UMA REVISTA ELETRÔNICA QUE FOCALIZA O GÊNERO WESTERN

3 de maio de 2012

VERDADES E MENTIRAS DE “O INTRÉPIDO GENERAL CUSTER”


Poucos personagens históricos foram tão focalizados pelo cinema como George Armstrong Custer, o controverso oficial da Cavalaria da U.S. Army. Entre as dezenas de faroestes que falaram de Custer, o mais famoso ainda é “O Intrépido General Custer” (They Died With Their Boots On), filme de 1941, dirigido por Raoul Walsh. Esse épico protagonizado por Errol Flynn é uma verdadeira festa para os que gostam de apontar as inverdades que Hollywood coloca nas telas.

O famoso título do western de Raoul Walsh em
Portugal: "Todos Morreram Calçados", tradução
quase literal do título original; na Itália ficou
"La Storia del Generale Custer".
CUSTER E A II GUERRA MUN-DIAL - Os muitos autores que se propuseram a biografar o extravagante militar sempre discordaram em diversos dos pontos mais obscuros da vida de Custer. O western biográfico produzido pela Warner Bros. em 1941 não fugiu à regra e apesar de reconhecido como um grande filme western foi também bastante criticado pela inacurácia com que abordou a vida de George Armstrong Custer. Nos anos 40 era moda no cinema filmar biografias, quase todas elas excessivamente romanceadas e com Custer não poderia ser diferente até porque ele considerado um herói nacional e em tempos de guerra o cinema tinha que obrigatoriamente dar sua contribuição na luta contra o Eixo. No entanto, ainda que timidamente, “O Intrépido General Custer” mostra algumas facetas nada enaltecedoras da personalidade de Custer, mas mesmo quando se propõe a ser menos fantasioso o filme erra bastante. O título original “They Died With Their Boots On” (Eles Morreram Calçados com suas Botas) é de fazer inveja aos mais bizarros título de westerns-spaghettis e foi chamado em Portugal de “Todos Morreram Calçados”. Na Itália recebeu o título “La Storia del Generale Custer” e no Brasil, ainda bem, foi chamado “O Intrépido General Custer”, condizente não só com o verdadeiro Custer mas também com o protagonista Errol Flynn, sempre intrépido em seus inesquecíveis filmes de aventuras.

Acima Custer com Sharp (Arthur Kennedy);
no centro o verdadeiro General Winfield Scott e,
olhando no espelho o grande Sydney Greenstreet,
de incrível semelhança com Scott; abaixo o
General Sheridan e o ator John Litel.
A ÚLTIMA PORÇÃO DE CEBOLAS - Como não poderia deixar de ser o filme de Raoul Walsh inventa personagens à vontade, alguns deles decisivos na vida filmada de Custer. O principal é ‘Ned Sharp’ (Arthur Kennedy) tão fictício quanto algumas passagens fantasiosas da biografia de Custer. E por falar em fantasia, nada melhor que colocar ao lado do precoce general uma espécie de sidekick, na época das filmagens figura muito comum a quase todos os mocinhos do cinema. Vale lembrar que ‘Gabby’ Hayes era tão famoso quanto os próprios mocinhos. Inventou-se então o engraçado ‘California Joe’ (Charley Grapewin) que aceita o convite de Custer para fazer parte do 7.º Regimento de Cavalaria desde que não tenha que usar aquelas calças enfeitadas (sic) que os soldados usavam. Quando o filme fala de personagens reais como os Generais Sheridan e Winfield o roteiro consegue embaralhar por completo a história no tempo e no espaço. O General Philip H. Sheridan (John Litel), famoso por ter pronunciado a frase “O único índio bom é o índio morto” é transformado no filme em tio da futura esposa de Custer, parentesco que nunca existiu. Em 1861, aos 30 anos de idade, Sheridan era apenas Tenente e não o Comandante da Academia de West Point como é mostrado em “O Intrépido General Custer”. Após o ataque ao Forte Sumter em 1861, que detonou a Guerra de Secessão, Sheridan, conseguiu a patente de Capitão. Com o General Winfield Scott (Sidney Greenstreet) o filme se dá uma liberdade ainda maior ao narrar o encontro de Winfield com o cadete Custer num restaurante do Estado Maior da U.S. Army, em Washington D.C. O cadete ultraoportunista percebendo que o apetite do General Greenfield é proporcional à sua barriga cede ao general a única porção de cebolas existente e ganha as graças do General que o protege praticamente durante toda sua carreira, ou seja, até 1876. O detalhe que deve ser lembrado é que o General Winfield deu baixa do Exército norte-americano em 1862, em plena Guerra Civil, vindo a falecer em 1866.

George Armstrong e Errol Flynn;
abaixo Custer e o general Pleasonton.
ADMIRADO POR GENERAIS - No início da Civil War o Tenente George Armstrong Custer, recém-saído de West Point, gravitou sempre na órbita de generais importantes como George B. McClellan e Alfred Pleasonton, que não são citados em “O Intrépido General Custer”. A nomeação de Custer como General de Brigada, foi narrada em tom de comédia quando na realidade ela foi fruto de mérito do então 1.º Tenente Custer que se destacou sobremaneira nas batalhas que participou sob o comando do General Pleasonton. Esse General era comandante de uma Divisão de Cavalaria e após a Batalha de Chancellorsville tornou-se o Comandante de toda a Cavalaria que lutava na região do Rio Potomac. Diante da necessidade de criação de novas Divisões de Cavalaria e da necessidade de novos comandantes, o General Pleasonton usando dos atributos de seu cargo nomeou interinamente Custer como General de Brigada. Pleasonton levava as palavras garbo e elegância muito a sério, desfilando todo emplumado, no que foi seguido por Custer que passou a usar uniformes exageradamente enfeitados. A promoção de Custer, que no filme é tratada jocosamente como erro de um escriturário, é uma farsa grosseira e desnecessária, lembrada 30 anos depois por Blake Edwards em “Um Convidado Bem Trapalhão”, com Peter Sellers.

RECORDISTA DE BAIXAS EM BATALHAS - Os comandados de Custer somente o chamavam de ‘Boy General’, pelas costas é claro, pois o exibicionista militar tinha apenas 23 anos em 1863 (Custer nasceu em 5 de dezembro de 1839). “O Intrépido General Custer” mostra de forma acidental a ascensão de Custer, mas exibe brilhantemente em flashes curtos batalhas como a de Bull Run que deram fama ao jovem General interino. O filme de Raoul Walsh exibe durante as batalhas um Custer comandando as tropas, sempre à frente de seus homens, ao contrário dos demais generais que assistiam de longe a selvageria das batalhas fratricidas. Omite, porém, que as tropas sob o comando de Custer eram as que apresentavam o maior número de baixas, ainda que conquistando avanços importantes em vitórias espetaculares. Em Gettysburg, por exemplo, em uma da ousadas investidas do 1.º Regimento de Cavalaria de Michigan, comandado por Custer contra tropas confederadas, a baixa foi de 257 homens, a maior que se tem notícia nos anais da Cavalaria. E “O Intrépido General Custer” nada fala da arrogância de Custer no trato com seus subordinados a quem humilhava cruelmente com ou sem razão. E finda a Guerra Civil haveria ainda o período da Guerra Contra os Índios, mas antes o filme se detém no romance entre George e Libbie.

Acima George Armstrong e Elizabeth Bacon;
no quadro menor livro sobre Monahsetah
escrito pela neta de Custer.
O ADÚLTERO GENERAL CUSTER - Elizabeth Bacon, a jovem Libbie (nome por vezes grafado Libby) interpretada por Olivia de Havilland nunca esteve em West Point e menos ainda para visitar o ‘Tio Phil’ (Sheridan) como se vê em “O Intrépido General Custer”. Até porque a pretensa amizade entre Sheridan e o pai de Libbie foi inventada no filme. Em 1862 Custer obteve uma licença do Exército e viajou para a cidade de Monroe, Michigan, onde passara a infância. Era Dia de Ação de Graças quando Custer foi apresentado a Libbie, a quem conhecera na infância. A razão verdadeira de o pai de Libbie não concordar com o casamento era devido às origens de Custer que era filho de um ferreiro, opinião que mudou quando Custer passou a General de Brigada. O casamento só ocorreu em 1864. Não poderia ser neste filme que glorifica a figura e Custer que seria lembrada a polêmica relação extraconjugal que Custer teria tido com uma jovem cheyenne de 17 anos chamada Monahsetah, que resultou em dois filhos. Monahsetah era filha do chefe cheyenne Little Rock que foi morto no massacre de Washita River. A relação de Custer com Monahsetah e a paternidade de duas crianças foi denunciada pelo Capitão Frederick Benteen e pelos próprios cheyennes. Alguns biógrafos de Custer não acreditam na veracidade do episódio pois sabia-se que Custer era estéril devido a ter contraído gonorréia quando ainda era cadete em West Point. Libbie sobreviveu a Custer, como viúva, por 57 anos, vindo a falecer em 1933. Durante toda sua viuvez Libbie procurou defender vigorosamente a memória do marido refutando qualquer lembrança que denegrisse sua reputação, chegando mesmo aos tribunais para conservar a imagem de herói e de homem digno de Custer. Segundo Libbie, no episódio da índia cheyenne, seu marido George Armstrong havia sido confundido com o irmão, Thomas Custer, que seria o pai dos dois mestiços. Olivia de Havilland era o par constante de Errol Flynn nos filmes da Warner e por isso foi escolhida para o papel, tendo mesmo alguma semelhança fisionômica com a verdadeira Elizabeth Bacon.

Os escroques Sharp (pai e filho)
tentando aliciar Custer.
A MAIOR DAS MENTIRAS – Entre tantas mentiras contidas em “O Intrépido General Custer”, a mais imperdoável delas é certamente tentar fazer crer que Custer era um homem de honradez e moral inatacáveis. À tentação de ser envolvido em negócios escusos Custer reage com indignação aos fictícios especuladores que visam expandir a Ferrovia Northern Pacific ao Território de Dakota. Contam para isso com a influência do nome de Custer e oferecem a ele o irrecusável salário de 10 mil dólares por ano, o que causa repulsa ao correto Custer. Muitos biógrafos afirmam que, ao contrário do que é narrado em “O Intrépido General Custer”, o próprio Custer foi o responsável pela veiculação do boato que havia ouro nas Colinas Negras, o que provocou uma verdadeira corrida do ouro ao local. Esse local denominado Black Hills em Inglês, era considerado sagrado pelos índios que não queriam abrir mão da região. O Governo norte-americano tentou em vão adquirir Black Hills que pertencia aos índios pelos tratados assinados. O Governo então passou a enviar tropas para expulsar os índios para as reservas. Inconformadas as tribos lideradas por Cavalo Doido e Touro Sentado passaram a atacar os brancos que invadiam suas terras. O clamor geral da população branca passou a exigir represálias contra os ‘selvagens’, represálias prontamente atendidas pelo presidente Ulysses S. Grant.

Acima Custer em pose de candidato;
abaixo Abraham Lincoln em visita a
Gettysburg com Custer na extrema
direita, no destaque.
AMBIÇÃO POLÍTICA - O presidente Ulysses S. Grant não tinha, de modo geral, boa imagem e sua sucessão movimentava os candidatos interessados. O megalomano Custer sonhava ser presidente dos Estados Unidos mas para isso necessitava de mais exposição pública, o que viria com novas ações militares que comprovassem ser ele não só o bravo soldado da Guerra Civil mas também um grande estrategista militar. Finda a Guerra Civil Custer tinha a patente de Capitão, mas ao receber o comando do Forte Lincoln ele passou a Tenente-Coronel, dando fama ao 7.º Regimento de Cavalaria. Com sua visão mercadológica Custer sabia que perseguindo os índios com novas exibições de sua impetuosidade, como havia feito em 1868 no massacre de uma tribo cheyenne em Washita River, voltaria a ser reconhecido como herói nacional. Paralelamente a isso sabe-se que pela região estratégica do Forte Lincoln, Custer deu proteção a todos os homens brancos que queriam expandir seus negócios em território indígena. Em “O Intrépido General Custer”, porém, Custer é mostrado como nobre amigo e defensor dos índios e de seus direitos às terras, especialmente as de Black Hills.

Cavalo Louco (Anthony Quinn)
 e Custer antes de Little Big Horn.
AMIGO DE CAVALO LOUCO – Sem nenhum constrangimento o filme de Raoul Walsh faz de Custer um homem ciente do desrespeito aos índios de quem é amigo, como o chefe Cavalo Louco (Anthony Quinn). Na realidade o chefe sioux jamais parlamentou com Custer como se vê em “O Intrépido General Custer”, ainda que seja verdadeira a cessão cada vez maior de seus territórios para que os brancos fizessem seus assentamentos. Custer desrespeitou os tratados feitos com as nações indígenas e as incursões do 7.º Regimento de Cavalaria aos territórios dos índios os levou à coalizão que juntou siouxes, cheyennes, oglalas, pés-negros e outras tribos. Quando organizou o 7.º Regimento de Cavalaria Custer não tinha mais a patente interina de General de Brigada dos tempos da Guerra Civil, sendo então Tenente-Coronel. Mais correto seria tratá-lo como Coronel Custer e foi com essa patente que desdobrou o 7.º regimento em três subdivisões para avançar contra os índios. A Divisão comandada pelo Major Marcus Reno rumou para o Norte; a Divisão comandada pelo Capitão Frederick Benteen foi para o Oeste do Território; Custer levou seu destacamento para o Leste, partindo com 208 soldados para reconhecimento do território indígena.

Abaixo Sheridan consola Libbie.
O MAIS HOMENAGEADO DOS SOLDADOS - Mesmo sabedor que as diversas tribos somavam mais de três mil guerreiros Custer investiu em sua missão suicida. Apenas um estado de total insanidade justifica ter ele acreditado que sairia daquele território coberto de glórias. Emboscado em Little Big Horn, Custer encontrou o fim de sua vida. No filme, quase que antevendo a campanha de vilificação das décadas seguintes, o General Sheridan consola a viúva Libbie dizendo a ela “seu soldado ganhou sua última batalha”. De certa forma pode-se dizer que Custer foi vitorioso como demonstram as seis cidades norte-americanas que hoje chamam-se ‘Custer’, nos Estados do Colorado, Idaho, Montana, Nebraska, Oklahoma e Dakota do Sul. Ou as vilas denominadas ‘Custer’ em Dakota, Ohio, Wisconsin e Michigan. E ainda o Cemitério Nacional Custer em Little Big Horn. Há estátuas eqüestres ou não em homenagem a Custer espalhadas por todo os Estados Unidos, assim como memoriais, estradas, pontes, parques e escolas. Cerca de 300 livros já foram escritos sobre Custer, 45 filmes falaram dele diretamente e há mais de mil pinturas mostrando Custer em ação. Mas esse soldado de vida tão trágica quanto controvertida teve no empolgante “O Intrépido General Custer” uma de suas mais belas e emocionantes (pouco realistas, é certo) lembranças.

14 comentários:

  1. O banner do seu blog está muito bom, Darci.
    Abração,

    O Falcão Maltês

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  2. Darci, mesclar com qualidade fatos históricos com a análise de um filme é para poucos, parabéns! Um dos melhores textos do blog. Gostei muito deste post e menos do faroeste abordado.
    É possível separar o que pensam os artistas à frente e por trás das câmeras de suas obras? Acho que sim e necessário.
    Mentiras históricas são compatíveis com o cinema de qualidade? Basta lembrar o ótimo Amadeus ou excelentes faroestes.
    O reacionário Tropa de Elite é mais consistente comparado ao politicamente correto Tropa 2.
    Mesmo assim, não consegui afastar a forma que o western Intrépido General "pensou" Custer, o amigo dos índios...
    Talvez revendo e ainda impressionado pelos elogios, Darci, as verdades da ficção amenizem as mentiras do enredo, tão bem apresentadas neste artigo.

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  3. Ivan
    Este foi um dos filmes inesquecíveis que vi quando garoto. Jamais esqueci a imagem de Errol Flynn morrendo heroicamente. Essas coisas marcam mesmo. Você deve ter sido marcado, por exemplo, por séries como O Túnel do Tempo, cujo episódio "Massacre" é uma verdadeira aula de história sobre Little Big Horn e seus personagens. Se Walsh chegou a assistir esse episódio (ele morreu em 1980) deve ter ficado ruborizado com o que seu filme mostrou em 1941.
    Obrigado pelas palavras elogiosas.
    Darci

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    1. Darci, falando em séries antigas de TV, meu herói favorito no western foi um cowboy chamado West, James West! Assistia com meu pai este "007 a serviço do Presidente Grant".
      Muitos desenhos da Hanna-Barbera marcaram a infância da minha geração. Vale citar dois famosos xerifes: Coelho Ricochete e seu atrapalhado sidekick, Blau Blau; e o cavalo Pepe Legal com seu ajudante, um pequeno burro mexicano, Babalu, que era o mais sábio da dupla e costumava dizer: Pepe Legal é inteligente, o que lhe falta é pensamento!

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    2. Ivan
      Assim como muitas outras séries de TV não assisti James West quando era sucesso. Mas lembro bem do parceiro de Robert Conrad, um ator chamado Ross Martin que eu havia visto no cinema num sensacional suspense Escravas do Medo, de Blake Edwards. Nesse filme ele faz um terrível vilão ao compasso da música de Henry Mancini.
      Parece que o filme com Will Smith foi bem fraquinho... Nunca me dispus a assisti-lo.
      Essa turma que você citou era muito famosa e é interessante lembrar quem eram os dubladores pois o bordão deles andava na boca de todo mundo.
      Darci

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    3. Não vi este filme com Ross Martin, só recordo dele no faroeste Gerônimo, com Chuck Connors e Adam West. Comentaste no blog e salvaste o Batman do resultado decepcionante desse western.
      Vi o longa James West no cinema, decepciona até ao usar o ótimo tema musical da série em apenas uma breve cena.
      Quanto aos dubladores, Darci, não conferi a TV Séries, mas segundo o site Retrô TV:
      Pepe Legal: Lima Duarte (1ª voz), Amaury Costa (2ª voz).
      Babalu: Roberto Barreiros.
      Coelho Ricochete: Olney Cazarré.
      Blau-Blau: Ari de Toledo (1ª voz), Older Cazarré (2ª voz).

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  4. Puxa vida, Darci! Verdadeiramente esta postagem é um transcrito muito perto da realidade de tudo o que existe de verdade ou não na vida deste insano "general".

    O que mais me impresionou em tudo o que acabo de ler, é a minunciosidade das passagens que aqui é contada. Como ele aos 23 anos já ser General, e seus comandados o apelidarem de "Boy General". O que, diga-se de passagem, não falam nada de anormal, já que seu comandante não passa mesmo de um rapaz.

    Uma grande matéria, um espetacular apontamento da vida deste homem, o que ele foi na realidade, e o anéxo à dissertação de pontos nunca antes eu ter ouvido falar sobre o homem Custer.

    Conforme falei no comentario do post anterior, Hollywood tinha o hábito de fantasiar para melhor a vida de muitos canalhas, foras da lei, de bandisos que se travestiram de autoridades para o bem de sua felicidade e prosperidade.

    Imagino um homem com 23 anos sendo um general e comandando homens e mais homens. Agora vamos dar um salto e imaginar Custer como Presidente dos Estados Unidos.

    Seria apenas o que faltava na vida errante e conturbada deste, que para muitos ainda segue sendo um grande heroi de sua patria, ser o numero um da Casa Branca.

    Olha, olha, olha: Deus escreve certo por linhas tortas.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  5. Peixoto,

    Olha, amigo: uma das coisas que menos falo nos meus comentários, são sobre as postagens do Darci.

    Porém, desta vez eu não me contive e taquei elogios a este trabalho bem feito, bem detalhado, um serviço extenuante de pesquisa, e que nos dá ciencia quase que exata, de quem foi Custer, de como transcorreu sua vida, dos cambalachos que se meteu, de sua ideologia, de suas metas e ambições.

    Um trabalho perfeito e uma verdadeira aula de historia do grande chefe paulista, o nosso Darcimania.

    Não recordo neste momento. Mas ele fez um outro post que eu o amei tanto que também o elogiei. E até disse que aquela materia era algo tão bem feita e importante, que aconselhava a ser guardado como algo de extremo valor e importancia.
    Mas não recordo que materia foi. Mas ele vai lembrar. Quer apostar?

    Agora tem uma coisa, caro Peixoto; tudo que o homem faz é sempre muito bem feito. Eu disse tudo. Disse e não exagero. Sabe porque? Porque ele faz tudo com um amor desesperado, um amor enorme. Ele faz este trabalho como se estivesse preparando um almoço para alguém muito importante que chegaria em seu lar para almoçar, e cuidando ainda para a refeição, além de sair saborosa, ter o sal no ponto exato.




    Parabeniso o Darci pelo seu denodo, pela sua mania de sempre querer nos mostrar o melhor, o mais detalhado possivel e o mais compreensivel que lhe possa estar ao alcance.
    E os resultados não poderiam ser diferentes.
    Mas parabenizo também a ti, que soube por os elogios corretos na materia correta.
    Abraço Peixoto
    jurandir_lima@bol.com.br

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  6. Bom Baihano Jurandir
    Não mereço, mas agradeço.
    Um blog que tem leitores como você e muitos outros que conhecem cinema tão profundamente e são também muito inteligentes, esse blog tem que se esmerar para corresponder. Procuro, de fato, agradar a seguidores deste nível e isso só é possível com matérias originais, interessantes e minimamente bem feitas graficamente falando. Além disso, temos em comum o amor ao faroeste e sabe como é, tudo que faz com amor é sempre mais bem feito. Obrigado pelas palavras elogiosas que dão mais entusiasmo para prosseguir neste trabalho.
    Um abraço - Darci

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  7. Pois é, Jurandir, o Darci corrigiu este Custer meio torto por linhas certas.

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  8. Ivan
    Se há algum mérito do Westerncinemania foi ter juntado informações e feito a matéria. O que não falta na net e em livros é informação sobre Custer. Talvez tantas quanto as estátuas que ele tem nos Estados Unidos. Veja você que só fui assistir ao episódio Massacre, do Túnel do Tempo, depois de ter escrito as Verdades e Mentiras sobre o Intrépido. E não é que está tudo lá, num programa de TV de menos de uma hora, produzido em 1966, antes de o Pequeno Grande Homem achincalhar de vez com a ilustre figura do Longhair. No episódio Massacre chega-se a perguntar: quem são os selvagens, os índios ou nós brancos? E o Túnel visitou também O Álamo que certamente vale à pena ver.
    Darci

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  9. Peixoto?

    Agora as palavras acima do Darci me meteram inveja. Ah! não, gaucho! Como pode isso? O Darci vê coisas assim, e eu fico chupando dedo e pegando pontinhas do que ele diz e que me enche a boca d'agua?!

    Escuta, oh! caro amigo: preciso ver também este episódio de O Tunel do Tempo e o do Alamo. Droga, amigo! São temas que amo, que tenho necessidade de saber cada vez mais! Gosto de tudo da Historia do Oeste Americano. Além do mais sou escritor. E somente escrevo livros de WERSTERNS. Quer mais?

    Então veja; estou solicitando ao amigo que mande para mim o mesmo que mandou para o Darci. Quem sabe não me abre uma idéia para um novo livro?

    Não se preocupe com despesas. Elas ficam por minha conta.
    Vou ousar mandar meu endereço;

    Jurandir Bernardes de Lima
    Rua Mario Alves de Souza Vieira, 08 - 3a. Etapa - Bairro de Castelo Brabnco - SSA/BA - CEP. 41321.545

    É muita ousadia minha, não gaucho? Estou, praticamente, lhe enfiando a faca no bucho para me enviar estes troféus.
    Mas é isso. Assim, qualquer filmes que também deseje e não o tenha, o enviarei para ti com o maior dos prazeres. E olhe que tenho cada filme aqui!!!
    Grande abraço
    jurandir_lima@bol.com.br

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  10. Guarda a faca, Jurandir, enviarei com o maior prazer os episódios.

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  11. Darci, ouvi muito falarem do lendário general custer e ficava imaginando como um homem daquela idade chegara a um posto tão alto na hierarquia militar, não fazia sentido, porém, com a matéria caprichada da sua autoria que, com certeza deve ter dado um trabalhão danado, tudo ficou esclarecido. Agora, rsrsrs, eu imagino militares mais antigos e preparados, porém, com patente inferior ao "general" custer, terem que engoli e obedecerem ordens de um jóvem travestido de general e muitas das vezes ordens praticamente suicidas. Custer, com certeza tinha muitos inimigos no seio da tropa. Um abraço.

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