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24 de janeiro de 2015

DOROTHY MALONE, INESQUECÍVEL ATRIZ DE MUITOS WESTERNS, CHEGA AOS 90 ANOS


Ainda que não tenha atingido o status de grande estrela de Hollywood, Dorothy Malone foi uma das mais queridas e admiradas artistas de cinema dos anos 50. Entre os muitos filmes em que atuou nas primeiras décadas de sua carreira, nada menos que 16 deles foram westerns, o que a torna uma atriz muito especial para os fãs do gênero. Em faroestes Dorothy Malone contracenou, entre outros, com Henry Fonda, Kirk Douglas, Randolph Scott, Joel McCrea, Anthony Quinn, Kirk Douglas, ou seja, alguns dos expoentes dos westerns. Dorothy tinha em comum com Barbara Stanwyck a simplicidade rara nas estrelas de cinema e o espírito cooperativo que tornava as filmagens mais fáceis, econômicas e alegres. Está certo que Barbara era muito mais talentosa que Dorothy, mas em compensação esta era muito mais bonita com seus maravilhosos olhos azuis e voz sensual, atributos que lhe possibilitaram uma invejável trajetória cinematográfica. Dorothy Malone completa em 30 de janeiro de 2015 seu 90.º aniversário de nascimento, razão mais que especial para que seja lembrada pelo incontável número de fãs que dela nunca se esqueceram.

A jovem Dorothy e Bogie
Em cena com Humphrey Bogart - Dorothy Eloise Maloney nasceu em Illinois, Chicago, mas aos dois anos de idade já estava em Dallas, no Texas, para onde sua família se mudou. Duas das irmãs mais velhas de Dorothy faleceram vítimas da poliomielite, enquanto ela vendia saúde e chamava a atenção pela beleza na High School (ensino secundário). A morena Dorothy era admirada não só por ser bonita e elegante, mas também por se destacar nos esportes, especialmente na natação e no hipismo. Na Southern University, em Dallas, Dorothy iniciou um curso para ser enfermeira, mas vencendo na cidade diversos concursos de beleza com suas invejáveis pernas, Dorothy foi aconselhada a passar para o curso de Arte Dramática, participando do grupo de teatro da Universidade. Durante uma das montagens estava na plateia um caçador de talentos da RKO que a levou a Hollywood para fazer testes. Aos 18 anos de idade Dorothy assinou contrato de dois anos com a RKO, abandonando os estudos e iniciando sua carreira de atriz. Nesse estúdio Dorothy Maloney fez uma série de pontas em inúmeros filmes, nenhum deles digno de registro, até porque Dorothy sequer era neles creditada. Findo o contrato a RKO não confiando no potencial da jovem a dispensou, indo Dorothy Maloney para a Warner Bros. No novo estúdio o sobrenome de Dorothy foi mudado para ‘Malone’ e ela foi melhor aproveitada aparecendo em “Canção Inesquecível”, a açucarada biografia de Cole Porter, com Cary Grant. Em seguida Dorothy teve uma pequena mas marcante participação no clássico noir “À Beira do Abismo”, contracenando com Humphrey Bogart. Morena e de óculos, Dorothy está quase irreconhecível nesse filme de Howard Hawks.

Acima e abaixo Dorothy Malone quando era apenas mais uma pretendente
ao estrelato em Hollywood. 


Dorothy Malone na capa de uma revista brasileira no ano de 1945.
(Cortesia do colecionador José Carlos Elorza)

Primeiros westerns - No filme noir “A Máscara da Traição”, Dorothy Malone foi o terceiro nome do elenco, atrás de Virginia Mayo e Zachary Scott. E veio a seguir “Dois Aventureiros do Texas”, comédia musical que, apesar do título, não era um faroeste, ainda. A estreia de Dorothy num western se deu em 1949 com “Mercadores de Intriga” (South of St. Louis), estrelado por Joel McCrea com Alexis Smith no principal papel feminino. Nesse mesmo ano Dorothy participou, também ao lado de Joel McCrea, do excelente “Golpe de Misericórdia” (Colorado Territory), de Raoul Walsh, em que Virginia Mayo é a estrela e Dorothy apenas, como sempre, coadjuvante. Quando tudo indicava que Dorothy teria melhores chances na Warner Bros., eis que Jack Warner não renovou o contrato da jovem e mais uma vez ela foi dispensada.

Douglas Kennedy. Dorothy e Joel McCrea em "Mercadores de Intriga";
Henry Hull, Joel McCrea e Dorothy em "Golpe de Misericórdia".

Dorothy com Randolph Scott em
"O Tesouro do Bandoleiro".
Com Martin & Lewis e Carmen Miranda - O agente de Dorothy conseguiu para ela trabalhos em diferentes estúdios, o primeiro deles na Columbia, em “O Sentenciado”, ao lado de Glenn Ford. Para o mesmo estúdio Dorothy contracenou com Randolph Scott em “O Tesouro do Bandoleiro” (The Nevadan), western de Gordon Douglas. Para quem já havia participado de produções classe A, atuar em “Ginete Audacioso” (Saddle Legion), western da RKO da série estrelada por Tim Holt, foi um ponto baixo na carreira e pouca esperança de melhores dias. Mas em “Guerrilheiros do Sertão” (The Bushwackers), Dorothy tem a companhia de John Ireland, Wayne Morris e Lawrence Tierney e o pôster desse western B destaca a figura de Dorothy ainda que pouco lembrando sua beleza. E então Dorothy passou para a Universal Pictures, iniciando em grande estilo seus trabalhos nesse estúdio em “Morrendo de Medo” com a dupla então de maior sucesso nos Estados Unidos, Martin & Lewis. Além de Dean e Jerry, atuou também nessa comédia a nossa Pequena Notável Carmen Miranda, esse que foi seu último filme.

Pôsteres de "Ginete Audacioso" e "Guerrilheiros do Sertão";
Dorothy com Dean Martin e Jerry Lewis em "Morrendo de Medo".

Dorothy Malone, Doris Day e Elisabeth
Fraser em "Corações Enamorados".
Alourando os cabelos - Dorothy fez dois faroestes seguidos em 1953, que foram “Sua Lei é Matar” (Jack Slade), com Mark Stevens e “Com a Lei e a Ordem” (Law and Order) com Ronald Reagan. Dorothy Malone dava-se bem com todos nos sets de filmagens, fossem eles atores ou técnicos, mas com Ronald Reagan ela se entendeu excepcionalmente bem, tornando-se grandes amigos. O futuro presidente doutrinou Dorothy que passou a ser, pelo resto da vida, uma fervorosa Republicana, sempre trabalhando pelas candidaturas de Ronald. Em 1954 Dorothy participou de seis filmes atuando em “Evadido”, com Barry Sullivan; “A Morte Espera no 322”, com Fred MacMurray e Kim Novak (em seu primeiro filme); “Alta Traição”, com John Ireland; “Dinheiro Maldito”, com Ida Lupino; o western “Até o Último Tiro” (The Lone Gun), com George Montgomery; e o filme que, de certa forma, mudaria sua carreira, “Corações Enamorados”, com Doris Day e Frank Sinatra. Para interpretar a irmã da loura Doris Day, Dorothy teve que pintar os cabelos de louro e ficou tão bem com o novo visual que o manteve para sempre.

Dorothy Malone em westerns com George Montgomery, com Mark Stevens
e com seu grande amigo Ronald Reagan.

Liberace e Tab Hunter em cenas de amor
com a irresistível Dorothy Malone.
Conquistando corações masculinos - Em 1955 Dorothy esteve mais uma vez ao lado de John Ireland em “The Fast and the Furious”, filme sobre corridas de automóveis. Em seguida Dorothy teve que enfrentar enormes desafios nos filmes “Qual Será o Nosso Amanhã” e “O Semeador de Felicidade”. No primeiro Dorothy tinha que ser convincente ao viver tórridas cenas de amor com Tab Hunter; no segundo cabia a Dorothy fazer o público acreditar que o pianista Liberace era apaixonado por ela. Muito mais fácil para a atriz foi atrair a atenção de Dean Martin, com Dorothy esbanjando sensualidade na comédia “Artistas e Modelos”, outra vez com a dupla Martin & Lewis. No elenco está também Shirley MacLaine que parecia um patinho feio perto da provocante Dorothy Malone.

Deitadas Dorothy Malone e Shirley MacLaine; Dean Martin massageando
Dorothy e os 'casais' Jerry-Shirley e Dino-Dorothy em "Artistas e Modelos".

Dorothy e Randy
Westerns, westerns, westerns - Provavelmente nenhuma atriz de renome participou de uma sequência de cinco westerns como ocorreu com Dorothy em 1955/56. Esta foi a quina de faroestes: “Cinco Revólveres Mercenários” (Five Guns West) com John Lund; “Nas Garras do Homem Alto” (Tall Man Riding), novamente com Randolph Scott; “A Mancha de Sangue” (At Gunpoint) com Fred MacMurray; “Marcados pela Violência” (Tension at Table Rock), com Richard Egan que neste filme contracena não só com Dorothy Malone mas também com a igualmente maravilhosa Angie Dickinson; e “Pilastras do Céu” (Pillars in the Sky), com Jeff Chandler. A dupla Malone-Chandler era uma aposta da Universal que reuniu o másculo galã de cabelos brancos e a sensual loura de olhos azuis. A parceria acabou não vingando pois este foi o único filme que Jeff e Dorothy fizeram juntos.

Dorothy e John Lund; Dorothy e Fred MacMurray.

Dorothy com Richard Egan; Dorothy com Jeff Chandler.

Dorothy e seu Oscar.
A dama do peignoir vermelho - A Universal deu então um ‘descanso’ a Dorothy escalando-a para ser dirigida pelo alemão Douglas Sirk que se revelava um dos principais diretores de melodramas em Hollywood. O filme era “Palavras ao Vento”, concebido para ser um veículo a mais para o estrelato de Rock Hudson. Porém os coadjuvantes Robert Stack e Dorothy Malone ofuscaram Rock Hudson, principalmente Dorothy que por seu desempenho como uma ninfomaníaca recebeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. É desse filme a sequência antológica em que Dorothy dança um mambo no andar superior da mansão em que mora, enquanto seu pai Robert Keith cai da grande escada e falece. Dorothy voluptuosa e irresistível num peignoir vermelho é uma imagem inesquecível que a severa censura norte-americana da época não deve ter apreciado nem um pouco.

Dorothy e a magnífica sequência da dança do mambo e com Rock Hudson
em "Palavras ao Vento".

Dorothy com James Cagney e com
o envelhecido Errol Flynn (abaixo).
Encontro com Jacques Bergerac - Nessa que foi a grande fase da carreira de Dorothy Malone ela foi a esposa de Lon Chaney (interpretado por James Cagney) em “O Homem das Mil Caras”. Robert Taylor, outro grande nome de Hollywood teve Dorothy nos braços em “Contrabando no Cairo”. A atriz reencontrou Fred MacMurray no western “A Última Etapa” (Quantez) e interpretou a alcoolatra atriz Diane Barrymore, filha de John Barrymore, vivido por Errol Flynn, em “O Gosto Amargo da Glória”. Dorothy era 16 anos mais nova que Errol Flynn, mas a decadência física do ator o mostrava como se pudesse, de fato, ser pai de Dorothy. Tentando repetir o êxito de “Palavras ao Vento”, a Universal reuniu Rock Hudson, Robert Stack e Dorothy Malone sob as ordens de Douglas Sirk em “Almas Maculadas”. No entanto o sucesso desta vez foi bem menor. Em sua vida pessoal, apesar de ser espantosamente bonita, Dorothy Malone continuava sozinha. Revistas estampavam fotos de Dorothy com seus namorados, entre eles John Ireland e Scott Brady, com quem teve prolongado affair. Nenhum deles, porém, se tornaria marido da atriz que era uma das mais cobiçadas solteiras de Hollywood, isto até que Jacques Bergerac se divorciou de Ginger Rogers. O ator francês conheceu Dorothy e achou que seria ela a manter sua vida de playboy explorando mais uma atriz famosa. Casaram-se em 1959 e Dorothy experimentou o gosto amargo do casamento.

Dorothy Malone namorando John Ireland e Scott Brady;
à direita com o primeiro marido Jacques Bergerac.

Dorothy com Frankie Avalon em
"Praia dos Amores". Houve quem

dissesse que faltava derrière a Dorothy.
Não é o que parece...
Dois westerns clássicos - Em 1959, na 20th Century-Fox, Dorothy participou de “Minha Vontade é Lei” (Warlock), um western famoso por tratar de assunto tabu não só no gênero mas no próprio cinema norte-americano, a homossexualidade. Os personagens de Henry Fonda e Anthony Quinn estavam mais preocupados um com o outro que com Dorothy que parecia mais bonita a cada filme. Em 1960 Dorothy teve a primeira filha com Jacques Bergerac e nesse mesmo ano voltou a se encontrar na tela com Robert Stack em “A Última Viagem”, filme catástrofe em alto mar. Com o casamento Dorothy passou a filmar menos e só retornou ao cinema em 1961 para mais um western que foi “O Último Pôr-do-Sol” (The Last Sunset). No elenco Kirk Douglas, Rock Hudson e Carol Linley, estrelinha em ascensão mas que vê Dorothy Malone se destacar neste faroeste que também toca em assunto delicado, desta vez o incesto. Em 1962 o casal Bergerac-Malone teve uma segunda filha, o que não aplacou as constantes brigas que repercutiam na imprensa. Atuando mais como convidada especial em séries de televisão, Dorothy se afastou um pouco do cinema, só voltando a filmar em 1963 em “A Praia dos Amores”, daquela série de filmes inconsequentes apelidada ‘Beach Movies’.

Dorothy Malone como aparece em "O Último Pôr-do-Sol"; no centro
com Rock Hudson. Carol Linley e Kirk Douglas; Dorothy e Douglas.

Dorothy, sensação na TV.
Sucesso na televisão - Em 1964 o casamento de Dorothy com Jacques Bergerac terminou, como não poderia deixar de ser, num rumoroso divórcio. Dorothy acusou o marido de ter se casado com ela unicamente para tirar proveito de sua fama e ainda gastar seu dinheiro. Drama na vida real e, por que não, na tela? Assim Dorothy foi convidada para compor o elenco de “A Caldeira do Diabo”, novela que tentaria reeditar o sucesso do best-seller de Grace Metalious e do filme com Lana Turner. E Dorothy interpretou justamente o personagem Constance Mackenzie, vivido no cinema por Lana Turner. Como não poderia deixar de ser a novela foi um enorme sucesso e num elenco que destacava Ryan O’Neal e Mia Farrow, Dorothy era um dos personagens preferidos do público. Aos 40 anos de idade os homens maduros dos Estados Unidos tinham encontro marcado toas as noites com Dorothy Malone, por quem estavam todos apaixonados. Chegando aos 40 anos, Dorothy parecia ficar mais bonita a cada temporada do novelão. Em 1969 Dorothy se casou novamente, matrimônio que durou apenas três meses e que acabou sendo anulado. Esse fato coincidiu com uma embolia pulmonar que teve complicações cardíacas e que levou Dorothy a passar algum tempo num hospital, quase lhe custando a vida. Com isso a atriz se afastou de “A Caldeira do Diabo”, sendo substituída por Lola Albright. Quando se restabeleceu e retornou às gravações Dorothy percebeu que haviam diminuído sensivelmente a importância da personagem Constance Mackenzie. Esse fato a levou a processar a 20th Century-Fox por quebra de contrato. O processo judicial terminou num acordo financeiramente bastante favorável à atriz.

Novela "A Caldeira do Diabo" (Peyton Place): Dorothy com Mia Farrow;Dorothy com Tim O'Connor, Ryan O'Neal, Barbara Parkins e Mia Farrow.

Ocaso da carreira - Sem convites para filmar nos Estados Unidos, Dorothy foi a Cinecittà, em Roma, em 1969 para estrelar o suspense “Crepúsculo dos Insaciáveis”, secundada no elenco pelas belas Luciana Paluzzi, Nicoletta Machiavelli e Romina Power. No elenco estava também seu velho conhecido John Ireland. Nos anos 70 o cinema havia mudado bastante e parecia não haver espaço mais em Hollywood para Dorothy Malone. A atriz tentou um novo matrimônio que também durou pouco, menos de dois anos (1971-1973), terminando mais uma vez em divórcio. Residindo na sua querida Dallas, Dorothy continuou atuando em episódios de séries de sucesso da TV como “Police Woman”, estrelada por Angie Dickinson e “São Francisco Urgente”, com Karl Malden e Michael Douglas. Em 1979 Dorothy Malone atuou em “Morte no Inverno”, suspense com Jeff Bridges encabeçando um elenco composto por veteranos como John Huston, Eli Wallach, Sterling Hayden, Toshiro Mifune, Ralph Meeker e até o cubano Tomas Milian de tantos westerns spaghetti. Nesse filme Dorothy interpreta a esposa de John Huston e mãe de Jeff Bridges.

Dorothy já idosa.
Eternamente simpática - A trajetória de Dorothy Malone como atriz parecia chegar ao fim e em 1987 ela foi à Espanha participar do terror “Descanze em Piezas”. Retirada do cinema, aos 67 anos, Dorothy foi então lembrada para um pequeno papel em “Instinto Selvagem”, com Michael Douglas e Sharon Stone, enorme sucesso de bilheteria de 1992. Muita gente foi ao cinema para ver Sharon Stone cruzar e descruzar as pernas, porém os mais antigos se deliciaram ao matar a saudade, mesmo que rapidamente, de Dorothy Malone, ainda bonita e sempre simpática. Avó seis vezes, Dorothy vive em Dallas há muitas décadas, onde ainda é por vezes reconhecida pelos fãs a quem atende carinhosamente. Nessas ocasiões Dorothy se mostra surpresa por lembrarem dela, o que certamente a deixa muito feliz, como relatou um fã em 2012. Infelizmente não há notícias mais recentes da atriz mas o desejo de quem a admirou nos filmes é que ela esteja com saúde e com o inconfundível e cativante sorriso nos lábios. E para matar a saudade de Dorothy há muitos filmes em que sua beleza estonteante e seu olhar provocante torna qualquer película obrigatória.

Dorothy com Rock Hudson em "Palavras ao Vento", que lhe rendeu o
prêmio Oscar, recebido juntamente com Anthony Quinn ("Sede de Viver"),
Yul Brynner ("O Rei e Eu") e Cary Grant recebendo a estatueta em lugar
 da vencedora Ingrid Bergman ("Anastácia. a Princesa Esquecida").

"O Último Pôr-do-Sol": Dorothy com Kirk Douglas e Carol Linley.

"Minha Vontade é Lei": Dorothy e Richard Widmark;
Dorothy com Anthony Quinn e Henry Fonda.



6 comentários:

  1. Olá, Darci!
    Estou em dívida com Dorothy. Vi apenas "A praia dos amores" que você qualificou como 'inconsequente', rsrs... Comprei este filme por ter nele a participação de meu guitarrista favorito Dick Dale, The King of the Surf Guitar.
    Mas pelo que li no seu ótimo texto, vejo que se trata de uma grande atriz. Ela ficaria certamente orgulhosa de ler esta matéria, especialmente pelo que escreveu no encerramento (e acho que isso ainda é possível já que ela está viva).
    "Golpe de Misericórdia" é um que quero ver há tempos, mas não foi lançado no Brasil em DVD. "Palavras ao Vento" merece uma atenção especial.
    Um abraço!

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    1. Ola´, Thomaz, Dorothy fez incontáveis filmes importantes que um cinéfilo do seu calibre precisa conhecer. Nada contra (e nem a favor) dos filmes de praia... Golpe de Misericórdi, O Último Pôr-do-Sol e Minha Vontade é Lei estão entre os melhores faroestes com Dorothy no elenco. - Abraço do Darci

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  2. Darci, essa é uma história bonita. Vê-se que ela aproveitou as oportunidades e bem, e, ainda hoje pode ser vista e lembrada. Amigo, gostei muito do trabalho, da busca sobre fatos e comentários da vida, dessa linda atriz, Dorothy Malone. Paulo, mineiro.

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    1. Olá, Paulo - A própria Dorothy declarou certa vez que sua vida pessoal era mais dramática que o novelão A Caldeira do Diabo. Vista assim no conjunto e após tanto tempo passado, fica mesmo a impressão que Dorothy teve uma vida feliz (e longa). - Abraço do Darci

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  3. Prezado Darci,

    Oportuna lembrança de uma atriz que estava praticamente esquecida, no seu último filme "Instinto Selvagem" ela aparece em "Long Shot" e o que vimos foi um a senhora gorda sem alguma fala. Ela merecia melhor oportunidade.

    Vi quase todos os seus filmes e todos os seus westerns. Sua presença na tela dava maior relevância ao personagem, mesmo em pequenos papeis e em filmes de baixo orçamento.
    Fazem dois dias que eu revi "O Homem das Mil Caras" (A Man of a Thousand Faces) e lembrei-me, como uma atriz bonita e eficiente não decolou mesmo depois de ter ganhado um OSCAR em 1956, ficando relegada praticamente em series e filmes para TV. Enquanto atrizes de qualidades artísticas bem inferiores atingiram o estrelato.

    Mario Peixoto Alves

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    1. Olá, Mario
      Nem sempre o Oscar ajuda na carreira de um artista. Depois do prêmio esperava-se que ela atingisse o patamar das grandes estrelas e, pelo contrário, as oportunidades começaram a escassear. Ainda assim ele grangeou a simpatia de um sem número de fãs, como é o seu caso e o meu também. - Darci

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