UMA REVISTA ELETRÔNICA QUE FOCALIZA O GÊNERO WESTERN

30 de outubro de 2011

UMA BANCA DE REVISTAS EM OUTUBRO DE 1951

Alguns vão matar a saudade, outros irão conhecer algumas
das revistas de uma banca de revistas de exatos 60 anos atrás.
Antes de entrar no cinema era normal passar numa banca
e escolher uma revista ou um gibi para folhear enquanto
a sessão não tinha início...
Para os fãs de faroestes havia Aí, Mocinho! (com Dan Duryea na capa),
ou ainda as pequenas Super X (Monte Hale) que era quinzenal
e o inesquecível gibizinho semanal O Pequeno Sheriff, produzido
originalmente na Itália. Esse gibi de formato diminuto contava as
histórias de Kit Hodgkin, o jovem xerife da cidade de Prairie Town
que como nos seriados do cinema continuavam na próxima edição.
O Tarzan já era Lex Barker e Cinelândia era
uma das mais vendidas, passando a sofrer a concorrência de
Cinemin, cujo número 1 seria lançado em novembro trazendo
na capa Ricardo Montalbán e Jane Powell.

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O cinema era também focalizado em revistas como Álbum Gigante
(que estampava o Sansão Victor Mature na capa), Edição Maravilhosa
 e a romântica O Idílio (ambas falando do filme "O Castelo Invencível",
com Richard Greene e Barbara Hale). Rosalinda trazia na capa
Howard Keel e Esther Williams e havia gibis para todos os
gostos, entre eles Superman, O Herói (com Johnny Sheffield na
capa) e Mindinho. Álbum para colecionar cromos de automóveis
também estava nas bancas e outro gibizinho clássico importado
da Itália era Xuxá, criado a partir de "Sciuscia", de Vittorio De Sica.

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Num tempo em que pouquíssimas pessoas possuiam televisores,
o sucesso era mesmo o rádio e vendiam muito as semanais
Radiolândia e Revista do Rádio, além de A Modinha Popular.
As mulheres românticas se emocionavam com Grande Hotel e as
semanais O Cruzeiro e Manchete eram as revistas de variedades.
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Bem antes da Folha de S. Paulo o prédio da Rua Barão de Limeira, 425
produzia os jornais Folha da Manhã e Folha da Noite, concorrendo
com o poderoso O Estado de S. Paulo e também com
O Diário de S. Paulo, Diário Popular, Correio Paulistano e outros.

11 comentários:

  1. Nahud, eu não compraria tudo porque O Pequeno Sheriff e Xuxá estão bem guardados aqui em casa... Um abraço.

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  2. rsrs...Jamais iria me desfazer de tantas relíquias. Sei como é isto, também tenho as minhas. Parabéns Darcy. Boa semana pra todos.

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  3. Tex, nas bancas até hoje, com muita saúde em várias edições diferentes, começou a ser publicada no Brasil justamente no ano de 1951.

    Tex, aliás, é o único cowboy sobrevivente dessa época. Não só no Brasil como no mundo todo. Foi alvo inclusive de um belo livro do especialista em HQs Gonçalo Júnior (TEX, O MOCINHO DO BRASIL), que registra o fenômeno editorial em que se tornou o personagem por aqui.

    Xuxá e o Pequeno Xerife, também nascidos na Itália já tive oportunidade de ler. E gostei muito.

    Essas capas todas dá uma gostosa sensação nostalgia. Mesmo em quem, como eu, não viveu os anos 50. Imagino então como deve ser com quem comprou cada uma delas na banca.

    Edson Paiva

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  4. Olá, Édson. Faltou procurar pela capa do Tex. Por sinal esse gibi é um verdadeiro fenômeno dos quadrinhos, não só pela longevidade do herói Tex Willer mas e principalmente por se tratar de gibi de faroeste. Eles dominavam o cenário (assim como no cinema) nos anos 50. Pouco a pouco foram desaparecendo e o Tex segue em frente. Acabei de ganhar de presente o Especial de Férias com a história A Patrulha Perdida que quero ler para ver se não é a mesma história do filme de John Ford, depois Sahara com Humphrey Bogart, depois O Sabre e a Flecha e que foi também copiada pelo Pequeno Sheriff. Por sinal há uma postagem sobre esse filme.
    Um abraço do Darci

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  5. Há sessenta anos atras eu tinha apenas sete anos. Mas ainda alcancei, não comprando, mas sim pegando fila de colegas que as adquiriam, as seguintes revistas; Cinemin, Cinelandia, Revista do Rádio, Radiolandia, O Cruzeiro, Manchete e A Modinha Popular.
    Eu era muito garoto e não tinha dinheiro para comprar nada. Mas li muitas delas.
    Alguns anos mais tarde foi que comecei a comprar o jornal A Tarde todos os sabados, pois nele saia a programação dos filmes que entrariam na segunda e alguns Gibis como; Hopalong Cassid, Roy Rogers, dentre outros, e uma revista a cores que se chamava Aventura, com historias completas de faroeste.
    Que tempos belos, inocentes e dotados de uma saudosa nostalgia. Nossos tempos eram outros.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  6. É uma delícia rever as capas dos gibis e revistas daqueles anos em que a TV ainda não havia chegado. Os livros sobre HQ nunca mencionam "O PEQUENO SHERIFF" nem "XUXÁ". Mas eram ótimas, com desenhistas que conheciam de "movimento" e histórias com mais sensibilidade em relação à maioria das HQ que líamos. Tenho alguns exemplares que aparecem na relação. Em 1985, descobri uma coleção de "XUXÁ" e "O PEQUENO SHERIFF" no acervo de Glauber Rocha, e dona Lúcia, mãe do cineasta, me afirmou que ele adorava aquelas revistinhas.

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  7. Pois é, Mirão. Entre as muitas leituras de Glauber estavam os gibizinhos que tanto nos emocionaram. Acho que você, assim como eu, só conseguia comprar O Pequeno Sheriff e Xuxá porque eram mais baratos rsrsrs. Tenho meus Xuxás e ad suas séries completas de O PequenoSheriff, graças ao Dionísio NOmellini.
    Um abraço - Darci

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  8. Gente pelo o amor Deus coloca os gibis da xuxa pra gente baixar pra ler

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  9. Faço o mesmo pedido da Christiane: coloquem estes Xuxás para download! Não sejam egoístas, espalhem a boa leitura para os mais velhinhos e para os mais novinhos apreciarem!

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