UMA REVISTA ELETRÔNICA QUE FOCALIZA O GÊNERO WESTERN

1 de fevereiro de 2012

“SETE HOMENS E UM DESTINO” (The Magnificent Seven) – A SOBREVIDA DE UM GÊNERO


Parece heresia afirmar que “Sete Homens e um Destino” (The Magnificent Seven) teve para o gênero western a mesma importância de “No tempo das Diligências” (Stagecoach), 1939. A obra-prima de John Ford trouxe ao faroeste um status que ele desconhecia e a partir daí o gênero deixou de ser subestimado, fazendo com que praticamente todo grande ator atuasse nesse segmento de filmes, agora dirigidos pelos mais renomados diretores de Hollywood. Quando pelo final da década de 50 o faroeste começou a dar sinais de cansaço, surgiu “Sete Homens e um Destino” para revitalizar o gênero, assim como havia feito “No Tempo das Diligências” 20 anos antes. A influência do filme de John Sturges se fez sentir nos faroestes norte-americanos e muito mais na prolífica produção que teve início na Itália e que ficou conhecida por western-spaghetti.


AMÉRICA-JAPÃO-AMÉRICA - Já nos créditos “Sete Homens e um Destino” informa ter sido baseado no épico japonês “Os Sete Samurais” de Akira Kurosawa. Porém voltando-se no tempo é importante lembrar que o próprio Kurosawa, por ser admirador dos westerns de John Ford, decidiu homenagear o Mestre das Pradarias transportando para o Japão uma espécie de faroeste. Ao invés de cowboys com seus revólveres, Kurosawa mostrou samurais com suas espadas para defender os fracos historicamente oprimidos pelos bandidos, transportando para o Oriente a mística e a moralidade do Velho Oeste. Portanto “Sete Homens e um Destino” apropriou-se, unicamente, da história que foi então adaptada para a fronteira do México com os Estados Unidos contando como um grupo de pistoleiros decide ajudar uma aldeia de camponeses que são constantemente vítimas da pilhagem de bandidos comandados por Calvera (Eli Wallach). Inicia-se na cidade mexicana de Los Toritos o agrupamento de um número mínimo de homens dispostos a arriscar suas vidas para defender o pobre povado de Ixcatlán. Cada um desses homens receberá míseros 20 dólares e serão liderados por Chris (Yul Brynner), pistoleiro de quem, assim como os demais, pouco se sabe de suas vidas pregressas. O bando de Calvera, composto por cerca de 40 homens, é surpreendido numa investida à aldeia e bate em retirada. Posteriormente os bandidos conseguem enganar Chris e seus homens, dominam Ixcatlán e expulsam os sete pistoleiros. Estes, inesperadamente, retornam e travam violenta batalha com o bando de Calvera que sucumbe na batalha, assim como parte dos sete homens.

VIÉS POLÍTICO - Filmado no México, a produção de “Sete Homens e um Destino” teve que se submeter à intransigência de um censor mexicano que alterou bastante o roteiro de Walter Newman inicialmente escrito pelo esquerdista colocado na lista negra Walter Bernstein. Mesmo com as alterações perpetradas a história mantém inequivocamente a alegoria de intervenção de forças externas, sob o pretexto de ajuda, a países pobres. Profeticamente o filme pode ser interpretado até mesmo como a participação norte-americana no Vietnã No caso de “Sete Homens e um Destino”, as forças salvadoras são compostas por pistoleiros mercenários, ignorando-se completamente a clássica premissa do homem bom e do homem mau, do mocinho e do bandido sempre presente nos faroestes. Hollywood fora capaz de santificar Jesse e Frank James e Billy the Kid. As discutivelmente edificantes figuras de Wyatt Earp, Doc Holliday e até George A. Custer igualmente sempre foram tratadas pelo cinema como valentes e honestos homens do Velho Oeste em luta contra os malfeitores ou índios selvagens. Vieram Ethan Edwards e os personagens de Anthony Mann transpondo com seus instintos pouco exemplares a tênue linha que divide o bem e o mal. Nenhum outro western porém colocou na tela um grupo de homens que conquistou a platéia tendo como filosofia de vida frases do mais puro cinismo como a de Chris: “Eu não estou nos negócios das bênçãos”, dita para os humildes camponeses que consideram a possível ajuda dos pistoleiros uma bênção divina. Para o fã de faroestes, no entanto, fica para trás o viés político e psicologismos que “Sete Homens e um Destino” possa conter, ambos perdendo importância diante do desenvolvimento da ação propiciada por tantos e tão decididos pistoleiros que passam para o lado dos oprimidos.


Os sete magníficos (acima);
"Os Profissionais" e "Meu Ódio Será
Sua Herança" (centro);
a morte de Calvera
A HERANÇA DOS SETE HOMENS - Poucos anos depois o western mostraria o mesmo tipo de comportamento com o grupo de especialistas de “Os Profissionais” (The Professionals), 1966, de Richard Brooks. E os novos homens do Oeste, sempre fugindo em direção à fronteira com o México teriam a sua mais perfeita tradução em “Meu Ódio Será Sua Herança” (The Wild Bunch), 1969, de Sam Peckinpah. Os personagens de Brooks e de Peckinpah não existiriam não fosse aqueles criados por John Sturges. Nenhum dos sete homens sabe expressar exatamente porque razão decidem morrer por uma causa que não é a deles. Calvero dá seu último suspiro balbuciando sua incredulidade “Por quê?!” e fica sem resposta pois apenas a consciência de cada ser humano é capaz de lhe dizer o que deve ou não fazer e até onde sacrificar seus interesses por aquilo que julga ser o verdadeiro valor humano. O antigo herói que o cinema mostrava intrepidamente corajoso, leal e romântico, a partir daí praticamente desapareceu dos faroestes. Ele passou a dar lugar a tipos como aqueles sete homens magníficos que fizeram escola com alunos do calibre dos personagens de Clint Eastwood, originais ou made-in-Italy.

Acima Yul Brynner e Steve McQueen;
abaixo Vladimir Sokoloff e Rosenda Monteros
YUL BRYNNER MARCA O PERSONAGEM - Bandidos sempre se vestiram de preto e Jack Palance eternizou essa imagem em “Os Brutos Também Amam”. O pistoleiro Chris veste-se de preto, é inteiramente calvo, transpira cinismo e superioridade por todos os poros na criação de Yul Brynner, ator de origem russa, talvez o menos indicado de todos para um faroeste. No entanto a presença do 'Chris' de Yul Brynner é um dos fatores principais, a marca determinante de “Sete Homens e um Destino”. Sua figura estranha ao Velho Oeste, mais lembrando um andróide (viria a ser um robô em “Westworld – Onde Ninguém tem Alma”), encaixou-se admiravelmente entre os sete verdadeiros cowboys, aqui incluído o alemão Horst Buchholz (Chico). Steve McQueen (Vin) é destacadamente o melhor personagem entre os outros seis pistoleiros, dando-se o desconto da menor presença em cena de James Coburn (Britt). Charles Bronson (Bernardo O’Reilly), que nunca se notabilizou por ser ator dramático, tem muito boa e simpática atuação. Horst Buccholz (Chico) esforça-se para convencer como o jovem pistoleiro mas acaba desperdiçando um dos melhores personagens deste western. Brad Dexter (Harry Luck) sai-se bem nas poucas oportunidades em que a câmera o focaliza. Bastante mal desenvolvido o personagem de Robert Vaughn (Lee) torna descabida a presença de um pistoleiro com tantos problemas psicológicos numa missão como aquela. Rosenda Monteros (Petra) dá saudade das atrizes mexicanas, suas contemporâneas, que demonstraram maior personalidade como Isela Vega, Elsa Cárdenas, Sonia Amelio e outras que atuaram em westerns norte-americanos. O russo Vladimir Sokoloff tem presença forte e engraçada (“Parei de me interessar por mulheres aos 83 anos...”).

ELI WALLACH, O SARCÁSTICO BANDOLERO - O grande personagem que emerge de “Sete Homens e um Destino” é o Calvera de Eli Wallach, esse extraordinário ator que merecidamente foi premiado com um Oscar Honorário em 2010, por sua brilhante carreira no cinema. Praticamente desconhecido à época do lançamento deste faroeste, Eli Wallach impõe sua presença como um bandolero com baleiros sobre o peito, dentes reluzentes e impiedoso sarcásmo em cada frase, exibicionista como um verdadeiro bandido mexicano. A soma da perfeita direção de Arte com a fotografia de Charles Lang Jr. são completadas pela fenomenal trilha sonora de Elmer Bernstein, uma das melhores não só dos westerns, mas do cinema, em todos os tempos. Nos filmes de John Sturges sobressaem sempre os personagens acuados ou oprimidos que se reinventam ao encontrar coragem para enfrentar as adversidades. Este é também o tema de “Sete Homens e um Destino”, com a diferença que Sturges realizou um western quase perfeito, um verdadeiro clássico do gênero.


13 comentários:

  1. Darci, de novo parabéns e obrigado por essa longa e bela matéria sobre "Os 7 Magníficos". Darei um jeito de imprimí-la para mostrar a um amigo que não usa internet e também é fã desse western.

    Se não me engano "Sete Homens e um Destino" foi um dos primeiros filmes a se valer desse truque de roteiro, hoje tão banalizado, onde, numa primeira parte da trama, alguém seleciona vários homens para executar determinada missão. O mesmo foi feito em outros westerns como "Os Profissionais", no cinema de guerra com destaque para "Os Doze Condenados" ou nos filmes policiais como "Os Intocáveis", entre tantos outros.
    Mas em nenhum desses citados, todos também memoráveis, o efeito foi tão forte como no filme do Sturges. Uma obra-prima do cinema que agrada não só aos fãs dos bang-bangs como a qualquer pessoa que saiba apreciar um belo filme.

    Edson Paiva

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Édson, realmente muitos filmes usaram o esquema de ser dividido estrategicamente em duas partes, sendo a parte final a da ação propriamente dita. Lembro "Nascido para Matar", de Stanley Kubrick, um de seus mais subestimados filmes, e que usou essa técnica brilhantemente. Um abraço.

      Excluir
    2. Darci, me referia mais ao fato de na primeira parte haver a seleção de uma equipe. Isso por si só já virava uma atração pois sabíamos que cada personagem seria um ator famoso, com características diferentes, formando uma espécie "tropa de elite" de mocinhos. Ainda que nem todos fossem tão bonzinhos. Sempre ficávamos na expectativa de qual seria a próxima escolha ou ator a entrar em cena.

      Edson Paiva

      P.S. "Nascido Para Matar" tem um início arrasador. Talvez por isso sua parte final acabe tornando o filme um pouco irregular pois após aquele início todo o resto parace um longo anticlímax. Ainda que continue muito bom.

      Edson Paiva

      Excluir
  2. Darci – O Richard Widmark sempre costumava dizer que de tanto desgastar o western nada mais sobrou. Isto o veterano ator (mocinho classe A de muitos Westerns de mesmo estilo) falou numa entrevista na Década de 1990, quando já nesse período as produções caíram no esquecimento, por conta de tantas, principalmente na TV, que ajudou praticamente a findar de vez.

    Sim, é verdade que temos o SILVERADO, de Kasdan, de 1985, e OS IMPERDOÁVEIS, de Clint Eastwood, de 1992, que alavancou uma introduzida volta ao gênero, com as duas versões que contavam a vida do “honrado” Wyatt Earp (sobre isto até já escrevi uma matéria no meu blog), estreladas pelo Kurt Russell e Kevin Costner, e com o western de Sharon Stone, QUATRO MULHERES E UM DESTINO. No entanto, o que quero dizer que foram resgates passageiros de um gênero que, seja por desconhecimento ou preconceito por parte do público atual, caiu no desuso.

    Mas falando de 7 HOMENS...

    Nota-se bem nitidamente a linguagem inovadora do gênero através deste clássico. Kurosawa tinha em John Ford como seu diretor favorito, mas os dois tinham estilos bem paralelos. Quando “alguém” teve a brilhante idéia de converter esta obra prima do mestre japonês num western, com as ações trasladadas para o Velho Oeste, digo que foi o máximo das concepções. Foi uma sobrevida que deu brecha, por exemplo, aos italianos produzirem seus westerns e inaugurar a chamada fase do “Western Spaghetti”. Se não fosse o sucesso dos italianos, os americanos também não inovariam, e foram obrigados a isso, como vemos mesmo como em OS PROFISSIONAIS, onde o ingrediente à la de Italiana tem e muito, a começar com a participação de Claudia Cardinale. Seja como for, este é um grande fator para a sobrevida do gênero que tanto admiramos.


    Quando ao viés político, o fator marco neste clássico é , sem dúvida, o fim da legenda romântica dos heróis do Far-West! Falei isto quando escrevei sobre Wyatt Earp em meu blog. O cinema vinha dando legenda romântica tanto para Earp, como para Jesse James, e pior, ao General Custer! Hoje, como sabemos, cada um deles estava mais para bandido do que para herói. Já nos anos 50, já havia uma preocupação por parte dos cineastas e alguns roteiristas de inovar e fazer convencer ao público “que não era bem assim”. Nicholas Ray, por exemplo, ficou revoltado quando teve seu western “Quem foi Jesse James” cortado. Logo, tudo levava a crer que a “lenda áurea” destes ícones estava não somente com seus dias contados como também qualquer personagem fictício, mesmo sendo um herói, não seria tratado como “super”, e seria tão humano com qualidades e defeitos, ou ainda, daria ao público o benefício da dúvida quanto ao personagem. Quem é Chris???


    YUL BYNNER sem dúvida é um dos meus astros preferidos. Ele é um verdadeiro enigma. Não se sabe sua história ou sua origem, no entanto o conhecemos um pouco quando, as vésperas de enfrentar o bando de Calvera (Eli Wallach) quando ele conversa com os outros seis a um tom de desabafo (aliás, todos estavam desabafando), e refletindo a vida de pistoleiro. “Sem Mulher, sem amigos...quantos amigos conquistamos? Nenhum”. Sabe-se que o vendo assim refletir, não é um homem desprovido de sentimento e inteligência, mas certamente foge à tudo que o western americano vinha confeccionando de um “mocinho” a la de um John Wayne, Gary Cooper, Randolph Scott, ou Audie Murphy. Nascia aí um novo tipo de “mocinho”, que podia agir de acordo com as circunstancias da vida e da sobrevivência, através do cinismo (bem típico dos mercenários daqueles tempos, ainda mais depois da Guerra Cívil Americana), fugindo completamente de rótulos de “bom e mal”, nascendo também, uma nova fase para o gênero.

    Abraços

    Paulo Néry

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Paulo, mesmo gostando muito de "Sete Homens e um Destino", um verdadeiro marco no gênero, é difícil engolir Yul Brynner como cowboy. Você está certo quando diz que uma aura de mistério envolve o ator vestido de negro (o pistoleiro Wilson de Shane também era misterioso). Mas afinal pouco se sabe dos demais seis homens. Sabemos concretamente da cupidez de Harry Luck e sabemos que Lee é um caso para divãs. Tão misteriosos quanto Chris são Britt, O'Reilly e Vin. Chico é um pouco cada um de nós quando jovens. O que torna o western de Sturges fascinante é justamente a despreocupação em explicar o mínimo possível e deixar a ação tornar-se uma festa para os fãs do gênero, especialmente para todos aqueles que um dia brincaram de mocinho e bandido...
      Um abraço.

      Excluir
  3. Darci, acabou? Espero que não! Parabéns pela saga e por este artigo que dialoga com outros clássicos que tanto admiro:
    Stagecoach e The Wild Bunch.

    Inteligente post que buscou a primazia do faroeste, afinal Ford influenciou 7 samurais que influenciaram 7 cowboys.

    Faço, Darci, uma pequena defesa do "Lee". Não era fácil encontrar sete homens para esta missão. Não seria o personagem de Vaughn o mais próximo da característica lembrada por ti nos filmes de Sturges, "se reinventam ao encontrar coragem"?

    Na França, os 7 homens ganharam o título de 7 mercenários.
    Quando Calvera faz a famosa pergunta, responde: não eram apenas mercenários, mas um deles explica para crianças quem são os verdadeiros heróis.

    Enfim, um faroeste superior, por tudo já tão bem lembrado pelo Darci e por um singelo primeiro passo de todo filme que se pretende clássico. Quando perguntado para que serve o teatro, Arthur Miller respondeu: "Para entreter o público."

    Nenhum ardoroso fã de Kurosawa bocejou durante o filme.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ivan, admiro sua paciência com a overdose dos sete homens... Pretendo (agora a cada mês ou bimestre), fazer uma resenha de postagem única das três sequências (sem esquecer de Los Tres Amigos) e quem sabe, até da série de TV. Por ora há muito que se falar neste blog pois as pradarias são muito extensas e os personagens do Velho Oeste precisam ser lembrados em algum cantinho da Internet (em Língua Portuguesa). Neste país sem memória eles nunca foram sequer lembrados. E você, fã de Repp, Hamilton e tantos outros, sabe bem de quem estou falando. Um abraço.

      Excluir
  4. Estou até com vontade de rever esse vibrante faroeste...

    O Falcão Maltês

    ResponderExcluir
  5. Extremamente divertido, com ótimas cenas de ação e um elenco cheio de estrelas.

    Um filme para ver e rever.

    Abraço

    ResponderExcluir
  6. Fica claro que McQueen (Vin) Wallach (Calvera) e Brynner (Chris) são os tres personagens de Sete Homens e um Destino que mais têm presença na fita.

    Porem, quanto ao caso do Buchholz (Chico), eu acho que seu papel e trabalho foram convincentes, tendo até, o mesmo, obtendo mais cenas que os tres primeiros.

    Tentando recordar;
    - a cena em que segue o cortejo funebre
    - a que se apresenta desejando ser um dos pistoleiros
    - seu regressso, cheio de cana, para se vingar de Chris pela vergonha que o fez passar em sua apresentação com a arma, onde é contido por Vin
    - o seguimento dos seis homens durante todo o trajeto até que o chamam para fazer parte do grupo
    E mais; seu discurso na cidade, a cena que vai com Britt atrás dos bandidos, sua infiltração entre os homens de alvera e muito mais, como a engraçada tourada, o descobrimento das mulheres que os mexicanos escondiam e por ai em diante.

    Enquanto isso Vin e Chris somente têm mais presença nos conflitos com Calvera, na preparação do grupo e na preparação da área para surpreender Calvera.

    Já o Wallach (Calvera), com seu olhar aceso e inquieto, seus movimentos fisicos ágeis e irregulares ao detectar alterações na cidade, seu palavreado, sempre agitados e entremeados de sutilezas e recheado de sarcasmo, explode em presença na fita.

    É, sem duvida, o personagem mais bem aparelhado do filme, com sua indumentária tipica de um bandido, seu chapelão que mais parece uma sombrinha de tão extravagante, e aqueles dentes de ouro,que brilham quando fala ou sorri com cinismo.
    Wallach dá um show de interpretação, seguido de Chico, Vin e Chris.

    Acho que o tipo que deram ao Dexter foi fraco, diminuto e pouquissimo explorado. No entanto, o papel, até dispensável ou modificável no filme, foi o de Vaughn (Lee). Ele pouco aparece, está mal vestido, desempenha seu ruim papel pior ainda. Acredito até que ele não tinha perfil para um faroeste como aquele, enquanto o Bronson e o Coburn não se saem mal nas suas aparições, afora os momentos de combate.

    Entretanto o conjunto de tudo, toda esta mistura de tipos, ritimo e sons, geraram um dos mais movimentados e deliciosos faroestes de todos os tempos.
    jurandir_lima@bol.com.br

    ResponderExcluir
  7. Ora quem diria que Slim Pickens seria lembrado, e no entanto
    ele está muito bem lembrad pelo editor de blog. Não me lembro dele como sidekick de Rex Allen, se formmas me recordo de sua atuação
    em vários westerns de qualidade. Slim marcou época no velho oeste do cinema, personagens como ele transforma o tema westerns um tesouro inesgotável. Sidnei Costarelli

    ResponderExcluir
  8. Porque eles eram todos canhotos, era para facilitar a filmagem? Qual o motivo?

    ResponderExcluir