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12 de janeiro de 2012

O BARÃO AVENTUREIRO (The Baron of Arizona) - VINCENT PRICE DOMINANDO O OESTE


Conta-se que Samuel Fuller realizou "O Barão Aventureiro" (The Baron of Arizona), em 1950, em apenas 15 dias e com pequeno orçamento. Se essas informações são corretas, Fuller deve mesmo ser elevado à categoria de gênio do cinema como sempre afirmou o francês Jean-Luc Godard. "O Barão  Aventureiro"  é uma excepcionalmente bem cuidada produção, com numeroso  irrepreensível elenco, contando uma improvável história policial ocorrida no Velho Oeste. Mesmo com pouca ação essa história prende o espectador através de diálogos admiráveis e imagens que exploram o tétrico através do claro-escuro, fruto da cinematografia do renomado James Wong Howe.


O AVENTUREIRO J.A. REAVIS - O personagem-título deste filme de Samuel Fuller existiu e se chamava igualmente John Addison Reavis. Esse homem tentou aplicar um golpe se apropriando de uma vasta porção de terras situadas no Arizona e no Novo México, forjando documentos para isso, mas no entanto acabou preso e cumprindo dois anos de prisão. A vida de Reavis virou um livro escrito por Homer Croy, livro esse adaptado livremente para o cinema pelo próprio Samuel Fuller. Em "O Barão  Aventureiro"  John Addison Reavis (Vincent Price) interpreta um oficial de cartório que se especializa em falsificações e fraudes criando um plano mirabolante para ser o dono do território do Arizona que ainda não havia se tornado Estado da União. Reavis forja todo tipo de documento certificando que uma menina bastante pobre chamada Sofia, filha do humilde Pepito Peralta (Vladimir Sokoloff), se torne a herdeira única de um certo Miguel Peralta, espanhol que mais de um século antes havia recebido a concessão da sesmaria que viria a ser chamada de Território do Arizona. O autor da concessão teria sido o Rei Ferdinando VI, da Espanha, que em 1748 fez com que Miguel Peralta passasse a ser o Barão do Arizona. Para executar seu mirabolante projeto fraudulento, John Addison Reavis viaja para a Europa e passa três anos, como monge, num monastério espanhol onde os padres são incumbidos de redigir os livros que registram as concessões reais dos territórios espanhóis mundo afora. Conquistando a confiança no monastério Reavis consegue falsificar uma centenária escrituração de posse de terras nos Estados Unidos. Em seguida Reavis passa a viver junto a ciganos e consegue se aproximar da nobreza espanhola, mais especialmente do Marquês (e da Marquesa) de Santella, em cujo palácio se encontra uma segunda cópia do livro de escriturações reais. O diabólico Reavis pensou em tudo, inclusive na educação da pequena Sofia (Karen Kester) a quem prepara para transformar em Sofia Peralta (Ellen Drew) e com quem se casará quando adulta. Concebida a sucessão de fraudes, John Addison Reavis reivindica junto aos órgãos governamentais seus direitos sobre todo o Território do Arizona, minas, rios e tudo que se encontra na região que será sua por direito. Atendido, Reavis torna-se o Barão do Arizona provocando a revolta da população e passa a ser alvo de investigação do agente governamental John Griff (Reed Hadley). Este descobre a fraude e Reavis é julgado e condenado.

Price no mosteiro como monge com Gene Roth e abaixo como cigano

A REDENÇÃO DE UM PODEROSO - É típica nos faroestes a figura do ganancioso proprietário de terras, de gado ou de tudo que há nas cidades. Não raro esses poderosos senhores mandam e desmandam tendo a seu lado acovardados homens tidos como a serviço da Lei e da Justiça. Em alguns desses inescrupulosos senhores a sede de poder faz deles verdadeiros megalomaníacos que em seus delírios sonham expandir cada vez mais seus domínios e posses. John Addison Reavis não difere muito dos barões de gado ou donos de cidades e o gigantesco mapa do Arizona que decora seu rico escritório demonstra isso. Porém ao contrário daqueles poderosos do Velho Oeste, J.A. Reavis sofre um inesperado processo de redenção em sua megalomania, inicialmente ao não aceitar irrecusáveis 25 milhões de dólares que o Governo dos Estados Unidos lhe oferece para abrir mão de sua reivindicação. Posteriormente Reavis confessa sua culpa torturado pelo remorso que toma conta de sua consciência ao ver o amor que a esposa Sofia Peralta-Reavis lhe dedica. A redenção do criminoso se consuma ao sair da prisão e reintegrar-se à família e à sociedade despojando-se de sentimentos de ambição, poder e glória que um dia efemeramente chegou a ter como Barão do Arizona.


EXEMPLAR WESTERN NOIR - "O Barão  Aventureiro"  é um western não convencional, fugindo do esquema tradicional do gênero, fruto da imaginação de Samuel Fuller. O diretor  foge dos padrões dos faroestes e ao invés de cavalgadas, lutas e duelos, envolve o espectador com situações típicas de filmes policiais e ainda um prolongado julgamento do fraudador Reavis. Os personagens em boa parte do filme são monges, ciganos e a nobreza espanhola e o mais próximo que "O Barão  Aventureiro"  chega de um faroeste é quando Reavis está prestes a ser linchado pelos revoltados moradores de Tucson. Some-se a esses personagens e cenários, o tom de filme noir criado por Fuller e James Wong Howe, isto no final de uma década onde esse estilo de filme imperou. E o próprio gênero western havia adotado a estética do filme noir com "Sua Única Saída" (Pursued), de 1947 e "Golpe de Misericórdia" (Colorado Territory) de 1949, ambos dirigidos por Raoul Walsh; "Sangue na Lua" (Blood on the Moon), de Robert Wise, de 1948; "Almas em Fúria" (The Furies), de Anthony Mann. A esses westerns soturnos faz companhia "O Barão  Aventureiro"  de Samuel Fuller, lançado em março de 1950.

A GRANDE CRIAÇÃO DE VINCENT PRICE - Havia um projeto, em 1940, para ser filmada a história de John Addison Reavis e Edward G. Robinson interpretaria o lendário forjador. A comparação entre Robinson e Vincent Price, que afinal foi quem viveu Reavis na tela, é inevitável e por melhor ator que Robinson pudesse ser, Price proporcionou uma brilhante e inusitada criação do vigarista Reavis com sua dominante performance. Vincent Price se iniciou no cinema aos 27 anos, em 1938 e desde o início de sua carreira com seu porte físico e impressionante expressão facial interpretou figuras importantes em dramas históricos como Sir Walter Raleigh em "Meu Reino por um Amor", Rei Charles II em "O Renegado". o promotor Vital Dutour em "A Canção de Bernadette" e o Cardeal Richelieu em "Os Três Mosqueteiros". Outras interpretações marcantes de Price, em melodramas, foram como Russell Quinton, o noivo de Gene Tierney em "Amar Foi Minha Ruína" e como o playboy Shelby Carpenter, outra vez namorado de Gene Tierney em "Laura". No entanto, Vincent Price sempre afirmou que o papel de sua vida foi o de John Addison Reavis no pequeno grande filme de Samuel Fuller. E de fato, alguns anos depois da criação desse personagem, Price aperfeiçoaria esse tipo de persona que carregaria por toda carreira, especialmente na sua esplendorosa fase do terror com Roger Corman focalizando a obra de Edgar Alan Poe.

Reed Hadley
em dois tempos
como Griff
O TALENTO DE FULLER - "O Barão  Aventureiro"  foi o segundo filme de Samuel Fuller, realizado após "Eu Matei Jesse James" (I Shot Jesse James), faroeste por ele dirigido um ano antes. Fica evidente o domínio de Fuller no set de filmagem pois com um elenco bastante grande e em poucos dias de produção, ele extrai dos atores formidáveis desempenhos. Exemplo disso é a excelente interpretação de Reed Hadley (nas fotos à esquerda em dois momentos do filme), Hadley que fora mocinho de faroestes e também Don Diego de La Vega no seriado "A Legião do Zorro" (Zorro's Fighting Legion). O russo Vladimir Sokoloff de "Por Quem os Sinos Dobram" e "Sete Homens e um Destino" (The Magnificent Seven), convincentemente como sempre interpreta Pepito Peralta. A bonita Ellen Drew personifica Sofia Peralta adulta e faz até esquecer que a 'baronesa' era ainda bastante jovem e Ellen estava já com 35 anos. Robin Short é outro destaque do brilhante elenco de "O Barão do Arizona", bem como os demais atores característicos, o que só faz comprovar o talento de Fuller. Pensando bem, o eterno exagerado Godard tem razão em considerar Fuller um grande autor cinematográfico. "O Barão  Aventureiro"  prova isso.

O Barão do Arizona Vincent Price com Reed Hadley (acima)
e com Vladimir Sokoloff, o Pepito Peralta

11 comentários:

  1. Fiquei curioso em Vincent Price num western, deve ser no mínimo interessante.

    De Samuel Fuller assisti apenas seus últimos trabalhos. O drama de guerra "Agonia e Glória" e o polêmico "Cão Branco".

    Preciso assistir outros filmes de sua carreira.

    Abraço

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  2. Ótima lembrança, Darci. Belo texto sobre Vincent Price analisando esse faroeste peculiar. Os outros dois dele, "More Dead Than Alive" e "Os Chacais", não chegam perto do "Barão".
    Desconhecia o projeto com Edward G. Robinson, havia algum nome escalado na direção? Gosto dessas oportunidades comparativas, até nas refilmagens, mas principalmente nas diferentes abordagens do mesmo tema. Basta lembrar quantos faroestes evidenciaram personagens históricos como Wyatt Earp, por exemplo.
    Lembro de dois filmes, praticamente simultâneos, tratando do mesmo assunto, inclusive baseados em um livro que pensei ser impossível transpô-lo para o cinema: o ótimo "Ligações Perigosas" de Stephen Frears e o bom trabalho de Milos Forman em "Valmont".

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  3. Olá Ivan. Recuando um pouco mais no tempo vale lembrar de "As Ligações Perigosas", dirigido por Roger Vadim e estrelado por Jeanne Moreau e que foi o último filme de Gérard Philipe que interpretou justamente o Visconte de Valmont. Esse filme também foi baseado no livro de Choderlos de Lacros e apesar do sucesso que fez no Brasil, em parte pelo chamativo título que é a tradução exata da obra (Les Liasons Dangerereuses), nunca mais foi exibido por aqui e nem lançado em DVD, o que é uma pena. Você lembrou bem de Wyatt Earp e no início dos anos 90 houve dois filmes produzidos simultaneamente sobre o lendário Earp, ou seja, Tombstone e Wyatt Earp de Lawrence Kasdan com Kevin Costner.

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  4. Nunca vi a versão francesa. Quando passou no Brasil? Consta como "As Ligações Amorosas" no IMDB.
    Em relação ao lançamento, não a produção, os dois faroestes lembrados por ti são mais próximos ainda. Depois de Silverado, achei que o Kasdan faria a grande versão do tema. Mas... Parece que se pretendeu épico, antes de tudo. Tombstone, mais modesto, acabou arrancando um honroso empate. Para mim, dois filmes regulares. Interessante que os dois atores no papel de Doc Holliday, foram bem e talvez tiveram seus melhores momentos nestes westerns. Dennis Quaid e Val Kilmer, quase se tornaram grandes astros. Quantos atores já foram citados no blog, Darci, que conheceram a fama e depois o tombo foi grande.
    Vincent Price, com toda aquela cultura, não brigou com o destino, conquistou seu espaço no gênero terror e uma legião de fãs. Claro que oriundo de uma família rica, teria sempre um porto seguro, e poderia dedicar-se somente ao teatro, se assim desejasse. Muitos lembram um dos seus últimos trabalhos no cinema, "Edward Mãos de Tesoura". Mas a admiração de Tim Burton por Price manifestou-se anteriormente em um ótimo curta de animação chamado "Vincent". Um menino chamado Vincent Malloy, sonha em tornar-se Vincent Price. Narrado brilhantemente pelo próprio Price, em 1982. Seis minutos de encanto e magia que começam rimando assim:
    Vincent Malloy is seven years old. He's always polite and does what he's told. For a boy his age he's considerate and nice, but he wants to be just like Vincent Price.

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  5. Nunca tive a oportunidade de ver, ou ouvir, um grande enredo como este voltado para um filme de faroeste. Uma joia especialmente rara, já que O Barão do Arizona, que nunca assisti, foi retirado de fatos mais que veridicos e confeccionado sob as condições que acabo de conhecer.
    Quando li neste mesmo espaço o artigo que falava deste grande diretor, Samuel Fuller, em Dragões da Violencia, fiquei pasmado com a grandiosidade com que ele transpõe um conto para uma fita em P&B, tida como uma fita simples, mas que ele a transformou num faroeste magnifico, com a ajuda da magnitude de Barbara Stanwick e que gerou um faroeste belo como aquele.
    Desde já fiquei de olho neste diretor, de quem já havia visto alguns filmes e que ficaram guardados, como; Renegando o Meu Sangue/57 e A Casa de Bambu/55, por exemplo. Era um cinegrafista que precisava estar sob a mira de nós, que amamos e discutimos cinema.
    Veio então o post Dragões da Violencia, que me empolgou e agora este O Barão do Arizona.
    Existem fatos que precisamos respeitar. E um homem que faz filmes assim, com um elenco deste porte, com um enredo complicado como este, num tempo como o falado, e nos presenteia com um filme conforme o Editor põe no texto, é merecedor de todas nossas atenções e respeitos.
    Uma grande trama, que não sei se em cores ou P&B, mas que somente temos que parabenizar um diretor deste porte, que faz coisas belas, bem feitas e com orçamentos insignificantes.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  6. Caro Ivan;

    Bom momento este que citaste sobre o trabalho de Tim Burton em Vincent, num curta voltado para a grande figura que foi o nosso Price. Bela e merecida lembrança, não apenas vossa, como do Tim Burton nesta homenagem acima de merecida e que jamais havia ouvido falar.
    Price, conforme enunciaste, era um homem de familia abastada e nunca viveria de cinema se o talento nato não o induzisse a esta profissão. E profissão que dignificou, pois seus trabalhos em Laura, Os Tres Mosquiteiros e no magnifico Amar Foi Minha Ruina, vê-se claramente que o talento do homem era coisa visivel e de nascença. Ele trabalhava como se estivesse agindo naturalmente no seu dia a dia, tal o talento que infringia aos seus personagens.
    Um homem que se imortalizou, não pelos poucos faroestes que fez, principalemtne este do fantástico Fuller, mas sim sob a batuta de Corman nos contos de Poe.
    Quanto a G Robinson ter sido cogitado para o papel de Addison, pode acreditar que este faria o personagem tão magnificamente bem quanto o fez Price, já que se tratava também de uma estrela de magnitude maior.
    Abraço, amigo. E siga fazendo estes lindos e cultos comentários, para que possamos prosear sobre estes perfeitos posicionamentos que colocas em seus trechos e abrirmos mais nossas idéias
    jurandir_lima@bol.com.br.

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  7. Muito obrigado, Jurandir. Nota-se nos teus textos a paixão pelo cinema, conhecimento, e a mente aberta para uma possível novidade, característica fundamental em todas as pessoas inteligentes.
    Aprendemos todos com o xerife do blog, que possui um vasto conhecimento e nos oferece artigos instigantes como esse.

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  8. Revi recentemente o Barão. A informação inicial do Darci, sobre a possibilidade deste filme ter sido filmado em apenas 15 dias é quase inacreditável, em virtude das qualidades já apontadas pelo xerife, com especial destaque para a fotografia.
    Gostei muito das portas que se abrem como páginas de um livro, na primeira parte do filme.
    Mas o que fica é um sentimento de decepção. As pouquíssimas cenas de ação, achei mal dirigidas, e a redenção do Barão resvala ladeira abaixo para o melodrama.
    O destaque que o Darci deu ao elenco é correto. Rever aproximadamente trinta anos depois um filme é ótimo. Não sei precisar, depois de ver tantos horrores do Price, sem trocadilho maldoso, se não carrego um quase preconceito ao assistir as conquistas amorosas de "Reavis".
    De uma cigana a uma rica dama, o Price não me engana.
    Teria ele o 'physique du rôle' para tanto sucesso com as mulheres? Desde Laura, do Preminger, fico imaginando, o que a bela Gene Tierney viu no impagável Cabeça de Ovo?
    Para fechar o ciclo de faroestes com Price, só me falta assistir o western-comédia também de 1950, Curtain Call at Cactus Creek. Alguém viu?

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  9. Ivan, physique du rôle eu não lia desde os tempos que Vinicius de Morais fazia críticas de filmes... E como frasista você continua terrivelmente imbatível: de cigana a uma rica dama. Como galã é mesmo difícil aceitar o Vicentão, sem nenhum preconceito claro, pois muitos galãs que conhecemos tinham preferências discutíveis. Cary Grant, Rock Hudson, Tyrone Power e tantos outros trocavam as belas atrizes por barbados...
    Darci

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  10. Ivan, como você mesmo disse, é quase incompreensível Vincent Price como irresistível galã, situação em que ele próprio se sentia desconfortável. Os galãs de preferências discutíveis que citei eram convincentes nos romances com suas leading-ladies, tanto que sempre estiveram entre os preferidos de todos os tempos entre as mulheres. Jovens da minha geração queriam ser como Rock Hudson ou Tony Curtis, que encantavam mulheres fascinantes como Liz Taylor, Natalie Wood, MM, Lollo e a maravilhosa Doris Day. Hoje sabemos que raramente os galãs deixavam de ter casos com as atrizes, menos Rock, Ty, Cary e alguns outros, entre eles, claro Vincent Price. Imbatível no gênero horror, o próprio cinema se encarregou de desfazer a imagem de galã do querido Vincentão.
    Há poucos anos alguém que não me lembro descobriu que o poetinha trabalhou no Serviço de Censura Federal no setor de cinema. Melhor esquecer o Vinicius como crítico onde parece que foi pior que diplomata...
    Darci

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    Respostas
    1. Pensei que com physique não iria arrumar rolo.
      Vincentão? Cary Grant? Darci? Explique-se. Eles estão nessa lista sem nenhum preconceito?
      Vamos falar de faroeste! Chico Buarque conta que conversando com o poetinha sobre reencarnação, Vinicius disse estar feliz com a vida que levou. Gostaria de "voltar" como ele mesmo. Apenas, se possível, com o... "de Moraes" um pouco maior.
      Falando no crítico de cinema, Darci, lembro de rir muito com ele esculhambando Agonia de Uma Vida e a freira detetive Claudette Colbert, com direito a muita rima.

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