UMA REVISTA ELETRÔNICA QUE FOCALIZA O GÊNERO WESTERN

10 de março de 2013

TOP-TEN WESTERN DE JOSÉ TADEU BARROS, UM FÃ DE ANTHONY MANN


José Tadeu Barros é daqueles leitores que transformam cada um de seus esperados comentários em pequenas lições de cinema. Lições inteligentes, redigidas com estilo pessoal, respeitando a gramática e sempre com uma dose de afiado humor. Feliz do blog que tem como leitor um cinéfilo como Tadeu. E a pedido do WESTERNCINEMANIA, José Tadeu Barros, lá da encantadora cidade de Poços de Caldas, listou, por ordem alfabética, os dez westerns que considera os melhores entre tantos já produzidos. A cada faroeste Tadeu faz um comentário que confirma ser ele um cinéfilo de alto calibre, ainda mais quando o assunto é seu gênero de filmes preferido, o western. E para alegria dos leitores Tadeu complementa sua lista com mais dez faroestes que, com pesar, ele deixou de fora e os quais considera todos como os décimos-primeiros de seu Top-Ten. Antes da lista, José Tadeu de Barros parafraseando John Ford, conta para os leitores do WESTERNCINEMANIA um pouco de sua trajetória como cinéfilo e como fã de música, quadrinhos e literatura.



George Montgomery
Meu nome é José Tadeu Barros. Eu assisto westerns... Como nasci em 1952, não vivi a era dos seriados nem a dos faroestes B, de Buck Jones, Roy Rogers, Durango Kid etc. Os primeiros filmes que assisti, pelas mãos de meus pais, foram “A Primeira Missa” e “O Rei dos Reis”. Por vontade própria, o primeiro foi uma “aventura de selva” chamada “O Leão”. Seguiu-se “O Menino e os Piratas” e só depois dele vi meu primeiro faroeste. O nome? “Fúria Negra/King of the Wild Stallions”, com George Montgomery. O assunto é meio infantil, sobre a amizade de um menino e um cavalo. A produção, como quase tudo da Allied Artists, é capenga. Nada disso importava na época, pois durante toda a projeção eu fiquei em êxtase absoluto e meus olhos brilhavam como brilhavam os olhos de Joey ao ver Shane disparar seu revólver. Dali em diante, foi filme do Audie Murphy um atrás do outro...

Edições números um de 'Jerônimo, o Herói do
Sertão' e de 'Flecha Ligeira'.
Eu já lia quadrinhos, desde Jerônimo, O Herói do Sertão a Flecha Ligeira, Zorro, Tarzan, Fantasma, Reis do Faroeste, Mandrake, todas elas. Lia também as revistas da Ediex (Foto Aventuras, Foto West, Colt 45, Superaventuras, Antar, Ultra Ciência etc) e muitos filmes que assisti depois, eu conheci primeiro nelas: Último Trem de Gun Hill (Duelo de Titãs), O Homem dos Vales Perdidos (Os Brutos Também Amam), Trem de 3:10 Para Yuma (Galante e Sanguinário) etc. Ainda tenho muitas delas aqui em casa.

The Lovely Emmylou Harris
Bem, depois eu cresci, casei, fui professor e finalmente me aposentei pela Caixa Federal, onde trabalhei trinta anos. Hoje em dia escrevo verbetes para a Wikipédia lusófona. Já escrevi sobre Balzac, William Faulkner, Emmylou Harris e outros, mas atualmente me concentro na Hollywood clássica. Escrevi sobre diretores (Burt Kennedy, Budd Boetticher, Edward Dmytryk...), atores (Guy Madison, Audie Murphy, Rhonda Fleming, Rod Cameron...), e dei uma geral nos filmes da Paramount e da RKO. Atualmente estou envolvido com a filmografia de Tarzan, um de meus heróis prediletos desde os tempos dos quadrinhos.

Anthony Mann
Não me entendam mal: eu não assisto só faroestes e outros filmes antigos. Gosto muito dos atuais filmes de ação e ficção-científica, e também algumas comédias e dramas. Até hoje ouço rock e MPB dos anos 1960-1970, principalmente. E leio muito sobre cinema e música, além dos clássicos da literatura. Mas não à noite. À noite eu assisto filmes, sobretudo - ainda que não só - faroestes.

Minha seleção está em ordem alfabética de títulos nacionais. Ela não é imexível, é um retrato do momento. Infelizmente, só podemos listar 10 filmes (mas listei 20...) e tive de deixar de fora uma enormidade de títulos que me deram/dão prazer. Para não me xingarem muito, peço-lhes considerar TODOS os filmes que chamei de RUNNERS-UP como 11o. colocados, ok? Todos!

Fazer este Top Ten trouxe uma revelação para mim: eu sempre pensei que meu diretor de westerns preferido fosse John Ford. Agora descobri que é Anthony Mann.

... “and the road goes ever on.” (J. R. R. Tolkien)

Happy trails! - José Tadeu Barros



Cavalgada Trágica (Comanche Station), 1960 - Budd Boetticher
Randolph Scott
De 1946 em diante, Randolph Scott só fez faroestes. Com exceção dos mocinhos dos Westerns B, como Roy Rogers e Buck Jones, ele foi o ator que mais apareceu em filmes do gênero. A maioria é esquecível, apenas bang-bangs rotineiros, mas não os sete que fez com Boetticher. Ao contrário de John Ford, que traçava grandes painéis, com muitos atores e assuntos paralelos, os faroestes de Scott-Boetticher pegam o herói em um momento decisivo de sua história. Este é o último deles, com um Scott de cara mais granítica que nunca, pateticamente percorrendo o Oeste prá ver se encontra sua mulher, raptada pelos índios dez anos antes. Ele acaba encontrando outra - Nancy Gates - e a resgata, mas tem de defendê-la de Claude Akins e seu bando. Sempre excelente como bandido, Akins (Scott também?) pergunta-se porque o marido da moça prefere oferecer uma recompensa a ir atrás dela. A resposta vem em um tocante e revelador final.

Matar ou Morrer (High Noon), 1952 - Fred Zinnemann
Gary Cooper
No seu último dia como xerife, Will Kane (Gary Cooper) vai casar-se com Grace Kelly, 28 anos mais jovem. Por azar, um bandido que ele mandara prá cadeia deve chegar no trem do meio-dia, com vários capangas. O que eles querem? Vingança, claro. Will Kane, então, pede ajuda à população. Todos se omitem, cada um com uma desculpa diferente.  filme  foi uma reação ao crescente conformismo da sociedade americana com as perseguições e injustiças do mccartismo. O tempo passou e isso foi perdendo o sentido, o que é uma característica de obras engajadas. Uma particularidade sempre citada é que a ação é em tempo real, com relógios implacavelmente marcando o tempo que falta para o confronto com os foras-da-lei. Sempre em listas de melhores faroestes, Matar ou Morrer irritou John Wayne e Howard Hawks, que acharam que xerife nenhum ia pedir auxílio aos concidadãos, porque “a man’s gotta do what he’s gotta do”, uma coisa assim. Daí, eles fizeram “Onde Começa o Inferno”! Uma ironia é que Gary Cooper era tão radicalmente direitista quanto eles.

Meu Ódio Será Sua Herança (The Wild Bunch), 1969 - Sam Peckinpah
Ernest Borgnine
Este também frequenta Top Ten após Top Ten, com toda a razão, pois é uma obra-prima que influenciou muitos outros filmes que vieram depois, faroestes ou não.  O filme se passa quando o mítico Velho Oeste já chegara ao fim. O “bando selvagem” do título, envelhecido e desiludido, está deslocado no mundo de 1913. Perseguidos a contragosto pelo ex-companheiro Deke Thornton, eles são tocados para o México revolucionário, refúgio preferido dos derradeiros foras-da-lei enviados por Hollywood. Estamos longe dos tradicionais filmes onde bandido é bandido e mocinho é mocinho, enterrados em grande parte pelos spaghetti westerns. Aqui, a grosso modo, ninguém presta. O que diferencia o bando de Pike da patrulha de Deke e dos soldados do General Mapache é simplesmente um nunca mencionado Código de Honra. O banho de sangue no final é antológico e visto como uma das sequências mais impressionantes da história do cinema, mas minha cena favorita eu nunca vi ninguém comentar. Dura só um pouquinho, é provável que vocês nem tenham reparado nela, porém é um grande momento, cheio de sensibilidade, poesia e camaradagem.  É aquela em que o bando vai passando a garrafa de uísque de mão em mão mas, só prá chatear, põe Warren Oates na roda. Parecem crianças, mas crianças podem ser cruéis, conforme mostrado nas cenas iniciais.

O Caminho do Diabo (Devil’s Doorway), 1950 - Anthony Mann
Robert Taylor
Só porque serviu ao lado dos brancos na Guerra Civil e volta cheio de medalhas, o índio Lance Poole acha que será bem aceito por todos. No entanto, ele logo perde as ilusões ao ver que o preconceito contra sua raça está mais vivo do que nunca. Mas o próprio Lance parece que não está imune: num primeiro momento, ele não aceita seu advogado ao ver que se trata de uma mulher. Instala-se uma luta pelas terras indígenas. Apesar do outro lado - criadores de ovelhas - ter lá suas razões, Lance mostra-se inflexível na defesa de seu povo. Sabemos que ele não tem chances de vencer, é um fato histórico. No final, vestido com o uniforme do Exército, Lance se oferece em sacrifício, porque dali a cem anos sua lição “poderá ter servido para alguma coisa”. Sabemos que não serviu: cem anos depois, ainda enforcavam-se negros por dá cá aquela palha. Mais cinquenta anos (isto é, hoje), as guerras de religião, guerras por petróleo, guerras ideológicas etc atestam que nada mudou: o preconceito, a intolerância e a ganância continuam a nortear a Sociedade, mostrando que as questões levantadas pelo filme continuam mais vivas do que nunca.  Este é um filme de tese, mas também de muita ação e até um pouco de alívio cômico (meio sem graça), por cortesia da querida Spring Byington. Tive dificuldades de reconhecer Edgar Buchanan atrás de um imenso bigode, mas sua voz é inconfundível.

Onde Começa o Inferno (Rio Bravo), 1959 - Howard Hawks
John Wayne
Todos sabem que o filme é uma resposta de John Wayne e Howard Hawks a “Matar ou Morrer/High Noon”, que eles acharam vergonhoso para os EUA. Também frequenta sempre o Top Ten daqui e de qualquer outro lugar, então não há mais muito o que falar. Ao contrário de Gary Cooper naquele filme, John Wayne não pede ajuda a ninguém, porque isso não é coisa que um homem da Lei faça - mas tem, sim, a ajuda de um alcoólatra, um velho tagarela manco (Walter Brennan, brilhante) e um jovem pistoleiro.  Tudo porque precisam impedir que Claude Akins, preso porque matou um cara, seja resgatado pelo irmão John Russell. O filme é muito mais parado do que a gente se recorda, mas sendo Hawks o cineasta da amizade masculina, o que mais nos cativa é a interação entre os quatro companheiros. E por falar em John Russell, aqui vai um sonho meu  que nunca vai se realizar: um filme com todos os cinco Johns coadjuvantes de tantos faroestes da década de 1950: John McIntire, John Dehner, John Russell, John Carradine e John Anderson. Já pensaram?

Os Brutos Também Amam (Shane), 1953 - George Stevens
Alan Ladd
Tudo já foi dito deste filme que é um dos preferidos de todo mundo, exceto Rubens Ewald Filho (uma surpresa que ele revelou na entrevista que deu para a Pardner, em 2003, recentemente reproduzida neste blog). O filme é uma fábula contada de maneira realista (as mortes de Elisha Cook Jr. e Jack Palance foram um marco na época, pela brutalidade com que são mostradas), a fábula do herói misterioso vindo de lugar nenhum, que faz seu trabalho e parte outra vez não se sabe prá onde. Shane, sem sobrenome ou passado, é o amigo que toda criança gostaria de ter, daí tornar-se objeto de adoração do menino Joey. Segundo Sam Peckinpah, quando Jack Palance mata Elisha Cook Jr., as coisas começaram a mudar. Ele tem razão: as coisas começaram a mudar, sim, mas na maneira de fazer faroestes. Porque no mundo mostrado pelo filme, a civilização já havia feito do Oeste uma terra de pequenos fazendeiros e agricultores. Os índios, dizimados, já não representavam perigo. Shane e Jack Wilson começavam a ficar anacrônicos. Um peixe fora d’água, Shane tem de ir embora.

Os Profissionais (The Professionals), 1966 - Richard Brooks
Lee Marvin
“Sete Homens e um Destino” introduziu no faroeste (e não só nele, como bem observou nosso colega Rafael Galvão) um tema novo, que é o de reunir um grupo de especialistas para realizar uma missão. Aqui, um rico texano contrata quatro homens para resgatar sua esposa, Maria, sequestrada pelo revolucionário mexicano Jesus Raza. Estamos já em 1917, portanto  o Oeste já foi domado e a esses mercenários só resta mesmo um difuso código de honra. Um deles é bom com armas, outro com explosivos, outro com cavalos e o último é mestre em atirar flechas com um arco quase do tamanho dele. A missão parece simples, mas eles descobrem que a história não está bem contada, porque Maria juntou-se a Jesus por livre e espontânea vontade. Isso muda tudo e nossos homens têm de decidir entre um capitalista mentiroso e um guerrilheiro (terrorista?) apaixonado. Burt Lancaster tem uma frase bonita: “Talvez só exista uma revolução: a dos bons contra os maus. A pergunta é: quem são os bons?” Bem, isso é o que eles tentarão ser, pois aquele empoeirado código de honra ainda não está morto.

Pistoleiros do Entardecer (Ride the High Country), 1962
Sam Peckinpah
Joel McCrea e Randolph Scott
Assim como “Os Profissionais” e  “Meu Ódio Será Sua Herança”, o filme é ambientado já no século XX, quando os primeiros carros cruzavam as pradarias do Velho Oeste. Relíquias de um tempo que não mais existe, Steve Judd (Joel McCrea) e Gil Westrum (Randolph Scott) sentem-se deslocados em um mundo que já não é o deles. Falam de reumatismos e netinhos, enquanto recordam histórias passadas... é o que lhes resta. Quando aparece a chance de uma última aventura - buscar um pequeno carregamento de ouro nas montanhas -, eles aceitam por diferentes motivos: Judd quer reviver os bons tempos e Gil quer ficar com o ouro, ele que nunca possuiu nada. Ao chegar ao destino, têm de enfrentar à moda antiga um selvagem grupo de mineradores. No esplêndido final, Judd olha ainda uma vez as montanhas onde passou toda a vida. Derradeiro filme de Scott, bem que poderia ter sido também o último de McCrea. Assim, o título em Português teria um duplo (ou triplo) sentido.

Rastros de Ódio (The Searchers), 1956 - John Ford
John Wayne
Ao contrário de 99,9% das pessoas, não sou grande fã do Monument Valley (olha só a heresia!). Os filmes feitos ali sempre me deram a impressão de que não saem do lugar, porque a paisagem é sempre muito parecida. Tenho dificuldades em visualizar John Wayne e Jeffrey Hunter andando prá lá e prá cá durante cinco anos, porque me parece que eles estão sempre ali pertinho da velha fazenda. Paradoxalmente, sou apaixonado pela fotografia do filme. Gosto quando, à aspereza da caçada de Ethan Edwards e Martin Pawley, Ford contrapõe as cenas civilizadas do lar dos Jorgensen, onde Vera Miles tem de ler cartas pessoais em voz alta! Gosto também de Hank Worden, em um papel maior que o normal. Como sempre meio desequilibrado, ele proporciona bons momentos de humor.
Aquele gesto de Wayne, de segurar o cotovelo esquerdo com a mão direita, diante da porta, era típico de Harry Carey, seu velho amigo. Carey foi casado até 1947 (quando morreu) com Olive Carey, a atriz que interpreta a Senhora Jorgensen, que abre e fecha a porta para Ethan. Foi uma homenagem bonita e tocante e diz muito de Wayne, um homem generoso e leal, malgrado seu reacionarismo.

Região de Ódio (The Far Country), 1955 - Anthony Mann
James Stewart
Passado no Alasca de fins do século XIX, o filme tem um Walter Brennan absolutamente impossível como a consciência boa de James Stewart (sem falar de John McIntire, um de meus vilões preferidos). Stewart faz um sujeito intratável, que só pensa em si, que não quer se meter na vida dos outros (o que é uma boa coisa...), que não ajuda ninguém e acha que nunca vai precisar da ajuda de ninguém. No final, ele descobre que a famosa frase de John Donne “nenhum homem é uma ilha isolada” não é só uma frase bonita, é também uma lição de vida. Note-se que Stewart está sempre ranzinza, reclamando ora disto, ora daquilo, enquanto McIntire é só simpatia. Essa reversão de expectativas pode ser notada também nos outros filmes que Stewart e Mann fizeram juntos. Em pequenos papéis, estão grandes coadjuvantes: Harry Morgan, Jack Elam, Royal Dano e Robert Wilke.


RUNNERS-UP:

A Face Oculta (One-Eyed Jacks), 1961 - Marlon Brando
Marlon Brando
Única experiência na direção de Brando, o filme nunca foi nenhuma unanimidade, pelos seus maneirismos, longa duração e exageros. História de uma amizade que não deu certo, o resultado, todavia, é bastante original, com sequências à beira-mar, singular posicionamento da câmera e curioso fundo edipiano. Além disso, nenhum dos personagens principais presta e há muita violência sádica, numa antecipação involuntária (?) dos westerns spaghetti.

Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid), 1969 - George Roy Hill
Redford e Newman
Também situado no início do século XX, este é um perfeito contraponto a “Meu Ódio Será Sua Herança/The Wild Bunch”, feito no mesmo ano. Uma tendência forte nos anos 1960 foi a dos westerns cômicos, como este. Butch Cassidy (Paul Newman) e Sundance Kid (Robert Redford, em ascensão), personagens reais (coincidentemente, a quadrilha deles era conhecida como “the wild bunch”, vejam só!), são ladrões desastrados que passam o filme todo fugindo de uma incansável patrulha. O passeio de bicicleta de Butch e Etta (Katharine Ross) tornou-se antológico, assim como a derradeira cena, com os dois anti-heróis congelados no tempo e no espaço, para sempre vivos em nossas mentes, enquanto ouvem-se tiros ao fundo.

Gregory Peck
Céu Amarelo (Yellow Sky), 1948 - William Wellman
Céu Amarelo é uma cidade fantasma que fica lá longe, no meio do deserto. É a esse fim de mundo que chega uma quadrilha de ladrões de banco, liderada por Gregory Peck. Sem nada prá fazer, eles ficam de olho em Anne Baxter - e no ouro que ela e o avô, únicos habitantes do lugar, esconderam numa mina abandonada. Exceto o final, que achei meio condescendente, todo o resto é diamante puro.

Clint Eastwood
Josey Wales, o Fora-da-Lei (The Outlaw Josey Wales), 1976 - Clint Eastwood
Meu filme favorito de Eastwood. Um sitiante deixa suas terras para vingar a esposa e, em suas andanças, vai agregando outros proscritos que acabam por constituir uma comunidade agrícola.  Esses párias não acreditam nos planos de vingança de Clint e, aos poucos, ele começa a achar que, depois de tanto tempo e tantas mortes, isso perdeu mesmo o sentido - e volta a cultivar a terra. No elenco estão o desengonçado Royal Dano e Matt Clark, um coadjuvante muito ativo na década de 1970, mas que sumiu do radar.

Gary Cooper
O Homem do Oeste (Man of the West), 1958 – Anthony Mann
Um senhor de 51 anos dá cabo sozinho de uma quadrilha inteira de ferozes bandoleiros (além de deixar Jack Lord quase nu, só com socos e pescoções). O novo Rambo? Não, o velho Gary Cooper, De quebra, ele conquista o coração da mocinha, 25 anos mais jovem que ele. Isto, meus amigos, é o que chamamos de “a magia do cinema”. O filme foi mal recebido quando lançado, tanto pela violência quanto pelo strip-tease de Julie London. Apesar de Cooper, quem rouba a cena é Lee J. Cobb, como seu diabólico ex-chefe. Royal Dano também está lá, mas não abre a boca.

O Homem que Matou o Facínora (The Man Who Shoot Liberty Valance),
1962 - John Ford
Lee Marvin
Outro campeão nas listas de melhores, o filme tornou famosa a frase “quando a lenda se torna realidade, imprima-se a lenda”. Ramson Stoddard (James Stewart) fica famoso como o homem que matou o feroz pistoleiro Liberty Valance (excepcional trabalho de Lee Marvin). Por isso, é eleito senador, mas no funeral de um tal Tom Doniphon (John Wayne), o verdadeiro matador do celerado, ele revela a verdade. Stoddard ficou com a fama e com a namorada de Doniphon. Por que será que Doniphon aceitou essa situação?

Robert Ryan
O Preço de um Homem
(The Naked Spur), 1953
Anthony Mann
Eu sempre tive uma queda por filmes com poucos personagens. Aqui são apenas cinco (exceto alguns índios que entram mudos e saem calados - ou melhor, mortos!). James Stewart, levemente fora de controle, e Robert Ryan, o bandido cínico e manipulador,  duelam como personagens e como atores e (parafraseando os comerciais de TV) quem ganha é o espectador. Considere a paisagem esplendorosa como o sexto personagem.

Robert Duvall e Kevin Costner
Pacto de Justiça (Open Range), 2003 - Kevin Costner
Grande homenagem ao gênero, com uma fotografia deslumbrante. Uma história clássica contada de um jeito moderno, o filme só tem um defeito - assim como “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”, ele tem finais demais. Último grande western produzido, na minha opinião (não vi “Django Livre”, mas duvido que Tarantino se interesse pela paisagem), voto em Kevin Costner para dirigir a refilmagem de “Shane”, com Lau Shane Mioli, Janete Palma e Vin LeMarc, conforme proposto pelo Darci.

Steve McQueen
Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven), 1960 - John Sturges
O filme que inaugurou e deu o tom para o faroeste da década de 1960. Sua enorme influência pode ser sentida no spaghetti western, em outros faroestes (alguns citados acima), em filmes de outros gêneros, e chega tão longe quanto 1986, com a ótima comédia “Três Amigos/Three Amigos!”. Em um Oeste civilizado, já não há lugar para um punhado de pistoleiros (você já leu isso mais de uma vez neste texto) e eles aceitam ajudar uns pobres coitados adivinhem onde.... pois é, no México. O filme transformou vários nomes do elenco em astros, deu a trilha sonora para os cigarros Marlboro e fez a gente ter certeza de que, em filmes com a mesma temática, vários membros do grupo fatalmente morrerão no final.

James Stewart
Um Certo Capitão Lockhart (The Man from Laramie), 1955 - 
Anthony Mann
Um filme complexo, com diversos subenredos, ecos do shakespeareano “Rei Lear” e uma espécie de final feliz meio imprevisto. James Stewart é o capitão que procura se vingar de quem matou seu irmão. Numa das cenas mais violentas até então vistas no cinema, ele recebe um tiro à queima-roupa na mão. Esta foi a última colaboração entre Stewart e o diretor Mann. Foram cinco filmes, cinco obras-primas.


34 comentários:

  1. José Tadeu

    Primeiro, quero dizer que adorei o teu Top-Ten. E também a ideia de colocá-los na ordem alfabética. É difícil escolher os dez melhores, entre tantos faroestes maravilhosos, e mais difícil ainda colocar por ordem de preferência.
    Não assisti a todos os filmes da tua lista, mas vou tentar procurar por eles.
    Agora, quanto à uma refilmagem de Shane comigo mais Lau Shane Mioli e Vin Lemarc, e ainda dirigidos por Kevin Costner! Nossa!!! Fiquei nas nuvens!
    Mas, terei que ir atrás de algumas dietas e plásticas para melhorar o visual! he he
    Parabéns pela lista maravilhosa!
    Um grande abraço!

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  2. Olá Jose Tadeu !! Lista quase irretocável . Interessante que vc citou 7 filmes de A.Mann na lista de 10. São ótimos filmes,e
    também acho este diretor um grande mestre,junto com John Ford !!
    Acho que nós dois fomos os únicos a colocar no TopTen o filme
    de K.Costner,uma obra prima,que revejo a cada 15/20 dias. "Pacto
    de Justiça" não fica atrás dos grandes westerns das décadas de 40/50.Sou apaixonado por este filme (e pela Annette) .Único reparo a meu ver, é Céu Amarelo ! Ainda
    não me convenci que seja,um bom filme. Preciso rever esta obra de W.Wellman,quem sabe numa cópia melhor do que eu tenho !!
    Parabéns !! E vamos refilmar SHANE !!

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    1. José Fernandes de Campos15 de março de 2013 21:09

      Desculpe-me mas vou dar o meu pitaco. O seu top ten saiu em 2011, depois dele o meu foi o primeiro a mencionar o filme Pacto de Justiça como um filmaço, o sr. inclusive fez um comentário em 05 de outubro de 2012. Fico feliz que o sr.José Tadeu tenha-o mencionado faço ate este comentário abaixo. Este é o meu reparo. Até derepente.

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  3. Corrigindo !! São 7 "Anthony Mann" numa lista dupla,portanto de 20 filmes relacionados .
    Abraço a todos !!

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  4. JANETE: obrigado pelos elogios. Quanto às plásticas, não se preocupe: mesmo que vc. precisasse ( o que não é seu caso), o cinema opera milagres: até Stallone e Schwarzzzzennnnnneggggggger (devo ter errado em algum momento...) ficam bonitos.

    LAU SHANE: O filme do Costner é muito bacana mesmo. Pena que ele ande meio esquecido por aqui (mas ainda vai ser descoberto, tenho certeza). Céu Amarelo me conquistou desde a primeira cena (O OESTE...), com Richard Wydmark roubando todas as cenas de Gregory Peck. Assista de novo prá vc. ver. Se não mudar de opinião, não tem importância, não é?

    Agora, acho que você se equivocou: eu só citei cinco filmes do Anthony Mann. De onde vc. tirou sete? (Bem, é claro que eu posso estar pirando, mas...).

    Quanto à refilmagem de Shane, se precisarem de um roteirista prá fazer o Shane ficar com a garota no final, contem comigo! Já sei direitinho como fazer isso...
    Abraços

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  5. Gostei muito do top do Tadeu. Cheio de observações inteligentes sobre aspectos sutis e enriquecedores dos filmes. Outra coisa que chama a atenção é a contextualização histórica muito boa, cotejando com propriedade questões antigas e atuais. Lendo a respeito do autor, percebemos que o western também é um gênero de quem conhece, tem bom gosto, visto com olhos sagazes, sem deixar de ser, digamos, simples e acessível , pelo menos em parte, a todos. Só uma coisa que eu tenho visto em várias participações, é que muitos tem evitado dizer qual o seu preferido, 1, 2, 3..., na ordem. Eu sei que é difícil para cada um de nós escolher, mas eu acho que fica ainda mais gostosa a brincadeira. Acredito que ninguém aqui tem a pretensão de dizer quais seguramente são os melhores filmes, acho que está mais para preferidos, então qualquer top deve ser entendido assim. Um cowboy tem que encarar esse desafio. Tem que sacar a resposta para a curiosidade dos amigos. As divergências fazem parte da diversão. Quanto aos filmes, na minha opinião, só filme bom. Só aí 20, e ainda faltou um punhado de filmes.
    Assino embaixo a indicação de Costner para o nosso Shane tupiniquim, Tadeu! Parece que o restante do elenco também aprovou o nome do grande especialista em western. Mas acredito que nem isso o salvaria, sabe como são esses remakes... O último trabalho dele no gênero que eu vi foi Hatfields & McCoys, uma minissérie que creio você já deve ter visto, e que dá pro gasto.
    Ah, Tadeu, se você tivesse que escolher um desses para levar para uma espécie de “Arca de Noé”, para representar e resguardar a espécie, ou o gênero, qual você escolheria??? Precisa responder não, é só brincadeira amical.

    Um abraço a todos!

    Vinícius Lemarc

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    1. Vinícius, vou te dar uma resposta de mineiro, uai: se eu tivesse que levar um desses filmes aí prá uma ilha deserta, eu levaria..... qualquer um do Anthony Mann. Gostou?

      No mais, obrigado pelos elogios. Não assisti ainda o Hatfields & McCoys, umas críticas negativas me desanimaram. Talvez no futuro.

      Um abraço
      Tadeu

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  6. beleza essa lista do Jose. escreve demais. liçao de cinema de pessoa boagente. e gostei mesmo.anisiofagundes

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    1. Obrigado, Anísio. De tudo que você falou, o que mais gostei foi do "boa gente", de que você, certamente, também merece ser chamado.

      Abraços
      Tadeu

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  7. Olá, Vinicius
    Gostei do desafio feito ao José Tadeu que espertamente se esquivou. Estou com você e também penso que todos nós temos o faroeste preferido. Veja você que aquele cinéfilo de Indaiatuba (SP), se apelidou Lau Shane, já declarando seu western preferido.
    E estou com você até porque uma classificação geraria mais discussões e certamente haveria quem reclamasse: "Mas como? 'Região do Ódio' ser melhor que 'Shane'..." Ou "Na minha opinião jamais 'Rastros de Ódio' pode ser melhor que 'Pistoleiros do Entardecer'..." E vai por aí.
    Lapidar sua frase 'As divergências fazem parte da diversão', frase que reflete bem a intenção do blog.
    Um abraço do Darci
    PS - Veja você, Vinicius, que se fosse para levar discos de rock para a a Arca de Noé, já sabemos que o José Tadeu levaria LPs, CDs e MP3 do The Who...

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  8. Olá a todos,
    Meu nome é Norberto, tenho 52 anos, moro na cidade de Serra, município do estado do Espírito Santo, e, como todos, sou fã incondicional de faroeste.
    Por acaso descobri este Blog, e nunca mais deixei de acessa-lo, lendo atentamente todos os comentários.
    Eu não tenho o conhecimento que todos possuem, mas estou me deliciando com tantas informações. Parabéns a todos.
    De todos os top-tens, este do José Tadeu realmente foi magnífico, não desmerecendo os outros.
    Na década de 1970, eu era frequentador assíduo do Cine Alba, um cinema localizado em Baixo Guandu/ES, cidade onde eu nasci, e foi neste lugar que me apaixonei pelo faroeste, assistindo os filmes: O Dólar Furado, Django, Shalako, Sete Homens e um Destino, Rastros de Ódio, Um Homem chamado Cavalo, etc.
    Sou amante das revistas em quadrinhos Tex Willer, Epopéia Tri, e do seriado "Zorro" interpretado por Guy williams.
    Favor comentar sobre um filme de nome "Tunco Maclóvio". Esse filme eu assisti nesse cinema e nunca mais ouvi falar dele.
    Darci, parabéns pelo excelente Blog.
    Um abraço a todos.



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  9. Prezado Tadeu

    Os seus dezenove westerns escolhidos são todos da melhor qualidade, não importando os orçamentos e astros de maior e menor brilho cinematográfico, são produções que refletem a sua concepção no momento. Também, não gosto de colocá-los por ordem porque seria uma ordenação subjetiva ou forçada.

    Dos filmes listados somente "Butch Cassidy & Sundance Kid" , apesar de ter sido grande sucesso no "Boxe Office"e de crítica, em todo o mundo, é o que eu gosto menos porque, sempre me pareceu um western hibrido que ficou devendo alguma coisa no roteiro para torná-lo mais convincente.

    Tudo de bom,

    Mario Peixoto Alves

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  10. Olá, Norberto, bem-vindo a este saloon onde o assunto é só faroestes.
    Procurei no site IMDb e descobri que El Tunco Maclóvio é um faroeste mexicano produzido em 1970. Acredito que não tenha sido lançado no Brasil em DVD.
    Pela lista de filmes que você citou seu 'aprendizado' de faroeste foi bastante eclético, o que é muito interessante.
    Obrigado pelo elogio ao blog e não deixe de dar suas opiniões.
    Um abraço do Darci

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  11. Olá, Mário
    Conforme comentei com o Vinicius, acredito que a 'ordenação subjetiva ou forçada', como você chamou uma lista classificatória, seja uma forma de levar o autor da lista a um exercício de depuração. Vejo isso como algo até mesmo prazeroso.
    Um abraço do Darci

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  12. José Tadeu ! A propósito da sua lista,onde cita filmes de John Ford e Antonny Mann,lanço aqui uma questão . Será que os
    personagens de James Stwart em "Região do òdio",Um certo capitão LO..",e O preço de Homem" não são melhor elaborados que
    os personagens de FORD em 'O homem que matou..." ,em Rastros de òdio,este com o próprio John Wayne?
    Robert Ryan e Gary Cooper,nos filmes O preço de um homem " e " O homem do oeste" de Antonny Mann , não
    lhe parece personagens mais fortes,bem mais vigorosas ,diferente dos personagens de Ford ,embora este seja o grande diretor de todos os tempos ? Abraços !
    ( sua correção é perfeita , são 5 e não 7 filmes de A.M.)

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  13. NORBERTO:
    Muito obrigado pelos seus elogios. Eu gostaria de ver um Top Ten seu, que é tão eclético, como bem disse o Darci.

    DARCI:
    Cuidado, tem gente reclamando que este blog tem falado demais de rock...

    LAU SHANE:
    Concordo com você. Os personagens de Mann são mais profundos que os de Ford. Acho que as preocupações de Ford eram outras. O que ele queria mesmo era mostrar a chegada do progresso no Oeste e como isso foi conseguido (matança de índios, com consequente conquista da terra, eliminação dos pistoleiros, as escolas e igrejas, que são elementos civilizatórios, o exército etc. Quer dizer: grandes panoramas).

    Já Mann não tem tanta ambição: ele só quer contar pequenos incidentes dessa enorme História. Filmes assim tendem a ter poucos personagens, acho eu, então o aprofundamento na psicologia deles é praticamente inevitável (é claro que isso não vale pros pequenos bang-bangs sem ambição, como os de George Montgomery, Audie Murphy, Guy Madison e outros, não é?)

    Mal comparando com literatura, Ford seria o romancista, enquanto Mann (e também Boetticher nos filmes com Randolph Scott), o contista. Será que eu viajei muito?

    Gostei dessas suas questões, questões assim nos fazem pensar, heim?

    Abraços a todos
    Tadeu

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  14. MÁRIO:
    Obrigado pelos elogios. Sobre o Butch Cassidy, é questão de gosto mesmo. As obras de arte nos tocam de maneiras diferentes, não é? Tem gente que até chora quando ouve Roberto Carlos, mas outros não o suportam e choram com Milton Nascimento. É assim mesmo.

    Mas vc. já percebeu que o Paul Newman fez vários faroestes e todos eles são bastante singulares? O cara era inteligente, além de grande ator.

    Um abraço
    Tadeu

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  15. A diferença entre Ford e Mann, é agora prá mim ,bastante visível,especialmente quando o foco são os perfis dos personagens . Está clara sua análise. São duas visões diferentes de como colocar na tela a história americana,em especial na conquista do oeste !
    Abraços !!

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  16. Lendo agora, assim, de repente esse artigo, me lembro de pelo menos tres Westerns que gosto muito e que não estão nessa lista:Consciências Mortas, Da Terra Nascem os Homens(para mim também é a melhor música) e um mais recente com o Tom Selleck: Contratado Para Matar.

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  17. Aliás, o Darci,editor do blog poderia fazer uma matéria com
    o Tom Selleck, e seus westerns. Li alguma coisa que
    Selleck é apaixonado pelo gênero.Dirigiu e atuou em alguns!!
    Qdo houver espaço na pauta,está aí uma sugestão !!! Abraços !!

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  18. Valerio Torres Corazine15 de março de 2013 19:35

    Uma lista bem interessante. Muitos Anthony Mann mas o principal não está: O Homem dos Olhos Frios. Fiquei satisfeito de conhecer mais mum amante do magnifico western Pacto de Justiça, mas colocar Butch Cassidy como um dos melhores foi muito forte. O que mais gostei foi você ser diferente de todos e listar western menores. Com relação ao comentário de Shane MIOLI, pedir alguma coisa de Tom Selleck e colocar o genero num nivel bem baixo.

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    1. Alo Valerio. Não sei se você está desvalorizando o Tom Selleck, porque seu "e" não está "craseado". Mas as vezes uma antipatia com algum ator, faz com que você perca a chance de assistir grandes filmes, com o por exemplo o excelente: Monte Walsh-O Último Cowboy, também com ele. Um abraço

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    2. José Fernandes de Campos16 de março de 2013 16:18

      Sr. Roque. Como a maioria deste blog me detesta pelos meus comenta´rios criticos, o que tenho a dizer é que os filmes de Tom Selleck são muito ruins ( sem ser antipatico). A estoria de contatando para matar não tem nehuma logica e o Monte Walsh sugiro que o sr. veja o original co m Lee Marvin. Pode me malhar pois já estou acostumado neste blog. THING OVER, deixe de mao westerns menores. Vamos ao seu top ten. Até derepente. Não sei quem é Valerio, mas ele tem total razão. Esta estoria de que Spielberg quewria ele em Indiana Jones é lenda. O cara é muito ruim. Não conheço nada de bom com ele a não ser o o portentoso bigode. Até derepente

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  19. José Fernandes de Campos15 de março de 2013 20:49

    Depois do meu top ten publicado que causou tanta polêmica (não sei por que) resolvi ler todos os topicos da semana toda sexta feira, mas o seu mereceu de mim algumas obsrvações. Primeiro te elogiar por fazer um top ten com titulos inexpressivos (Cavalgada Trágica. Segundo te elogiar pela lembrança de um titulo esquecido (que acredito muitos não assistiram) O CAMINHO DO DIABO. Atraves de Claude Chabrol no semanario Cahiers du Cinema este filme fez muito sucesso na França e para mim foi muito bem lembrado por você. Deve ser assistido por todos, por mostrar um Robert Taylor em um dos seus melhores momentos na tela. Mais uma vez o western mostra o tema intolerancia em toda a sua plenitude. Louis Calher magnifico e o que falarf de Paula Raymond. Vou rever este filme com muito carinho, pois foi muito marcante na minha infancia e posteriormente na adolescencia. Por ser um filme curto (84 minutos) a estoria flui e voce desfruta dele na sua totalidade. Parabens pela lembrança. E finalmente aparecer poutro fã do clássico Pacto de Justiça. Um filme para se assistir embasbacado pelas tomadas, pelo ritmo da narrativa (ora lento, ora agil e extremamente violento em outros. Meus parabens de um modo geral pela lista. Só um comentário, deixe sempre o leitor na expectativa do que acontece no filme. Quem não conhece o filme, deixe ele ter vontade de assistir, nunca relate com detalhes o enredo. PARABENS-PARABENS pela lista. Até derepente

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  20. Lau Shane
    Muito boa a sua sugestão. Vale lembrar que Tom Selleck recebeu em 1992 o prêmio 'Golden Boot', o mais prestigiado laurel para artistas que se destacam pela significativa contribuição ao gênero Western. Esse prêmio é outorgado pela Golden Boot Awards desde 1983 e, infelizmente, desde 2006 deixou de ser entregue pois não há mais atores que, como Tom Selleck, tenham feito tantos faroestes e, como você lembrou, é um apaixonado pelo gênero. Tom Selleck completou 68 anos em janeiro último.
    Darci

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  21. Lau Shane
    Ainda sobre Tom Selleck e talvez muito mais importante, Tom foi conduzido ao Hall of Fame, do National Cowboy and Western Heritage Museum. Vale lembrar que entre os artistas ainda vivos que mereceram a mesma honraria estão Clint Eastwood, Robert Duvall, Kirk Douglas, James Drury, Sam Elliott e Clint Walker. Entre os falecidos estão naquele Hall of Fame Roy Rogers, William 'Hopalong Cassidy' Boyd, John Wayne, Rex Allen, Henry Fonda, Glenn Ford, Joel McCrea, Barbara Stanwyck, Ernest Borgnine e não muitos outros. Poderia haver honra maior para um ator de uma geração em que o Western era já quase que apenas uma lembrança?
    Darci

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    1. Alo Darci. O Tom Selleck é mesmo admirador do gênero. Ele fez também, entre outros, Monte Walsh-O Último Cowboy que é excelente. Um abraço

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  22. Olá, Roque
    Tom Selleck já não é nem o caso de ser 'descoberto'. Mas confesso que ainda não vi essa versão de "Monte Walsh". Vale lembrar que a versão de 1970, com Lee Marvin e Jack Palance é um dos western preferidos do Mário Peixoto, uma autoridade em faroestes. Torna-se obrigatório conferir o de Tom Selleck.
    Um abraço do Darci

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  23. ROQUE AR:
    Você tem toda razão: Da Terra Nascem os Homens é um filmaço mesmo. Infelizmente, não é fácil escolher dez (ou vinte) sem deixar grandes filmes de fora. Não assisti Consciências Mortas, por incrível que pareça, mas pretendo ver um dia. Um abraço.

    VALÉRIO:
    Obrigado pelos elogios. O Homem dos Olhos Frios é mesmo magnífico (como Minha Vontade É Lei, também com Henry Fonda), mas como disse pro Roque, tente fazer uma lista de vinte sem deixar grandes filmes de fora. Impossível. Quanto mais a gente pensa, mais a gente se emaranha numa teia sem fim. Quanto ao Butch Cassidy, eu já falei sobre isso mais acima, na resposta que dei pro nosso colega Mário.

    JOSÉ FERNANDES:
    Fiquei especialmente satisfeito por vc. ter aprovado minha lista, porque vc. é muito rigoroso, então seu elogio vale por dois (sem desmerecer os outros colegas, claro). Como vc. vê, nós dois não estamos sozinhos quando se trata de Pacto de Justiça: outros leitores também já manifestaram seu apreço pelo filme, que é mesmo demais e chegou a fazer um certo sucesso nos EUA, apesar da estrela do Kevin Costner ter-se apagado.

    Quanto a contar o enredo (e até o final, imagine!!!), eu hesitei muito, porque eu tenho um irmão que tem a mania de contar o final dos filmes que ele assiste e quando isso acontece, todo mundo quer matar ele! E com razão! Mas imaginei que os filmes que relacionei já tivessem sido assistidos por todos que lêem o blog (engano meu, como descobri imediatamente) e acabei mesmo falando demais, ou melhor escrevendo demais (isso de escrever demais é defeito meu. Veja só tamanho deste post até aqui). Portanto, quero me desculpar com você e com todos que se sentiram incomodados com esse fora meu.

    Sobre O Caminho do Diabo, parabéns pelo tê-lo visto na infância, no calor do lançamento. Eu, infelizmente, só pude assisti-lo há alguns anos (mas li a revista SuperAventuras ou Foto West quando era criança (título: Eu Vi a Morte. Nunca me esqueci. Era criança mas sabia que tava diante de uma obra-prima).

    PS - Só não entendi porque Cavalgada Trágica é um "título inexpressivo". Como é isso?

    Abraços calorosos

    SOBRE O TOM SELLECK:
    Vi há anos Contratado Para Matar, que, salvo engano, se passa na Austrália. Fiquei bastante impressionado -- positivamente -- com o que vi e não tinha atentado para o fato dele ter feitos outros westerns. Então, ele merece uma matéria, não é?

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    1. José Fernandes de Campos16 de março de 2013 15:59

      Ja vi que o sr. é boa pessoa. Fiquei maltame4nte satisfeito com os seus comentários. Malhar, criticar os outros é muito fácil. Quando o sr. fez seu top ten e3sperava elogios e criticaS. Meus parabens. Infelizmente fui uma pessoa execrada no meu top ten mas o seu comentário me deu um novo alento. O) fato da minha pessoa não gostyar de Cavalgada Tragica não significa nada para o sr. Foi só um comentário,. O sr. provou que tem categoria e aceita os comentarios sem desfaze-los. Repito. GOSTO È GOSTO devemos respeitá-los e estarmos sujeityo a criticas.Adorei quando o0 sr. falou quen hesitou em falar sobre a estória dos filmnes. Nestes anos que sigo este blog o sr. foi a melhor pessoa que aceitou os comentários. Detestyo quando todos nelogiam por elogiar. A sua humildade foi o melhor deste top ten. Pena que outr4os não tenham entendido o meu. Que Deus te abençoe em todas as suas caminhadas. Gostei muito de te-lo conhecido. Não sou rigoroso em nada, mas o seu comportamento foi n ota dez. Cade as pessoas que me malharam por não colocar nenhum western italiano no meu top te. Aguarado com muito prazer o seu comentariuo no meu top ten. Deus te abençoe por tudo. Em tempo não sou crente por falar assim. Um abraço e até de repente.

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  24. Entendo que o blog está aberto a tudo que se refira ao gênero western. Até os 'bezinhos'" de baixa produção e qualidade discutível devem ser objeto de matéria. Gostar ou não ,isto é com cada um. Creio que Tom Selleck merece uma matéria,sobre os filmes que fez.Os "westerncinemaníacos", somos apreciadores do bang-bang e tudo que
    a êle se refira. Aqui neste blog já vi grandes comentários,interessantes,inteligentes sobre filmes que não são meus preferidos e nem sempre são de boa qualidade. Mas é assim !
    Eu por mim,gostaria de rever todos.A avaliação fica por conta de cada um.O gênero me agrada muito.

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  25. Sr. José Tadeu, gostei muito de sua lista, ainda mais quando resgata o muito bom filme "Josey Wales, o Fora-da-Lei" e o diferente em cenário "A Face Oculta". Quanto ao seu comentário por "Rastros de Ódio", fico muito temeroso da reação dos participantes deste blog no que vou aqui escrever, pois ao contrário da "grande maioria" não o considero um grande, mas tão somente um bom filme (o revi recentemente e confirmei essa minha impressão). Quanto a "Região de Ódio" não assisti, portanto nada posso falar, somente que não gosto do James Stewart, mas isso não me impede de vê-lo com isenção.
    Outros colegas, ainda bem, gostei, citam o Tom Selleck, pois sendo bom ou mau ator/diretor, ainda tenta manter o gênero em evidência, e só por isso já tem elogios e gratidão.
    Grato.
    Francisco.

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  26. Olá, Francisco
    Seu temor é infundado. Podemos ou não gostar deste ou daquele filme sem que isso provoque reações contrárias. O importante é justificar as opiniões. Simpatia por determinados atores é também algo que pode ou não ocorrer, mas no caso de James Stewart, sua longa lista de filmes mostra que ele merece ser lembrado como um dos grandes atores da história do cinema norte-americano.
    Darci

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  27. Eu tiraria "Butch Cassidy" da lista, não que não seja um bom filme, porém é inferior aos demais, e incluiria o ótimo, segundo minha opinião "MINHA VONTADE É A LEI" de Edward Dmytryk, que tem no elenco Henry Fonda, Anthony Quinn e Richard Widmack.

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