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23 de março de 2013

UMA PISTOLA PARA RINGO (Una Pistola per Ringo) – UM DIVERTIDO WESTERN-SPAGHETTI



Após o grande sucesso de bilheteria obtido por “ “Por um Punhado de Dólares” muitos cineastas italianos passaram a filmar o novo gênero de filmes que o público europeu elegeu como o preferido. Duccio Tessari foi um dos diretores que, sem perda de tempo, concorreu para a avalanche de faroestes coproduzidos por espanhóis, italianos e também por franceses e alemães. Eram muitas as produções com diretores, atores e até técnicos adotando pseudônimos em língua inglesa, forma de levar o público a acreditar que estava assistindo a faroestes originais norte-americanos. O escritor e diretor Duccio Tessari nunca usou esse expediente e assinava seus filmes com seu bem italiano nome artístico. E não foi essa a única diferença entre Tessari e seus compatriotas cineastas.


Giuliano Gemma, o "Angel Face".
O encontro de Gemma com Tessari - Duccio Tessari, um genovês de 42 anos, iniciou sua carreira de diretor com “Os Filhos do Trovão”, em 1962, aventura de gladiadores. Os três filmes seguintes de Tessari foram dois dramas e um policial, nos quais dirigiu atores conhecidos como Raff Vallone, Annie Girardot, Michèle Morgan, Sylva Koscina, Enrico Maria Salerno e Stefania Sandrelli. Para seu primeiro faroeste, intitulado “Una Pistola per Ringo” (Uma Pistola para Ringo), Duccio Tessari teve como ator principal um jovem de 26 anos chamado Giuliano Gemma que vinha perseguindo tenazmente o estrelato. Gemma fizera pontas em “Ben-Hur”, o épico de William Wyler filmado na Itália e em “O Leopardo”, de Luchino Visconti, estrelado por Burt Lancaster. Giuliano Gemma teve ainda outras pequenas participações em “Os Cossacos” (com Edmund Purdom) e em “Bocaccio 70”, famoso filme italiano em quatro episódios. Em “Angélica, a Marquesa dos Anjos”, filme de 1964 e protagonizado por Michèle Mercier, Giuliano Gemma foi o quinto nome do elenco, o que também aconteceu na sequência “Maravilhosa Angélica”, filmado no ano seguinte. E veio, em 1965, o convite para Gemma estrelar “Uma Pistola para Ringo”, sob a direção de Duccio Tessari.

Giuliano Gemma em "Ben-Hur" e de
camisa vermelha em "O Leopardo",
com Alain Delon e  Mario Girotti.
Quem é Montgomery Wood? - Lançado na Itália no dia 12 de maio de 1965, “Uma Pistola para Ringo” não trazia nos posteres e nem nos créditos do filme o nome de Giuliano Gemma que foi forçado pelos produtores a adotar o pseudônimo de ‘Montgomery Wood’. A escolha desse nome tem diversas versões, entre elas aquela que conta que inicialmente Robert Woods, ator norte-americano radicado na Itália, deveria interpretar o personagem ‘Ringo’. Woods conta que não aceitou devido a “Uma Pistola para Ringo” ser coproduzido pela Produciones Cinematograficas Balcázar e rodado em parte no estúdio de propriedade do diretor-produtor catalão Alfonso Balcázar. Robert Woods esteve sob contrato com Balcázar, com quem então estava em litígio. Porém o mais provável é que o pseudônimo ‘Montgomery Wood’ tenha sido escolhido pela sonoridade do prenome que era também o nome de um conhecido astro norte-americano (Montgomery Clift). O ‘Wood’, além de combinar perfeitamente com ‘Montgomery’, lembrava o nome do ator de maior sucesso na Itália em 1965, um certo Clint Eastwood.

Duccio Tessari rindo de Ringo.
O estilo diferente de Tessari - Após os dois primeiros westerns da ‘Trilogia dos Dólares’, Clint Eastwood gozava, na Itália, de prestígio maior que Marcello Mastroianni e Vittorio Gassman, os grandes atores italianos de dramas e comédias. E Clint devia essa notoriedade a ‘Bob Robertson’, pseudônimo do diretor Sergio Leone, que teve a colaboração não creditada de Duccio Tessari no roteiro de “Por um Punhado de Dólares”. Duccio Tessari vinha escrevendo histórias ou roteiros para o cinema desde 1958 e para o primeiro western que iria dirigir decidiu fazer um filme muito diferente do já imitado “Por um Punhado de Dólares”. Nos westerns de Leone praticamente não havia mulheres pois o diretor afirmava que a presença feminina em faroestes tornavam os filmes mais lentos. Já nos primeiros faroestes de Tessari as mulheres eram personagens quase tão importantes quanto os homens. “Por um Punhado de Dólares” foi um filme cuja sisudez era quebrada apenas pelo personagem ‘Piripero’ (Joseph Egger), enquanto Duccio Tessari deu a “Uma Pistola para Ringo” um tom leve com frases e situações próprias de comédia, seja através do anti-herói ‘Angel Face’ interpretado por Giuliano Gemma como também pelo mais engraçado que desalmado vilão ‘Sancho’ (Fernando Sancho. E para culminar, a maior de todas as diferenças: enquanto o ‘Estranho’ (Clint Eastwood) quase não fala em “Por um Punhado de Dólares”, ‘Angel Face’ é um falastrão, sempre com uma ironia pronta e iniciada pelo bordão “É uma questão de princípios”.

Giuliano Gemma alvejando quatro homens
e abaixo Fernando Sancho defendendo
a pequena sacola com 50 mil dólares.
Extorquindo bandidos - Autor da história e também roteirista em parceria com Alfonso Balcázar, Duccio Tessari deu o nome ‘Ringo’ ao personagem principal de seu primeiro faroeste em clara referência aos muitos ‘Ringos’ dos westerns norte-americanos. Em especial ao ‘Ringo Kid’ (John Wayne) da obra-prima “No Tempo das Diligências”, de John Ford, e ao ‘Jimmy Ringo’ (Gregory Peck) do clássico “O Matador”, de Henry King. O ‘Ringo’ de “Uma Pistola para Ringo”, apelidado de ‘Angel Face’ começa sua aventura sendo preso por Ben (George Martin), o xerife de Quemado. Ringo liquidou em legítima defesa quatro homens que pretendiam matá-lo. O xerife encarcera ‘Angel Face’ para que este seja julgado pelas quatro mortes. O mexicano Sancho (Fernando Sancho) chega a Quemado com seu bando e assalta o banco local, sendo perseguidos pelo xerife e uma patrulha reunida para caçar os bandidos. Perseguido, o bando de Sancho se refugia na fazenda do Major Clyde (Antonio Casas), dominando o Major, sua filha Ruby (Lorella De Luca) e os empregados mexicanos da fazenda. Cercado pela patrulha, Sancho promete matar um reféns por dia e a única possibilidade de resgate é alguém se infiltrar na fazenda e esse alguém é Ringo (Giuliano Gemma). Para executar essa tarefa Ringo quer 30% dos 50 mil dólares roubados do Banco de Quemado, com o que concorda o banqueiro. Já na fazenda, Ringo ganha a antipatia de todos os bandidos, mas ganha a confiança de Sancho, a quem promete ajudar a escapar do cerco, cobrando de Sancho 40% do dinheiro roubado. Um a um o bando de Sancho vai sendo dizimado. Ao final Ringo eleva o valor ‘extorsivo’ para salvar Sancho de 40% para 50% e em seguida para 60%, o que faz com que Sancho tente matar Ringo. Sancho leva a pior e Ringo recupera o dinheiro do banqueiro, agora apenas 35 mil dólares que Ringo restituiu após separar seu 30% daquele valor, com o qual parte desaparecendo no horizonte.

Nieves Navarro e Antonio Casas. Em sua juventude
Antonio Casas foi futebolista do Atlético de Madrid.
Influências dos faroestes de Hollywood - Ringo é cínico, amoral, manipulador e mercenário, assim como era ‘Joe Erin’ (Burt Lancaster) em “Vera Cruz”. E Ringo não perde ocasião de desdenhar quem está do lado da lei ou vilões como Sancho e seu bando. Ringo toma apenas leite, o mesmo hábito de ‘Destry’ (James Stewart) em “Atire a Primeira Pedra”. E como Ethan Edwards (John Wayne) em “Rastros de Ódio”, Ringo tem uma frase preferida: “É uma questão de princípios”, usada a todo momento, assim como Ethan repetia insistentemente “That’l be the Day”. Ironicamente, porém, Ringo é um homem sem princípios. A sequência  em que Ringo mata Sancho atirando contra a lateral de um sino para a bala ricochetear e atingir mortalmente o bandido foi claramente inspirada em "Homens Indomáveis", com a morte de Dan Duryea. Sancho, o vilão-mór é calcado no estereótipo criado por Noah Beery, o adorável malfeitor de tantos westerns B do cinema mudo até os anos 40 em Hollywood. Não só as referências diretas, mas o próprio ritmo e estilo de “Uma Pistola para Ringo” lembram mais um western norte-americano que um western-spaghetti. E como os mocinhos daqueles filmes, Ringo não se deixa levar pelos encantos das mocinhas. Porém Tessari criou uma envolvente subtrama com a súbita paixão do aburguesado Major Clyde pela bela bandida Dolores (Nieves Navarro). Paixão correspondida por Dolores sentir-se como uma Eliza Doolitle que recebe educação do seu Professor Higgins, tornando-se quase uma ‘my fair lady’. Essa história de amor é responsável pelos momentos mais singelos do filme de Tessari, mais ainda por Dolores ser a namorada do vingativo Sancho, que ao morrer sussurra “Dolores” como última palavra.

Uma das falas engraçadas de Sancho.
Roteiro espirituoso - Ainda lembrando faroestes norte-americanos, há o muito sem graça namoro do xerife Ben com Ruby, mas o que esperar de um personagem que diz a respeito de Ringo: “Honra e justiça não significam nada para caras como ele”, quando mais tarde é Ringo quem salva Ruby de um iminente estupro, sendo recompensado por um beijo dado por Ruby. Um dos diálogos mais hilários do filme é quando Sancho, necessitando ter uma bala retirada do ombro, fica sabendo que Ringo já operara... cavalos. “Não sou um cavalo”, diz o irritado Sancho, tendo como resposta de Ringo: “E eu não sou médico”. Durante o assalto ao Banco de Quemado, Sancho diz que vai levar todo o dinheiro porque “O banco está sujeito a assaltos e eu prometo guardar o dinheiro em lugar seguro”, além da fronteira, obviamente. O caráter de Ringo é definido quando ele conta a história de seu pai que lutara na Guerra Civil, tendo começado a lutar pelos Confederados, mas como eles estavam perdendo passou para o lado dos ianques. E Ringo lembra ainda, parafraseando um conhecido provérbio, que “Deus fez os homens iguais, mas o revólver é que os diferencia”. A frase certa é: “Deus fez os homens diferentes; Samuel Colt é que os tornou iguais”. O que não falta no roteiro de Tessari é humor de boa qualidade e muita espirituosidade, coisa rara em faroestes.


Nieves Navarro
Nieves Navarro, La Bandida - Giuliano Gemma disse em uma entrevista recente que nunca procurou imitar nenhum ator norte-americano. No entanto o atlético e gracioso ator é uma perfeita cópia do Burt Lancaster de “Vera Cruz”, do sorriso aberto às acrobacias, passando pelas roupas parecidas. Gemma é um ator excepcionalmente simpático e sua criação de Ringo é deliciosa. O mesmo pode ser dito do histrionismo de Fernando Sancho, magnificamente dublado em Inglês, idioma desta versão lançada em DVD, versão por sinal completa. Algumas versões que circulam não têm a cena inicial com o aperto de mãos de dois cowboys que parecem prontos a duelar, bem como faltam as cenas em que Ringo esmaga a mão de Felipe (Duccio Tessari) com uma taça de metal e a cena da retirada da bala do corpo de Sancho. A ex-modelo Nieves Navarro era uma mulher lindíssima que se casou com Luciano Ercoli, o produtor de “Uma Pistola para Ringo”. Usando o pseudônimo ‘Susan Scott’, Nieves Navarro passou a usar seu belo corpo como atração em filmes apelativos. E Lorella De Luca (creditada como Hally Hammont), atriz bonita mas inexpressiva foi esposa de Duccio Tessari até a morte do diretor. Lorella estreou no cinema aos 15 anos em “A Trapaça”, de Federico Fellini. O ator espanhol Murriz Brandariz, o ‘Pajarito’ (ou Manuel Muñiz) é a decepção com um personagem insonso e sem graça.

Giuliano Gemma, como Ringo.
Os faroestes preferidos de Giuliano Gemma - Com as cenas externas filmadas em Almería e em San José, na Andaluzia, a maior parte de “Uma Pistola para Ringo” foi rodada em Esplugues de Llobregat, nas proximidades de Barcelona, onde ficava o estúdio de Alfonso Balcázar. A música de Ennio Morricone é bonita ainda que menos inspirada que a de outros trabalhos do compositor. O destaque fica com a canção-título “Angel Face”, de autoria de Morricone com letra de Gino Paoli, sempre lembrado pelo sucesso “Sapore di Sale”. O cantante desta vez é Maurizio Graf. Terminada a filmagem de “Uma Pistola para Ringo”, praticamente a mesma equipe filmou em seguida “O Retorno de Ringo” que nada tem a ver com o personagem ‘Angel Face’, mas sim com um Ringo que é uma espécie de Ulisses retornando para casa depois de sua odisséia no Velho Oeste. Em 1965 Gemma atuou em mais três westerns, além de “Uma Pistola para Ringo”. Esses filmes foram “O Dólar Furado” (lançado no dia 9 de agosto), “O Retorno de Ringo” (lançado no dia 8 de dezembro) e “Adeus, Gringo” (lançado no dia 24 de dezembro). Essas datas referem-se aos lançamentos na Itália. Giuliano Gemma disse que fez mais de 100 filmes, dentre estes 17 faroestes, dos quais ele tinha três que eram seus preferidos: “O Dólar Furado”, “Dias de Ira” e “Uma Pistola para Ringo”. Este último, pela mescla de ação, romance e humor é sem dúvida, um memorável western-spaghetti com jeito dos melhores faroestes B produzidos em Hollywood.


PÁGINAS DE CINEMA DA SEMANA DO LANÇAMENTO EM
SÃO PAULO DE "UMA PISTOLA PARA RINGO"






Giuliano Gemma, grande ídolo western de muitos cinéfilos
dos anos 60 e 70.




8 comentários:

  1. Darci, parabéns pela matéria. Algumas observações:

    01 - Faltou dizer que Giuliano gemma estrelou Os Filhos do Trovão, lá em 1962.

    02 - Eu sempre pensei que O Dólar Furado fosse o primeiro faroeste que ele fez. Aliás, eu pensava que O Dólar Furado fosse o primeiro western spaghetti (depois é que vi que não. Mas foi o primeiro que passou na minha cidade, com certeza).

    03 - Ah, o Fernando Sancho... sempre fazendo o mesmo papel. Os amantes do bang bang italianos podiam dizer se há algum filme em que ele não é bandido. Duvido.

    04 - Assisti dezenas de milhares de spaghettis, entre 1966 e 1973 (quando fui estudar em BH), mas tenho quase certeza que este aí eu não vi, não. Eu gostava desses filmes por causa da música e do cinemascope (acho que todos foram feitos com tela grande, não? Aí, quando passava na TV Record, eles cortavam as beiradas e havia cenas em que um nariz (ou braço) dialogava com outro. Hilário).

    05 - Por essa época fazia muito sucesso também os filmes com Winnetou (Pierre Brice). Seu amigo era o Old Shatterhand ou Old Ironhand, sei lá (Lex Barker). Quando Barker caiu fora da série, outros vieram (Stewart Granger, Guy Madison e um daqueles Johns, acho que o John Ireland), com nomes parecidos. Esses filmes eram coproduções germânicas com a Iugoslávia. Seria legal uma hora você dar uma geral na série.

    06 - Agora bateu saudade de westerns spaghettis. Será que isso passa?

    Abraços
    José Tadeu

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  2. Olá, Tadeu
    De fato, merecia ser citado "Os Filhos do Trovão", filme que não assisti e que tinha Pedro Armendáriz e Antonella Lualdi no elenco. Há fotos desse filme na web e Gemma está com o cabelo alourado. E o Sancho está lá também...
    Ao contrário de você, assisti pouquíssimos spaghettis e quase sempre os errados. O blog deve falar em breve de Winnetou, mas está difícil encontrar boas cópias dos primeiros filmes da série. Adquiri os dois primeiros da DVD Califórnia, mas com imagem péssima.
    Melhor não deixar passar a saudade. Uma Pistola para Ringo é diversão garantida.
    Um abraço do Darci.

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  3. Esta página do Estado me trouxe lembranças,boas lembranças !
    Era nossa referência na escolha do filme e do cinema !!
    Bons tempos !!

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  4. Muito bom! Texto muito gostoso para se ler. Acho que, também, porque a todo instante ele evoca imagens, para muitos, inesquecíveis do filme e dos melhores momentos do gênero na Europa. Uma Pistola para Ringo não é uma obra-prima do gênero, pelo menos não de acordo com a forma comum de definir o que seja uma obra assim, mas tem ingredientes utilizados com grande habilidade por Tessari. Entre os westerns europeus, este está entre os meus prediletos, não pela excelência de suas qualidades técnicas, mas por sua beleza simples, por sua inegável eficiência, pela sua forma despretensiosa e agradável de nos conduzir durante seus quase 100 minutos. Esse está no grupo daqueles por quem tenho uma identificação afetiva diferenciada. Giuliano Gemma é um ator extremamente carismático, acho-o, assim como a John Wayne, um sujeito meio desengonçado, mas incrivelmente agradável de se ver na tela...
    Mesmo não tendo uma história ligada ao eurowestern, Darci, como sempre, um cowboy muito competente e digno de admiração pela justiça de sua análise. Sem dúvida esse não é um filme para elucubrações, é filme para quem gosta de uma boa história. Só uma coisa: assim que der, vou revê-lo, mais atento à atuação de Manuel Muñiz, que nunca achei tão ruim como você comentou. Acho que já conheci pessoas com o tipo de comportamento dele, que, e por me fazer lembrar coisas que observei na realidade, a meus olhos, conferem a ele um mínimo de credibilidade, pelo menos.
    Darci, tem um brasileiro/italiano que detestava esses filmes (parece-me), mas que fez muitos deles, Antonio de Teffé. Gosto dele em muitos de seus filmes do gênero. São geralmente filmes modestos, mas onde ele sempre surge como uma figura marcante. Você já viu “Django, o Bastardo?”, “Uma longa fila de cruzes”, “WDjango”ou “Sete dólares para matar?”. Como você já viu tudo no western americano, aproveite pra dar uma olhada nesses filmes... diferentes, se tiver disposto a gastar um pouco do seu tempo. Daria um bom artigo, a participação desse brasileiro no western europeu. O Edelzio, e outros cinéfilos da área já nos ensinaram um bocado a respeito dele e de seus filmes, mas acho que um amante de western clássico falando sobre a participação do ítalo-brasileiro no gênero seria interessante.

    Um forte Abraço!

    Vinícius Lemarc

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  5. Olá, Vinicius
    Depois de aprender muito com cinéfilos como você passei a resenhar aqui no Westerncinemania alguns faroestes do filão europeu. Até para mostrar que o blog não é preconceituoso.
    Nas abordagens de spaghettis tenho procurado falar de diretores diferentes. Duccio Tessari me parece um dos menos comentados, de modo geral. E ele tem sua importância, até porque se diferencia um pouco do que foi feito no gênero. as opiniões que conheço indicam que O Retorno de Ringo foi ainda melhor que Uma Pistola para Ringo. Baseia-se em Homero... Que os italianos eram bem audaciosos, isso é inegável.
    Antonio De Teffé bem merece ser focalizado pois tem muita história, começada lá atrás com os problemas da família. Não sabia que ele detestava os spaghettis. O que as pessoas não fazem por dinheiro...
    Vinicius, engano seu que já vi tudo do western norte-americano. Já vi centenas de westerns, mas as revisões são necessárias e sempre mudam alguma coisa na concepção que temos dos filmes. Nem sempre para melhor... E há filmes que eu não consigo passar para a frente da fila. Alguns do Mestre John Ford.
    Grande abraço do Darci

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  6. Grande resenha Darci, com muitas informações para os fãs de faroeste de um modo geral. Dos spaghetti estrelados por Giuliano Gemma prefiro "O retorno de Ringo", que para mim é uma obra prima, uma adaptação livre da grande obra poética de Homero. Mas "Uma pistola para Ringo" sem sombra de dúvidas é diversão garantida. Concordo também quando você afirma que ele é inspirado em muitos momentos nos westerns americanos. Ainda não é o spaghetti western típico com todas as suas características bem definidas, apesar de ter sido realizado em 1965, praticamente um ano depois de "Por um punhado de dólares",- que é realmente o inaugurador das características do gênero- quando já poderia ter recebido suas influências.A trilha sonora e o som dos tiros já são spaghetti, quanto ao resto tem muita referência a westerns americanos.Tessari realmente se diferencia pela qualidade, em companhia de mais alguns, no povoado universo dos spaghetti.

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  7. Li o comentário de Lemarc e as sugestões, a você Darci, para posteriores análises de spaghetti com o ator ítalo-brasileiro Antônio de Teffé. Reitero suas sugestões e pediria aqui que analisasse inicialmente "Django, o Bastardo".

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  8. Darci, fiquei feliz em ver o texto de "Uma pistola para Ringo" aqui. Ontem tive o prazer de rever a este filme. Ótimas sequências de ação, cenários perfeitos, boas atuações, trilha sonora sublime de Ennio Morricone, boas doses de humor, um roteiro interessante, enfim... um filme completo. O primeiro grande veículo de Giuliano Gemma. Antecedeu "O Dólar Furado", que fez um estrondoso sucesso no Brasil. Seguramente está entre os meus 10 preferidos spaghettis.
    Um abraço!

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