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23 de maio de 2014

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE ROBERT J. WILKE, UM VILÃO BRUTAL


Poucos atores atuaram mais no cinema que Robert J. Wilke que participou de quase 200 filmes e mais 21 seriados. E quando a TV passou a roubar espectadores do cinema, Robert J. Wilke estava a postos, já em 1950, vindo a atuar em episódios de perto de uma centena de séries diferentes até o final de sua carreira em 1981. Mesmo assim Wilke disse a seu amigo Claude Akins, que, em 45 anos atuando ininterruptamente como ator, havia ganhado menos que em suas participações como jogador de golfe, hobby que acabou se tornando atividade semiprofissional. Robert J. Wilke se tornou bastante conhecido por aqueles cinéfilos que reconhecem os atores secundários importantes como era Wilke. Nascido em 18 de maio de 1914, completou, dia 18 último, 100 anos do nascimento de Bob Wilke, cuja carreira merece ser lembrada.

Bob Wilke nos tempos
da Republic Pictures.
Tempos da Republic Pictures - Robert Joseph Wilke nasceu em Cincinatti, no Estado de Ohio, filho de alemães que imigraram para os Estados Unidos. Um dos muitos trabalhos do jovem Robert foi como guarda-vidas em Miami, na Flórida, onde foi notado por seu físico e convidado a atuar no cinema. A estreia de Wilke ocorreu em 1936, aos 24 anos, em “A Cidade do Pecado”, com Clark Gable e Spencer Tracy. Depois disso foram 15 anos de trabalho árduo, ou como stuntman ou como ator, quase sempre como homem mau sendo invariavelmente surrado ou morrendo por um tiro certeiro do mocinho. Durante quase dez anos Robert trabalhou na Republic Pictures, nunca porém obtendo a oportunidade de ser um dos top vilões do estúdio que tinha Roy Barcroft e LeRoy Mason como expoentes máximos da maldade. No início de carreira Robert usava o nome artístico ‘Bob Wilke’. Mais tarde mudou para ‘Robert Wilke’ e chegou a ser creditado como ‘Bob Wilkie’, ‘Robert Wilkie’, ‘Robert Wilke’ e mesmo ‘Robert J. Wilke’. Na Republic Pictures Bob Wilke enfrentou alternadamente os mocinhos Allan ‘Rocky’ Lane, ‘Wild’ Bill Elliott, Sunset Carson e Roy Rogers. Só no ano de 1944 Bob Wilke atuou em 19 filmes na Republic e em quatro seriados desse estúdio que foram os seguintes: “Capitão América”, “A Mulher Tigre”, “O Chicote do Zorro” e “O Porto Fantasma”.

Exército norte-americano só no
cinema para Bob Wilke.
Uncle Sam doesn’t want you - Embora norte-americano de nascimento e possuidor de físico invejável (1,88 de altura), a origem germânica de Robert Wilke fez com que a U.S. Army sequer cogitasse convocá-lo para lutar contra as forças do Eixo. Wilke continuou filmando sem parar e a partir de 1946 passou a ser visto também nos westerns B de Charles Starrett, na série “Durango Kid” e em muitos faroestes da série final estrelada por Allan Lane, então como ‘Rocky Lane’. Atores louros eram muito cotados, por razões óbvias, para interpretar bandidos nos anos seguintes ao final da II Guerra Mundial e Robert Wilke participou de inúmeros policiais, ainda que no policial-noir “Selos da Morte” Wilke aparecesse como agente da lei. Com 15 anos de experiência como ator, Robert Wilke aguardava por uma grande oportunidade e o que não faltou foram filmes de qualidade mas com Bob Wilke sempre em papéis insignificantes. Foi assim em “Astúcia de uma Apaixonada” (River Lady), com Yvonne De Carlo; “Duelo Sangrento” (The Kid from Texas), com Audie Murphy como Billy the Kid; “O Gavião do Deserto”, com Yvonne De Carlo; “Ousadia/O Vale da Vingança” (Vengeance Valley), com Burt Lancaster; “O Melhor dos Homens Maus” (Best of the Badmen), com Robert Ryan; “Dupla Redenção” (Carbine Williams), com James Stewart; “Rebelião de Bravos” (Indian Uprising), com George Montgomery.

Destacado ‘golf player’ - Robert Wilke parecia predestinado a não ter destaque em filme algum, isto apesar de jamais lhe faltar trabalho, fazendo pequenas participações indistintamente em westerns com Charles Starrett, Bill Elliott e Gene Autry, passando também pela RKO, onde o principal mocinho era Tim Holt que enfrentou diversas vezes o badman Bob Wilke. O próprio Wilke contou que a vida de ator de faroestes não era nada fácil pois ele se apresentava no estúdio às 5:30 da manhã para ser levado para as locações onde seriam filmadas as externas. As refeições que o estúdio fornecia eram muito ruins, mas era comer ou passar fome e depois de 14 horas ou mais de trabalho Bob retornava extenuado pois quase sempre tinha que apanhar dos mocinhos. Não se sabe ao certo quando foi que Robert Wilke começou a jogar golfe, esporte notoriamente praticado por pessoas abastadas e que começou a render alguns dólares a mais para o ator que levava jeito no golfe. Como ‘artista de cinema’ Bob era ainda praticamente um desconhecido cujo nome sequer aparecia nos créditos dos filmes em que participava. Mas isso mudaria com dois filmes importantíssimos nos quais Robert Wilke começaria a ser notado.

O grande público passava a conhecer
Robert Wilke ("High Noon"
e "From Here to Eternity").
Escalado para matar Will Kane - Em 1952 o diretor Fred Zinnemann escolheu Robert Wilke para ser um dos quatro bandidos que deveriam matar Will Kane (Gary Cooper) em “Matar ou Morrer” (High Noon). Dos quatro assassinos do filme dois se destacaram mais que os outros: Lee Van Cleef e Robert Wilke. A maré boa para Wilke prosseguiu com o mesmo Zinnemann o chamando novamente, desta vez em 1953, para um filme que metade de Hollywood disputava um lugar no elenco, o hoje clássico “A Um Passo da Eternidade”. Não chegava a ser um grande papel o do Sargento Henderson que coube a Wilke, mas esse drama de guerra que teve como pano de fundo o bombardeio de Pearl Harbour foi um colossal sucesso de bilheteria e isso interessava muito ao ator para ficar ainda mais conhecido. Também em 1953 Bob Wilke atuou em “O Último Guerreiro” (Arrowhead), com Charlton Heston e Jack Palance e em “A Trilha da Amargura” (War Paint), com Robert Stack. Já com o nome aparecendo nos créditos destes últimos filmes, Wilke atuava muito também na televisão, como na série “The Roy Rogers Show”, em que foi visto em quatro episódios.

Cenas de "A Um Passo da Eternidade" vendo-se Franka Sinatra, Claude
Akins e Montgomery Clift com Robert Wilke; Sinatra e Clift sofreram
muito nesse filme nas mãos do cruel sargento interpretado por Wilke.

Bandidos à espera de Will Kane (Gary Cooper) em "Matar ou Morrer":
Lee Van Cleef, Bob Wilke e Sheb Wooley.

Cena de "Região do Ódio" vendo-se
Ruth Roman, John McIntire, Wilke
e Jack Elam; abaixo Wilke em
"20 Mil Léguas Submarinas".
Desconhecido como Clint Eastwood - Em 1954 Bob Wilke atuou em quatro filmes: “Até o Último Tiro” (The Lone Gun), com George Montgomery e Dorothy Malone; “Região do Ódio” (The Far Country), com James Stewart; “20 Mil Léguas Submarinas”, grande produção da Disney e com o nome de Robert Wilke vindo em quinto lugar nos créditos, atrás apenas de Kirk Douglas, James Mason, Paul Lukas e Peter Lorre. Como imediato do Capitão Nemo (James Mason), Bob Wilke desfere um violento tapa em Kirk Douglas e os dois se engalfinham numa luta brutal no Nautilus que começa a afundar. Em seguida Douglas reage e derruba o corpulento Wilke.  O quarto filme em que Wilke atuou em 1954 foi o célebre “Pistoleiro por Equívoco” (Two Guns and a Badge), com Wayne Morris, considerado o último faroeste B produzido em série. Wilke interpreta um vilão apropriadamente chamado ‘Outlaw Moore’. Em 1955 não ocorreu a ascensão que Wilke esperava em sua carreira e, apesar de ter atuado em muitos filmes, nenhum deles foi de fato superior, exceção feita a “Tarântula”, clássico de sci-fi em que nem Wilke e nem Clint Eastwood tiveram seus nomes nos créditos. Os demais filmes foram “Fuga Heroica”, com Dana Andrews e “O Filho de Sinbad”, com Dale Robertson. Além destes Wilke atuou nos westerns “O Vício Singra o Mississipi” (The Rawhide Years), com Tony Curtis; “Uma Estranha em Meu Destino” (Strange Lady in Town), com Dana Andrews; “Escreveu Seu Nome a Bala” (Shotgun), com Sterling Hayden e “Choque de Ódios” (Wichita), com Joel McCrea.

Algumas sequências de "20 Mil Léguas Submarinas" com Robert Wilke
contracenando com Kirk Douglas e James Mason; reparem no violento
tapa que Wilke desfere em Kirk Douglas.

Bob Wilke em "Atirar para Matar".
Novamente com Douglas Sirk - Em 1957 Robert Wilke apareceu em nada menos que sete filmes: os westerns “Punido pelo Próprio Sangue” (Backlash), com Richard Widmark; “Zorro e o Ouro do Cacique” (The Lone Ranger), com Clayton Moore; “O Rio dos Homens Maus” (Canyon River), com George Montgomery; “Onda de Paixões” (Raw Edge), com Rory Calhoun; “Atire em Todos/Atirar para Matar” (Gun the Man Down), em que literalmente ‘engole’ o astro do filme James Arness. Os não-westerns foram “O Rei Vagabundo”, musical em que Wilke tem pequena participação e “Palavras ao Vento” dirigido por Douglas Sirk. O alemão Douglas Sirk é considerado como o diretor que fez de Rock Hudson um bom ator, o que pode até ter fundamento, mas foi também Sirk quem percebeu que Robert Wilke era um coadjuvante que dava maior relevância a seu personagem. Em “Palavras ao Vento”, ao lado de Hudson está Dorothy Malone, premiada com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho nesse filme. Depois de “Palavras ao Vento”, Douglas Sirk convocou Robert Wilke para participar de seu melodrama seguinte que foi “Almas Maculadas”, também com Rock Hudson e ainda a sensualíssima Dorothy Malone.

Bob Wilke com Rock Hudson e com a jovem Angie Dickinson.

"Punido pelo Próprio Sangue": Wilke com Jack Lambert e Harry Morgan;
ameaçando Donna Reed nesse mesmo western.

Reencontro de atores dos tempos dos seriados da Republic Pictures
entre Clayton Moore e Bob Wilke, apanhando, para variar em
"Zorro e o Ouro do Cacique".

Bob Wilke na TV na série "Zorro";
Séries e séries de TV - Estava difícil e aparecer outro “High Noon” e Robert Wilke se contentava em atuar em westerns como “A Passagem da Noite” (Night Passage), com James Stewart e Audie Murphy e “Return to Warbow”, com Philip Carey. Até que veio “O Homem do Oeste” (Man of the West), o soberbo wstern de Anthony Mann com Gary Cooper, com perfeita atuação de Wilke. Em 1959 produzia-se cada vez menos westerns para o cinema mas as séries westerns de TV batiam recordes a cada ano e Bob Wilke atuava em praticamente todos como ator convidado. Na série “Zorro”, com Guy Williams, Bob Wilke interpretou o Capitão Salvador Mendonza em quatro episódios da temporada 1959. Wilke atuou repetidas vezes em séries campeãs de audiência como “Procurado Vivo ou Morto”, “O Texano”, “Bonanza” (em que atuou duas vezes como... xerife), “Laramie”, “Rawhide”, “O Paladino do Oeste”, “Caravana” e outras . É de 1959 “O Rei da Zona”, musical com James Cagney em que Wilke interpreta um gângster, claro

Nas fotos do alto Bob Wilke em "O Paladino do Oeste" com Susan Cabot,
Bob Steele e Richard Boone; Susan, Richard e Wilke. Nas fotos do centro
cenas de episódio de "Procurado Vivo ou Morto", com Wilke entre
Anthony Caruso e Steve McQueen e quase quebrando as vértebras
de McQueen num abraço de urso. Abaixo Wilke em "Bonanza", com
Charles Buchanan, Lorne Greene e Dan Blocker.

Wilke em "Sete Homens e um Destino".
Duelo revólver X faca - 1960 reservava presença em dois grandes filmes para Robert Wilke. Foram eles “Spartacus”, com Kirk Douglas, em que Wilke não teve destaque e aquele que foi um dos grandes westerns de todos os tempos, “Sete Homens e um Destino” (The Magnificent Seven). A sequência em que Bob Wilke (com revólver) desafia James Coburn (com faca) é antológica e das melhores do filme. O policial “Os Escorpiões do Crime” é notável na carreira de Bob Wilke por seu nome ser o segundo do elenco, atrás do quase desconhecido J. Pat O’Malley. Outra produção barata foi o western “O Laço Ameaçador” (The Long Rope), com o nome de Wilke vindo em terceiro lugar nos créditos e com Hugh Marlowe como ator principal. Na série de TV campeã de audiência “Os Intocáveis”, Bob Wilke interpretou o famoso gângster George ‘Bugs’ Moran por duas vezes e em uma terceira participação Wilke foi o gângster germano-norte-americano Arthur ‘Dutch Schultz’ Flegenheimer. Ambos deram muito trabalho a Eliot Ness.

Duelo entre James Coburn e Robert Wilke que vai levar a pior.

O índio Robert Wilke e um champagne.
Campeão entre artistas - O golfe passou a consumir boa parte do tempo de Robert Wilke que recebia muitos convites para participar de torneios com a presença de astros do cinema que pretensamente eram bons golfistas. Wilke ganhava sempre, mesmo dando quatro a cinco buracos de handicap a gente mais famosa que ele como James Garner, Dean Martin, Bing Crosby, Donald O’Connor, Vic Damone, Glen Campbell e outros. Um dos mais afamados torneios de golfe, o de Peeble Beach na Califórnia, contou diversas vezes com a presença de Wilke que comprovava ser um fantástico jogador, isto apesar de sua grande compleição física. Alguns amigos o chamavam de ‘Bob Bear’ (Urso) devido a seu tamanho e força. Wilke atuou nos anos 60, entre outros, nos filmes “The Gun Hawk”, western com Rory Calhoun; “Condenado por Vingança”, com Stuart Whitman; “Morituri”, com Marlon Brando e Yul Brynner; “Smoky”, western com Fess Parker e “Tony Rome”, policial com Frank Sinatra. A produção mais cara que Wilke participou neste período foi o fracassado western-comédia “Nas Trilhas da Aventura” (The Hallelujah Trail), filme de John Sturges estrelado por Burt Lancaster. Wilke como um chefe índio beberrão mostra que é capaz de fazer rir também.

Cenas de "Nas Trilhas da Aventura", vendo-se o índio Robert Wilke com
o também índio Martin Landau.

Robert Wilke em final de carreira num belo
momento em "Cinzas do Paraíso".
Um papel à altura - Nos anos 70 Robert Wilke prosseguia em sua carreira fazendo cada vez menos filmes entre eles o western-comédia “Cheyenne” (The Cheyenne Social Club), com Henry Fonda e James Stewart; “O Duelo” (A Gunfight), com Kirk Douglas e Johnny Cash; “Santee, o Caçador de Recompensas” (Santee), com Glenn Ford. E veio, em 1978, aquele que poderia ter sido o glorioso adeus da carreira de Robert Wilke, no cult “Cinzas do Paraíso”, de Terrence Malik, estrelado por Richard Gere. Nesse drama Bob Wilke interpreta magnificamente um velho fazendeiro num papel-chave do filme. Certamente o filme em que Robert Wilke pode melhor mostrar seu talento como intérprete. Haveria ainda trabalho no cinema para Wilke em “The Sweet Creek County War”, western com os também veteranos Richard Egan, Slim Pickens e Albert Salmi. Em 1981 Wilke interpretou um general na comédia “Recrutas da Pesada”, com Bill Murray e Warren Oates. O último trabalho de Wilke como ator foi no western feito para a TV “The Texas Rangers”, em que interpretou um maquinista de trem, filme estrelado por Richard Farnsworth.

Despedida do grande vilão.
Um amigo querido - Robert Wilke foi casado com Patricia Wilke e os Wilkes tiveram um filho de nome Bob. Após se retirar do cinema Wilke abriu um bar na Ventura Boulevard, próximo à Universal City, em Los Angeles, onde recebia muitos dos antigos amigos mantendo com eles longas, nostálgicas e bem humoradas conversas. Claude Akins, William Witney, Harry Lauter, Pierce Lyden, Sheb Wooley e todos que conheceram Bob Wilke são unânimes em afirmar que dentro daquele corpanzil habitava uma enorme alma de um ser gentil, alegre e bom papo. Bob Wilke faleceu de câncer no pulmão em 28 de março de 1989, aos 74 anos, em Burbank, Califórnia. Sem dúvida Robert J. Wilke foi um dos melhores homens maus do cinema, especialmente dos faroestes, colecionando muitos fãs que se lembram dele na passagem do centenário de seu nascimento.


Bob Wilke era um rosto frequente nas séries de TV. À esquerda como o
gângster 
Arthur ‘Dutch Schultz’ Flegenheimer em "Os Intocáveis".

3 comentários:

  1. Gostei muito do artigo. Bob wilke, sem duvida, enriquecia os filmes com seu talento. E entre tantos filmes, considero a sua melhor participação em `` A um passo da eternidade´´ e ``O vale a vingança´´.

    Dagmar.

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  2. Oi, Darci!
    Fama é um negócio esquisito. Nunca se sabe quem e quando vai ser atingido por ela. Robert J. Wilke nunca chegou ao estrelato, apesar de tantos filmes, nem mesmos nas produções bs, em compensação dois colegas seus, que começaram depois dele, inclusive, conseguiram o estrelato: Ernest Borgnine e Lee Van Cleef. Borgnine que também fez um sargento em “A Um Passo da Eternidade” em dois anos estaria recebendo um Oscar de melhor ator por “Marty”, depois teria uma brilhante carreira, tanto no cinema como na televisão, antológica, como pode ser conferido na biogrfia dele aqui no blog. Já Van Cleef, o caso chega a ser mais irônico, pois enquanto Wilke continuou sempre com a carreira de ator, eu li numa recente biografia de Clint Eastwood, que Lee Van Cleef lá pelo meio dos anos 1960, tinha abandonado a carreira de ator, desgostoso com a falta de oportunidades, e estava se dedicando a pintura (!), mas apareceu Sergio Leone, que o convidou para ser o Coronel Mortimer de “Por Uns Dólares a Mais” e em seguida o “Olhos de Anjo” de “Três Homens em Conflito” e lá veio a fama do até então “ex-ator” Van Cleef, o tornando um dos maiores astros do faroeste do fim dos anos 1960 e de toda década seguinte. E nem se pode dizer que isso só acontece com esses atores especializados em “durões” e “vilões”, quantos atores e atrizes “bonitinhos”, cujos estúdios investiam forte em suas carreiras, inclusive lhes dando papéis de protagonistas a frente de nomes consagrados em muitos filmes, mas a coisa não ia pra frente, aqui mesmo no blog pode se vistos alguns exemplos, como Julie Adams. Edmond Purdom quem se lembra dele? O cara que foi escolhido como protagonista do épico “O Egípcio”, após a recusa de Marlon Brando, no final que rouba a cena é o chamado canastrão Victor Mature e Peter Ustinov. E Roberte Wagner? Que foi um dos preferidos da Fox em investimento pra ser um astro. Os filmes que lembro com ele como “A Lança Partida” é por causa dos grandes Spencer Tracy e Richard Widmark, “Quem foi Jesse James?” me lembro mais por ser um western dirigido por Nicholas Ray e “ O Mais Longo dos Dias”, bom, esse tem um monte de astros pra lembrar antes de Wagner, cuja carreira só deu certo mesmo na televisão com “O Rei dos Ladrôes” e, principalmente, por “Casal 20”, mesmo assim tem gente que vai dizer que foi por ter a Stefanie Powers ao lado dele. Hehehe! Bom, ainda bem que tem gente como seu Darci, grande fã de cinema e western, para resgatar a memória de gente como Robert J. Wilke, que não merecem ser esquecidos.
    Abraços.

    Robson

    P.s.: Não tenho nada contra Robert Wagner, apesar de parecer. Rs

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  3. Olá, Robson
    A sorte nunca sorri igualmente para todos. Mas sorte à parte, Ernest Bognine era mais ator que Van Cleef e Wilke, além da radiante simpatia. Borgnine podia ser bom ou mau com a mesma competência. Seu sucesso foi mais que merecido. Os estúdios investiam fortemente nos futuros ídolos pois sabiam que eles é que atraíam o público. Robert Wagner é um excelente exemplo e a Fox fez de tudo para torná-lo um astro como haviam sido Tyrone Power e Henry Fonda, naquela mesma casa. Agora que você tem uma birra com Bob Wagner, isso parece inegável. Por acaso você gosta muito da Natalie Wood? rsrsrsrs
    Abraço do Darci

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