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15 de maio de 2013

SETE HOMENS SEM DESTINO (Seven Men from Now) – A OBRA-PRIMA DE BUDD BOETTICHER


Burt Kennedy

A Batjac, produtora de John Wayne criada em 1954, contratou depressa Burt Kennedy, um jovem roteirista de 32 anos que despertara a atenção de Michael Wayne com o primeiro roteiro que apresentara à Batjac. Percebendo o potencial da história, intitulada “Seven Men From Now”, Michael mostrou o roteiro a seu pai. John Wayne ficou interessadíssimo em interpretar o personagem principal da história, mas estava de partida para o Monument Valley onde, sob a direção de John Ford, iria iniciar “Rastros de Ódio”. Wayne pressentia que o novo western de Ford seria um filme importante, com produção orçada em três milhões de dólares, dos quais 500 mil iriam para a conta bancária do Duke. Para produzir “Seven Men From Now” a Batjac teria de investir 500 mil dólares, em parceria com a Warner Bros. que distribuiria o filme. John Wayne sugeriu que fosse contratado Joel McCrea para substituí-lo, porém McCrea também estava compromissado. Os Waynes tentaram então Robert Preston, ator que estava trocando Hollywood pelos palcos da Broadway, onde preferiu continuar. O terceiro nome a ser contatado foi o de Randolph Scott e John Wayne sabia que Scott também produzia seus próprios faroestes, em parceria com Harry Joe Brown. Scott aceitou fazer o filme para a Batjac especialmente porque aquele pequeno western seria rodado em quatro semanas e pertinho de Los Angeles, em Lone Pine. Dessa forma Randy não ficaria afastado dos campos de golfe que tanto amava.

Acima Duke, Randy e Budd;
abaixo John Wayne e sua amiga Gail Russell.
Encontro de Scott com Kennedy e Boetticher - Randolph Scott perguntou a John Wayne quem iria dirigir “Seven Men From Now”, que no Brasil recebeu o título “Sete Homens Sem Destino”, e ficou sabendo que seria Budd Boetticher. Randy lembrou-se de “Império da Desordem”, filme no qual Budd, então chamado Oscar Boetticher Jr., foi o responsável pela segunda unidade, dirigindo as incríveis cenas com dezenas de cavalos em disparada. Boetticher era amigo de John Wayne desde que produzira “Paixão de Toureiro”, em 1951, filme dirigido por Budd. Na nova produção John Wayne reservou o principal papel feminino para Gail Russel, sua amiga que passava por momentos difíceis na luta contra o alcoolismo. Em 1955, quando das filmagens de "Sete Homens Sem Destino", Gail não era nem sombra da atriz que atuara anos antes com Wayne em “O Anjo e o Bandido” e em “O Rastro do Bruxa Vermelha”. O vício estava devastando implacavelmente o lindo rosto de Gail. Um dos coadjuvantes do novo western seria Lee Marvin, com quem Scott havia atuado em “O Laço do Carrasco”. Quando Randolph Scott leu o roteiro de Burt Kennedy, quis conhecer Burt Kennedy, o autor. Pelo roteiro Kennedy recebeu 1.500 dólares da Batjac. Bom de golfe, bom de gatilho, mas melhor ainda para os negócios, Randy pediu a Kennedy que escrevesse novas histórias para os próximos westerns que sua produtora Ranown iria filmar. De fato, a história de Kennedy, era muito boa e o roteiro do próprio Burt melhor ainda.


Walter Reed e Gail Russel; Gail e Scott nas outras fotos.
Sete homens com destino certo - Ben Stride (Randolph Scott) é o ex-xerife de Silver Springs, cidade onde ocorreu o roubo de uma caixa contendo vinte mil dólares em ouro, caixa transportada pela Wells Fargo. Um bando de sete homens foi o autor do roubo, ocasião em que um deles atirou na esposa de Stride, matando-a. O ex-xerife segue então a trilha dos bandidos com a intenção de se vingar de todos os sete bandidos. Após executar dois deles, Stride encontra o casal John Greer (Walter Reed) e Annie Greer (Gail Russell) que se dirige para um lugarejo chamado Flora Vista. Stride ajuda o casal nas dificuldades que se apresentam pelo caminho e seguem juntos para Flora Vista, até que o fora-da-lei Bill Masters (Lee Marvin) e seu comparsa Clete (Don ‘Red’ Barry) juntam-se a Stride e ao casal Greer. Masters anteriormente fora preso duas vezes por Stride quando este ainda era xerife. Masters toma conhecimento do roubo e sabe que seguindo Stride chegará aos homens que estão com a caixa da Wells Fargo. Payte Bodeen (John Larch) é o líder da quadrilha que roubou a Wells Fargo e aguarda a chegada da caixa que está secretamente sendo transportada, escondida nada menos que por John Greer. Por esse trabalho o insuspeito Greer ganhará 500 dólares. Masters mata o terceiro bandido do grupo de sete homens que Stride procura e depois conta a Bodeen quem é Ben Stride.  O ex-xerife obriga Greer a lhe entregar a caixa da Wells Fargo e Bodeen então atira em Greer pelas costas, matando-o. Num confronto, Stride consegue matar mais três dos sete homens que procura. Bodeen, o sétimo e último é morto por Bill Masters, que traiçoeiramente, se livra também de seu assecla Clete. Masters quer o dinheiro mas sabe que Stride não permitirá que ele se aposse da caixa da Wells Fargo. No confronto final entre os dois Stride é mais rápido e liquida Bill Masters.

Randolph Scott na cena inicial. Scott e Marvin.
Enredo incomum - Ao falar de “Sete Homens Sem Destino”, Mestre A.C. Gomes de Mattos chama o enredo do filme de "convencional na sua ação e nos seus personagens". Porém desde o início deste western fica claro que o tratamento que Boetticher dará ao filme é inteiramente diferente das centenas de vezes que vimos um cowboy chegando a cavalo para dar início à história, como em “Shane” e em “Rastros de Ódio”, para lembrar apenas de dois dos westerns mais influentes do cinema. Ben Stride (Randolph Scott) chega a um abrigo sob um forte aguaceiro, sem cavalo, vestindo uma capa de chuva, entrando em cena de costas para a câmara e encontrando dois dos sete homens que procura. Após rápido diálogo Stride fuzila a dupla sem que a câmara mostre os disparos, dos quais só se escuta os estampidos. De comum na sequência concisa apenas o bule de café, tão presente em “Sete Homens Sem Destino” quanto em quase todos os filmes do chamado Ciclo Scott-Boetticher (também conhecido por Ciclo Ranown). Triste e se expressando através de poucas palavras, Ben Stride atrai a simpatia de Annie Greer (Gail Russell) com a evidente aprovação de John Greer (Walter Reed), marido de Annie. Certo que o triângulo, de início, remete mais uma vez a “Shane”, mas a chegada de Bill Masters (Lee Marvin) altera qualquer semelhança e dá início a uma situação tão estranha quanto inesperada e jamais narrada em outro western. Bill Masters é personagem secundário e sequer faz parte do grupo de sete homens que é o objetivo da vingança de Stride. Masters, porém, passa a ser, e o espectador percebe isso, o inimigo maior de Stride, encaminhando a trama para situações cada vez mais inusitadas.

Acima Steve Mitchell, John Larch e Chuck Roberson;
abaixo John Larch e Fred Graham.
Movimentos de jogo de pôquer - Com extrema precisão o crítico norte-americano Andrew Sarris definiu os westerns de Budd Boetticher-Randolph Scott como se fossem um jogo de pôquer, com cada personagem blefando a respeito de suas cartas até a definição do jogo. E “Sete Homens Sem Destino” foi o primeiro de todos esses filmes, delineando o formato dos demais na imprevisibilidade das ações motivadas justamente pela constância de atitudes que Sarris chamou de ‘blefes’, num modelo perfeito de construção cinematográfica. John Greer insuspeitamente transporta a caixa da Wells Fargo. Payte Bodeen (John Larch) sabe que para se apossar dela terá de se defrontar com o homem que o persegue e, mais que isso, eliminar o ardiloso Bill Masters. Diante de bandidos como esses as chances de Ben Stride são mínimas. E diminuem ainda mais quando Stride é ferido por Mason (Chuck Roberson), a quem consegue matar. Bill Masters é o mais perigoso dos malfeitores e seu exibicionismo com as armas, somado à sua frieza, demonstra ser ele um mestre imbatível num confronto leal. A mão de pôquer de Masters se assemelha a um ‘Royal Straight Flush’ com o cinismo do jogador aguardando o desfecho.

A memorável sequência passada dentro do
carroção com o atrevimento verbal de Marvin.
Lascivo e cínico galanteador - Além de econômico e inteligente, o roteiro de Burt Kennedy investe em situações quase impróprias para um western. Gail Russel, por tudo que passava em sua vida pessoal, estava longe de ser uma mulher bonita como normalmente o gênero costumava apresentar. E o melhor exemplo é o de Grace Kelly em “Matar ou Morrer”. O personagem Annie Greer (Gail), mulher simples e desglamurizado lembra as esposas interpretadas por Jean Arthur em “Shane” e Leora Dana em “Galante e Sanguinário”. E Ben Stride em seu cavalheirismo não se furta a ajudar Annie Greer a colocar roupas no varal, sem escapar, é claro do sarcasmo de Bill Masters que metaforicamente avisa que “Vem aí um temporal”. Lembra o roteiro, num dos poucos momentos em que Stride fala de seu passado, que ficara sem emprego e sua esposa tivera que trabalhar para sustentá-lo, fazendo um trabalho que seu orgulho de ex-xerife não permitiria que ele próprio fizesse. Rico nessas incomuns observações, o roteiro de Kennedy atinge seu ponto máximo quando Bill Masters decide contar uma história sobre uma mulher que conhecera. Em um dos grandes momentos do cinema Lee Marvin, fazendo transbordar seu charme de patife, humilha o marido (“meio-homem”), ignora a presença do correto Ben Stride e desfia inacreditáveis e lascivos galanteios à senhora Greer num desigual embate psicológico. Quando o espectador pensa em respirar, aliviado dessa sequência passada dentro de uma carroça sob persistente chuva, Boetticher cria possivelmente o mais sensual momento de um faroeste. É quando Annie Greer luta para resistir à atração que sente por Ben Stride, deitado a poucos centímetros de seu corpo, sob a carroça onde ela também está deitada pronta para dormir.

A tensão entre Gail Russell, Randolph Scott, Lee Marvin e Walter Reed.

A critividade de Budd Boetticher no confronto final.
Plaza de toros em Lone Pine - “Sete Homens Sem Destino” é um filme repleto de pequenos e fascinantes momentos. Touradas sempre foram a paixão maior de Budd Boetticher. Após dois filmes sobre essa forma cruel de demonstração de coragem e destreza, Budd realizaria em 1972 seu sonhado documentário sobre o toureiro Carlos Arruza. Boetticher levou o desfecho de “Sete Homens Sem Destino” para uma imaginária plaza de touros ao filmar o duelo entre Ben Stride e Bill Masters. As formações rochosas de Lone Pine, cenário do filme, cercam o solo de terra no qual um toureiro cioso de sua habilidade (Masters) examina o extenuado touro (Stride). Já haviam dito um para o outro: “Odeio ter que te matar” e “Odeio que você tente isso”, numa forma de respeito entre a fera e quem a persegue. Masters sabe que é mais rápido diante do cansado e alquebrado Stride. O rifle de Stride mais se assemelha a uma espada espetada em seu dorso, o que faz com que Masters desacredite ainda mais da capacidade do ex-xerife. Essa hesitação antecedida da psicologicamente provocativa frase “Quando quiser, xerife”, dita por Masters era o segundo decisivo que Stride precisava para disparar mortalmente contra o poderoso inimigo. Por vezes o touro leva a melhor e esta foi uma delas. Antes, em um precioso achado do roteiro de Burt Kennedy, Masters mata traiçoeiramente seu comparsa Clete. O que pode ser interpretado como um gesto de ganância mais me parece ser uma forma de equilibrar a disputa que se avizinhava entre Masters e Stride.

Lee Marvin, um Narciso do Velho Oeste.
Arrogante, extravagante e presunçoso - Em “Sete Homens Sem Destino” Randolph Scott tem oportunidade de interpretar um personagem próprio dos westerns de Anthony Mann, torturado pelo seu passado e pelo desejo de vingança. A impassibilidade de Scott pode levar a acreditar que ele seja um ator limitado, o que é desmentido nesta sua primeira associação com Budd Boetticher. Gail Russell, que também não era uma atriz de muitos recursos interpretativos, está muito bem como Annie Greer, ainda guardando traços de sua angelical beleza. Gail viria a falecer seis anos mais tarde, em 1961, vitimada pelo alcoolismo. John Larch e Walter Reed são os melhores do elenco de coajuvantes que conta ainda com os lendários stuntmen Fred Graham, Chuck Roberson e Cliff Lyons. Boa também a presença de Don ‘Red’ Barry. Do momento em que entra em cena pela primeira vez, também filmado pelas costas, Lee Marvin não deixa dúvidas que o filme será palco de um show pessoal seu. Carismático, arrogante e extravagante, o adjetivo ‘presunçoso’ é o mais adequado aos tantos tipos criados por Lee na tela, alguns deles pertencentes à galeria dos melhores homens maus do cinema. Em “Sete Homens Sem Destino” Lee Marvin deixa antever o que se confirmaria dentro de poucos anos: que ele foi um dos grandes atores da história de Hollywood.

Outra excepcional sequência criada por
Budd Boetticher.
O estranho traje de Lee Marvin - Esse filme realizado com tão poucos recursos contou com a cinematografia sempre excelente de William H. Clothier. O entendimento entre Clothier e Boetticher pode ser observado exemplarmente na cena em que Stride e Greer lavam os cavalos num riacho e sem closes nos atores, destacando-se a beleza dos animais entre os dois homens. A música discreta de “Sete Homens Sem Destino” é de autoria de Henry Vars. O filme se inicia com o modismo dos faroestes dos anos 50 com uma canção anunciando a trama. Acordes dessa canção simples são reeditados numa orquestração por vezes monótona e pouco inspirada. Scott troca de camisa duas vezes durante o filme, iniciando e finalizando com sua característica camisa escura. Já o personagem de Lee Marvin é quase cômico na sua pretensão de ser elegante ao combinar paletó com uma calça curta demais e com o cinturão de duplo coldre por cima do paletó. O lenço verde chama também à atenção, mas não tanto quanto outro lenço vermelho amarrado no braço esquerdo do personagem, o que não é explicado no filme. Colecionador e apaixonado por armas, Lee Marvin completa seu personagem brincando narcisisticamente com os Colts que carrega.

Budd Boetticher
A luta de Jim Kitses - Desaparecido por mais de 40 anos, desde que fora lançado em 1956, a Batjac permitiu a restauração de “Sete Homens Sem Destino”, patrocinada pela Film Archives da Universidade da Califórnia, isto após uma incansável batalha de Jim Kitses. Professor de Cinema da Universidade de São Francisco (Califórnia), Jim Kitses sabia que o filme de Budd Boetticher era uma espécie de Santo Graal dos apaixonados por faroestes que mereciam conhecer o filme. Kitses programou “Sete Homens Sem Destino” no ano 2000 no New York Film festival de Nova York, com a presença de Budd Boetticher, podendo-se então constatar se André Bazin estava certo na sua histórica crítica sobre o filme. Lançado em DVD, “Sete Homens Sem Destino” traz uma versão com comentários cena a cena do próprio Jim Kitses. Certamente o melhor dos westerns da parceria Scott-Boetticher, “Sete Homens Sem Destino” é um marco do gênero, especialmente por demonstrar que uma produção relativamente barata pode, desde que realizada com inteligência, criatividade e sensibilidade, resultar num grande filme bem interpretado, bem dirigido, emocionante e sem aquelas concessões a artificialismos tão ao gosto das grandes platéias.

Acima Scott e Marvin; Gail Davis; abaixo Lee Marvin e Don 'Red' Barry;
na outra foto Walter Reed e Scott Banhando os cavalos.

3 comentários:

  1. Darci,
    Infelizmente, só vim a assistir o filme depois de ter-te enviado meu Top Ten. Não fosse assim, eu substituiria Cavalgada Trágica por ele (ainda que com um pouco de dor no coração, porque Cavalgada também é um baita faroeste).

    O filme é de Lee Marvin. Quando ele está em cena, não tem prá ninguém. Aliás, nos filmes de Scott-Boetticher, geralmente o bandidão rouba o espetáculo. A sequência que vc. brilhantemente narrou (a da humilhação de Walter Reed por Marvin) é, de certa forma, angustiante para quem assiste, porque quem é casado (como eu) se coloca no lugar do marido. Por que Walter não reage? Prá não atrapalhar seus planos? Pode ser, mas, àquela altura, nós não sabemos de nada ainda.

    Um grande filme, que redime Scott das dezenas de fitinhas rotineiras que fez na sua Ranow.

    Abraços
    José Tadeu

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  2. Olá, José Tadeu
    O personagem John Greer merece mesmo ser melhor analisado. Ele precisa dos 500 dólares e para isso submete a própria dignidade. Torna-se meio homem e suporta o limite da humilhação que um homem pode suportar. Percebe e permite o interesse de sua esposa por Ben Stride, forma também de alcançar seu intento. E Stride acaba sendo o responsável pelo turning point de John Greer quando este rompe com sua fraqueza e enfrenta Payte Bodeen, mesmo sabendo que com isso irá morrer.
    Você usou o termo perfeito ao dizer da angústia que toma conta do espectador ao ver aquele homem não reagir ao cruel e maledicente Bill Masters. Sua atitude é parte do jogo de pôquer que Andrew Sarris citou ao falar sobre os westerns de Boetticher com Scott. Sete Homens Sem Destino supera todos os demais westerns ao provocar essa angústia em quem o assiste. Até mesmo O Homem do Oeste, de Mann.
    Eu também ficaria com Sete Homens Sem Destino, em lugar de Cavalgada Trágica, ainda que este seja, como você diz, "um baita faroeste".
    Abraço do Darci

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  3. Olá, Darci!
    Recebi hoje uma cópia deste filme enviada por Jurandir Lima e hoje mesmo assisti em função da enquete sobre Boetticher que está rolando no Clássicos do Cinema. O baiano refere-se a este como o melhor da parceria entre Budd Boetticher e Randolph Scott. O gozado é que há cinco anos atrás ele não tinha essa opinião, pelo que ele comentou na outra postagem deste filme neste mesmo blog. Certamente Jurandir teve novas conclusões ao rever "Sete Homens Sem Destino".
    Agora a pergunta que não quer calar: Continuaria esta a ser a obra-prima de Boetticher se Bazin estivesse vivo para assistir "O Homem que Luta Só" (1959)?
    Um abraço!

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