UMA REVISTA ELETRÔNICA QUE FOCALIZA O GÊNERO WESTERN

18 de janeiro de 2016

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE FERNANDO SANCHO, O QUERIDO VILÃO DOS WESTERNS SPAGHETTI


Fernando Sancho, Joaílton
Carvalho e Édson Paiva.
Nos westerns spaghetti raras eram as participações de índios, ao contrário de mexicanos, figuras comuns em quase todos eles. Filmados em grande parte em Almería, na Espanha, era muito mais fácil para a produção encontrar atores espanhóis que passavam facilmente por mexicanos, normalmente por bandidos mexicanos. E um ator espanhol se notabilizou por interpretar bandoleros com seu corpanzil pesado, rosto suado, vestes ensebadas e gargalhada tonitruante antecipando alguma crueldade. O nome desse ator é Fernando Sancho, que por mais que tentasse ser sinistro e sanguinário, nunca deixava de conquistar o espectador que, muitas vezes, secretamente até torcia por ele. Quando o WESTERNCINEMANIA elaborou a enquete ‘Grandes Bandidos dos Faroestes’, alguns leitores, entre eles Joaílton de Carvalho e Edson Paiva não se conformaram com a ausência de Fernando Sancho entre os 49 homens maus selecionados para a enquete. Joailton escreveu: “Acho que na lista dos piores bandidos faltou Fernando Sancho, carismático, cruel, cínico e sujo”. Édson Paiva fez este comentário: “Fernando Sancho foi uma ausência de peso. (...) Acho que nenhum dos 49 da lista interpretou a quantidade de vilões que fizeram a fama de Fernando Sancho. (...) Ele marcou os westerns spaghetti e muitas vezes os filmes só valiam à pena por sua presença.” Joailton e Édson estão certíssimos e o blog ratifica e lembra a importância desse vilão por ocasião do seu centenário de nascimento ocorrida em janeiro de 2016.

Fernando Sancho nos tempos de
dublador de Oliver hardy.
Dublador de Oliver Hardy - Fernando Sancho, este é seu nome de batismo, nasceu na cidade de Zaragoza (Aragão, Espanha), em 7 de janeiro de 1916. Aos 20 anos de idade o jovem aragonês se incorporou às forças nacionalistas em luta contra os republicanos na Guerra Civil Espanhola. Os nacionalistas comandados por Francisco Franco venceram a guerra sangrenta que durou mil dias e que ceifou as vidas de um milhão de espanhóis, deixando feridos um número igualmente gigantesco, entre eles o soldado Fernando Sancho. Mesmo na caserna Fernando se destacava por fazer rir os companheiros de farda com seu talento inato de comediante que o levou, finda a guerra, a ser contratado pelo Teatro Circo Zaragoza. Como poucos Fernando era capaz de modular seu vozeirão fazendo imitações diversas, o que o levou inicialmente ao rádio e depois aos estúdios de dublagem. Os filmes da dupla 'O Gordo e o Magro' faziam grande sucesso na Espanha e Fernando se tornou o dublador oficial de Oliver Hardy, o Gordo. O cinema espanhol não poderia prescindir de um artista como Fernando Sancho que, mesmo sempre um pouco acima do peso, era capaz de interpretar galãs com a mesma facilidade com que interpretava policiais, oficiais fardados e, melhor que ninguém, hombres malos. Sua estreia no cinema se deu em 1941, num pequeno papel como camareiro, na comédia “Passageiro Clandestino” (Polizón a Bordo). Por mais otimista que Fernando fosse, jamais poderia esperar que aquele era apenas o primeiro de uma série de mais de 200 filmes que faria numa carreira que se estenderia pelos próximos 50 anos.

Fernando Sancho ainda jovem e em 1962, com
Sophia Loren em "Madame Sans Genê".
Carreira internacional - Nos dez anos seguintes Fernando Sancho atuou no cinema espanhol, tendo oportunidade de contracenar com astros como Luís Mariano, Antonio Villar, Francisco Rabal, Carmen Sevilla e Rafael Bardem (avô de Javier Bardem), invariavelmente como coadjuvante. Não demorou, porém, para Sancho passar a ser requisitado também por produtores franceses, italianos e alemães. Na produção francesa “El Torero”, de 1954, Sancho contracenou com Danielle Darrieux e Maurice Ronet e atuar ao lado de astros internacionais como Paul Scofield, Gilbert Roland, Olivia De Havilland, Christopher Lee, Sylva Koscina, Nino Manfredi, Vittorio De Sica, Pedro Armendariz passou a ser uma constante em sua carreira. Astros desse quilate enriqueceram ainda mais a já respeitável bagagem de Fernando Sancho. A década de 60 traria uma mudança na vida artística de Sancho, cada vez mais conhecido por atuar em grandes produções como “Madame San Gêne”, com Sofia Loren e “Um Táxi para Tobruk”, ao lado de Lino Ventura, Charles Aznavour e Hardy Kruger. O tipo físico de Sancho o tornava requisitado também para os épicos (sandália e espada) dirigidos por italianos, entre esses filmes Sancho atuou em “Golias Contra o Gigante” e “Filhos do Trovão”, este estrelado pelo ainda pouco conhecido Giuliano Gemma, com quem Sancho iria se reencontrar nos próximos anos.

Fernando Sancho com a esposa Mayte Pardo e
com os filhos Fernandito e Maytita; abaixo em cena
do filme "O Filho de Robin Hood", com Sean Flynn.
Ator incansável - O filme “Maria Dolores” (1953) teve uma importância singular para Fernando Sancho pois foi durante as filmagens que ele conheceu a atriz Mayte Pardo, com quem se casou. Fariam ainda, logo em seguida, mais dois filmes, “Cuerda de Presos” e “Torrepartida”, antes que ela se afastasse do cinema para cuidar de Maytita e Fernandito, casal de filhos que tiveram. Sancho não parava de filmar e suas participações em produções na década de 60 é impressionante: sete filmes em 1961; seis em 1962; nove em 1963; nove em 1964; 14 em 1965; 14 em 1966; 12 em 1967; nove em 1968; cinco em 1969. Nessa década Fernando Sancho fez desde pequenas participações em superproduções como “Lawrence da Arábia”, “O Rei dos Reis” e “55 Dias em Pequim” a papeis importantes como em “O Filho do Capitão Blood”, estrelado por Sean Flynn, filho do eterno Capitão Blood, Errol Flynn. Sancho participou de filmes cujos elencos eram liderados por campeões de bilheteria na Espanha como os astros infantis Pablito Calvo (o Marcelino), Joselito e Marisol. Além destes, Sancho atuou em filmes de Frank Latimore, ator norte-americano, cuja carreira em Hollywood foi pouco relevante mas que alcançou sucesso na Espanha interpretando ‘El Zorro’ herói muito querido na terra de Cervantes. Em “A Vingança do Zorro” (1962), Fernando Sancho iniciou uma nova fase em sua carreira, agora no gênero western que atraía muito público na Europa. Seguiu-se “Il Segno Del Coyote”, coprodução ítalo-espanhola, outro western e o próximo filme de Sancho seria também um faroeste, com a diferença que o ator aragonês passava então à condição de um dos nomes principais do elenco.

Em "Lawrence da Arábia", Fernando Sancho tem pequena mas importante
participação como o sargento turco que surra Lawrence (Peter O'Toole)
com uma vara por ordem do comandante interpretado por José Ferrer.

Fernando Sancho
O bom homem mau - Intitulado “Tres Hombres Buenos” e exibido no Brasil como “Por um Punhado de Prata”, este western paella (faroeste espanhol) de 1963 conta uma história de vingança executada por Geoffrey Horne com a ajuda de um pistoleiro (Paul Piaget) e um simpático mexicano que não é outro senão Fernando Sancho. Como um dos Tres Hombres Buenos, Sancho encantou o público, colocando em segundo plano os outros dois atores, mesmo o argentino Geoffrey Horne lembrado por sua participação em “A Ponte do Rio Kwai”. Esse western representou o ponto de partida para a nova fase da carreira de Fernando Sancho que em seu western seguinte é o sidekick do herói Richard Harrison em “Minha Lei é o Gatilho”, outro ‘paella’. Em 1964 Sancho mostrou que era bom na comédia em “Dois Mafiosos no Far West”, com a dupla cômica Franco Franchi e Ciccio Ingrassia, com quem faria diversas outras comédias. “Bievenido Padre Murray”, apesar do título, foi mais um ‘paella’ que teve a participação de Sancho. Em “Os Sete do Texas” o bandidão é Raf Baldassare e o mocinho é Claudio Undari, mas é novamente Sancho quem mais agrada o público, desta vez fugindo do tipo mexicano que vinha moldando e aparecendo como um mestiço usando buckskin (roupa feita de pele). Em “Minnesota Clay” Fernando Sancho interpreta um bandido cruel com mais uma grande atuação, sendo dirigido por Sergio Corbucci.

Acima pôsteres de "Por Um Punhado de Prata" e "Os Sete do Texas"; à direita
Cameron Mitchell e Fernando Sancho em "Minnesota Clay"; abaixo sequência de

"Os Sete do Texas", com Fernando Sancho interpretando um mestiço.

Viva Sancho! Viva Carrancho! - Os westerns europeus se tornavam uma verdadeira mina de ouro para os produtores e Fernando Sancho aparecia em muitos deles. Mesmo assim participava de outros tipos de filmes, entre eles “Cerimônia Macabra”, dirigido e estrelado por Laurence Harvey, o Coronel Travis de “O Álamo”. Os westerns predominavam e em “Escreveu Sua Vingança a Bala”, Wyatt Earp (Guy Madison) passa maus momentos contra o bandido mexicano ‘Pancho Bogan’, interpretado por Fernando Sancho. E veio, em 1965, o reencontro com Giuliano Gemma em “Uma Pistola para Ringo”, de Duccio Tessari naquele que foi o primeiro western de Gemma, ator que se consagraria como um dos favoritos do gênero com “O Dólar Furado”. Fernando Sancho é ‘Sancho’, o bandido que tem hilariantes discussões com ‘Ringo’ (Gemma) nesse delicioso western. Fernando Sancho, novamente interpretando um ‘Sancho’ tem outro reencontro na tela, desta vez com Frank Latimore em “Atirar e Matar”, com o também norte-americano Edmund Purdom. Em “Redenção de um Bandoleiro”, estrelado por Robert Woods, Fernando Sancho é ‘Carrancho’, nome que lhe caiu esplendidamente completando sua ruidosa figura. A curiosidade de “Redenção de um Bandoleiro” é que o filme seguinte do norte-americano Robert Woods chamou-se “O Homem de Canyon City”, mas a popularidade de Fernando Sancho era tão grande que na Espanha foi lançado como “Viva Carrancho!”.

Sequências das mais divertidas dos westerns spaghetti com Fernando Sancho
e Giuliano Gemma em "Uma Pistola para Ringo".

Estereótipo muito querido - “Cem Mil Dólares para Ringo” foi produzido obviamente para faturar em cima do personagem criado por Giuliano Gemma, mas o ‘Ringo’ deste filme é Richard Harrison e Fernando Sancho é ‘Chuck’. O ‘Ringo’ de Giuliano Gemma volta em “Ringo Não Discute... Mata”, também de Duccio Tessari e, claro, Fernando Sancho como o bandido ‘Esteban Fuentes’ num elenco com a sedutora Nieves Navarro. Em “O Homem da Pistola de Ouro” Sancho comando um bando de foras-da-lei. “Sete Pistolas para os MacGregor” reuniu Robert Woods com Fernando Sancho que, como de hábito, é um turbulento bandoleiro. O ítalo-brasileiro Anthony Steffen (Antonio Luiz De Teffé) é o mocinho de “7 Dólares Ensanguentados”, mas Fernando Sancho como ‘El Cachal’ é a maior atração do filme, tanto que no pôster é a figura gigantesca do ator aragonês que sobressai. “Os 7 Pistoleiros” deveria ter como astro maior Sean Flynn, mas com Fernando Sancho em cena interpretando o estereotipado bandoleiro mexicano não sobra para mais ninguém e o filme vale por Sancho.

Gemma e Sancho pela derradeira vez - Fãs de westerns spaghetti procuravam avidamente pelo nome de Fernando Sancho nos cartazes dos filmes e não tinham dúvida em comprar o ingresso com a certeza de boa diversão. E Sancho prosseguiu fazendo um western atrás do outro: “Pelo Prazer de Matar” (com Craig Hill e George Martin); “Até no Inferno Irei à Sua procura” (com Aldo Sambrell); “Django Atira Primeiro” (com Glenn Saxson); “Clint, o Solitário” (com George Martin); “Django Mata por Dinheiro” (com Gianni Garko); “Procurado Johnny Texas” (com Will Colombini). Em “Arizona Colt” Giuliano Gemma e Fernando Sancho contracenam pela última vez num western. Dois spaghetti que alcançaram muito sucesso foram “O Dia da Desforra” e “Ódio por Ódio”, ambos com a presença de Sancho. São de 1967: “Um Homem e Um Colt”; “Killer Kid” (com Anthony Steffen); “Billy, o Sanguinário” (o personagem de Sancho é ‘El Bicho’); “15 Forcas para um Assassino” (com Craig Hill e George Martin); “Rita no West” (com Rita Pavone e Terence Hill); “A Outra Face da Coragem” (com Mark Damon e John Ireland e Sancho interpretando ‘Carrancha’, mais um nome bastante significativo para o ator).

Fernando Sancho com o Colt de Arizona Colt.

Lenda do western spaghetti - Em “Sangue Chama Sangue” (1968), Fernando Sancho é um bandido que assalta um convento. Outros westerns de 1968 com Fernando Sancho foram: “Pistoleiros em Conflito” (com Gianni Garko); “A Diligência dos Condenados” (com Richard Harrison) “Réquiem para um Gringo” (com Sancho interpretando ‘Porfírio Carranza’ outro vilão de nome tão forte quanto a figura de Sancho). “Ciccio Perdoa... Eu Não”, western comédia que foi o quarto encontro de Fernando Sancho com Ciccio Ingrassia e Franco Franchi. “Kidnapping, Paga ou Mataremos” e “A Ira de Deus” foram dois westerns de Sancho estrelados pelo musculoso norte-americano Brett Halsey. A esta altura Fernando Sancho era considerado uma lenda dos westerns spaghetti, rivalizando com Klaus Kinski em “Se Encontrar Sartana, Reze pela sua Morte”, de Gianfranco Parolini e com Gianni Garko. Porém a produção de westerns europeus começava a se reduzir, o que para Fernando Sancho não representou problema pois ele atuava indistintamente em filmes de terror, policiais, sci-fis, dramas e comédias como “O Pirata Barba Negra”, novamente com a dupla Franchi-Ingrassia e Fernando Sancho como ‘Barbanera’.


Fecha-se o ciclo de westerns europeus - Os últimos westerns da filmografia de Fernando Sancho, nos anos 70, tiveram qualidade bastante inferior uma vez que diretores como Corbucci, Sollima, Tessari e Leone (com quem Fernando Sancho nunca filmou) haviam dado adeus ao gênero. Desse tempo são “Eu Lavrei Tua Sentença”, “Os Abutres Cavarão Tua Fossa”, “O Golpe Mais Fabuloso do Oeste”, “Judas, Toma Tuas Moedas” (com George Martin e Sancho outra vez como ‘Carrancho’), “A Honra se Escreve com Chumbo” (com Anthony Steffen), “Sob o Fogo das Pistolas” (com Antonio Sabato), “Atiradores Fabulosos” (com Richard Harrison), “O Filho do Zorro” (com William Berger), “Uma Corda ao Amanhecer” (com Pierre Brice). O western “Dallas” (1975) com Anthony Steffen foi o último spaghetti que contou com a presença de Fernando Sancho depois de mais de 50 filmes no gênero. Mas sua carreira de ator prosseguiria por mais longos 15 anos.

John Wayne, seu grande ídolo - Em 1978 Mayte Pardo, a esposa de Sancho voltaria ao cinema interpretando sua mulher no drama “Trampa Sexual”. A fama de Fernando Sancho era tão grande na Europa de modo geral e mais especialmente em seu país, que a revista espanhola “Interviu” bateu recordes de tiragem quando estampou ensaio fotográfico com Maytita, a filha do ator. Já passado dos 60 anos de idade, o ritmo de trabalho de Fernando Sancho diminuiu sensivelmente, mas ainda assim nunca lhe faltou convites para atuar, no mais das vezes emprestando seu glorioso nome a produções de qualidade duvidosa. Sancho foi dirigido pelos principais diretores italianos e espanhóis de westerns, mas não teve oportunidade de atuar sob as ordens de Sergio Leone, o que aparentemente não o incomodou. Fernando Sancho lamentava, isto sim, nunca ter participado de um filme de John Wayne (na foto à direita), seu grande ídolo no cinema.

Fernando Sancho recebendo um dos muitos prêmios ganhos em sua carreira;
no centro com a esposa Mayte Pardo; à direita a filha Maytita em capa de revista.

Fernando Sancho
O bandido favorito - Em 1989 Sancho participou de “La Luna Negra” seu derradeiro filme e no ano seguinte foi diagnosticado que ele estava com câncer. Internado no Hospital Militar Gomez Ulla, em Madri, o ator de 74 anos faleceu vítima de câncer generalizado. Perdia o mundo artístico espanhol um de seus grandes nomes. Quando de sua morte, o ator norte-americano Robert Woods, com quem Sancho fez inúmeros filmes, afirmou que adorava trabalhar com Fernando, mesmo sabendo que com o amigo em cena o público não prestava a atenção em mais ninguém. O western spaghetti, como se sabe, criou uma legião de fãs que parece nunca parar de crescer, como atesta o incrível número de blogs dedicados a essa vertente do faroeste. E Fernando Sancho tornou-se um ator inesquecível e o bandido favorito de milhares e milhares de fãs dos westerns spaghetti.


Mayte Pardo em duas fotos e Fernando Sancho no centro, no tempo em que
ela atuava e se apaixonaram.

Fernando Sancho com os filhos e a esposa; Sancho brincando com Maytita,
no centro e com Fernandito (à direita).

Apaixonado por touradas, Fernando Sancho em uma arena (á esquerda);
assistindo a uma tourada (centro); e sendo ovacionado pela platéia de uma plaza.

4 comentários:

  1. Sensacional, Darci!!!

    Bela homenagem repleta de informações e fotos deste inesquecível ator. Passei a conhecê-lo ainda mais através desta reportagem.

    Os filmes que tenho e vi com ele são: Lawrence da Arábia, Uma Pistola para Ringo, Ringo não Discute... Mata!, Cem Mil Dólares para Ringo, 7 Pistolas para os MacGregor e O Dia da Desforra.

    Em "Uma Pistola para Ringo" ele é dublado por alguém bastante competente, o que deixa o filme ainda mais divertido.

    Um abraço do Thomaz!

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  2. Genial homenagem a um grande "malvado", de memoráveis Western Spaghettis, e outros temas. Filmes como: "Uma Pistola Para Ringo", "Ringo Não Discute: Mata", "7 Pistolas Para Os McGregor", "O Homem da Pistola de Ouro" e "O Dia da Desforra" ficarão na minha memória para sempre. Parabéns Fernando Sancho! Parabéns pelo blog!....

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  3. Sou fã de Fernando Sancho e fã deste blog. Obrigado pela matéria extraordinária

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