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20 de julho de 2013

SANGUE DE HERÓIS (FORT APACHE) – JOHN FORD INICIA A TRILOGIA DA CAVALARIA


John Ford em ação documentando
a 2.ª Guerra Mundial.
Se “Sangue de Heróis” (Fort Apache) fosse dirigido por qualquer outro diretor seria certamente reverenciado como obra-prima. No entanto, diante da incomparável filmografia de John Ford ao longo dos anos, esse faroeste, o primeiro da Trilogia da Cavalaria que Ford dirigiu entre 1948-1950, não obteve a aclamação merecida. A admiração de John Ford pela vida militar sempre existiu, mas após sua efetiva participação na 2.ª Guerra Mundial a admiração se transformou em claro fascínio. Ford foi convocado para o conflito mundial para atuar como membro do OSS (Office of Strategic Services), espécie de Serviço de Inteligência norte-americano, que o destacou para o Field Photographic, órgão responsável por cobrir missões marítimas durante a guerra. John Ford desempenhou com tamanho brilho sua função que, finda a guerra, recebeu a patente de Almirante. Seus registros durante as batalhas navais resultaram em documentários de excepcional qualidade, dois deles premiados com Oscar de Melhor Documentário.  Claro que os próximos filmes de Ford iriam refletir essa fase de sua vida e seu primeiro trabalho após o retorno foi o excelente filme sobre a guerra “Fomos os Sacrificados”, produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer. Ford, porém, sonhava mostrar a vida militar sob o enfoque do Velho Oeste, seu gênero preferido e para isso fundou sua própria produtora, a Argosy Productions, em sociedade com Merian C. Cooper e com apoio financeiro de William Vanderbilt, herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo. Quase dez aos depois, outro herdeiro dessa família (Cornelius Vanderbilt Whitney) iria produzir um faroeste intitulado “Rastros de Ódio”.

A pequena história de James Warner
Bellah lançada em pocket-book.
“Massacre” ganha novo título - Entre as histórias que John Ford leu visando os próximos filmes, uma chamou sua atenção. Escrita por James Warner Bellah e publicada na edição de 22/2/1947 do Saturday Evening Post, essa história foi intitulada “Massacre” e narrava a ação de um Coronel da Cavalaria que comandava um forte mais afastado ainda que o Forte Grant, no Arizona. John Ford viu no texto de Bellah aquilo que mais o interessava, a possibilidade de mostrar como era a vida dos soldados num aquartelamento. A história de James Warner Bellah precisava de alguns ajustes e para transformá-la em roteiro passou primeiro pelo escritor Laurence Stallings, cujas modificações não agradaram John Ford. Foi então chamado Frank S. Nugent. Ex-crítico do The New York Times, Nugent havia sido contratado como roteirista pela 20th Century-Fox. Conta-se que, cansado de tantas críticas negativas de Nugent aos filmes que produzia na Fox, Darryl F. Zanuck chamou o crítico para trabalhar para ele pagando-lhe cinco vezes mais do que ganhava no The New York Times. Nugent adicionou à história de Bellah o relacionamento amoroso entre um tenente recém-saído de West Point e a filha do comandante do forte, além de outras situações. A principal alteração feita por Nugent é a morte do Coronel Thursday que se dá em combate e não através de um suicídio, como constava no texto original “Massacre”. E Nugent alterou também o título que passou para o mais cinematográfico “Forte Apache”.



Shirley Temple e Victor McLaglen em
"Queridinha do Vovô".
Formação do elenco - O último western de John Ford havia sido “Paixão dos Fortes”, rodado em 1946 e que havia rendido 4,5 milhões de dólares nas bilheterias, o que entusiasmou a RKO a colocar dinheiro na produção de “Forte Apache”. Esse novo filme teve orçamento de 2,5 milhões de dólares e foi projetado para ser um sucesso maior ainda que “Paixão dos Fortes”. Para compor o elenco Darryl F. Zanuck cedeu por empréstimo à Argosy-RKO Henry Fonda e Shirley Temple, contratados da 20th Century-Fox. Após algumas interpretações soberbas, algumas delas dirigido pelo próprio John Ford, o diretor não cogitava nenhum outro ator a não ser Henry Fonda para interpretar o neurótico Coronel Owen Thursday. Shirley Temple, então com 19 anos, vivia a difícil transição de passar de estrela infantil para atriz adulta e havia se casado, aos 17 anos, com John Agar. O marido de Shirley, herói da United States Air Force na guerra, faria sua estréia no cinema justamente em “Forte Apache”. Todos apostavam que a presença do casal no elenco seria enorme atração para o público. John Wayne ainda não era o campeão de bilheterias que iria se transformar ao longo dos próximos 25 anos, mas era também garantia de público certo. Além destes nomes o filme teria a presença de inúmeros atores acostumados a trabalhar com John Ford, como Ward Bond, George O’Brien, Victor McLaglen, Ana Lee e muitos outros do grupo já conhecido como Ford Stock Company. John Ford havia dirigido Shirley Temple em “Queridinha do Vovô”, em 1937, quando a menina era a campeã de bilheteria nos Estados Unidos (1.º lugar em 1935/36/37/38). Para atuar em “Forte Apache” Shirley Temple recebeu o mesmo salário pago a Henry Fonda e a John Wayne, ou seja, cem mil dólares. Victor McLaglen recebeu 35 mil dólares, Ward Bond 25 mil, George O’Brien 15 mil, Guy Kibbee 12 mil, Grant Withers 7,5 mil, Ana Lee sete mil e John Agar cinco mil dólares.

Wayne, Fonda, Agar e Shirley.
Filmando no inferno - Programado para ser rodado em locações em Monument Valley (Utah) e em Corriganville (Califórnia), Ford levou, em julho de 1947, sua equipe para o local que amava, desde que lá rodara “No Tempo das Diligências”. Era praticamente nenhuma a infraestrutura para se filmar naquele local isolado e onde só havia uma espécie de hotel, o precário Goulding’s Lodge. Situado próximo das impressionantes esculturas naturais, o Goulding’s Lodge não possuía alojamentos suficientes para a enorme equipe que teve que improvisar dormindo em tendas armadas próximas àquela estalagem. A temperatura mínima à noite no Monument Valley era de 32º, atingindo até 46º durante o dia e as constantes tempestades de areia interrompiam a produção, ameaçando estourar o orçamento. Isso enervava sobremaneira John Ford que descarregava sua ira em quem pudesse, especialmente em John Agar, a quem chamava de ‘Mr. Temple’. Cansado do tratamento pejorativo Agar ameaçou abandonar as filmagens, sendo orientado por John Wayne a mudar de idéia. Wayne lembrou que passara pelo mesmo nas mãos de John Ford e John Agar acabou aceitando o conselho do amigo Duke. Uma centena de cavalos foi levada ao Monument Valley e quase toda a tribo de Navajos da região foi contratada para fazer figuração. “Forte Apache” foi concluído dentro do prazo, como era costume de John Ford que não admitia gastos além do orçamento o que fazia dele um diretor muito estimado pelos produtores. Lançado em 1948 “Forte Apache” alcançou excelentes bilheterias, rendendo 4,5 milhões de dólares, o que possibilitou a John Ford prosseguir filmando westerns e mais que isso, westerns sobre a vida dentro de um forte.

Elenco masculino de "Sangue de Heróis" à frente do alojamento em Monument
Valley: em pé vemos Dick Foran, Victor McLaglen, John Wayne, Miguel Inclán,
Henry Fonda e Pedro Armendariz; agachados: Jack Pennick, John Agar,
John Ford e Grant Withers. Faltou George O'Brien.
Almoço durante as filmagens em Monument Valley, vendo-se John Agar de
perfil, John Wayne, Pedro Armendáriz (fumando), John Ford, Miguel Inclán
e ao fundo Grant Withers (com barba); de costas Victor McLaglen.

Conferência entre o Coronel Thursday com
Cochise e entre os dois o intérprete Sargento
Beaufort (Henry Fonda, Pedro Armendáriz
e Miguel Inclán).
Ataque irracional - Durante a Guerra Civil Owen Thursday (Henry Fonda) tornara-se general, tendo ao final da guerra sido rebaixado à patente de coronel e enviado para comandar o distante Forte Apache. Humilhado, o Coronel Thursday sabia que a única forma de mostrar seu valor e ser reconhecido pelo Governo de Washington era dizimar tribos que relutavam em se manter nas reservas, desrespeitando tratados assinados. O apache Cochise (Miguel Inclán) era um dos chefes que incomodavam os militares, isto porque não aceitava o tratamento que era imposto aos índios por alguns homens brancos. Antes da chegada do Coronel Thursday, quem comandava o Forte Apache era o Capitão Kirby York (John Wayne), que mantinha boas relações com os apaches. Ao anunciar sua intenção de atacar os apaches, York tenta demover Thursday, acertando um encontro entre o Coronel e Cochise. Nesse encontro fica claro a intransigência de Thursday quanto às negociações e, mesmo sem conhecer o território ou os adversários, decide pelo ataque. Os apaches em número três vezes maior que as tropas de Thursday aniquilam com facilidade as tropas do Exército e seu comandante.

Acima Shirley Temple, Irene Rich e Anna Lee;
no centro Victor Mclaglen, Jack Pennick e
Dick Foran; abaixo prisioneiros são levados
à cadeia por beberagem.
O dia-a-dia em um forte - “Sangue de Heróis” é um filme com pouca ação, quase toda ela concentrada no ataque final e em sua primeira hora ocorre apenas uma escaramuça entre soldados e apaches. Ação era o que menos interessava a John Ford neste filme que mais se aproxima de um documentário sobre a rotina de um forte. Episódios mostram como se aprende a montar, mostram danças, serenatas, visitas, jantares, beberagem e punições, num retrato perfeito e saboroso da vida na caserna. Muito ajudou na construção desses episódios o riquíssimo roteiro de Frank S. Nugent complementado pelas interpretações do incrível grupo de atores reunidos por Ford. Através dos dois personagens principais – Thursday e York – Ford traça um perfeito paralelo demonstrando que Thursday é individualista e com modos afetados de um europeu; por outro lado o Capitão York é sua antítese prezando a vida em comunidade, colocando o dever acima de tudo e seu conhecimento vem da vida díficil na fronteira e da lida inclusive com os índios. York é o ideal, a virtude, a honra, enquanto o Coronel Thursday é mostrado como frustrado, ambicioso e disposto a atingir a glória a qualquer preço. Em seu desejo desmedido, Thursday confunde os índios com a própria terra que deve ser conquistada a qualquer preço. Thursday é, indisfarçadamente, o Coronel (General) George Armstrong Custer, até mesmo na irresponsável decisão que levou seus comandados e ele próprio à morte.

Pedro Armendáriz, Wayne e Miguel Inclán.
O índio civilizado e o militar selvagem - Geralmente credita-se a “O Caminho do Diabo” (de Anthony Mann) e a “Flechas de Fogo” (de Delmer Daves), ambos e 1950, a primazia de ter pela primeira vez num faroeste ter mostrado o índio com dignidade. “Sangue de Heróis”, filmado dois anos antes apresenta os Apaches (poderiam ser Cheyennes, Sioux, Comanches ou qualquer outra nação) não só como homens honrados mas também como guerreiros vitoriosos. Nas negociações entre o Coronel Thursday e Cochise, o militar ouve o chefe apache falando a respeito de Silas Meachan (Grant Withers), agente designado por Washington para tratar com os índios: “Esse homem é pior que a guerra. Ele não apenas mata os homens, mas também as mulheres, as crianças e os velhos. Nós pedimos proteção ao Grande Pai Branco e ele nos manda a morte lenta através desse homem. Mande-o embora para que possamos falar de paz”. Withers fornece armamento e munição aos índios. Mas fornece muita bebida com a qual destrói lentamente o moral dos índios. O contato entre Thursday e Cochise deixa claro quem é o civilizado e quem é o selvagem entre os dois. John Ford apenas não foi mais longe porque “Sangue de Heróis” deixou de mencionar a verdadeira causa da confinação dos índios às reservas, causa que era se apropriar daquelas terras ricas em ouro e prata, atribuindo todos os males ao agente Meacham e ao Coronel Thursday.

A lenda do Coronel Thursday - “Sangue de Heróis” fez pela primeira vez menção à maior importância da lenda diante do fato, em discutida sequência que encerra o filme. Muitos analistas criticaram John Ford por esse final entendendo que, através do discurso do Capitão Kirby York (John Wayne), é preservada a imagem do Coronel Owen Thursday, mitificando sua figura de herói. Kirby diz que Thursday fez tudo correta e honrosamente, merecendo ser lembrado com glória e orgulho. O que a genialidade de Ford fez foi denunciar com “Sangue de Heróis” tragédias que personalidades doentias como a de Thursday são capazes de promover. Sempre presumivelmente em nome dos interesses norte-americanos, essas ações nada mais são que a pratica do ambicioso expansionismo que resultou no maior genocídio da História. Ford não tenta atenuar a culpa do Coronel Thursday com a mitificação de seu nome, mas sim, com finíssima ironia, desnudar o sistema criador de lendas para que os verdadeiros fatos não se tornem públicos. Ford faria o mesmo, porém de forma mais direta em “O Homem que Matou o Facínora”, consagrando a máxima da prevalência da lenda sobre o fato.

Fonda primoroso, Wayne brilhante - Em “Sangue de Heróis” John Wayne desempenha um personagem importantíssimo, ainda que não tenha uma única cena de heroísmo e sequer participe da batalha final. Mas é o Capitão York quem desafia a todo momento a arrogância e fanatismo do Coronel Thursday, a ponto de ser afastado da batalha e taxado como covarde. E nesse papel quase secundário John Wayne tem uma brilhante atuação, antecipando as grandes performances que se seguiriam em “Rio Vermelho”, “Legião Invencível”, “Iwo-Jima, o Portal da Glória” e mais que todas, em “Rastros de Ódio”. Mas “Sangue de Heróis” é, do princípio ao fim, um filme de Henry Fonda, inesquecível como o prepotente Coronel Thursday. Desumano na frieza com que humilha a todos, Fonda mantém uma quase cruel elegância em cada gesto, mesmo quando prestes a morrer cercado pelos índios. E quanto garbo e delicadeza Fonda demonstra na sequência da dança “Saint Patrick’s March”, emocionando com a contrariedade estampada em seu olhar ao ter que cumprir sua obrigação de comandante do Forte Apache. Que admirável ator!

Victor McLaglen, Jack Pennick e John Agar;
Shirley Temple, Ana Lee e Irene Rich.
Elenco cativante - O que não falta em “Sangue de Heróis” são atuações maiúsculas, destacando-se a de Ward Bond especialmente na cena magnífica em que não aceita os modos de Thursday em sua própria casa, um dos sublimes momentos do filme. Bond interpreta o Sargento O’Rourke o pai do Tenente O’Rourke (John Agar), que namora Philadelphia (Shirley Temple), filha do Coronel Thursday que não admite  o anunciado noivado. A inglesa Anna Lee igualmente se destaca com sua característica elegância e suavidade, sendo dela a frase mais emblemática de “Sangue de Heróis”, quando olhando para o horizonte exclama que não vê soldados, apenas bandeiras após ver seu marido partir para a jornada sem retorno da batalha. Shirley Temple, graciosa como dez anos antes, desempenha muito bem a sonhadora jovem recém-chegada do Leste. Victor McLaglen faz o tipo que repetiria nos demais filmes da Trilogia da Cavalaria, porém desta vez bastante feliz com as frases que o roteiro dá a seu personagem, o Sargento Festus Mulcahy. “Sangue de Heróis” permite oportunidade de ótimo desempenho ao infeliz ator Grant Withers que cometeu suicídio em 1959. Oportunidade para se rever duas conhecidas estrelas do cinema mudo, Irene Rich e Mae Marsh, alem de Movita Castañeda, que viria a se casar com Marlon Brando. Pedro Armendáriz e Miguel Inclán, dois atores mexicanos que atuaram antes sob a direção de John Ford em “Domínio de Bárbaros” têm papéis importantes em “Sangue de Heróis”.

Dick Foran, durante uma seresta
interpretando "Sweet Genevieve".
Abertura de caminho para a Trilogia - A cinematografia de “Sangue de Heróis” ficou a cargo de Archie Stout que teve a ajuda de William H. Clothier, este que seria em breve tempo um mestre das filmagens em cores. E lamenta-se que este filme com tomadas belíssimas de Monument Valley tenha sido rodado em preto e branco. Richard Hageman compôs a trilha musical no estilo sinfônico em voga para filmes de ação nos anos 30 e 40, estilo que consagrou Max Steiner. Entre as músicas que fazem parte da trilha sonora de “Sangue de Heróis” estão “Sweet Genevieve”, cantada pelo mocinho de faroestes ‘B’ Dick Foran; “The Girl I Left Behind”, “Garry Owens” e “St. Patrick’s March”. Graças ao sucesso de “Sangue de Heróis” John Ford concretizou seu sonho de filmar “Legião Invencível” e “Rio Grande”, filmes que completariam a célebre Trilogia da Cavalaria. “Sangue de Heróis” é um dos pontos altos da filmografia western de John Ford e um filme no qual se sente integralmente a magia da direção do Mestre das Pradarias.

A famosa sequência que John Ford filmou em Monument Valley,
inspirando-se em tela do pintor Frederic Remington.

O corneteiro é o ator Frank McGrath.

Dança no Forte Apache.

As espetaculares cenas de ação foram dirigidas por Cliff Lyons, que
coreografou quedas com grandes stuntmen, entre outros Richard Fansworth,
Fred Graham, Ben Johnson, Gil Perkins e Henry Wills.

Foto para publicidade, vendo-se Jack Pennick, Pedro Armendáriz, Victor
Mclaglen, Dick Foran, Henry Fonda, John Wayne, George O'Brien,
John Agar e Grant Withers.

John Wayne e Henry Fonda com o casal Shirley Temple e John Agar.
Parece que John Wayne diz a Henry Fonda: "Você é o próprio Coronel Thursday."




Posters francês, espanhol, alemão e inglês de "Sangue de Heróis".

4 comentários:

  1. Creio que este foi o primeiro western clássico que assisti . Chegando de Adolfo onde só assistia aos "bezinhos" da vida, me deparei com este filme no Cine Átila em S.Caetano do Sul.Em p&b
    este "John Ford" tem cenas muito bonitas e a meu ver,tem um ótimo roteiro,com atuações memoráveis dos grandes astros.
    Daí aumentou minha admiração pelo gênero.Um abraço !!

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  2. Parece que John Ford "costurou" este filme com as mãos,hàbilmente desenhado e filmado com um cuidado e esmero de um artesão !!
    Não parece ? Abraços !!

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  3. Pois é, Lau Shane, houve um tempo em que se podia assistir filmes como esse, em reprise, nos cinemas. Emoção que poucos tiveram. É um dos grandes westerns de John Ford
    Darci

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  4. Ainda que sempre obedecendo as ordens do intransigente Coronel Thursday, o personagem quase secundário de John Wayne, Capitão York, tem vários momentos de destaque durante o filme, inclusive em sua única cena de heroísmo onde vai resgatar Thursday ferido pelos Apaches, mesmo depois de este tê-lo chamado de covarde. Um abraço!

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