, existe alguma biografia do Dean Martin publicada no Brasil?

    Vou ver agora no Youtube aquela cena de "Artistas e Modelos" em que Jerry tenta sem sucesso subir uma escada enquanto Shirley Maclaine, outra que sempre adorei e que ainda continua trabalhando intensamente, canta "Innamorata". Uma delícia de sequência!

    Edson Paiva

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  20. Edson e Rodrigo - Innamorata é demais, mas não supera That's amore, cantada num almoço em Sofrendo da Bola. Edson, como você lembra de Shirley MacLaine e esquece Dorothy Malone? vale á pena ver a dupla cantando com Carmen Miranda em Morrendo de Medo. Mas vou falar o que não falei até agora: os melhores filmes de Martin-Lewis são aqueles em que atua Polly Bergen.
    Darci

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  21. Edson - Desconheço se foi lançada alguma biografia de Dino aqui no Brasil. Já li Memories are Made of This, escrito por Deanna Martin, uma das filhas do primeiro casamento. Nem tudo era cor-de-rosa na vida do sempre sorridente Dean Martin...
    Darci

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  22. Eli, Stella e Martin? Preciso ver o filme.
    Ray Conniff? Prefiro telemarketing.

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  23. Rodrigo - Winds of Change parece título de música de Bob Dylan, mas é uma música do The Animals. Qualquer filme com Stella Stevens é importante de ser visto. Qualquer filme com Stella e Dean Martin é essencial. Qualquer filme com Stella, Dino e Eli é imperdível. Tenho O Azarão - The Big Shot - com Stella irresistível, que tal um escambo?
    Darci

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  24. Darci, revi agora, também no Youtube, a cena de "Sofrendo da Bola" com a canção "That's amore". Uma maravilha de sequencia. Dá uma sensação nostálgica enorme.
    Se acontece comigo que não vivi certas épocas imagino como deve ser com você e o Jura, que são os veteranos do blog.
    Em doçura e leveza supera a que me referi com Jerry e Maclaine, claro. Mas eu citei aquela no sentido de esculhambação e de comédia rasgada. Inexplicavelemnte choro de rir toda vez que a vejo. Mostrei-a para meus filhos, um garoto de sete anos e uma menina com quatro e eles riram bastante. Talvez aí esteja a explicação: é uma sequência absolutamente ingênua.
    Infelizmente nunca assisti "Morrendo de Medo".

    Vi Stella Stevens no filme do Peckinpah e não tem como negar que ela é adorável.

    Edson Paiva

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  25. Paiva;

    Caro amigo? Dos leitores deste e de outros blogs, o companheiro Paiva não irá encontrar UM deles sequer que não seja fanático pelo ótimo Lewis.

    Mais ainda: não perco uma reprise de seus filmes que a Globo sempre passa.

    Sabe qual o primeiro filme que vi com eles? Foi o western O Rei do Laço. E daí não parei mais.

    Sabe de uma coisa que fiz, Paiva? Eu tenho um DVD que grava e reproduz. E eu, apenas num DVD, gravei quase tudo do Chaplin. Claro que o que mais eu gostava.
    Grande abraço do amigo
    jurandir_lima@bol.com.br

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  26. Edson, não vi no cinema Sofrendo da Bola. Veio mais tarde com os canais a cabo, como quase todos os filmes da dupla. Mais ou menos ao mesmo tempo em que começa Feitiço da Lua ao som de qual canção? Justamente esse jorro de alegria que é That's Amore cantada por Dino. Feitiço da Lua é outra inesperada maravilha que o cinema mais recente (nem tanto, agora) foi capaz de fazer.
    Darci

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